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marca passo

(Apresentação, Informações e Considerações Gerais)

 

Marcapasso é um dispositivo de aplicação médica que tem o objetivo de regular os batimentos cardíacos. Isto é conseguido através de um estímulo elétrico emitido pelo dispositivo quando o número de batimentos em um certo intervalo de tempo está abaixo do normal, por algum problema na condução do estímulo natural do coração pelo seus tecidos antes de atingir os ventrículos. Os primeiros aparelhos marca-passo eram externos e de certa forma perigosos pois poderiam potencialmente eletrocutar seu portador. Atualmente o tamanho do aparelho foi reduzido e pode ser implantado no corpo do paciente pois é selado hermeticamente numa cápsula de metal e possui pilhas recarregáveis através de terminais externos. Sua cápsula externa em geral é feita de titânio por ser um material fisiologicamente inerte, o que reduz o risco de rejeição pelo sistema imunológico. 

 

 

1. INTRODUÇÃO

 

Você agora é portador de um aparelho eletrônico muito especial, o marcapasso. Como você, milhões de pessoas em todo o mundo, desde 1960, sentem os benefícios deste tratamento. Os batimentos do seu coração estão sendo agora auxiliados por estímulos artificiais, produzidos pelo marcapasso. Isto lhe traz muita segurança e assim você pode levar vida normal, sem medo. Afinal, pessoas com marcapasso são encontradas em todas as ocupações: trabalhando na lavoura, nas fábricas, nos escritórios, nas salas de aula, nas tarefas de casa, praticando esportes, etc. Vamos então ler o manual para saber mais de você com seu marcapasso. 

 

 

 

2. COMO FUNCIONA O CORAÇÃO NORMAL?
O coração normal trabalha sem parar e você nem percebe.

O trabalho do coração é o de bombear sangue para chegar a todas as partes do corpo, através dos batimentos cardíacos. Cada batimento normal segue a seqüência demonstrada na figura (1, 2, 3, 4) e bombeia uma quantidade de sangue que varia de pessoa para pessoa. Por isso cada um tem um número de batimentos diferente, que varia conforme as necessidades.

Por exemplo, quando realizamos esforços ou levamos um susto o número de batimentos cardíacos aumentam e quando dormimos diminuem.

Em geral, a medida do pulso reflete o número desses batimentos (medidos em 1 minuto).

Em condições normais, o número de batimentos cardíacos é determinado por um marcapasso natural (o nódulo sinusal), que em atividades cotidianas varia entre 60 e 100 batimentos por minuto.

 

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3. COMO FUNCIONA O CORAÇÃO QUE PRECISA DE MARCAPASSO?
O coração pode, em determinadas situações, (Doença do nó sinusal, Bloqueio Atrioventricular, Hipersensibilidade do Seio Carotídeo ou outras), perder a capacidade de gerar um número adequado de batimentos cardíacos, transformando-se em um "coração lento", por curtos períodos ou constantemente.

Estas situações podem provocar tonturas, cansaço fácil, palpitações, desmaios ou, às vezes, nada provocar.

Cabe ao médico dar valor a estes sintomas e indicar a necessidade do implante de marcapasso.

 

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4. PARA QUE SERVE O MARCAPASSO?
O marcapasso artificial é um aparelho que substitui o marcapasso natural, quando este apresenta defeito.

Ele permite, portanto, que o coração volte a contar com um número de batimentos eficientes, e com isso pode proporcionar o desaparecimento dos sintomas.

 

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5. O QUE É E COMO FUNCIONA O MARCAPASSO?
De um modo geral, o marcapasso é um aparelho eletrônico composto de duas partes: 1. caixa do marcapasso (gerador) que produz estímulos elétricos e 2. fio de comunicação (cabo-eletrodo), que leva estes estímulos ao coração para garantir os batimentos cardíacos.

Existem diversos tipos de marcapasso. Alguns utilizam um único cabo-eletrodo e produzem sempre o mesmo número de batimentos cardíacos (frequência fixa); outros podem proporcionar variação dos batimentos cardíacos conforme as necessidades. Para isso, às vezes, são necessários dois cabos-eletrodos.

 

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6. ONDE FICA O MARCAPASSO?
O gerador fica localizado embaixo da pele, geralmente no peito, próximo ao ombro. Menos freqüentemente, ele pode estar localizado em outras regiões do corpo (barriga ou abaixo da mama).

O cabo-eletrodo, que sai do gerador, pode chegar ao coração por uma grande veia e ser fixado na sua parede interna (endocárdico). Também pode ser levado por debaixo da pele e ser fixado no lado externo do coração (epicárdico).

Esta fixação pode ocorrer na cavidade superior (átrio direito - marcapasso atrial), na cavidade inferior (ventrículo - marcapasso ventricular) ou em ambas (átrio e ventrículo - marcapasso átrio-ventricular).

 

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7. COMO É A OPERAÇÃO DE COLOCAÇÃO DO MARCAPASSO?
A operação de colocação do marcapasso (implante) é bem mais simples do que as outras cirurgias cardíacas.

As crianças são sempre operadas sob anestesia geral. Os adultos, na maioria das vezes, são operados sob anestesia local, podendo ou não permanecer acordados.

O paciente permanece em média, 90 minutos na sala operatória e ao final pode voltar diretamente para seu quarto.

 

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8. O QUE ACONTECE APÓS A OPERAÇÃO?
A internação dura de 1 a 3 dias. Após a operação, é necessário o cuidado de permanecer deitado, sem levantar da cama por 24 horas.

Você deverá seguir à risca as orientações médicas e da enfermagem com relação à atividade física, medicamentos e a data de retorno à Clínica de Marcapasso.

 

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9. COMO SERÁ DEPOIS DA ALTA HOSPITALAR?
Quanto aos cuidados com a ferida operatória, mantenha sempre o local limpo e seco, para isso use apenas água e sabonete.

Evite dormir do lado em que foi implantado o marcapasso nos primeiros dez dias.

Noventa dias (3 meses) após a cirurgia, você poderá realizar qualquer atividade, sem restrições.

Até completar um mês após o implante, você não deve realizar movimentos fortes usando o braço do lado onde está o marcapasso.

Você pode escovar os dentes, pegar coisas leves, usar talheres nas refeições e realizar outras atividades correspondentes.

Se for necessário erguer o braço para, por exemplo lavar ou pentear os cabelos, procure fazê-lo sem realizar movimentos rápidos.

Você pode ainda, caminhar qualquer distância, mas procure fazê-lo em ritmo lento para não forçar o movimento dos braços.

Durante este primeiro mês, você não deve dar pulos, viajar de carro em estrada de terra, dirigir automóvel, guiar motocicletas, carregar, suspender ou empurrar pesos.

Nos próximos 60 dias (2 meses) você pode, aos poucos, liberar-se para atividades mais fortes: pode começar a dirigir automóvel, realizar caminhadas mais rápidas e carregar algum peso.

Você só deve realizar atividades físicas como natação, jogo de tênis, voley, futebol e outras, após completar 90 dias.

Retorno ao trabalho:

Se você for trabalhador braçal (pedreiro, doméstica, carpinteiro, lavrador, etc.) não deve retornar ao trabalho antes de 90 dias (3 meses).
Se você não for um trabalhador braçal, provavelmente o retorno ao trabalho deverá ser mais rápido. Converse com o médico a esse respeito.
 

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10. QUE CUIDADOS SE DEVE TER COM O MARCAPASSO?
1º) Carregar sempre a carteira (cartão) do portador de marcapasso que é fornecida pelo hospital. Em caso de atendimento médico de emergência ela será muito importante.

2º) Evitar traumatismos sobre a caixa do gerador, como esportes violentos, agressões físicas, etc.

3º) Cuidados especiais devem ser tomados nos seguintes ambientes:

a) em casa
b) na rua
c) no trabalho

A - Em casa

Você pode utilizar qualquer aparelho eletrodoméstico, como: enceradeira, aspirador de pó, forno elétrico, TV, rádio, chuveiro elétrico, cafeteira, exaustor, torneira elétrica, geladeira, batedeira, ferro elétrico, toca discos, etc.

Caso você sinta algum mal estar durante a utilização de qualquer aparelho, afaste-se dele e os sintomas desaparecem imediatamente.

Estas interferências, quando ocorrem, alteram transitoriamente o funcionamento do marcapasso, que volta ao normal assim que você se afastar do aparelho que está causando a interferência.

Você deve evitar levar um choque elétrico, não mexendo em fio descascado e ligando os aparelhos na tomada com muito cuidado.

O aterramento adequado das instalações e a correta manutenção e utilização dos aparelhos elétricos, são princípios gerais que devem ser adotados em sua casa.

Consulte, no final deste manual, maiores detalhes sobre esse assunto no Apêndice A.

B - Em trânsito

Os marcapassos podem sofrer interferências no seu funcionamento durante diversas atividades sociais e cotidianas de seus portadores. Essas interferências, na maioria sem importância, podem ser evitadas com medidas simples propiciando vida normal, sem maiores limitações.

Consulte, no final deste manual, maiores detalhes sobre este assunto no Apêndice B.

C - No trabalho

No ambiente profissional de portadores de marcapassos, pode existir equipamentos que emitem sinais eletromagnéticos capazes de interfirir no funcionamento do marcapasso e colocar em risco a vida do profissional que opera o equipamento, de outros profissionais que transitam pelo ambiente ou de clientes da empresa (exemplo: piloto de avião portador de marcapasso).

Interferências eletromagnéticas podem ocorrer, mais frequentemente nos seguintes ambientes de trabalho de:

empresas de fornecimento de energia elétrica
indústria mecânica e siderúrgica
indústria eletro-eletrônica
empresas de telecomunicações
empresas de transportes
indústria de transformação de madeira e plástico
hospitais e outros serviços médicos e para-médicos
prestadores de serviços
Consulte, no final deste manual, maiores detalhes sobre este assunto no Apêndice C.

 

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11. QUANDO SE DEVE RETORNAR AO HOSPITAL?
Uma semana depois da cirurgia você deverá retornar ao hospital para retirada de pontos da cicatriz cirúrgica e/ou realizar a primeira avaliação do marcapasso. As avaliações posteriores, em geral, são programadas para 30 e 90 dias depois da cirurgia e depois a cada 4 ou 6 meses, conforme o caso.

 

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12. O MARCAPASSO PODE FALHAR?
Os progressos da ciência tem produzido aparelhos cada vez mais perfeitos. O marcapasso é um aparelho eletrônico muito seguro, porém, pode falhar.

Estas falhas podem ser corrigidas, na grande maioria das vezes, com o auxílio de aparelhos externos (programadores) que "regulam" o marcapasso (reprogramação).

Raramente será necessária outra cirurgia para resolvê-los.

 

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13. COMO SABER SE HÁ PROBLEMAS COM O MARCAPASSO?
Existem duas maneiras de descobrir:

1º) Através da avaliação de rotina do marcapasso.

Nesta o médico pode descobrir defeitos que você pode não perceber, e corrigí-los.

2º) Pela sua própria observação.

Como referido anteriormente neste manual, cada paciente tem um número de batimentos cardíacos próprio (por minuto).

Estes podem ser programados conforme as suas necessidades, pelo médico.

O controle periódico destes batimentos pode ser feito por você mesmo através da verificação da pulsação (figura). Variações importantes no ritmo e no número de batimentos programados pode significar defeito do marcapasso.

Sintomas como tonturas, desmaios, vertigens e palpitações podem ocorrer e não estarem ligados a defeitos do marcapasso. Portanto, você deverá imediatamente comunicar-se com o seu médico.

 

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14. QUANTO TEMPO DURA O MARCAPASSO?
Não se pode fazer previsão exata da duração de um marcapasso.

A pilha, colocada dentro da "caixa do marcapasso" (gerador), tem prazo programado variável conforme o tipo de marcapasso (5, 6, 8 anos ou mais).

Este prazo pode, entretanto, não ser atingido. Algumas pilhas podem apresentar desgaste anormal e com isso durar menos. Também pode ocorrer de durar mais tempo que o previsto. Lembre-se que durante as avaliações periódicas do marcapasso, o médico pode: perceber se está ocorrendo desgaste anormal das pilhas ou quando possível, reprogramar a energia para aumentar a duração do marcapasso.

 

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15. O QUE É FEITO QUANDO A PILHA SE DESGASTA?
Sempre que for constatado desgaste anormal, a pilha deve ser trocada (ela não pode ser recarregada). Para resolver o problema é feita a troca da caixa do marcapasso (não se pode trocar somente as pilhas).

Em geral, a troca da caixa é realizada através de pequena cirurgia, bem mais simples que a do implante. Raramente o fio de comunicação necessita ser trocado. Assim o tempo de internação é mais curto. Em alguns casos o paciente recebe alta no mesmo dia.

As vezes, entretanto, pode-se optar por colocar mais um fio de comunicação e mudar o tipo de marcapasso, o que aumenta o tempo de internação.

 

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16. OBSERVAÇÕES FINAIS
Este manual procurou enfocar as orientações mais importantes referentes aos portadores de marcapasso. Entretanto, duvidas particulares não abordadas poderão surgir.

Evidentemente elas deverão ser esclarecidas junto ao seu médico assistente.

Procure conhecer ao máximo o marcapasso e a sua relação com ele. Para isso, se for necessário, leia o manual várias vezes.

Caso você esteja interessado em obter informações técnicas mais detalhadas sobre os assuntos comentados anteriormente, leia os apêndices descritos nas páginas seguintes.

 

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Apêndice A
AMBIENTE DOMÉSTICO

Apesar da grande diversidade de equipamentos presentes no ambiente domiciliar, o potencial de interferências dos mesmos é muito pequeno. Essas interferências, na sua maioria de natureza eletromagnética, além de ocorrerem raramente, são na grande maioria das vezes, incapazes de causar problemas clínicos relevantes.

Entretanto, apesar de serem dotados de circuitos com filtros específicos que procuram evitar problemas dessa natureza, todo marcapasso está sujeito às interferências de aparelhos eletrodomésticos. O aterramento adequado das instalações e a correta manutenção e utilização dos aparelhos elétricos, são princípios gerais que devem ser adotados pelo portador de marcapasso em seu domicílio.

Eletrodomésticos

Em condições normais de funcionamento e adequado aterramento da rede domiciliar, a grande maioria dos aparelhos eletrodomésticos não geram interferência nos marcapassos. Entretanto deve ser evitado o contato direto da região do corpo onde está o gerador com o aparelho em funcionamento. São exemplos: rádios e televisores, tomadas e interruptores elétricos, telefones comuns e sem fio, portões eletrônicos, controles-remotos, chuveiros, máquinas de lavar, geladeiras, secadoras, batedeiras, liqüidificadores, ferros-elétricos, exaustores, fornos, computadores, ar condicionado, lâmpadas fluorescentes, aquecedores, enceradeiras, torneiras elétricas e brinquedos eletrônicos.

Fornos de microondas

Os fornos de microondas eram antigamente questionados como causadores de interferências às custas de "fuga de energia" por ineficiente vedação do sistema. Os avanços tecnológicos dos marcapassos e a blindagem atual dos fornos de microondas tornam essa possibilidade de interferência bastante remota. Nessa situação a possibilidade de interferência pode ser evitada mantendo-se o paciente afastado dois metros do microondas quando em funcionamento.

Colchão Magnético

O uso do colchão magnético está contra-indicado para o paciente portador de marcapasso, devido a possibilidade de reversão para o modo assíncrônico de estimulação, mudando sua freqüência para a magnética, quando o imã entrar em contato com o gerador. Esse evento pode propiciar a competição entre o ritmo próprio e o ritmo do marcapasso, favorecendo o aparecimento ou desencadeando arritmias.

Aparelhos Sonoros Dotados de Imãs Potentes

Todo manuseio de aparelhos com imãs potentes exigem cuidados. Aparelhos sonoros como alto-falantes dotados de imãs potentes apesar de não serem tão problemáticos como o colchão magnético, podem causar problemas se estiverem em contato direto com a loja do gerador.

Choques Elétricos

Os choques elétricos, que podem estar presentes em todas as situações domiciliares, igualmente são minimizados pelas condições de aterramento e manutenção adequada da instalação e equipamentos. Geralmente são da ordem de 110 a 220 Volts e podem interferir de duas formas nos sistemas de estimulação: a) interferência direta no gerador, podendo momentaneamente inibi-lo, deflagrá-lo, revertê-lo em modo assíncrono ou, até mesmo, alterar seu circuito de sensibilidade; b) através da passagem da corrente elétrica pelo cabo-eletrodo pode ocorrer alteração da interface cabo-eletrodo-coração (mudança do limiar de comando e/ou sensibilidade).

Aparelhos que produzem vibração

Vibrações causadas por aparelhos eletrodomésticos como barbeadores elétricos, escovas dentais elétricas, aparadores de grama, perfuradores elétricos e vibradores para massagem, podem influir no circuito de sensibilidade dos marcapassos dotados de sensores para movimento, como nos acelerômetros e principalmente nos cristais piezoeléctricos.

Nessas condições o movimento vibratório pode provocar uma taquicardia inapropriada.

Turbulência Hídrica (Hidromassagem) e Acústica

Apesar da inexistência de dados na literatura, as situações que envolvem turbulência hídrica como hidromassagem e, eventualmente, até turbulência acústica podem teoricamente também interferir nesses marcapassos com sensores de movimento.

Sauna

Não obstante a sofisticação progressiva dos marcapassos que envolvem sensores, a sua adequação fisiológica para as diversas solicitações hemodinâmicas ainda são incompletas. Portanto, embora não interfiram diretamente nos marcapassos, situações que podem provocar vaso-dilatação importante como saunas prolongadas podem, dependendo do tipo do modo de estimulação, evoluir com sintomas de baixo débito. Isso não deve ser interpretado como interferência no marcapasso, mas como uma inadequada resposta cronotrópica frente a uma solicitação metabólica exacerbada.

Esteiras ou Bicicletas Ergométricas

Estes aparelhos não interferem com o marcapasso, mas podem resultar num trabalho físico que exija uma adequação de débito e freqüência cardíaca para o exercício realizado. A eventual disfunção miocárdica e limitação da adequação cronotrópica do marcapasso podem limitar a utilização dessas formas de atividade física.

Fenômenos Triboelétricos

São causados por energia eletrostática, favorecida por clima quente e seco. Um exemplo desse fenômeno é a atração de partículas, gerados após a fricção de um objeto em uma superfície capaz de acumular cargas elétricas (após ser friccionado nos cabelos, um pente é capaz de atrair partículas de papel). Esse fenômeno pode ocorrer na interação de partículas acumuladas em monitores de televisão e computador. Embora de discretíssimo efeito clínico, existe a possibilidade de mínimas inibições transitórias do gerador, quando em contato direto nessa superfície. Resumidamente o ambiente doméstico raramente causa problemas clínicos ao portador de marcapasso. Pode-se considerar que, na vigência da rede elétrica bem aterrada e aparelhagem com boa manutenção, é improvável que as interferências do meio domiciliar possam trazer qualquer prejuízo para a vida rotineira do paciente.

 

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Apêndice B

AMBIENTE SOCIAL

Os portadores de marcapasso cardíacos estão sujeitos à interferências no funcionamento de seus sistemas de estimulação cardíaca, em diversas situações de suas atividades sociais e cotidianas. Essas interferências, na maioria sem significado clínico, podem ser evitadas com medidas e/ou precauções simples, propiciando uma vida normal sem maiores limitações. Procuraremos a seguir comentar situações e circunstâncias que freqüentemente são alvo de questões dos pacientes a seus médicos:

Detetores de metais em aeroportos e em portas de bancos e dispositivo anti-furtos de lojas

Estes dispositivos são passíveis de causar interferências em marcapassos tanto unipolares como bipolares, podendo inibir, deflagrar, reverter ao modo assíncrono e até mesmo modificar a programação dos marcapassos. Recomenda-se aos portadores de marcapassos que não se exponham a estes tipos de equipamento.

Transformadores e linhas de Alta Tensão

Podem determinar inibições ou deflagrações nos marcapassos, sendo recomendado aos pacientes não transitarem próximo destes locais.

Escada Rolante, Elevadores, Portas Automáticas e Rádio de Freqüência Privada

Não existem evidências de interferências nos marcapassos.

Transportes Coletivos

Não existem evidências de interferências nos marcapassos de pacientes que utilizam transportes coletivos, sendo portanto liberados (em algumas situações a vibração durante o translado pode interferir sobre os sensores de atividade, provocando uma elevação inadequada da freqüência, porém sem maiores significado clínico além do desconforto para o paciente). Entretanto as cabines de comando de aviões devem ser evitadas.

Telefonia Celular

O sistema de telefonia celular utilizado atualmente na maior parte do território brasileiro é analógico e pode causar discretas interferências do tipo inibição transitória sem maiores repercussões clínicas. o sistema digital mais utilizado nos Estados Unidos e na Europa, dependendo da proximidade do aparelho ao marcapasso, pode determinar interferências mais significativas, havendo relatos até mesmo de mudança da programação. Independente da tecnologia utilizada, recomenda-se manter o aparelho, sempre que ligado, a uma distância superior a 15cm do marcapasso e seu uso no ouvido contralateral além de não porta-lo próximo ao gerador (não mante-lo nos bolsos de camisas e paletós, por exemplo).

Usuários de Automóvel

Apesar de existirem relatos de interferências em marcapassos de pacientes que se aproximam do motor, os usuários (motorista e passageiros) não sofrem qualquer tipo de interferência, sendo portanto este meio de transporte liberado.

Práticas de Esporte e Esforços físicos em Geral

Qualquer esforço físico que requeira a participação da musculatura próxima do gerador de pulso pode causar interferências do tipo inibição, deflagração e/ou reversão assincrônica nos marcapassos unipolares, devido a ação dos potenciais elétricos dos músculos esqueléticos, sendo que os marcapassos bipolares são menos suscetíveis a este tipo de interferência. Não existe maiores limitações para a prática de esportes.

Atividades Sexuais

Não existe qualquer tipo de interferência nos marcapassos durante a atividade sexual desde que não ocorra, nos casos de marcapassos unipolares, esforço físico na musculatura próxima ao gerador de pulso.

Parques de Diversão, Shopping Centers e Casas de Espetáculos

Não existem evidências de interferência nos marcapassos nestes locais.

 

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Apêndice C
AMBIENTE PROFISSIONAL

1. EMPRESAS DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA

a) Geração de energia elétrica

Os campos eletromagnéticos de grande magnitude como conseqüência do acionamento dos diversos geradores de energia elétrica contra-indica a presença de portadores de marcapassos. Existem, no entanto, nestes locais algumas áreas com baixo nível de interferência eletromagnética onde não há risco para os portadores de marcapasso.

b) Subestação de distribuição

Campos eletromagnéticos de alta tensão (corrente alternada de 50 a 60 Hz) estão presentes nesses locais. Trabalhadores desta área que portam marcapasso podem apresentar modificação funcional dessas próteses (inibição e/ou reversão assíncrona). Estudos demonstram que existe a possibilidade de se proteger esses profissionais através de paramentação específica, confeccionada com material isolante capaz de permitir o trabalho em estações de até 400 KW.

c) Linhas de transmissão

Os campos eletromagnéticos provocados pelas linhas de alta tensão podem provocar modificações funcionais em portadores de marcapasso. Essa interferência depende da proximidade física do paciente à rede elétrica e da presença de objetos de metal de grande porte (como automóveis) próximo ao portador de marcapasso.

2. INDÚSTRIA MECÂNICA E SIDERURGIA

Os engenheiros, técnicos e os operadores de equipamentos portadores de marcapasso estão sujeitos a ação de campos eletromagnéticos quando atuam sob a influência das seguintes fontes:

a) Dispositivos de solda elétrica (arco voltaico) que utilizem até 225A em corrente alternada ou contínua com baixa voltagem, parecem não interferir na função dos marcapassos (testes in vitro). Por outro lado, dispositivos de maior porte que utilizem mais de 300A têm demonstrado modificações funcionais temporárias em importante percentual de pacientes. São exemplos equipamentos para solda a ponto, para solda submarina, sob uso de gás tungstênio.

b) Motores elétricos de grande porte através da geração de campos eletromagnéticos podem provocar modificações funcionais transitórias nos marcapassos, do tipo inibição, deflagração e reversão assíncrona.

3. INDÚSTRIA ELETRO-ELETRÔNICA

Os profissionais da área de montagem de tubos de TV e monitores genéricos de vídeo (fontes de emissão de raios catódicos); equipamentos de dosagem de radiação (portáteis ou de grande porte), estão sujeitos às interferências por essas fontes de campo eletromagnético. Equipamentos de solda por radiofrequência também podem provocar alterações temporárias no funcionamento dos marcapassos.

4. EMPRESAS DE TELECOMUNICAÇÕES

a) Transmissores de radiofrequência AM, FM e TV podem inibir geradores de pulso unipolares, na dependência da proximidade, potência e modulação da freqüência transmitida.

b) Radar raramente interfere na função dos marcapassos de seus operadores, podendo eventualmente ser detectada inibição esporádica da estimulação.

5. EMPRESAS DE TRANSPORTES

Os condutores de automóveis, ônibus, caminhões, trolebus não sofrem interferências sobre a função dos seus marcapassos durante suas atividades profissionais. As cabines de aviões constituem exceção pela presença de múltiplos dispositivos de radiocomunicação. Restrições profissionais, entretanto têm sido feitas somente aos pilotos não se estendendo aos demais tripulantes.

6. INDÚSTRIA TRANSFORMADORA DE MADEIRA E PLÁSTICOS

Os secadores de madeira por radiofrequência, furadeiras, lixadeiras são fontes de interferência que podem causar inibição, deflagração e reversão de marcapassos.

7. HOSPITAIS E OUTROS SERVIÇOS MÉDICOS E PARAMÉDICOS

Os profissionais que operam ou transitam em ambientes dotados de equipamentos médicos, odontológicos ou paramédicos, estão sujeitos às mesmas restrições que os pacientes. Devem, portanto seguir as mesmas orientações do capítulo das interferências hospitalares.

8. PRESTADORES DE SERVIÇO

a) Eletricistas

Apesar do risco potencial, esses profissionais lidam com rede de baixa voltagem e, quando suficientemente esclarecidos e protegidos por luvas de borracha e botas, não são alvo de acontecimentos fatais.

b) Mecânicos de automóveis

As possíveis fontes de interferência ao sistema de estimulação cardíaca relacionados à mecânica de automóveis tem sido pouco estudadas. Sabe-se entretanto, que as operações ligadas aos motores e instalações elétricas podem gerar campos elétricos e/ou eletromagnéticos. Com relação aos motores de partida e a bobina do sistema de ignição são tidos como capaz de provocar inibições da estimulação em marcapassos unipolares em situações de proximidade inferior a 60cm.

Recomendam-se distâncias de 1 metro durante o manuseio de motores com a ignição eletrônica ligados. As demais operações que envolvem instalações elétricas de automóveis não são capazes de provocar ameaças porque operam em baixa voltagem e em corrente contínua.

c) Funilaria e serralheria

Tais profissionais são submetidos a fontes diversas de interferências durante suas atividades, a utilização de dispositivos de solda elétrica de baixa voltagem e amperagem parece não interferir nos marcapassos. Quando se utilizam equipamentos de alta voltagem, entretanto, podem ocorrer inibições de marcapasso uni ou bipolares. O uso de furadeiras e lixadeiras pode provocar baixo grau de inibição ou reversão assíncrona.

d) Técnico de televisão

O tubo de imagem e os dispositivos utilizados para teste e reparo são fontes de campos eletromagnéticos capazes de interferir nos marcapassos. As interferências podem ser do tipo inibição, deflagração ou reversão para o modo assíncrono.

e) Digitador e técnico de informática

Com exceção dos problemas inerentes aos fenômenos triboelétricos relacionados ao monitor de computador, não parece haver qualquer interferência sobre o marcapasso. É recomendável entretanto, o adequado aterramento do computador, inclusive do teclado.

f) Consultório dentário

Os dentistas e seus auxiliares quando portadores de marcapasso, podem estar sujeito a inibição, deflagração e reversão pela interferência de aparelhos de diatermia dental sempre que os aparelhos estejam ligados. Observando-se distâncias superiores a 35cm tais interferências deixam de ocorrer.

 

Clínica de Marcapasso
A Clínica de Marcapasso situa-se no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Apresenta uma área física de 104m2 distribuída em: 4 consultórios, central transtelefônica, departamento de engenharia clínica e informática e unidades administrativas.

Tem como objetivo:

Indicação de implante de marcapasso e cardioversor desfibrilador implantável
Acompanhamento de pacientes portadores de marcapasso e desfibrilador implantável:
identificar falências do sistema de estimulação cardíaca artificial (protocolos de rotina) e prevenir as conseqüências clínicas.
aumentar a sobrevida dos pacientes, através de acompanhamento clínico regular particularizado, e do gerador de pulsos através da redução da estimulação crônica
reduzir as indicações de reoperação otimizando e adaptando as programações
diagnosticar precocemente as complicações clínicas e do sistema de estimulação
oferecer apoio psicológico considerando os aspectos sócio-econômicos dos pacientes
avaliação a distância através de parâmetros eletrônicos e eletrocardiográficos (Central Transtelefônica)
A Clínica de Marcapassos representa um papel importante na sociedade brasileira:

desenvolvimento de trabalhos científicos
aplicação de técnicas modernas e de ponta na estimulação cardíaca artificial
serviço voltado para sociedade carente
produção de guias educativos (orientações ao portador de marcapasso e orientações ao portador de cardioversor desfibrilador implantável)
Realiza propedêutica complementar específica no auxílio diagnóstico e seguimento de seus pacientes:

eletrocardiograma de repouso
eletrocardiografia esofágica
monitorização de eventos (Loop Event Recorder)
estudo eletrofisiológico por estimulação esofágica

Neste Artigo:

- Quando um marcapasso é usado?
- Qual o preparo para um implante de marcapasso?
- Como é o procedimento?
- O que acontece depois do procedimento?
- Quais são os riscos associados ao procedimento do implante do marcapasso?

"Um implante de marcapasso é um procedimento no qual o médico realiza uma cirurgia, através da qual um aparelho que controla os batimentos do coração, chamado marcapasso, é implantado debaixo da pele e conectado ao seu coração através de um ou mais fios, chamados eletrodos."

Quando um marcapasso é usado?

Este procedimento é freqüentemente indicado quando o número de batimentos cardíacos (freqüência cardíaca) está muito baixo. Como resultado da freqüência anormal, o coração bombeia menos sangue e causa sintomas tais como fadiga, falta de ar, ou desmaio.

Qual o preparo para um implante de marcapasso?

O paciente deve planejar antecipadamente como será a sua vida e atividades durante o período de recuperação da operação, reservando tempo para repousar. As tarefas e obrigações do dia a dia deverão ser delegadas a outras pessoas, ou simplesmente adiadas.

As instruções e orientações pré-operatórias dadas pela equipe médica devem ser observadas, incluindo tempo de jejum e preparo da pele local. Alguns serviços recomendam o prévio preparo da pele no local da incisão cirúrgica com o uso de solução de PVPI.

Como é o procedimento?

Uma enfermeira lavará o tórax do paciente com solução anti-séptica. Na maioria das vezes, a anestesia é local. Em crianças e em outras condições especiais usa-se anestesia geral. O anestésico local é normalmente combinado com sedativos leves, aliviando a dor do paciente durante a operação. Caso o paciente sinta dor, desconforto, ou incômodo durante o procedimento, deverá comunicar imediatamente ao médico cirurgião.

O cirurgião faz uma incisão na pele na porção superior do tórax e separará os tecidos para criar um lugar para colocar o gerador (bateria) do marcapasso. O sistema de marcapasso artificial consiste em um ou dois eletrodos e uma unidade de bateria. Os eletrodos (fios) são inseridos em uma veia localizada abaixo da clavícula. Com a ajuda de imagens de radioscopia vistas em tempo real em um monitor, o médico os coloca em seu átrio direito e ventrículo direito. As pontas dos eletrodos estabelecem contato com o músculo cardíaco, e transmitem o impulso elétrico que estimula as batidas do coração. As outras extremidades dos eletrodos são conectadas à unidade de marcapasso (chamado de “gerador”) que contém baterias e circuitos eletrônicos. O médico coloca esta unidade debaixo da pele, na parte superior do tórax.

O que acontece depois do procedimento?

O paciente pode ficar no hospital de 1 a 3 dias após a cirurgia, na dependência de cada caso. O repouso no leito com monitorização dos batimentos cardíacos é feito pelo menos por 12 a 24 horas após o implante.

Antes da alta hospitalar, é feita uma análise computadorizada do sistema de marcapasso, para se obter um ponto basal após o implante. São feitas recomendações quanto aos cuidados e quanto ao controle clínico e do marcapasso no pós-operatório. O paciente poderá ser ensinado a utilizar um sistema de transmissão trans-telefônica dos dados do marcapasso.

O médico pode explicar como o fato de portar um marcapasso poder afetar o estilo de vida do paciente; são dadas outras informações gerais sobre os cuidados e acerca dos controles futuros e de qual será a duração estimada do marcapasso.

Geradores de marcapasso tem, de modo geral, uma duração estimada em 6 a 8 anos, podendo este tempo ser aumentado com a reprogramação do sistema no pós-operatório

Quais são os riscos associados ao procedimento do implante do marcapasso?

• Anestesia: a anestesia geral, em principio, tem mais riscos do que a anestesia local.
• A anestesia local pode não ser suficiente para retirar toda a sensação de dor no local do implante, levando a incômodo e desconforto
• O eletrodo pode perfurar um dos pulmões, a veia por onde ele é introduzido, ou a cavidade do coração
• Como qualquer dispositivo elétrico ou mecânico, o marcapasso pode precisar de uma substituição se deixar de funcionar corretamente.
• O fio do marcapasso (eletrodo) pode vir a se fraturar, havendo possivelmente necessidade de sua substituição
• O marcapasso é implantado geralmente porque o ritmo do coração é anormal. Isto pode estar associado com outros problemas cardíacos, que podem piorar apesar da correção do ritmo.
• Existem riscos de infecção e também de sangramento.

Se você vai se submeter a um implante de marcapasso, pergunte a seu médico se estes ou outros riscos se aplicam a você.

A ciência médica encontrou uma maneira de corrigir os problemas de "coração lento", através do implante de marcapasso cardíaco artificial.

Este aparelho é um dispositivo eletrônico composto de gerador (pilha do marcapasso) e eletrodo (fio que se comunica com o coração).

O gerador composto de circuitos e baterias, produz impulsos que permitem a contração cardíaca e o batimento normal do coração.

O eletrodo substitui o sistema de condução, levando os impulsos elétricos do gerador até o músculo cardíaco.

Eles (gerador e eletrodo) trabalham juntos de forma semelhante ao marcapasso cardíaco natural.

O que ocorre quando o coração precisa de Marcapasso Artificial?
Algumas vezes, podem ocorrer danos no marcapasso natural ou no sistema de condução do impulso elétrico, fazendo com que o coração funcione tão lentamente que uma quantidade insuficiente de sangue chega ao corpo.

Quando isso ocorre sintomas como tonturas, cansaço e desmaios podem ocorrer.

Estes defeitos podem ser corrigidos através do implante de um marcapasso cardíaco artificial.


O seu marcapasso é implantado abaixo da pele, no peito próximo ao ombro, geralmente do lado contrário ao seu braço mais utilizado.

O eletrodo que sai do gerador é introduzido através de uma veia importante e colocado dentro do coração em contato com o músculo cardíaco. Pode-se utilizar somente um eletrodo (no ventrículo direito) ou dois (um no ventrículo direito e outro do átrio direito), dependendo do problema a ser corrigido).

A cirurgia é bem mais simples que as outras cirurgias cardíacas e geralmente não há necessidade de anestesia geral (somente anestesia local). Você ficará internado por aproximadamente 3 dias no hospital.


Mantenha a ferida da cirurgia sempre limpa e seca até a cicatrização, utilizando apenas água e sabonete.

Nos 2 primeiros dias após o implante, ainda internado no hospital, você permanecerá a maior parte do tempo em repouso no leito.

No 1º mês após cirurgia você não deverá realizar esforços físicos intensos. Se você for trabalhador braçal você só voltará às suas atividades normais entre 30 a 90 dias após a cirurgia dependendo da orientação de seu médico. Em outras profissões o retorno ao trablaho é bem mais rápido.

Nos primeiros 30 dias você não deve dirigir automóveis. Realizar movimentos leves e lentos com o braço do lado onde o marcapasso foi implantado. Você pode escovar dentes, utilizar talheres nas refeições e outras atividades semelhantes. Se for necessário utilizar força ou erguer muito o braço (por exemplo pentear cabelos), recomenda-se utilizar o outro braço.

Você pode caminhar desde o dia da alta, porém evitando movimentar muito o seu braço.

O mais importante que você tem que lembrar, é que o Marcapasso Cardíaco Artificial é utilizado, para que você possa ter uma vida praticamente normal

Carregue sempre a carteirinha do marcapasso que você vai receber no hospital
Você deverá sempre voltar para revisões com o seu médico conforme ele determinar
Evite traumatismos sobre o marcapasso (agressões, traumas, esportes violentos)
Evite choques elétricos
Não ultrapasse portas que apresentem detectores de metais (em bancos e aeroportos). Nestes casos avise o segurança do local que ele saberá como agir

Eu posso utilizar aparelhos eletrodomésticos?
O marcapasso cardíaco não sofre interferência dos aparelhos existentes em sua casa. No entanto, você deve verificar sempre a instalação elétrica para não sofrer choques elétricos (que podem danificar temporariamente o seu aparelho). Algumas vezes alguma interferência pode ocorrer com a utilização de forno de microondas, mas estas interferências são raras e temporárias (desaparecem se você se afastar do aparelho). Qualquer sintoma que apresente com a utilização de qualquer aparelho, desaparecem ao se afastar dele e deve ser comunicada ao seu médico na próxima revisão.

Eu posso praticar esportes?
Sim, desde que orientado pelo seu médico. Esportes violentos que possam causar algum trauma sobre o gerador do marcapasso devem ser evitados.

Eu posso ter relações sexuais?
Sim. Você tem que lembrar que o marcapasso foi colocado em você para que possa ter uma vida praticamente normal.

Eu tenho que ter cuidados com cirurgias, exames ou tratamentos dentários?
Em alguns exames, cirurgias e tratamentos dentários, são utilizados aparelhos que podem interferir com o funcionamento do marcapasso. Sempre que houver necessidade de algum procedimento você deve avisar ao profissional que você é portador de marcapasso e pedir orientação de seu médico.

Você não pode ser submetido a exame de ressonância magnética.

Quanto tempo dura a "pilha" do meu marcapasso?
Os geradores de marcapasso possuem baterias (pilha) que tem duração média de 5 anos. Este tempo varia de acordo com o tipo e marca do marcapasso implantado. Estas informações você terá com seu médico

O que acontece quando acaba a pilha do meu marcapasso?
Você será submetido a troca do gerador. A cirurgia é bem mais simples que a primeira de implante, pois não há a princípio necessidade de se mexer no eletrodo. Com as avaliações periódicas o seu médico irá informar exatamente quando deverá ser realizada a cirurgia de troca do gerador.

O meu marcapasso pode parar de funcionar de repente?
Com o avanço de tecnologia isto seria praticamente impossível de ocorrer. Problemas não previstos com o gerador ou com eletrodo podem ser detectados durante as avaliações periódicas recomendadas.

Fonte: www.pucpr.br

marcapasso
O marca-passo é um pequeno aparelho transistorizado, instalado no interior do tórax com a função de comandar os batimentos do coração lesionado. O marca-passo por ser um mecanismo mecânico, necessita após alguns anos de funcionamento, serem substituídos por outro.

Em 1896, o médico inglês Stephen Paget previu que a cirurgia cardíaca já havia atingido os limites impostos pela própria natureza. Este médico quis dizer, com isso, que nenhuma nova descoberta poderia superar as dificuldades naturais representadas por lesões cardíacas congênitas ou adquiridas. Menos de um século mais tarde, contudo, o vertiginoso progresso da medicina e da cardiologia tornaram corriqueiras as mais complicadas técnicas cirúrgicas.

Uma das descobertas, nesse campo, foi a do marca-passo, em 1952. Conhecido internacionalmente por seu nome inglês pacemaker, trata-se de um aparelho que comanda os batimentos cardíacos nos casos em que se dê o bloqueio do coração. Num pequeno nicho situado na parte do átrio direito, existem células dotadas da propriedade de gerar impulsos "elétricos" intermitentes (nodo-sinoatrial) e transmiti-lo compassadamente. O nodo sinoatrial é o marca-passo natural do coração, que pode ser comparado a um metrônomo, aparelho encarregado de marcar o compasso musical para os estudantes de piano. Além de dar ritmo, fornece a energia necessária às contrações cardíacas. Não há cabos condutores; o fluxo se transmite em ondas eletromagnéticas, captadas por outra ''estação'' retransmissora, nodo atrio-ventricular situada no assoalho do átrio direito. A partir daí a transmissão é feita através de feixes de fibras especiais (feixes de Hiss) que distribuem o impulso contrátil a todo o coração.

Coração Fora de ritmo (descompassado) - os distúrbios da condução ou bloqueio cardíaco podem alterar a transmissão natural das contrações. Em conseqüência, os tecidos particularmente o cérebro se ressentem das folhas que ocorrem no fluxo sangüíneo. Tonturas, desmaios e convulsões são sintomas comuns.

Em 1952 foi construído um aparelho que enviava choques elétricos através da parede torácica, provocando a construção cardíaca. Os inconvenientes desse primeiro marca-passo eram vários: os choques contraíam também a musculatura do tórax, trazendo sofrimento ao paciente.

Em 1957 houve um aperfeiçoamento: marca-passo, estrutura semelhante a uma pequena caixa que contém um gerador de corrente elétrica partem um ou dois fios que terminam em uma ou duas pequenas placas, os eletrodos, ligados na parede do coração. O aparelho é regulado para promover estímulos cardíacos na razão de 70 batimentos por minuto. Com a descarga elétrica, o coração se contrai como numa pulsação comum.

posição corpórea do marca-passo

Técnicas - hoje em dia existem várias técnicas de implantação para os diferentes tipos de marca-passo. Uma delas consiste em abrir o tórax e pôr o coração a descoberto. Os dois eletrodos são suturados na superfície do ventrículo esquerdo. Os fios ligados aos eletrodos chegam, através de um túnel que se abre no tecido subcutâneo, até a caixa geradora, a qual se implanta, geralmente, na parede do abdome. Ouro tipo é o marca-passo endocavitário ou endovenoso, cuja implantação evita a abertura do tórax. Colocado, por exemplo, abaixo da clavícula, dele parte uma sonda. Esta, por via venosa, chega ao ventrículo direito do coração, onde entra em contato com o eletrodo.Existe, ainda, um tipo em que um dos eletrodos fica sob a pele, enquanto o outro em forma de agulha é espetado no coração. Os eletrodos permanecem desligados e, se necessário, são ligados a uma bateria que fornece energia.

Trata-se de uma modalidade provisória, geralmente utilizada em caso de urgência. Às vezes, o marca-passo é instalado de tal modo que fica ''desligado''. Se o ritmo cardíaco cair abaixo do normal, o aparelho funcionará automaticamente.

Nos Estados Unidos, o marca-passo mantém vivos mais de 50 mil pacientes, garantindo o funcionamento de seus corações à base de pequenas baterias de mercúrio.

A maioria desses pacientes leva vida praticamente normal, não necessitando de mediações suplementares. O único cuidado é um controle do estado ''elétrico'' e funcional do aparelho. Assim, as baterias devem ser recarregadas periodicamente (de 2 em 2 anos). O aparelho em geral permanece inalterado por três anos, mas às vezes chega a cinco, quando deve ser substituído.

Fonte: www.consulteme.com.br

marcapasso
"Um implante de marcapasso é um procedimento no qual o médico realiza uma cirurgia, através da qual um aparelho que controla os batimentos do coração, chamado marcapasso, é implantado debaixo da pele e conectado ao seu coração através de um ou mais fios, chamados eletrodos."

Quando um marcapasso é usado?
Este procedimento é freqüentemente indicado quando o número de batimentos cardíacos (freqüência cardíaca) está muito baixo. Como resultado da freqüência anormal, o coração bombeia menos sangue e causa sintomas tais como fadiga, falta de ar, ou desmaio.

Qual o preparo para um implante de marcapasso?
O paciente deve planejar antecipadamente como será a sua vida e atividades durante o período de recuperação da operação, reservando tempo para repousar. As tarefas e obrigações do dia a dia deverão ser delegadas a outras pessoas, ou simplesmente adiadas.

As instruções e orientações pré-operatórias dadas pela equipe médica devem ser observadas, incluindo tempo de jejum e preparo da pele local. Alguns serviços recomendam o prévio preparo da pele no local da incisão cirúrgica com o uso de solução de PVPI.

Como é o procedimento?
Uma enfermeira lavará o tórax do paciente com solução anti-séptica. Na maioria das vezes, a anestesia é local. Em crianças e em outras condições especiais usa-se anestesia geral. O anestésico local é normalmente combinado com sedativos leves, aliviando a dor do paciente durante a operação. Caso o paciente sinta dor, desconforto, ou incômodo durante o procedimento, deverá comunicar imediatamente ao médico cirurgião.

O cirurgião faz uma incisão na pele na porção superior do tórax e separará os tecidos para criar um lugar para colocar o gerador (bateria) do marcapasso. O sistema de marcapasso artificial consiste em um ou dois eletrodos e uma unidade de bateria. Os eletrodos (fios) são inseridos em uma veia localizada abaixo da clavícula. Com a ajuda de imagens de radioscopia vistas em tempo real em um monitor, o médico os coloca em seu átrio direito e ventrículo direito. As pontas dos eletrodos estabelecem contato com o músculo cardíaco, e transmitem o impulso elétrico que estimula as batidas do coração. As outras extremidades dos eletrodos são conectadas à unidade de marcapasso (chamado de "gerador") que contém baterias e circuitos eletrônicos. O médico coloca esta unidade debaixo da pele, na parte superior do tórax.

O que acontece depois do procedimento?
O paciente pode ficar no hospital de 1 a 3 dias após a cirurgia, na dependência de cada caso. O repouso no leito com monitorização dos batimentos cardíacos é feito pelo menos por 12 a 24 horas após o implante.

Antes da alta hospitalar, é feita uma análise computadorizada do sistema de marcapasso, para se obter um ponto basal após o implante. São feitas recomendações quanto aos cuidados e quanto ao controle clínico e do marcapasso no pós-operatório. O paciente poderá ser ensinado a utilizar um sistema de transmissão trans-telefônica dos dados do marcapasso.

O médico pode explicar como o fato de portar um marcapasso poder afetar o estilo de vida do paciente; são dadas outras informações gerais sobre os cuidados e acerca dos controles futuros e de qual será a duração estimada do marcapasso.

Geradores de marcapasso tem, de modo geral, uma duração estimada em 6 a 8 anos, podendo este tempo ser aumentado com a reprogramação do sistema no pós-operatório

Quais são os riscos associados ao procedimento do implante do marcapasso?
- Anestesia: a anestesia geral, em principio, tem mais riscos do que a anestesia local.
- A anestesia local pode não ser suficiente para retirar toda a sensação de dor no local do implante, levando a incômodo e desconforto
- O eletrodo pode perfurar um dos pulmões, a veia por onde ele é introduzido, ou a cavidade do coração
- Como qualquer dispositivo elétrico ou mecânico, o marcapasso pode precisar de uma substituição se deixar de funcionar corretamente.
- O fio do marcapasso (eletrodo) pode vir a se fraturar, havendo possivelmente necessidade de sua substituição
- O marcapasso é implantado geralmente porque o ritmo do coração é anormal. Isto pode estar associado com outros problemas cardíacos, que podem piorar apesar da correção do ritmo.
- Existem riscos de infecção e também de sangramento.

Se você vai se submeter a um implante de marcapasso, pergunte a seu médico se estes ou outros riscos se aplicam a você.

Fonte: boasaude.uol.com.br

 

O coração é um músculo cuja principal função é trabalhar como uma bomba, impulsionando o sangue para frente.
A função de bomba é exercida através da contração do músculo cardíaco. Como todo músculo do nosso organismo, o coração para se contrair (jogar o sangue pra frente), necessita de um estímulo elétrico, esse estímulo ocorre em média de 60 (repouso) a 120 (exercício) vezes por minuto, produzindo as contrações cardíacas (pulso).
Indivíduos que apresentam alterações neste sistema elétrico do coração, são os que tem possibilidade de virem a precisar de marcapasso cardíaco ou desfibrilador. O sistema elétrico do coração é formado pelo nó sinusal que se localiza na parede superior do átrio direito e é o local onde o estímulo elétrico nasce, é criado.

 

RESUMO: A estimulação cardíaca artificial que utiliza o marcapasso cardíaco definitivo é uma das alternativas para o tratamento das arritmias. Entretanto, o uso do marcapasso tem provocado reações singulares e alterações nos hábitos de vida dos portadores, o que, indiretamente, pode afetar sua qualidade de vida. Este estudo teve por objetivo verificar como o paciente portador de marcapasso cardíaco definitivo avalia sua qualidade de vida antes e após o implante do marcapasso. Foram entrevistados 80 pacientes imediatamente antes e após quatro meses de implante. Para avaliação da qualidade de vida, utilizou-se o Índice de Qualidade de Vida (IQV) de Ferrans e Powers: versão cardíaca (1992), que foi traduzido e adaptado para portadores de marcapasso. A maioria dos pacientes era do sexo masculino (65,0%), maior que 61 anos (52,5%) e referiu como principais sintomas falta de ar (62,5%), cansaço (51,3%), tontura (45,0%), precordialgia (42,5%) e dor ou edema nas pernas (41,3%). Os demais sintomas referidos no pré-implante foram palpitação (26,3%), fraqueza (26,3%), síncope / desmaio (21,3%), turgor jugular (5,0%), inapetência / insônia (5,0%), hipertensão / nervosismo / suor frio (5,0%), cefaléia (3,8%). Todos os sintomas regrediram significantemente após o implante, exceto o turgor jugular. Dentre as atividades que deixaram de fazer pós-implante, 25,0% deixaram de pegar peso e 23,3% de trabalhar. O uso de eletrodomésticos foi mantido por 60,0% dos pacientes, 25,0% deixaram de usar ferro elétrico, 13,4% não usam mais chuveiro elétrico e 10,0% não usam mais telefone celular nem ligam a televisão. Os incômodos referidos por serem portadores de marcapasso foram atrapalhar o sono, interferir no trabalho, gerar medo, dor no sítio do gerador e interferência das pessoas na própria vida. As variáveis que mais influenciaram na mudança da qualidade de vida foram as dos Domínios "Saúde e Funcionamento" e "Psicológico / Espiritual" do IQV. Conclui-se que existe diferença entre a qualidade de vida antes e após o implante de marcapasso cardíaco definitivo, sendo maior, o Índice de Qualidade de Vida após o implante (14,88 versus 17,43).

 

 

 

 

  

 

  

  

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
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