Legião urbana (Apresentação, Informações e Considerações Gerais) A História de uma Banda Este site, mostra basicamente a história e trabalhos de uma banda, que sempre, formada por tręs integrantes, faz de uma simples combinaçăo de letras e melodias, um sucesso total. Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, săo os principais ídolos que săo responsáveis de tal sucesso. Os dados deste livro foram extraído basicamente pelo texto escrito por Hermano Vianna em setembro de 95 e por pesquisas e depoimentos da própria banda. Estăo presentes também as letras de todas as músicas gravadas pela banda, nos oito discos, além do especial Músicas para Acampamento e os solos de Renato Russo. Seu grande talento em vida escritas humildemente neste livro, mostram que não há morte que separe o ídolo de seus fâs e da magia que sua obra pode manter.
Legião Urbana Por Enquanto- 1984/1995 Para a história da Legião Urbana no Começo, bem no começo, está o punk. Como nenhum começo é absoluto (o que existia antes do começo?), esse punk é um princípio, digamos assim, arbitrário. Outros começos poderiam ser válidos: não seria absurdo citar as Sun Sessions de Elvis ou os gritos de Love Me Do dos Beatles como pontos de partida “alternativos”. Mas foi o do-it-yourself, que está na base estética/política do punk, que motivou o aparecimento de um “movimento” de Rock em Brasília no final dos anos 70, do qual saiu a Legião Urbana.
Ser punk em Brasília não era Exatamente um ato de rebeldia. Impossível ser apenas rebelde quando conhece, de cor e salteado (como os punks brasilienses conheciam), a história dos Sex Pistols. A rebeldia já tinha sido desmistificada como mais uma estratégia de marketing necessária para o bom funcionamento da Indústria Cultural. Malcolm McLaren apenas tornou evidentes os mecanismos de produção de ídolos rebeldes. Depois dos Sex Pistols, a rebeldia sem causa não deveria ter nenhum futuro. O que restava era desilusão, e a possibilidade de tirar proveito de uma sociedade que precisa de ilusão (incluindo ídolos rebeldes) para sobreviver. O “no Future” dos punks acabou se mostrando cheio de conseqüências e de diferentes futuros. A cena pop internacional passou a funcionar na base de estilhaços de novos “movimentos” (muitos deles, seguindo o exemplo da turma dos SexPistols, apenas produtos de releituras ou revivals de momentos anteriores da história do rock), todos com direito aos seus 15 minutos de fama e hits. No primeiro dia de 1985, data em que a Legião Urbana lançou seu primeiro disco, o punk já era uma lembrança remota, a new wave já havia se tornado um passado comprometedor, Ian Curtis já tinha se suicidado há quase 5 anos e o hardcore já se cansava da tentativa desesperada de levar a rebeldia do punk a sério. A música da Legião Urbana só podia refletir esse fragmentado estado criativo, onde não existe mais qualquer cartilha a ser seguida e onde toda nova banda está condenada a reinventar, seguindo o exemplo dos Sex Pistols, sua própria história do pop.
1º disco: Legião Urbana 1 Será, a primeira canção do primeiro disco da Legião Urbana começa com os seguintes versos: “Tire suas mãos de mim / Eu não pertenço a você”. Parecia uma declaração de princípios punks, autoritária e arrogante, onde o grito de independência pressupõe o corte de todos os laços (afetivos, de qualquer tipo de pertencimento) com o mundo ao redor e com as pessoas que vivem nesse mundo. Mas Será não é, nem de longe, uma reedição irônica da ironia de Sub-Mission dos Sex Pistols. Será é o início do diálogo (com um “você” ambíguo, em constante metamorfose, que reaparecerá em inúmeras outras músicas da Legião Urbana) e a primeira tentativa de construção de um outro mundo regido por princípios éticos pós-punks, que levem em conta (e ao extremo) a ausência de futuro e a descrença radical no que passou. Será é antes de tudo uma canção romântica (não foi por acaso que também faz sucesso na voz de Simone e no ritmo melodramático do pagode-suingue), tão romântica quanto a escrita do mais desesperado poeta romântico alemão, que também vivia o fim de um mundo. O sentimento predominante em Será, e nas demais faixas do primeiro disco da Legião Urbana, não é a revolta, mas sim o desamparo (“Quem é que vai nos proteger?”) e a necessidade urgente de criação de uma nova comunidade, sem depender de ninguém, já que ninguém nos protege. Essa proposta (assim mesmo desesperada e desamparada) utópica da Legião já foi interpretada/acusada de messianismo. Pode ser o caso, mas trata-se certamente de um messianismo paradoxal ou radical (mesmo em seus momentos mais cristãos), um messianismo que não transmite a “boa palavra”, mas sim o eterno retorno do “no future” como a nova ética, uma ética sempre descrente de seus princípios, da possibilidade de melhorar o mundo, ou da existência de alguma solução para qualquer problema. Solução? Em Teorema a própria idéia de solução é colocada em suspenso: “Não sabemos se isso é problema / Ou se é a solução”. Tudo é (repito: por princípio) motivo para dúvida: “Se eu soubesse lhe dizer qual é a sua tribo / Também saberia qual é a minha” (Petróleo do Futuro); “Vivemos num planeta perdido como nós / Quem sabe ainda estamos a salvo” (Perdidos no Espaço); “Qual é a diferença?” (Baader-Meinhof Blues); “Quem é o inimigo?” (Soldados); “Eu não sei mais o que / Eu sinto por você” (Ainda é Cedo). O estar perdido (em qualquer espaço, e não apenas no Brasil), à deriva, também se reflete numa errância por vários estilos musicais pós-punk. Legião Urbana 1 é quase um álbum colcha-de-ratalhos onde convivem vários ecos da fragmentação pós-punk. A dança lembra o funk-punk do Gang of Four, Ainda é Cedo tem a melancolia do Joy Division e do primeiro U2. A Legião gravou até um reggae e um “punk-básico” (mesmo na letra) como Geração Coca-Cola (composição do tempo do Aborto Elétrico, primeiro grupo “punk” de Brasília, primeiro grupo musical de Renato Russo). Não era possível perceber, a partir desse disco de estréia, quais seriam os próximos passos musicais da banda. Muitos pontos de vista musicais convivem em cada faixa. Muitas vozes conflitantes cantam cada letra. A Legião Urbana inaugura nesse disco todos os procedimentos poéticos que serão desenvolvidos nos próximos lançamentos. Muitas vezes quem canta é uma personagem, que pode citar (veja as letras impressas no encarte dos discos e conte o número de aspas e travessões) outras personagens. Outras vezes são contadas histórias (vide o Reggae ) sem que se saiba quem está no comendo da narrativa. Não existe futuro para quem não acredita em futuro. Mas nada disso fica totalmente claro. Até porque a última canção desse disco coloca tudo, mais uma vez, em suspenso, tudo parece provisório, tudo parece estar aqui apenas Por Enquanto. Não é só pela predominância dos sintetizadores (e não das guitarras elétricas, como nas outras músicas) que Por Enquanto é, de certa forma, desconcertante. O disco termina com uma declaração no mínimo inesperada: “estamos indo de volta p’ra casa”. Algo aconteceu entre “tire as suas mãos de mim” e o “estamos indo de volta p’ra casa”. Então existe uma casa, um local de repouso, uma utopia tranqüila? Que casa é essa, onde ela fica, quem sabe onde ela fica, quem está indo de volta? Esta casa é o “nosso” futuro? Respostas nos próximos discos? Haverá discos se encontrarmos essa casa?
Será (Renato Russo / Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá)
Tom: C Intr.: ( C F G ) C G Tire suas mãos de mim, Am F C Eu não pertenço a você G Não é me dominando assim Am F Que você vai me entender C G Eu posso estar sozinho Am F Mas, eu sei muito bem Am Aonde estou Você pode até duvidar F G Acho que isso não é C F C F C F C F amor
G Dm Será só imaginação G Dm Será que nada vai acontecer G Dm Será que é tudo isso em vão G Dm Será que vamos conseguir Am vencer? F G C F C F C F C Ô ô ô ô ô ô
C G Nos perderemos entre monstros Am F Da nossa própria criação C G Serão noites inteiras Am F Talvez por medo da escuridão C G Ficaremos acordados
A Dança (Renato Russo / Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá)
Intr.: E7 E7 Não sei o que é direito Só vejo preconceito C E a sua roupa nova é só uma roupa nova E7 Você não tem idéias Pra acompanhar a moda C Tratando as meninas Como se fossem lixo E7 Ou então espécie rara Só a você pertence C Ou então espécie rara Que você não respeita E7 Ou então espécie rara Que é só um objeto C Pra usar e jogar fora Depois de ter prazer C7 Você é tão moderno Am Se acha tão moderno Bm Cm Mas é igual a seus pais G é só questão de idade F Passando dessa fase D Tanto fez e tanto faz E7 Você com as suas drogas E as suas teorias C E a sua rebeldia E a sua solidão E7 Vive com seus excessos Mas não tem mais dinheiro C Pra comprar outra fuga Sair de casa então Petróleo do Futuro (Renato Russo / Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá) Tom: G Intr: G F
G F G Ah, se eu soubesse lhe dizer D o que eu sonhei ontem à noite C F Você ia querer me dizer tudo E sobre o seu sonhoo também. G E o que é que eu tenho a ver com isso? F G Ah, se eu sobesse lhe dizer D o que eu vi ontem à noite C F Você ia querer ver mas não E ia acreditar. G E o que é que eu tenho a ver com isso? C D G Filósofos suicidas C D G Agricultores famintos F D Desaparecendo Bb C Embaixo dos arquivos G F G Ah, se eu soubesse lhe dizer D qual é a sua tribo C F Também saberia qual é a minha E Mas você também não sabe G E o que é que eu tenho a ver com isso? F G Ah, se eu soubesse lhe dizer D O que fazer p'rá todo mundo C ficar junto F Todo mundo já estava há muito E tempo Ainda é Cedo (Renato Russo / Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá)
Intr.: (Dm C Am) Dm C Uma menina me ensinou Am Quase tudo que eu sei Dm Era quase escravidão C Am Mas ela me tratava como um rei Dm C Ela fazia muitos planos Am Eu só queria estar ali Dm Sempre ao lado dela C Am Eu não tinha onde ir
Dm C Am E eu dizia: Ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo Dm C Sei que ela terminou Am O que eu não comecei Dm C E o que ela descobriu Am Eu aprendi também, eu sei Dm Ela me falou: - Você tem medo C Am Aí eu disse: - Quem tem medo é você Dm Falamos o que não devia C Am Nunca ser dito por ninguém Dm ela me disse: - Eu não sei Am Mais o que eu sinto por você Dm C Am Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê Dm C Am E eu dizia: Ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo
Perdidos no Espaço (Renato Russo / Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá)
Intr.: (Em Bm Am) Em B Escrevi pra você e você não respondeu A Também não respondi quando você me escreveu Em B Anotei seu telefone num pedaço de papel A E calculei seu ascendente no recibo do aluguel Em B A D C F E Esqueci seu sobrenome, mas me lembro de você A D C#m F# E a rotina crescia como planta D C#m F# E engulia metade do caminho D C#m F# E a mudança levou tempo por ser tão veloz D C#m Bm Enquanto estávamos a salvo Bm D F# Ficamos suspensos Bm D F# Perdidos no espaço Bm D F# Ficamos suspensos Bm D F# Perdidos no espaço Em B Escrevi pra você e você não respondeu A Também não respondi quando você me escreveu Em B Anotei seu telefone num pedaço de papel A E calculei seu ascendente no recibo do aluguel Em B A D C F E Esqueci seu sobrenome, mas me lembro de você A D C#m F# E era como se jogássemos Space Invaders D C#m F# Perdendo mais dinheiro de muitas maneiras D C#m F# Vivendo num planeta perdido como nós D C#m Bm Quem sabe ainda estamos a salvo? Bm D F# Ficamos suspensos Bm D F# Perdidos no espaço
Geração Coca-Cola (Renato Russo / Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá) Intr.: (B D A B D A) B Quando nascemos fomos programados D A B A receber o que vocês nos empurravam D A Com os enlatados dos U.S.A. de 9 ...s 6 B Desde pequenos nós comemos lixo D A Comercial e industrial B Mas agora chegou nossa vez D A Vamos cuspir de novo o lixo em cima de vocês B A G Somos os filhos da revolução B G Somos burgueses sem religião B A G Somos o futuro da nação A D B A D B Geração Coca-Cola, geração Coca-Cola A D B A D B G A Geração Coca-Cola, geração Coca-Cola B Depois de vinte anos na escola D A Não é difícil aprender B Todas as manhas de seu jogo sujo D A Não é assim que tem que ser? B Vamos fazer nosso dever de casa D A E aí então, vocês vão ver B Suas crianças derrubando reis D A Fazer comédia no cinema com as suas leis B A G Somos os filhos da revolução B G Somos burgueses sem religião B A G Somos o futuro da nação A D B A D B Geração Coca-Cola, geração Coca-Cola A D B A D B G A Geração Coca-Cola, geração Coca-Cola B Depois de vinte anos na escola
O Reggae (Renato Russo / Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá) Tom: Am Intr.: Am Dm7 Em7 Am Ainda me lembro aos três anos de idade Dm Em7 O meu primeiro contato com as grades Am O meu primeiro dia na escola Dm7 Em7 Como eu senti vontade de ir embora Am Fazia tudo que eles quisessem Dm7 Em7 Acreditava em tudo que eles me dissessem Am Me perdiram pra ter paciência Dm7 Falhei Em7 Então gritaram: - Cresça e apareça F Cresci a apareci e não vi nada B Aprendi o que era certo com a pessoa errada E Assistia o jornal da TV Am E aprendi a roubar pra vencer F Nada era como eu imaginava B Nem as pessoas que eu tanto amava E Mas, e daí, se é mesmo assim Vou ver se tiro o melhor p'ra mim (Am Dm7 Em7) (F B E Am F B E) Am Me ajuda se eu quiser Me faz o que eu pedir Dm7 Não faz o que eu fizer Em7 Mas não me deixe aqui Am Ninguém me perguntou se eu estava pronto Dm7 Em7 E eu fiquei completamente tonto Am Procuranto descobrir a verdade Dm7 Em7 Nos meios das mentiras da cidade Am Tentava ver o que existia de errado
Baader-Meinhof Blues (Renato Russo / Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá) Intr.: (F#m D E) F#m D A violência é tão fascinante E E nossas vidas são tão normais F#m D E você passa dia e noite e sempre vê E Apartamentos acesos D# B C#m Tudo parece ser tão real F#m D E Mas você viu esse filme também F#m D E Andando nas ruas F#m D E Pensei que podia ouvir D# B C#m Alguém me chamando F#m D E Dizendo meu nome B A Já estou cheio de me sentir vazio B A Meu corpo é quente e estou sentindo frio B A Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber B A (E) Afinal, amar o proximo é tão demodê (A E) F#m D E O o o F#m D E Essa justiça desafinada F#m D E é tão humana e tão errada D# B C#m Nós assistimos televisão também F#m D E Qual é a diferença? F#m D E Não estatize meus sentimentos F#m D P'rá seu governo, E D# B C#m O meu estado é independente B A Já estou cheio de me sentir vazio B A Meu corpo é quente e estou sentindo frio B A Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber B A E (A E) Afinal, amar o proximo é tão demodê
Soldados (Renato Russo / Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá) Intr.: (Cm Bb) Cm Nossas meninas estão longe daqui Bb Não temos com quem chorar e nem pra onde ir Cm Se lembra quando era só brincadeira Bb Cm Bb Cm Bb Fingir de ser soldado a tarde inteira? Cm Mas agora a coragem que temos no coração Bb Parece medo da morte mas não era então. Cm Tenho medo de lhe dizer o que eu quero tanto Bb Tenho medo e eu sei porquê: (Cm Bb) Estamos esperando Cm Quem é o inimigo? Quem é você? Bb Quem é o inimigo? Quem é você? Cm Quem é o inimigo? Quem é você? Cm Bb Nos defendemos tanto tanto sem saber Cm Bb Cm Bb (Ab B Bb) (Cm Bb) Porque lutar Cm Nossas meninas estão longe daqui Bb E de repente eu vi você cair Cm Não sei armar o que eu senti Bb Não sei dizer que vi você ali Cm Quem vai saber o que você sentiu? Bb Quem vai saber o que você pensou? Cm Quem vai dizer agora o que eu não fiz Bb Com explicar pra você o que eu quis Cm Bb Somos soldados Cm Bb Pedimos esmola Teorema (Renato Russo / Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá)
Intr.: A A Não vá embora D Fique um pouco mais G Ninguém sabe fazer D O que você me faz Bm E Parece energia mas é só distorção F# D Bm E F# E não sabemos se isso é problema D F# A Ou se é a solução A Não tenha medo D N...o preste atenção G Não dê conselhos D Não peça permissão A D G é só você quem deve decidir o que fazer D Pra tentar ser feliz Bm E Parece energia mas é só distorção F# D E Bm F# E parece que sempre termina
D E A Mas não tem fim A Não vá embora D Fique um pouco mais G Ninguém sabe fazer D O que você me faz
Bm E Parece um teorema sem ter demonstração F# D E Bm F# E parece que sempre termina D E A Mas não tem fim
Por Enquanto (Renato Russo / Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá) Intr.: D D7+ G F#m G Em G A7 Bm F#m G D Bm F#m G Em A7/4 A7 D D7+ G F#m Mudaram as estaçóes e nada mudou G Em Mas, eu sei que alguma coisa aconteceu G A7 Está tudo assim tão diferente Bm F#m G D Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar Bm F#m Que tudo era p'rá sempre G F#m Sem saber G Em Que o p'rá sempre sempre acaba? D A/C# G D/F# Mas, nada vai conseguir mudar o que ficou G Quando penso em alguém Em Só penso em você G A7 A#o E aí ent...o estamos bem Bm F#m G D Mesmo com tantos motivos p'rá deixar tudo como está Bm F#m E nem desistir, nem tentar G Agora tanto faz A7 D Estamos indo de volta p'rá casa
2º disco: Dois Dois, o segundo disco da Legião Urbana, lançado em julho de 1986, não traz respostas óbvias. E as perguntas são complexificadas. O disco começa com colagem sonora onde se escuta, em meio a outros ruídos e outras músicas, o seguinte trecho de Será: “Brigar p’ra quê / Se é sem querer”. Mas parece que alguma coisa mudou, que as perguntas (e talvez a ausência de respostas e de um local de repouso no final da errância) não incomodam tamto, que foi descoberta uma maneira de se viver- pacificamente com a perplexidade: “Ainda estou confuso / Só que agora é diferente / Estou tão tranquilo / E tão contente” (Quase sem Querer). Parece que foi encontrado um antídoto contra a maldade e o erro, quase como se a resposta procurada fosse a resignação: “Nada mais vai me ferir / É que eu já me acostumei / Com a estrada errada que segui / E com a minha própria lei” (Andrea Doria). Mas a resignação não é tudo. Em Dois torna-se mais clara uma outra faceta inesperada, principalmente levando-se em consideração sua origem punk, da Legião: uma “vontade” de religião e piedade. Em Baader-Meinhof Blues, do primeiro disco, já aparece um vestígio de sentimento cristão: critica-se uma sociedade para a qual “amar ao próximo é tão demodé”. Mas em Dois o que estava submerso em metáforas e ironias vem à tona: sua primeira faixa, logo a mais “explicitamente” sexual, tem um título bíblico: Daniel na Cova dos Leões. Em Fábrica, logo a mais punk (colocando-se de lado a indignação de Metrópole), a legião canta: “Nosso dia vai chegar” e “Quero justiça”. O canto não deve ser tomado ao pé da letra. A Legião Urbana canta, mas o que é cantado não expressa necessariamente o pensamento da Legião Urbana. O eu de cada canção sempre pode ser confundido com o pensamento da Legião Urbana. Em Fábrica, pode estar cantando um operário. Acrilic On Canvas é um diálogo entre duas (ou mais ?) pessoas que não sabemos quem são. Eduardo e Mônica, composição mais antiga, é a narrativa de uma história com começo, meio e fim. O ouvinte fica sem saber da opinião do cantor sobre aquilo que canta. Nada é obviamente partidário ou panfletário. Em “Indios”, assim mesmo com aspas, a música que encerra esse disco, quem canta é um “Índio” que se dirige a um “vocês” genérico, que somos nós (incluindo os próprios componentes da Legião), “civilizados” brasileiros. Quem canta ocupa o lugar do outsider, daquele que vem de fora para fazer ver. O outsider não é dono da verdade (como diz outra canção de Dois: “Não há mentiras nem verdades aqui / Só há música urbana”), apenas acrescenta outros pontos de vista, outras verdades e mentiras no meio das verdades e mentiras já existentes, mais ou menos oficiais. Em “Indios”, a voz muda a cada estrofe, é como se uma multidão estivesse cantando. (Já comparam a Legião Urbana a Joy Dvision, Smiths ou Van Morrison. Não sei por que ninguém nunca pensou em David Bowie. Não é preciso Mudar de corte de cabelo a cada ano para ser um camaleão.) Dois começa a definir também uma sonoridade (com os timbres de guitarra preferidos de Dado Villa-Lobos e sutileza rítmica de Marcelo Bonfá à frente) e uma assinatura melódica da Legião Urbana. A música é mais imediatamente pop, mas não facilmente assobiável. As letras parecem, muitas vezes, estar em conflito com a melodia, como de brincassem com o limite da métrica e se tornassem parte da canção por obra de um milagre. E algumas melodias são realmente milagrosas. Escute Tempo Perdido. Essa canção soa nova quase dez anos depois de gravada. É um dos momentos mais lindamente melancólicos da história da música pop, ocupando algum lugar entre Perfect Day, do Lou Reed, I Never Asked To Be Your Mountain, do Tim Buckley, e Ribbon in the Sky, do Stivie Wonder. Repare na parte da letra que diz: “Nem foi o tempo perdido / Somos tão jovens”. A juventude (nossa - não importa nossa idade - e da Legião Urbana) passou. Mas ainda de pode cantar: “Temos nosso próprio tempo”. Detalhe: Dois é o disco mais vendido da Legião Urbana. Vendeu mais de 915 mil cópias.
3º Disco Que País é Este Foi em busca de seu próprio tempo, um tempo antes de Tempo Perdido, que a Legião Urbana lan-çou Que País é Este - 1978/1987, em novembro de 1987. O disco reúne canções de épocas diferentes, várias delas em fitas piratas entre os fãs legionários. Tem de tudo: até um arremedo psicodélico de Ska ( Depois do Começo) e declarações de amor/ódio para Brasília. É interessante ouvir as composições do Aborto Elétrico depois de Tempo Perdido ou “Índios”. No começo punk predominavam letras na primeira pessoa. Com o passar to tempo, o eu foi dando lugar ao você. A ironia foi dando lugar a algo parecido com a sinceridade. A irritabilidade foi se transformando em tranqüilidade. A negação de tudo cedeu lugar à afirmação trágica do mundo. E o “no future” passou a ter um outro sentido, um sentido que já tinha sido cantado em 1971 pelos MC5, num disco precursor do punk: “the future is now”. E se o futuro é agora, deve-se reconhecer que este já é um admirável mundo novo. Um mundo que pode fazer de Faroeste Caboclo, músico de mais de 9 minutos, um dos maiores sucessos radiofônicos dos anos 80, contra todas as previsões das cartilhas das gravadoras. Então: que país (ou que mundo) é este? Ninguém sabe. E a Legião Urbana se recusa a dar uma resposta. Como diz a letra de Mais do Mesmo, composição de 1987: “E agora você quer um retrato do país / Mas queimaram o filme”. Continuamos perdidos?
Este é um registro da maior Parte das canções do Legião Urbana nunca antes lançadas em dis-co, mas já conhecidas através de apresentações ao vivo e gravações Pirata. São nove canções, em versão original de estúdio, que hoje soariam des-locadas, por tudo que já passamos juntos, de dois anos para cá. Não há mais inocência e vai-se lon-ge o tempo onde “Que País é Este” era um peri-goso grito de rebeldia (1978): hoje resta a lem-brança nostálgica de um tempo que dificilmente vai voltar. Era um tempo onde Freud e Jung ainda eram discutidos seriamente em mesas de bar e onde a rota das drogas passava pela Amazônia e somente de lá para os grandes centros. Não se fa-lava abertamente como hoje de tantas coisas, coi-sas que toda criança sabe hoje em dia, nem pelos jornais. Drummont estava vivo, John Lennon e Sid Vicious também. Nosso país iria crescer e mudar para melhor e todos acreditaram. Até aí morreu o neves (trocadilho imperdoável, mas necessário) e cantar que “temos todo o tempo do mundo”, porque “somos tão jovens” lembra um tempo dis-tante, um tempo perdido mesmo. Muito mais ain-da o inconformismo juvenil, por pura diversão, das canções do grupo Aborto Elétrico, origem de parte do repertório inicial da Legião Urbana, isto já quase cinco anos depois. As letras destas nove canções refletem uma ingenuidade adolescente mas só por terem sido escritas há quase nove anos atrás. A temática continua atual, às vezes até demais. “Nas favelas, no senado, sujeira p’ra todo lado” é de certa forma adolescente e ingê-nuo mas, depois de uma letra como “Índios”, que trata do mesmo assunto, poderia até ser a mesma música, para onde ir? Há uma diferença de sete anos entre as duas e o que mudou? Parece até que queremos “vender todas as almas dos nossos índios num leilão” ainda, do jeito que as coisas vão.
Que País é Este - Uma das marcas registradas da Legiăo Urbana junto com “Geraçăo Coca-Cola”, escrita em 1978 para o entăo Aborto Elétrico e, mais tarde, incorporada definitivamente ao repertório da Legiăo. Com seu ritmo tribal e seus tręs acordes, foi a música de abertura de virtualmente todas as apresentaçőes ao vivo da banda, também por ser ideal para auxiliar na passagem do equilíbrio do P.A. e do som do palco. Seu refrăo é simples, direto e eficaz. Nunca foi gravada antes porque sempre havia esperança de que algo iria realmente mudar o país, tornando-se a música entăo totalmente obsoleta. Isto năo aconteceu e ainda é possível se fazer a pergunta do título, sem erros. Jimmy Page dizia que o bom do rock é que năo se aprende na escola. Outros atacam: “para ser roqueiro basta pendurar uma guitarra no pescoço e sair por aí, fazendo a música mais primária do mundo.” Oras, mas é este mesmo o es-pírito da coisa! O ataque continua: “O rock é isso mesmo, um bate-estaca, a coisa mais elementar que existe, mais primitiva, menos inventiva que pode acon-tecer. O rock năo é novidade, é uma imposiçăo, é uma ditadura. É um sistema estético com a intençăo de embotar a cabeça do jovem. Sim, pois se vocę fica com aquele bate-estaca o dia inteiro na cabeça, vocę se esquece da realidade que o cerca, de coisas realmente importantes.” Dois apartes aqui. Realmente o rock năo pode ser novidade já que é uma forma musical que nasceu em 1955, năo tem mais de trinta anos portanto. Bate-estaca ou năo, juvenil ou năo, preste atençăo ŕ letra de “Que País é Este”. Năo nos parece coisa de gente que se esquece da realidade que o cerca. Comparar o rock com ditadura? Que País é Este? Quem é Jimmy Page?
Que País é Este (Renato Russo) Conecçăo Amazônica - Mais bate estaca. E dos Bons. Assim como "que País é Este" abriu caminho p’ra temas mais tarde utilizados nas letras do grupo (principalmente do primeiro LP), "Conexăo Amazônica", de 1980, definiu a sonoridade característica de grande parte das músicas da Legiăo Urbana: um ritmo esparso, quase marcial, repetido como um mantra elétrico sobre o qual é feito uma variaçăo vocal e instrumental (guitarras e efeitos diversos). Bate-estaca! Esta continua até hoje proibida pela censura por causa da temática. Lembrando que discutir Freud e Jung em mesas de bar acontecia de verdade naqueles tempos (pelo menos em Brasília) e que o tema da música está hoje em todos os jornais e, pasmem, até nas novelas! Gente, até em chamadas no horário infantil (aquele anúncio do pó). Bem, alimento p'ra cabeça nunca vai matar a fome de ninguém, mesmo. Conexão Amazônica (Renato Russo / Felipe Lemos) Tédio (Com Um T Bem Grande P’ra Vocę) - A ter-ceira música da época em que o Renato Russo tinha o Aborto Elétrico. Sempre quisemos ter uma música entre paręnteses. Algo como "(I Can't Get No) Sa-tisfaction". Faz parte da primeira leva: é de 1979 e totalmente boba. Gravada em primeiro take é ótima para festas e era uma espécie de hino dos punks de Brasília daquela época. Os mais modernos podem cantar Césio com um C, se desejarem. Só năo foi incluída no primeiro disco porque acharam que deveriam falar sobre coisas mais sérias. Soldados, por exemplo. Na verdade, foi mesmo por que o Biquíni Cavadăo já tinha lançado uma música com o mesmo nome.
Tédio (Com Um T Bem Grande P’ra Você) (Renato Russo)
Depois do Começo - Nosso ska, da época do revival Two-Tone, 1982 ou 83. A letra contém diversas mensagens em código, ideal para quem gosta de descobrir significados secretos em letras de música. Cuidado entretanto. Interpretar estes versos provavelmente dirá mais sobre quem tenta decifrá-los do que propriamente sobre a música em si. É conhecida através de uma gravaçăo pirata de um show em Santos em 1983, que circula também em Brasília e no sul do país.
Depois do Começo (Renato Russo)
Química - Também gravada em primeiro take, está aqui em uma versăo diferente da que foi incluída nas cópias cassete do segundo LP. Grito de guerra dos vestibulandos, escrita em 1981 para violăo e voz. Química (Renato Russo)
Eu Sei - Duas grandes redes de rádio transmitiram extensivamente uma gravaçăo pirata das apresentaçőes de fim de ano em Brasília, na sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. Quando é hora do set acústico, qual năo foi a sur-presa ao terem grande parte do público clamado por "Sexo Verbal, sexo verbal". Esta cançăo, antes conhecida por "18 e 21" aqui aparece com seu título definiti-vo. Das nove cançőes esta talvez seja a que está mais próxima do espírito do segundo LP. Foi escrita em 1982, depois do Aborto Elétrico, pouco antes do aparecimento da Legiăo Urbana. Somente tręs cançőes năo foram incluídas nesta antologia: "A Cançăo do senhor da Guerra", "O Grande Inverno da Rússia" por ser experimental demais e "Dado Viciado", para evitar confusőes com o guitar-rista, que năo é o personagem citado na cançăo.
Eu Sei (Renato Russo)
Faroeste Caboclo - Com duraçăo de nove minutos , apresentada pela primeira vez no morro da Urca, em 1983. A música é de 79, anterior a "Eduardo e Mônica", seguindo a mesma linha: uma estória completa com per-sonagens, começo, meio e fim. A letra permanece original, rimas pobres e tudo.
Faroeste Caboclo (Renato Russo) Angra Dos Reis / Mais do Mesmo - Estas foram feitas logo após a gravaçăo do “Dois”. As letras săo as mais recentes entre todas aqui. Este disco junto aos outros dois LP’s completa o registro da Legiăo Ur-bana em sua atual formaçăo (já ultrapassada hoje). Angra dos Reis (Renato Russo / Renato Rocha / Marcelo Bonfá)
4º disco: As Quatro Estações
As Quatro Estações, lançado em outubro de 1989, é uma retomada da trilha musical apontada em Dois. A religiosidade, no sentido mais amplo dessa palavra, toma conta de todas as faixas. Há Tempos, a primeira canção, dá o tom para o resto do disco: “Disciplina é liberdade / Compaixão é fortaleza / Ter bondade é ter coragem”. A irônica rebeldia (ou o simulacro de rebeldia) punk cede lugar para uma dolorosa busca da mais perfeita, agora sim, sinceridade. Mas em que basear a sinceridade se ainda continuamos absolutamente descrentes? A história do rock tem inúmeros exemplos de súbitas conversões religiosas que duram dois ou três Lps. A simpatia pelo lado demoníaco do mundo, que produziu tantos hits, parece sempre tirar a credibilidade dessas tentativas de se inventar uma ética piedosa para o pop. O encarte de As Quatro Estações mostra quais são as fontes da religiosidade perseguida pela Legião Urbana: a Doutrina de Buda; o Tao Te King; a Bíblia; Camões (que, segundo Caetano Veloso, pode ser lido com o I Ching). Essas fontes não são usadas como doutrinas, ou como solução para os males do mundo. A religiosidade aqui não é fundamento, não é conforto, mas sim um enfrentamento direto com o nada, com o vazio do Nirvana, com o aprendizado do amor do vazio. Tudo ainda parte da melancolia: “Há tempos o encanto está ausente”; “Até bem pouco tempo atrás / Poderíamos mudar o mundo”; “Meu coração é tão tosco / E tão pobre, não sabe ainda / Os caminhos do mundo”. A conquista da ética, da tranqüilidade e do amor é feita não com a derrota do mal, mas apesar do mal, como numa profissão de fé desesperada. Determina-se: “De hoje em diante, / Todo dia vai ser o dia mais importante. E revogam-se todas as disposições em contrário. É tudo uma questão de vontade: “O Brasil é o país do Futuro / Eu quero tudo p’ra cima” Basta querer, basta querer estar do lado do Bem, para praticar a bondade. As Quatro Estações é um pequeno tratado sobre a virtude, é um manual de como ser virtuoso depois do punk, quando já não se acredita em nada. Tudo é óbvio, como se deve ser numa situação como essa. A legião Urbana canta a lealdade, a nobreza, o carinho, a amizade. Mas canta sobretudo o amor, a mais “encantadora” das virtudes. Pois: “Quando se aprende a amar / O mundo passa a ser seu”; “Sem amor eu nada seria / Só o amor conhece o que é verdade”. Então: a verdade não pode ser encontrada no mundo, mas ela é produto da nossa relação amorosa com o mundo, e mesmo com o que existe de demoníaco e punkno mundo. A ausência de sentido, a imperfeição do mundo, o “no future” não impede o amor: “É preciso amar as pessoas / Como se não houvesse amanhã”. Mas quem fala? quem canta? Quem diz que as coisas e as pessoas são assim e que devemos aprender a amá-las? As Quatro Estações continua, ainda bem, a ser um disco sem um centro de enunciação, sem o local de onde é dita a verdade. Pais e Filhos, por exemplo (talvez o maior sucesso radiofônico desse disco), é a mais polifônica das canções da Legião Urbana. A cada verso muda quem está falando. A canção é feita através de cut-ups de declarações cotidianas das mais improváveis procedências. No restante do disco, surgem inúmeras citações: não importa a coerência lógica do que vai sendo cantado, estrofe após estrofe. O disco termina com o Agnus Dei, em oração, pedindo paz. A paz pode ser uma dádiva ilógica.
5º Disco Legião Urbana V
Para quem esperava a bem-aventurança pacífica, ou a passagem imediata para paraíso, depois da eterna mudança de As Quatro Estações, Legião Urbana V deve ter sido uma surpresa ( à primeira vista, pelo menos) muito estranha. Ezequiel Neves, no press-release que escreveu para o disco, comparou esse novo conjunto de canções a um réquiem. Talvez tenha razão: V - lançado em dezembro de 1991 - é o álbum mais triste, e talvez por isso mesmo o mais belo, da Legião Urbana. Mas não é um disco sobre a morte, nem mesmo sobre a perda, é mais uma apologia da serenidade que se tem quando de descobre a beleza no barulho da realidade (tanto que, na foto do encarte, Renato Russo veste uma t-shirt do Jesus and Mary Chain - e V é o disco menos barulhento da Legião), é - para usar um lugar-comum - um disco do inevitável amadurecimento. Tanto que V tem uma música chamada Sereníssima. Não é certamente o caminho mais fácil, nem o mais seguro, para a serenidade: “Consegui meu equilíbrio / Cortejando a insanidade”. Tal equilíbrio só pode ser instável, um estado onde “o caos segue em frente / Com toda a calma do mundo”. Mais do que isso: um estado que não tem nenhum futuro assegurado: “A felicidade mora aqui comigo / Até segunda ordem”. A Legião Urbana continua a trilhar seu caminho sagrado pelo mundo profano do pop. Agora as imagens são mais guerreiras: o Buda de As Quatro Estações reaparece, mas como o cruzado alquimista, “sem sela e espada”, de Metal Contra as Nuvens. Uma faixa instrumental se chama A Ordem dos Templários. E o disco abre com uma cantiga amorosa do século XIII. Estamos de volta à Idade Média, vista mais como uma idade das trevas do que aquela festa contínua do Pasolini? Estamos de volta aos anos 70? O encarte diz: “Bem-vindos aos anos 70”. Mas a introdução de Love Song, a primeira faixa do disco, poderia ser também a abertura de um ambient-techno do The Orb. V é um disco obscuro, hermético e também contemplativo. Mesmo o mais simples, o mais banal, o mais coloquial, o mais cotidiano (“Vamos chamar nossos amigos / A gente faz uma feijoada” ou “Os meus amigos todos / Estão procurando emprego”) adquire uma “densidade metafísica” (para citar Guimarães Rosa) incontrolável. A polifinia continua solta. Talvez porque tudo faça sentido quando colocado lado a lado com qualquer outra coisa. A idade das Trevas é a idade do Ouro: “ É, tudo faz sentido”. O que é uma maneira educada de dizer que nada faz.
Disco V, um disco problema?
As maiores críticas negativas voltadas aos discos da Legião urbana, foram voltadas ao disco V, neste Renato Russo inclui musicas que são as suas favoritas: Metal Contra as Nuvens, Teatro dos Vampiros e Vento no Litoral O caso do Caderno perdido do Renato Russo e a História do Aborto Elétrico Numa tarde de janeiro de 1991, Renato Russo alugou uma suíte do Hotel Sheraton, um dos mais caros do Rio de Janeiro, com vista para o mar e a praia de Ipanema. Ele ainda morava com a família na suburbana Ilha do Governador e alugar um quarto de hotel era habitual quando queria ficar sozinho. Dinheiro não era problema para um grande astro como Renato Russo. Ele pegou o telefone e ligou para o escritório de Luís Fernando Artigas, produtor dos primeiro shows da Legião Urbana e velho amigo dos tempos de Brasília. "Tô no Sheraton, bem pra cá", pediu. Na suíte, Renato coordenava uma festa particular com muitos estimulantes, num estado de hiperatividade que Luís Fernando já conhecia. Renato não estava bem de cebeça e procurava fugir da depressão. Elle descobrira que era soropositivo. Tarde e noite adentro Renato falou sem parar, de tudo: música, política, amor, família. E falou também de um certo caderno dele que teria ficado com Felipe Felipe Lemos, o Fê, baterista do Capital Inicial e também velho amigo de Brasília. Renato queria que Luís Fernando pedisse a Fê o caderno de volta. Mas Luís Fernando não ligou para Fê Lemos. Na ressaca do dia seguinte, ainda abalado pelas outras coisas que ouvira do amigo, ele esqueceu o pedido de Renato. Fê só foi saber que Renato queria o caderno 2 anos depois, em São Paulo, por uma estranha coincidência. "Foi uma situação esquesita", lembra Fê. "Dei carona pra um amigo de um amigo de um amigo que disse conhecer o Renato, com quem eu não falava há um tempo. Pra mim, ele tinha se tornado inacessível. Aí o cara disse, sem mais nem menos, que eu tava com um livro que era do Renato. Levei um susto. Pô, só podia ser o caderno do Aborto Elétrico!" Fê foi procurar no fundo de um baú empoeirado que guarda recortes do início de sua carreira em Brasília e achou o caderno de letras compostas por Renato Russo para o Aborto Elétrico entre 1977 e 1981. Três anos depois, Renato morreu sem ter visto novamente o caderno do Aborto Elétrico.
SUBINDO A COLINA Brasília, meados de 1978, início do processo de abertura política que botou fim na ditadura militar. Aos 16 anos, Felipe Lemos, filho de um professor da Universidade de Brasília, voltara de uma estadia na Inglaterra com os pais para morar num conjunto de quatro prédios, com vista para o Lago Norte, apelidado de Colina. Os apartamentos eram espaçosos e serviam de residência para os professores. Numa noite, uns amigos levaram Fê a uma festa onde a vitrola tocava músicas do Sex Pistols, Ramones e The Clash, as mesmas que Fê Lemos ouvia na Inglatera. Querendo saber quem era o dono dos disco, Fê foi apresentado a um sujeito estranho, que usava camisa social e andava segurando uma capanga numa mão e um guarda-chuva na outra. Era Renato Russo. "Foi uma afinidade imediata por causa daqueles discos e ele passou a freqüentar minha casa todo dia", lembra Fê. Logo Renato estava enturmado na Colina, onde viria a se formar o núcleo da maioria das bandas de Brasília. No começo era apenas uma turminha de garotos que gostavam de punk rock e se reuniam para ouvir música, tomar porres de vinho Chapinha, fumar baseado e cheirar benzina de vez em quando. Às vezes, o clima pesava, Renato e Fê, doupados e entediados, sentaram-se na escada de serviço de um dos prédios para conversar, Renato no degrau de cima e Fê no de baixo. De repente, sem avisos, Renato começou a fazer xixi nas calças. "Fiquei chocado. Provavelmente era o que ele queria. Levantei xingando e fui pra casa. Ele ficou lá todo molhado", conta Fê. Nessa noite, como muitas outras, Renato voltou para casa a pé, uma caminhada de pelo menos duas horas na escuridão da madrugada. Renato ainda não tinha 20 anos. Chocar as pessoas era uma de suas prioridades. CLUBE DA CRIANÇA JUNKIE Renato Russo respirava música. Seu quarto era um festival de colagens, mais de 500. Tinha tanta coisa para ver que quem entrava ali podia ficar horas de olhos grudados nas paredes. Havia também uma imensa coleção de discos e livros e um aparelho de som com quatro caixas, o melhor da cidade. Era nesse quarto que ele enfrentava o tédio das tardes de Brasília. Renato era do tipo aglutinador. Ligava para todos da turma, marcava os encontros, tinha idéias para atividades em grupo e quando começava a falar era difícil pará-lo. Extremamente bem-informado, tinha uma cultura vasta e adorava planejar o futuro de sua própria vida. Tinha gente em Brasília que o achava chato. Pelo menos quando bebia demais e resolvia espalhar seu execesso de amor nos bares da cidade. Ainda em 1978, Renato conheceu André Pretorius, qua andava na cidade vestido de punk e era filho de um diplomata da África do Sul. Pretorius e Fê haviam combinado montar uma banda com André Muller, qua estava morando na Inguaterra. Mas Renato precipitou os acontecimentos e convidou Fê e Pretorius para formar uma banda com ele no baixo. Fê na bateria e Pretorius na guitarra. "A gente tava na Colina sentado no chão, pensando qual ia ser o nome da nossa banda. Eu tava com um negócio de elétrico na cabeça e alguém falou tijolo elétrico. Aí o André Pretorius falou: não. Aborto Elétrico", recorda Fê. Segundo ele, a versão de que o nome da banda é por causa do cacetete elétrico, usado pela polícia de Brasília em atos de repressão, não é verdadeira. Renato escreveu "I want to be a junkie" na parede do quarto, apesar de nunca ter sequer visto as drogas realmente pesadas. E começou a compor o repertório do grupo. Estava formada a "mãe" de todas as badas de Brasília. PURO PAU PUNK Os ensaios do Aborto Elétrico aconteciam na própria Colina e o primeiro show foi em 1980, no centro comercial Gilberto Salomão, num barzinho chamado Só cana. Era um show instrumental, Renato não cantava. André Pretorius quebrou a palheta e cortou os dedos nas cordas, continuando a tocar enquanto o sangue escorria. Foi o primeiro e úncio show do Aborto Elétrico com Pretorius na guitarra. Ele foi para a África do Sul servir ao exército de lá, naquela época dramaticamente envolvido na manutenção do Apartheid. Quem estava no Só Cana gostou. Nos colégios de Brasília começou a correr a notícia de que uns punks maconheiros tocavam uma música violenta. Os playboys da cidade não gostaram. Quando as turmas se encontravam, o pau comia. Para Fê, "a gente tava fazendo algo com nossas vidas, mexendo no ambiente onde a gente vivia, e isso despertava curiosidade e inveja". Logo, outros garotos seguiriam os passos do Aborto Elétrico, formando bandas e detonando o fenômeno musical do rock de Brasília. Anos mais tarde, em entrevista à Sonia Maia publicada na Bizz, Renato disse que o Aborto Elétrico acabou virtualmente quando "Petrorius foi a África do Sul matar negros". Flávio Lemos, irmão de Fê, assumiu o baixo no Aborto Elétrico e Renato pegou a guitarra. Os ensaios aconteciam na nova cada de Fê e Flávio no Lago Norte também marca o começo do fim da turma da Colina, que passou a ter um novo ponto de encontro. Na nova casa de Fê, cercada por lindas árvores do cerrado, a turma fazia camisetas, cartazes e música no intervalo entre os baseados. Renato sempre chegava com idéias das letras e os acordes na guitarra. "Ficava fácil, porque as idéias que ele trazia floresciam na banda", lembra Fê. "Ele era um puta baixista também". As músicas, raivosas e radicais, falavam muito em morte. Renato era um catalisador de sofrimentos na sua poesia, embora fosse doce e delicado no convívio diário. Ainda em 1980, Pretorius voltou para umas férias em Brasília e participou dos ensaios cruciais para criação de "Música Urbana", "Que país é Esse?" , "Veraneio Vascaína", "Conexão Amazônica" e "Baader-Meinhof Blues", todas as músicas que teriam grande impacto na história do rock brasileiro. Em 1985, André Pretorius morreu de overdose nos Estados Unidos. ASCENSÃO E QUEDA O auge do Aborto Elétrico aconteceu em 1981. Foram vários shows com outras novas bandas de Brasília, todas originárias de alguma forma da turma da Colina: Blitx, Plebe Rude, formada pelo André Muller, Fusão, 5a Coluna. No meio do ano, Ico Ouro Preto assumiu a guitarra do Aborto Elétrico e Renato passou a se ocupar apenas dos vocais. O cantor, compositor e ex-guitarrista do Aborto Elétrico, Renato Russo, vivia falando de como seria sua carreira numa banda de rock. O grupo estava em plena atividade nas festinhas, nos colégios e em festas de aniversário. Mas, para ele, era pouco. Renato sonhava acordado. Fê Lemos não tinha tanta urgência em deixar a inocência do amadorismo. "Nas férias, eu ia pra praia e ele ficava em Brasília, numa ansiedade muito grande de ver alguma coisa acontecer. Eu era muito garotão, a fim de curtir, tocar numa banda. Renato tinha outros planos. Ele desenhou até a capa que nosso disco ia ter. Era um enforcado num bosque. Acho que essa diferença de atitude entre nós foi um dos motivos do fim do Aborto". O fim do Aborto Elétrico aconteceu em Março de 1982. Renato disse que o grupo terminou numa briga por causa da música "Química", um dos primeiros clássicos da Legião Urbana. Segundo Renato, Fê lhe disse que "Química" era muito ruim e o acusou de ter perdido o jeito de fazer música. Renato respondeu que Fê só queria fica fazendo camiseta e pediu boné. Fê Lemos concorda que foi esse o momento da ruptura, mas o clima entre os dois não estava muito bom havia algum tempo. "Achei 'Química' horrível. Não tinha nada a ver com que a gente fazia, com que a gente era. Pô, o Renato era ótimo em química, eu também. Achei que ele tava forçando a barra. Que bobagem minha! Hoje a música é um clássico." Aconteceram outras brigas entre Fê e Renato. Uma delas foi no dia do primeiro aniversário da morte d John Lennon, um dos grandes ídolos do Renato. "Fomos fazer um show numa cidade satélite e o Renato tava super sentido. Eu fiquei com ciúme. Quando ele errou uma música, atirei uma baqueta nele e acertei na cabeça. Ele me olhou com uma cara horrível e sumiu depois do show. Aí saquei o que eu tinha feito. Fui na casa dele e só faltou me jogar aos seus pés. Era uma amizade muito forte, tinha um quê de mágica, porque nos conhecemos através dos discos de punk". Renato Russo e Fê Lemos tinham 22 e 20 anos, respectivamente. Até aquele momento eram os principais líderes da turma de Brasília, os fundadores do Aborto Elétrico, a primeira banda punk da cidade, os aglutinadores do movimento. Mas o fim do Aborto Elétrico mudou destinos e separou os amigos em bandas diferentes. "Depois que a gente montou o Capital Inicial e o Renato formou a Legião Urbana, a coisa não era mais a mesma entre a gente. Acho que ele se sentiu traído. Ele esperava mais, até num sentido de amor, e eu não percebia isso. Ele guardava segredos que eu não conhecia, apesar de ter convivido com ele por cinco anos, unha e carne." Mesmo sem Renato Russo, Fê tentou manter o Aborto Elétrico. Afinal, eles já tinham uma certa fama no circuito alternativo de Brasília. Como numa despedida oficial, Fê chamou Renato para uma última apresentação com o grupo. Renato foi e o Aborto Elétrico teve sua derradeira aparição. Seis meses depois Fê foi convidado para entrar no Capital Inicial. Flavio foi com ele. Era 1982 e a semente lançada em Brasília pelo Aborto Elétrico havia gerado muitos frutos em forma de bandas de punk rock. Com o fim do Aborto Elétrico, Renato Russo intitulou-se O Trovador Solitário e, com um violão, tocava abrindo shows de outros grupos locais e apresentando novas composições, como "Faroeste Cabloco". Mas Renato não queria seguir sozinho. Ele achava que era importante ter uma banda no mundo do rock. Nesse mesmo ano Renato formou a Legião Urbana. Renato Russo, a perda Um dos grandes poetas do rock nacional, ele morreu em outubro, deixando obra significativa e órfãos os milhares de fãs da legião Urbana. No dia 11 de outubro, o rock brasileiro perdeu um dos seus maiores poetas, o cantor e compositor do grupo Legião Urbana, Renato Manfredini Júnior, o Renato Russo. Vítima de Aids, ele era soropositivo há seis anos, e de uma depressão profunda que fez com que o vírus HIV destruísse suas defesas. Renato deixa uma contribuição enorme para a história do rock nacional. Suas canções e poemas estarão para sempre marcados nas gerações dos anos 80 e 90. Aos 36 anos, Russo andava deprimido há muito tempo e nas últimas semanas, recusava-se a comer e a sair do quarto. O roqueiro jamais veio a público revelar que tinha Aids, mas nunca escondeu que talvez pudesse ser portador do vírus. Comparado a Sid Vicious, Ian Curtis e Kurt Cobain, Renato Russo torna-se um mito do rock brasileiro. O cantor sempre foi um apaixonado pela música. Começou a estudar piano ainda menino e ao 15 anos montou uma pequena banda com amigos, o Aborto Elétrico. Eles se apresentavam em bares e como todo roqueiro da época, em início de carreira, viviam na marginalidade. Antes de estourar com o Legião, Renato cursou jornalismo no Ceub(Centro de Ensino Unificado de Brasilia), onde começou a fazer as primeiras letras do grupo. Quando conseguiu o emprego de programador de um rádio FM, conheceu os Paralamas do Sucesso. Iniciou-se uma grande amizade. A Legião Urbana foi formada em 1978, quando mudaram o nome da antiga banda. E a formação era: Renato Russo no vocal e baixo, Marcelo Bonfá na bateria e Dado Villa-Lobos na guitarra. Mais tarde o baixista Renato Rocha, o Negreti, se juntaria a eles. Junto com Plebe Rude e Capital Inicial, vindos de Brasília, a Legião Urbana entrou para o cenário do rock brasileiro,e pelas mãos de Herbert Vianna, o grupo foi contratado pela gravadora Emi-Odeon. O primeiro álbum, Legião Urbana, veio em 84. Dai saíram os primeiros "hinos", "Será, Soldados" e "Geração Coca-Cola". O segundo disco "Legião Urbana 2", lançado em 86, marcou principalmente pela canção "Eduardo e Mônica". O disco vendeu 1,1 milhão de cópias. Em 1987, sai "Que país é Este", com sucessos antigos do Aborto Elétrico, "Que País é Este" e "Química", mas a sensação foi "Faroeste Cabloco", outro "hino" da geração. Em 1988, um desagradável episódio no estádio Mané Garrincha, em Brasília: logo no início do show, um fã subiu ao palco, se agarrou a Renato e foi brutalmente expulso. O show terminou com 400 feridos e Renato prometeu que jamais voltaria a tocar em Brasília. O quarto álbum da banda, e último do baixista Negreti, "As Quatro Estações", de 89, vendeu 1,1 milhão de discos, bem mais do que as 750 mil cópias do anterior. Com citações bíblicas e trechos de Lao Tsé e Buda o disco emplacou os sucessos "Monte Castelo", "Meninos e Meninas" e "Há Tempos". E, a propósito de "Meninos e Meninas",em 90, Renato declararia ser "preferencialmente homossexual", gostar mais de meninos que de meninas. A produção do grupo tornou-se mais intensa a partir de 1991. O Legião Urbana V saiu no começo de 91, foi considerado um disco barra pesada e está entre os que menos venderam do grupo, 465 mil cópias. Por pressão da gravadora, no ano seguinte saiu "Música para Acampamentos", uma coletânia dupla que não deixou a banda satisfeita com o resultado. Foi o disco do grupo que menos vendeu, 270 mil cópias. Nessa época, Renato se internou numa clínica de apoio a drogados e, por um tempo, abandonou o álcool e a cocaína, seus vícios desde os 16 anos. Em 93, surgia o primeiro disco-solo, "The Stonewall Celebration Concert". No ano seguinte, a Legião lança "O Descobrimento do Brasil"e Renato ainda teve forças para fazer mais dois discos, o solo "Equilíbrio Distante" com músicas italianas, cantadas no idioma original e "A Tempestade ou O Livro dos Dias", o último da Legião Urbana e o mais revelador do momento difícil de Renato Russo com a doença. O primeiro sucesso desse disco, "A Via Láctea" é quase a despedida do cantor. No dia 23 de outubro, os companheiros de banda e amigos de Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, anunciaram oficialmente o fim da Legião Urbana. "É impossível continuar", contou Dado. Mas um disco, com 12 músicas inéditas, será lançado até o final do próximo ano. Esse material é resultado da gravação do último álbum da banda que em princípio seria duplo. Além disso, o grupo vinha gravando os shows mais importantes, que podem virar um disco ao vivo. Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá fazem projetos para carreira solo, deixando definitivamente a Legião na memória de todos.
CPLAN Consultoria e Planejamento Ltda. Endereço: R.Mucajai,26 - Moema - São Paulo- SP- Brasil Cep 04084-040 Tel: (55)(011) 542-7820 Fax: (55)(011)241-5781 E-mail:joao.boyadjian@mandic.com.br Discografia comentada Ainda em construção.Neste espaço iremos trazer, quando possível, uma discografia diferente, com as letras das músicas,a capa do disco, as cifras, comentários do CD e da música feita pela Legião Urbana e pelo pessoal da lista de discução. O nome do comentarista estará entre-parêntese. • Ano: 1993 • Vendagem: 200 mil cópias O Disco fala sobre o relacionamento amoroso, respeito humano, carinho não necessariamente heterosexual. (Renato Russo): O disco fala sobre a importância da liberdade do espírito humano como indejesiopressão( * não sei se escrevi certo * ).Como é importante as pessoas lutarem por seus direitos, no caso fala, assim para mim, o disco coloca uma série de situações de amor: da pessoa querer encontrar um relacionamento, querer ser respeitado como pessoa. Todo mundo precisa de carinho, então as músicas falam disso só que de uma determinada maneira que não é a visão hetenomativa da sociedade. Então, canto Cherish da Madona sem mudar o pronome. (Renato Russo): Quando aconteceu o Stonewall eu era um pirralinho de 9 anos. Eu tava lá em Nova Iorque e não sabia de nada dessas coisas. Mas isso é um dado interessante. E a questão de serem canções em inglês é porque, na verdade, este disco é uma tentativa de eu exorcisar um relacionamento que eu tive com um cara, que não deu muito certo, ele era americano e tudo... Então algumas dessas canções são assim, as nossas canções. Sabe aquelas coisas que meninos e meninas quando falam "olha, esta é a nossa música" . Tem umas 2 ou 3 que eram nossa música. De repente, quando o negócio não deu certo, eu ficava lá ouvindo aquelas músicas. Então, tem um pouco disso também. E também porque eu demoraria muito tempo para preparar um repertório em português. Pelo menos o estilo de cantar, assim o repertório em português é uma coisa muito pra dentro. A idéia inicial era de fazer um recital dos grandes norte americanos da década de 20,30,40. mais tradição popular mesmo, não entrando pelo Jazz. Mas acabou que o disco tem até Madona. Eu canto Cherish da Madona, tem Bob Dylan, era para ter entrado algumas coisas Rock'Roll. Quer dizer, sempre dentro do estilo de canções de amor. Poderia ter entrado Neil Young, acabou ficando a seleção. O disco conta uma história. Tem uma certa vibração. Não é a coisa mais animada do mundo, mas tá um disco muito bonito. Eu acho que as pessoas vão gostar SEND IN THE CLOWNS Stephen Sondheim
Isn't it rich, are we a pair Me here at last on the ground You in mid-air Send in the clowns Isn't it bliss, don't you approve One who keeps tearing around One who can't move Where are the clowns Send in the clowns Just when I'd stopped opening doors Finally knowing the one that I wanted Was yours Making my entrance again with my Usual flair Sure of my lines No one is there Don't you love farce, My fault I fear, I thought thar you'd want what I want Sorry my dear But where are the clowns There ought to be clowns Quick send in the clowns What a surprise! Who could foresee I'd come to feel about you What you felt about me? Why only now I see That you've drifted away? What a surprise... What a cliche... Isn't it rich, isn't it queer Losing my timing this late In my career And where are the clowns Quick send in the clowns Don't bother, they're here
CLOTHES OF SAND Nick Drake Who has dressed you In strange clothes of sand, Who has taken you Far from my land, Who has said my saying were wrong, And who will say That I stayed much too long? Clothes of sand have covered your face, Given you meaning but taken my place, So make your way on down the sea, Something has take you so far from me. Does it now seem worth All the colour of skies, To see the earth through painted eyes, To look through panes of shaded glass, See the stains of winter's glass? Can you now return to From where you came, Try to burn your changing name, Or with silver spoons And coloured light Will you worship moons In winter's night. Clothes of sand have covered your face, Given you meaning but taken my place, So make your way on down the sea, Something has take you so far from me.
CATHEDRAL SONG Tanita Tikaram I saw from the cathedral You were watching me And I saw from the cathedral What I should be So take my lies And take my time 'Cause all the others want to take my life And I watch, with an intent, basic It's the same for you You hold your hand And it's all fine - laced and What would you make me do So take my lies And take my time 'Cause all the others want to take my life Serious for the winter time To wrench my soul Whole cotton whole cotton ears But I know there must be Yes, I know there must be Yes, I know there must be a place to go You saw me, from the cathedral Well, I'm an ancient heart Yes, you saw me from the cathedral And here we are just falling apart You catch me I am tired I want all that you are And I saw from the cathedral You were leaving me And I saw from the cathedral You could not see to see So take my lies And take my time 'Cause all the others Want to take my life
CATHEDRAL SONG Tanita Tikaram Tom: A Intr.: A D Bm E A D Bm E A D I saw from the cathedral Bm E You were watching me A D And I saw from the cathedral Bm E What I should be D So take my lies A And take my time E D A 'Cause all the others want to take my life A D And I watch, with an intent, basic Bm E It's the same for you A You hold your hand D And it's all fine - laced and Bm E What would you make me do D So take my lies A And take my time E D A 'Cause all the others want to take my life E A Serious for the winter time E A To wrench my soul E A Whole cotton whole cotton ears D But I know there must be Bm Yes, I know there must be E4 E Yes, I know there must be a place to go A D You saw me, from the cathedral Bm E Well, I'm an ancient heart A D Yes, you saw me from the cathedral Bm E And here we are just falling apart D You catch me Bm I am tired E4 E A D Bm E A D Bm E I want all that you are A D And I saw from the cathedral Bm E You were leaving me A D And I saw from the cathedral Bm E You could not see to see A So take my lies D And take my time E 'Cause all the others D A Want to take my life
LOVE IS Kate, Anna & Jane McGarrigle
Love is a shiny car Love is a steel guitar Love is a battle scar Love is the morning star Love is a twelve-bar blues Love is your blue suede shoes Love is a heart abused Love is a mind confused Love is the pleasures untold And for some love is Still a band of gold My love has no Reason has no rhyme My love crossed the double line Love is a minor chord Love is a mental ward Love is a drawn sword Love is it's own reward Love is the pleasures untold And for some love is Still a band of gold My love has no Reason has no rhyme My love crossed the double line
CHERISH Madonna / Patrick Leonard So tired of broken hearts, Of losing at this game Before I start this dance I take a chance in telling you I want more than just romance You are my destiny, I can't let go baby Can't you see Cupid please take your aim at me Cherish the thought Of always having you Here by my side Cherish the joy You keep bringing it into my life Cherish your strength You got the power To make me feel good Perish the thought Of ever leaving I never would I was never satisfied With casual encounters I can't hide the need For two hearts that bleed with burning love That's the way it's got to be Romeo and Juliet, They never felt this way I bet So don't understimate My point of view Cherish the thought Of always having You here by my side Cherish the joy You keep bringing it into my life Cherish your strength You got the power To make me feel good Perish the thought Of ever leaving I never would Who ? You ! Can't get away, I won't let you Who ? You ! I could never forget to Cherish is the world I use to remind me of ... your love Romeo and Juliet, They never felt this way I bet So don't understimate My point of view Give me strength Give me joy my boy I will always Cherish you
MISS CELIE'S BLUES Q. Jones / R. Temperton / L. Richie
Sister, you've been on my mind Sister, we're two of a kind So sister, I'm keepin' my eyes on you I betcha think I don't know nothin' But singin' the blues Oh sister, have I got news for you I'm somethin' I hope you think that You're somethin' too Scufflin', I been up that lomesone road And I seen a lot of suns goin' down Oh, but trust me Now low life's gonna run me around So let me tell you somethin' sister Remember your name No twister, Gonna steal your stuff away My sister Sho' ain't got a whole lot of time So shake you shimmy, Sister 'Cause honey I sure is feelin' time
THE BALLAD OF THE SAD YOUNG MEN Wolf / Landesman Sing a song of sad young man Glasses full of rye All the news is bad again so Kiss your dreams goodbye All the sad young men sitting in the bars Knowing neon nights missing all the stars All the sad young men Drifting through the town Drinking up the night trying not to drown All the sad young men singing in the cold Trying to forget that they're growing old All the sad young men choking on their worth Trying to be brave, running from the truth Autumm turns the leaves gold Slowly dies the heart Sad young men are growing old And that's the cruelest part All the sad young men seek a certain smile Someone they can hold for a little while Tired little girl does the best she can Trying to be gay for her sad young man While the grimy moon watches from above All the sad young men play of making love Misbegotten moon shine for sad young men Let your gentle light guide them home tonight All the sad young men
IF I LOVED YOU Richard Rodgers If I loved you Time and again I would try to say, All I'd want you to know If I loved you, Words wouldn't come in an Easy way Round in circles I'd go Longing to tell you But afraid and shy I'd let my golden chances Pass me by Soon you'd leave me Off you would go In the mist of day Never never To know How I loved you If I loved You
AND SO IT GOES Billy Joel In every heart there is a room A sanctuary safe and strong To heal the wounds frome lovers past Until a new one comes along I spoke to you in cautious tones You answered me with no pretense And still feel I said too much My silence is my self defense And every time I've held a rose It seems I only felt the thorns And so it goes, and so it goes And so will you soon I suppose But if my silence made you leave Then that would be my worst mistake So I will share this room with you And you can have this heart to break And this is why my eyes are closed It's just as well for all I've seen And so it goes, and so it goes And you're the only one who knows So I would choose to be with you That's if the choice were mine to make But you can make decisions too And you can have this heart to break And so it goes, and so it goes And you're the only one who knows
I GET ALONG WITHOUT YOU VERY WELL Hoagy Carmichael I get along without you very well Of course I do Except when soft rains fall And drip from leaves then I recall The thrill of being sheltered in your arms Of course I do But I get along without you very well I've forgotten you just like I should Of course I have Except to hear your name Or someone's laugh that is the same But I'v forgotten you like I should What a guy, what a fool am I To think my breaking Heart could kid the moon What's in store, should I phone once more No it's best that I stick to my tune I get along without you very well Of course I do Except perhaps in spring But I should never think of spring For that would surely break my heart in two
SOMEWHERE IN MY BROKEN HEART Billy Dean / Richard Leigh You made up your mind It was time it was over After we had come so far But I think there's Enough pieces of forgiveness Somewhere in my broken heart I would not have chosen The road you have taken It has left us miles apart But I think can still find The will to keep going Somewhere in my broken heart So fly, go ahead and fly Until you find out who you are I will keep my love unspoken Somewhere in my broken heart I hope that in time you will find what you long for Love that's written in the stars And when you finally do I think you will see it's Somewhere in my broken heart Oh, I will keep my love unspoken Somewhere in my broken heart I hope that in time you will find what you long for Love that's written in the stars And when you finally do I think you will see it's Somewhere in my broken, somewhere in my broken Somewhere in my broken heart
IF YOU SEE HIM, SAY HELLO Bob Dylan If you see him, say hello, He might be in Tangier He left here last early spring, Is livin' there, I hear Say for me that I'm all right though things get kind of slow He might think that I've forgotten him, Don't tell him it isn't so. We had a falling-out, Like lovers often will And to think of how he left that night, it still brings me a chill And though our separation, it pierced me to the heart He still lives inside of me, We've never been apart If you get close to him, Kiss him once for me I always have respected him for doing what he did and gettin' free Oh, whatever makes him happy, I won't stand in the way Though the bitter taste still lingers on from the night I tried to make him stay I see a lot of people As I make the rounds And I hear his name here and there as I go from town to town And I've never gotten used to it, I've just learned to turn it off Either I'm too sensitive Or else I'm gettin' soft. Sundown, yellow moon, I replay the past I know every scene by heart, they all went by so fast If he's passin' back this way, I'm not that hard to find Tell him he can look me up If he's got the time.
IF TOMORROW NEVER COMES K. Blazy / G. Brooks Sometimes late at night I lie awake and watch him sleeping He's lost in peaceful dreams So I turn out the lights And lay there in the dark And the thought crosses my mind If I never wake up in the morning Would he ever doubt the way I feel About him in my heart If tomorrow never comes Will he know how much I loved him Did I try in every way to show him every day That he's my only one And if my time on earth were through And he must face the world without me Is the love I gave him in the past Gonna be enough to last If tomorrow never comes 'Cause I've lost loved ones in my life Who never knew how much I loved them Now I live with the regret That my true feelings for them never were revealed So I made a promise to myself To say each day how much he means to me And avoid the circumstance Where there's no second chance to tell him how I feel So tell that someone that you love Just what you're thinking of If tomorrow never comes
THE HEART OF THE MATTER Mike Campbell / Don Henley / J. D. Souther I got the call today, I didn't wanna hear But I knew that it would come An old true friend of ours Was talkin' on the phone He said you found someone And I thought of all the bad luck, and the struggles we went through And how I lost me and you lost you What are these voices Outside love's open door Make us throw off our contentment And beg for something more ? I'm learning to live without you now But I miss you sometimes The more I know, the less I understand All the things I thought I knew, I'm learning again I've been tryin' to get down to the heart of the matter But my will gets weak and my thoughts seem to scatter But I think it's about forgiveness Forgiveness Even if, even if you don't love me anymore These times are so uncertain There's a yearning undefined... people filled with rage We all need a little tenderness How can love survive In such a graceless age ? The trust and self-assurance that lead to happiness They're the very things we kill, I guess Pride and competition cannot fill these empty arms And the work I put between us doesn't keep me warm I'm learning to live without you now But I miss you, baby The more I now, the less I understand All the things I thought I'd figured out I have to learn again I've been trying to get down to the heart of the matter But everything changes and my friends seem to scatter But I think it's about forgiveness Forgiveness Even if, even if you don't love me anymore There are people in your life who've come and gone They let you down and hurt your pride Better put it all behind you; life goes on You keep carryin' that anger, it'll eat you up inside I've been trying to get down to the heart of the matter But my will gets weak and my thoughts seem to scatter But I think it's about forgiveness Forgiveness Even if, even if you don't love me I've been trying to get down to the heart of the matter Because the flesh will get weak and the ashes will scatter So I'm thinkin' about forgiveness Forgiveness Even if, even if you don't love me
OLD FRIEND Ford / Cryer Everytime I've lost another lover I call up my old friend And say let's get together I'm under the weather Another love has suddenly come to an end And he listens as I tell him my sad story And wonders at my taste in men And we wonder why I do it And the pain of getting through it And he laughs and says: "You'll do it again !" And we sit in a bar and talk till two 'Bout life and love as old friends do And tell each other what we've been through How love is rare, life is strange Nothing lasts, people change And I ask him if his life is ever lonely And if he ever feels despair And he says he's learned to love it 'Cause that's really a part of it And it helps him feel The good times when they're there And we wonder if I'll live with any lover Or spend my life alone And the bartender is dozing And it's getting time for closing So we figure that I'll make it on my own But we'll meet the year we're sixty-two And travel the world as old friends do And tell each other what we've been through How love is rare, life is strange Nothing lasts, people change
SAY IT ISN'T SO Irvin Berlin You can't stop people from talking And they're talking my dear And the things they're saying Fill my heart with fear Now I could never believe them When they say you're untrue I know that they're mistaken Still I want to hear it from you Say it isn't so Say it isn't so Everyone is saying you don't love me, say it isn't so Everywhere I go, everyone I know, Whispers that you're growing tired of me, say it isn't so People say that you found somebody new And it won't be long before you leave me Say it isn't true Say that everything is still okay That's all I want to know And what they're saying, say it isn't so
SOMEWHERE Music by Leonard Bernstein Lyrics by Stephen Sondheim Someday, somewhere We'll find a new way of living We'll find a way of forgiving Somewhere There's is a place for us Somewhere a place for us Peace and quiet and open air Wait for us Somewhere There's a time for us Someday a time for us Time together with time to spare Time to learn Time to care Someday, somewhere We'll find a new way of living We'll find there's a way of forgiving Somewhere There's a place for us A time and a place for us Hold my hand and we're half way there Hold my hand And I'll take you there Somehow Someday, somewhere
PAPER OF PINS Traditional I'll give to you this paper of pins If that's the way our love begins If you will marry me, me, me If you will marry me. I'll not accept your paper of pins If that's the way our love begins And I'll not marry you, you, you No, I'll not marry you. I'll give to you this dress of red All stitched around with golden thread If you will marry me, me, me If you will marry me. I'll not accept your dress of red All stitched around with golden thread And I'll not marry you, you, you No, I'll not marry you. I'll give to you this golden chest So you may have money at your request If you will marry me, me, me If you will marry me. I'll not accept your golden chest So I may have money at my request And I won't marry you, you, you No, I won't marry you. Well, I'll give to you my hand and my heart So we may marry and never part If you will marry me, me, me If you will marry me. I will accept you hand and your heart That we may marry and never part And I will marry you, you, you And you will marry me, me, me Yes, I will marry you
WHEN YOU WISH UPON A STAR Ned Washington / Leigh Harline When you wish upon a star Makes no difference who you are Anything your heart desires Will come to you If your heart is in your dream No request is too extreme When you wish upon a star Like dreamers do Fate is kind She brings to those who love The sweet fulfillment of Their secret longing Like a bolt out of the blue Fate steps in and pulls you through When you wish upon a star Your dreams come true
CLOSE THE DOOR LIGHTLY WHEN YOU GO Eric Andersen Turn around, don't whisper out my name For like a breeze, it'd stir a dying flame I'll miss someone, if it eases you to know So close the door lightly when you go Who was the one that stole my mind ? Who was the one that robbed my time ? Who was the one who made me feel unkind ? So fare thee well, sweet love of mine Take your tears to someone else's eyes They're made of glass And are cut like wounded lies Memories are drifting like the snow But close the door lightly when you go Don't look back to where you once hade been Look straight ahead When you're walking through the rain And find a light If the path gets dark and cold But close the door lightly when you go.
Uma Outra Estação
Reportagem feita 20 dias antes do Lançamento: Daqui a menos de 20 dias, os fãs da Legião Urbana poderão, pela última vez, comprar um disco com músicas inéditas da banda. O grupo, que já vendeu cerca de 4 milhões de cópias de seus oito trabalhos anteriores, incluindo uma coletânea ao vivo, prepara para julho o lançamento de "Uma Outra Estação" ou "As flores do Mal" . Esse disco, que é último sopro criativo da Legião Urbana, acabou de ser finalizado em um estúdio nova-iorquino por Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. "Foi uma barra terminar um disco sem o Renato, ele é quem centralizava esses trabalhos de finalização, mas acho que o resultado ficou ótimo", afirma Dado. O disco tem 15 músicas, a maioria tinha sido gravada para fazer parte do CD "A Tempestade", que era para ser duplo. Segundo Dado, as músicas estavam com gravações de primeiro "take", inclusive os vocais de Renato Russo. Apesar disso, todo o trabalho musical foi feito apenas pelos remanescentes da banda e Carlos Trilha, que já havia participado da gravação do CD anterior e dos dois discos solo de Russo. Canções do Aborto Elétrico - banda punk de Brasília que deu origem à Legião e a outras bandas, como Capital Inicial e Plebe Rude - Também estão presentes no novo trabalho. Uma delas é "Dado Viciado", em uma versão acústica, com voz e violão,e que não fora gravada antes para evitar que o personagem da música fosse confundido com o guitarrista da banda. Outra do fundo do baú é "Marcianos invadem a Terra", também do Aborto, e que havia sido gravada no ano passado por Dinho Ouro Preto, ex-vocalista do Capital. "O nosso maior desafio foi fazer com que essas músicas juntas formassem um disco com história própria, com começo, meio e fim, mas conseguimos", afirma Dado. O guitarrista diz: "Quando ouço 'Uma Outra Estação' é como se eu estivesse ouvindo a história de nossas vidas, desde a época de Brasília até hoje. É o fim de um cliclo". As músicas Os destaques do repertório da nova Legião são as músicas "Reading Song", que tem uma roupagem "bem elétrica e forte", além de "Clarisse", com uma letra pesada, que foi feita em homenagem a uma fã da banda. "Apesar de algumas letras serem amargas, o disco ficou bem pra cima, equilibrado",diz Dado. Algumas peculiaridades marcam o último trabalho da Legião, como "Sagrado Coração", que tem a letra publicada no encarte, mas não chegou a ter os vocais gravados. Outra novidade é a inclusão de uma instrumental, tema do filme "Matar ou Morrer", embora a banda já houvesse composto canções sem vocais, como "Central do Brasil", do Dois, e "Ordem dos Templários", do disco V. Veja os arquivos multimídia das músicas abaixo 1. Reading Song 2. Outra estação 3. As Flores do Mal 4. La Maison Die 5. Clarice 6. Shubert Lander (Instrumental) 7. A Tempestade 8. Matar ou Morrer (instrumental) (Tema do Filme "Matar ou Morrer") 9. Marcianos Invadem A Terra 10. Mariane 11. Dado Viciado 12. Comédia romântica 13. Antes das Seis 14. Sagrado Coração (Sem a voz de Renato Russo) 15. Travessia de Eixão COMENTÁRIOS DAS MÚSICAS Comentários das Músicas do CD "Uma Outra Estação" "Riding Song" Rock direto, com Renato Rocha no baixo. Serve como apresentação da banda. Usa trechos de uma entrevista da época de "Dois" (1986): cada um diz nome, signo,idade e fala sobre a sua trajetória. No fim, Dado e Bonfá cantam: "Eu Já sei o que vou / ser quando crescer". (Bonfá): é um rock que lembra os primeiros discos da Legião. A gente fez na época de A Tempestade. Gosto dessa música, é uma grande brincadeira. "Uma Outra Estação". A voz de Renato Russo, meio sussurrada, convida: "Vem comigo, não tenha medo / Estou longe, longe / Estou em outra estação". (Bonfá):Essa letra o Renato fez para uma grande amiga dele, a Flora. Ela era diplomata e facilitava a vida da gente em nossas viagens pelos quatro cantos do mundo. "As Flores do Mal". Raiva: "Volta pro esgoto, baby / Vê se alguém te quer". (Bonfá): Outra música que o Renato fez para uma amiga, que andava na noite com ele. Não me lembro agora o nome dela. A letra teve vários arranjos, mas acabou ficando uma balada com uma letra bem pesada e amarga, bem ao estilo de Renato. Veja mais comentários desta música "La Maison Dieu". Dado: "A gente antes execrava blues. Mas fomos fazer um pela primeira vez, seria uma coisa meio 'Tea for One', do Led Zeppelin,e saiu o que saiu". A letra vomita: "Eu sou a lembrança do terror, de uma revolução de merda, de generais e de um exército de merda / Não, nunca podemos esquecer nem devemos perdoar". O único blues do disco. Uma das minhasfavoritas. A letra fala de política,sobre tudo acabar em pizza no Brasil. Tem uma parte que diz assim,não me lembro muito bem: "Eu nunca anistiei ninguém, não devemos perdoar..." "Clarisse". Talvez a canção mais fundo-do-posso da Legião, tinha ficado fora de "A Tempestade" por ser barra-pesada demais. Renato fala de si mesmo se colocando como uma menina de 14 anos que, no fundo do poço, rejeitada e maltratada, se corta toda. (Bonfá): É uma espécie de canção autobiográfica. É bem pesada. Dizem que foi feita para uma fã, mas acho que o Renato é a própria Clarice na letra. Fala sobre os problemas e as injustiças sofridas pelas mulheres brasileiras. É uma música longa, de 12 minutos, acompanhada de um violão de 12 cordas. Lembro que o Renato chegou no estúdio e declamou toda a letra na hora, sem parar. "Schubert Ländler". Carlos Trilha só, ao piano. Uma das muitas "canções de ninar" que o compositor austríaco Franz Schubert (1797/ 1828) escreveu. (Bonfá): É uma vinheta de apenas alguns segundos. Ela foi incluída para dar uma acalmada. As cinco primeiras músicas do álbum são muito pesadas e essa fase do CD encerrada com essa vinheta. "A Tempestade". Um rock gótico ortodoxo, tanto nos timbres da guitarra quanto na interpretação de Renato "Com teu amor eu quero que sintas dor, eu quero teu sangue e ser teu credor". (Bonfá):Lembra um pouco música gótica. Gosto também dessa faixa. Era outra canção que o Renato fazia questão de colocar no disco anterior. "High Noon (Do Not Forsake Me)". Instrumental, da trilha do clássico western "Matar ou Morrer" (título original: High Noon). (Bonfá): É tema de um filme de faroeste muitoconhecido (High Noon, de Fred Zinnemann). A gente fez uma versão bem mais rápida. "Comédia Romântica". Dado toca dobro com slide e gaita, dando um toque especialão rock. A letra confunde: "Não preciso de heróis, eu tenho meus amigos". (Bonfá): Essa canção é a cara do Renato. Fala sobre esse lado meio amargo dele. De as pessoas quererem ajudá-lo e ele se recusar. Lembro dele falando para mim e para o Dado: "Valeu a intenção, mas eu sou desse jeito mesmo, não há muita coisa a se fazer". "Dado Viciado". Voz e violão, composta por Renato nos tempos de "Trovador solitário", gravado para "Dois". (Bonfá): Essa música só não saiu antes porque o Dado ficava com medo de os fãs acharem que o Dado viciado era ele. Na verdade, era o primo dele. Agora, ele concordou em colocá-la no novo CD, pois combinamos de deixar tudo esclarecido no encarte. É uma das poucas versões acústicas do álbum. "Marcianos Invadem a Terra". Da mesma fase, cita "Life on Mars?", de David Bowie. (Bonfá): A letra lembra muito a nossa juventude em Brasília. A gente saía com os nossos carros á noite pela cidade. Éramos os próprios marcianos invadindo a Terra. É uma canção acústica. "Antes das Seis". Romantismo adolescente ("quem inventou o amor, me explica por favor"), com Bi Ribeiro no contrabaixo e Tom Capone na slide Guitar (Bonfá): Uma das mais pops do CD. Acho que é outra que vai virar hit. É mais acessível, o que ajuda a equilibrar um pouco o disco. "Mariane". Outro out-take de "Dois", feita por Renato em inglês, para uma ex-namorada. "Não sei para onde estou indo, acho que é só uma fase". (Bonfá): É uma balada muito positiva, toda cantada em inglês. Acho que pode ser um dos hits do disco. É tambêm uma das minhas favoritas. Foi gravada originalmente só com voz e violão. Aumentei a voz do Renato para poder colocar bateria e guitarra. "Sagrado Coração". Instrumental animada, com pianinho. A letra está no encarte, mas Renato não teve tempo para gravá-la. "Essa marca a ausência dele", ressalta Dado. (Bonfá): Esta letra vai aparecer no encarte do novo disco, mas não chegou a ter vocais gravados. É uma balada superlegal. Ela foi escolhida para encerrar Uma Outra Estação porque lembra um pouco aqueles letreiros que passam no fim dos filmes. "Travessia do Eixão"Música do Liga-Tripa, banda hippie de Brasília, que pede proteção contra atropelamentos. No clima mais informal possível, cantada em coro. A gente faz uma referência a uma banda de malucos que tinha no fim dos anos 60 em Brasília. Costumo dizer que é a música alternativa do disco. Tem uma percussão com garrafas. Ficou bem legal.
Riding Song Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá Retirado de Entrevistas feitas na época do "Dois" Tirado de Ouvido: "Eu sou o Renato Russo Eu escrevo as letras, eu canto Nasci no dia 27 de março, eu tenho 23 anos E sou Áries e ascendente em Peixes Eu trabalhava com Jornalismo, rádio, era professor de Inglês também E ... comecei a trabalhar com 17 anos e tudo Mas só que de repente tocar Rock era uma coisa que eu gostava mais de fazer E como deu certo eu continuo fazendo isso até hoje"
"Meu nome é Dado Villa-Lobos Sou guitarrista da Legião Urbana Nasci dia 29 de Junho de 65, tenho 21 anos Cheguei em Brasília em torno de 79 Cursei meu segundo grau, consegui entrar na faculdade de Sociologia Só que não era exatamente o lance que eu tava a fim de fazer Muito teórico, não tem nada de praticidade Aí meu lance era de repente fazer música"
"Eu sou o Renato Rocha Baixista do Legião Urbana Tenho 25 anos, adoro esportes, adoro corrida de automóvel Sou de Brasília também, adoro música, Jazz, Rock Adoro Det Kennedys Cursei metade do meu segundo grau Parei de estudar, por que eu gostava de fazer esportes"
"Oi, meu nome é Marcelo Bonfá Nasci em 65, sou do signo de Aquários Gosto de esportes aquáticos, gosto de desenhar E gosto de música Saí da escola depois que eu terminei meu segundo grau Agora eu toco bateria na Legião Urbana"
Eu já sei o que vou ser quando eu crescer Uma Outra estação Renato Russo Sei que não tenho a força que tens Se me vejo feliz quase sempre exijo um talvez Ela mora perto de um vulcão E meu coração suburbano espera riquezas maiores Eu sigo o calendário maia E sou descendente dos astecas Hoje vai ter prova Mas no final da aula Acho que tem futebol Gosto quando estou feliz Gosto quando sorris para mim Estou longe longe Estou em outra estação Não me digam como deve ser Gosto do jeito que sou Quem insistir em julgar os outros Sempre tem alguma coisa para esconder Teu corpo alimenta seu espírito Teu espírito alegra minha mente Tua mente descansa meu corpo Teu corpo aceita o meu como a um irmão Todos fazem promessas demais Temos muito o que aprender É um feitiço tão latino Essa preguiça ser feitiço Mas tudo bem Voltarás na terça-feira És fogo e gelo ao mesmo tempo E vai ser bom Do Equador, da Venezuela, do Uruguai Teremos o fim-de-semana só para nós Venha comigo Não tenha medo Tem muita gente Que pensa o mesmo E estou longe longe Estou em outra estação. As flores do Mal Renato Russo Eu quis você E me perdi Você não viu E eu não senti Não acredito nem vou julgar Você sorriu, ficou e quis me provocar Quis dar uma volta em todo o mundo Mas não é bem assim que as coisas são Seu interesse é só traição E mentir é fácil demais Mentir é fácil demais Mentir é fácil demais Mentir é fácil demais Tua indecência não serve mais Tão decadente e tanto faz Quais são as regras? O que ficou? O seu cinismo essa sedução Volta pro esgoto baby Vê se alguém lhe quer O que ficou é esse modelito da estação passada Extorsão e drogas demais Todos já sabem o que você faz Teu perfume barato, teus truques banais Você acabou ficando pra trás Porque mentir é fácil demais Mentir é fácil demais Mentir é fácil demais Mentir é fácil demais Volta pro esgoto baby Vê se alguém te quer La maison Dieu Renato Russo Se dez tatalhões viessem à minha rua E 20 mil soldados batessem à minha porta Á sua procura Eu não diria nada Porque lhe dei minha palavra Teu corpo branco já pêlo Me lembra o tempo em que você era pequeno Não pretendo me aproveitar E de qualquer forma quem volta Sozinho pra casa sou eu Sexo compra dinheiro e companhia Mas nunca amor e amizade, eu acho E depois de um dia difícil Pensei ter visto você Entrar pela janela e dizer: - Eu sou a tua morte Vim conversar contigo Vim te pedir abrigo Preciso do teu calor Eu sou Eu sou Eu sou a pátria que lhe esqueceu O carrasco que lhe torturou O general que lhe arrancou os olhos O sangue inocente De todos os desaparecidos Os choques elétricos e os gritos - Parem por favor, isto dói Eu sou Eu sou Eu sou a tua morte E vim lhe visitar como amigo Devemos flertar com o perigo Seguir nossos instintos primitivos Quem sabe não serão estes Nossos últimos momentos divertidos? Eu sou a lembrança do terror De uma revolução de merda De generais e de um exército de merda Não, nunca poderemos esquecer Nem devemos perdoar Eu não anistiei ninguém Abra os olhos e o coração Estejamos alertas Porque o terror continua Só que mudou de cheiro E de uniforme Eu sou a tua morte E lhe quero bem Esqueça o mundo, vim lhe explicar o que virá Porque eu sou Eu sou Eu sou. Clarice Renato Russo Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado Quem diz que me entende nunca quis saber Aquele menino foi internado numa clínica Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças Dos sonhos que se configuram tristes e inertes Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha. E Clarice está trancada no banheiro E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete Deitada no canto, seus tornoze-los sangram E a dor é menor do que parece Quando ela se corta ela esquece Que é impossível ter da vida calma e força Viver em dor, o que ninguém entende Tentar ser forte a todo e cada amanhecer Uma de suas amigas já se foi Quando mais uma ocorrência policial Ninguém entende, não me olhe assim Com este semblante de bom-samaritano Cumprindo o seu dever, como se fosse doente Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente Nada existe pra mim, não tente Você não sabe e não entende E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito Clarice sabe que a loucura está presente E sente a essência estranha do que é a morte Mas esse vazio ela conhece muito bem De quando em quando é um novo tratamento Mas o mundo continua sempre o mesmo O medo de voltar pra casa à noite Os homens que se esfregam nojentos No caminho de ida e volta da escola A falta de esperança e o tormento De saber que nada é justo e pouco é certo E que estamos destruindo o futuro E que a maldade anda sempre aqui por perto A violência e a injustiça que existe Contra todas as meninas e mulheres Um mundo onde a verdade é o avesso E a alegria já não tem mais endereço Clarice está trancada em seu quarto Com seus discos e seus livros, seu descanso Eu sou um pássaro Me trancam na gaiola E esperam que eu cante como antes Eu sou um pássaro Me trancam na gai A Tempestade Renato Russo Inédita Será que eu sou capaz De enfrentar o seu amor Que me traz insegurança E verdade demais Será que eu sou capaz? Veja bem quem eu sou Com teu amor eu quero que sinta dor Eu quero ver-te em sangue e ser seu credor Veja bem quem eu sou Trouxe flores mortas pra ti Quero rasgar-te e ver o sangue manchar Toda a pureza que vem do teu olhar Eu não sei mais sentir
CPLAN Consultoria e Planejamento Ltda. Endereço: R.Mucajai,26 - Moema - São Paulo- SP- Brasil Cep 04084-040 Tel: (55)(011) 542-7820 Fax: (55)(011)241-5781 E-mail:joao.boyadjian@mandic.com.br MARCIANOS INVADEM A TERRA Renato Russo Diga adeus e atravesse a rua Voamos alto depois das duas Mas as cervejas acabaram e os cigarros também. Cuidado com a coisa coisando por aí A coisa coisa sempre e também coisa por aqui Seqüestra o seu resgate, envenena sua atenção; É verbo e substantivo/adjetivo e palavrão. E o carinha do rádio não quer calar a boca E quer o meu dinheiro e as minhas opiniões Ora, se você quiser se divertir Invente suas próprias canções. Será que existe vida em Marte? Janelas de hotéis Garagens vazias Fronteiras Granadas Lençóis E existem muitos formatos Que só têm verniz e não tem invenção E tudo aquilo contra o que sempre lutam É exatamente tudo aquilo que eles são Marcianos invadem a Terra Estão inflando meu Ego com ar. E quando acho que estou quase chegando Tenho que dobrar mais uma esquina E mesmo se eu tiver a minha liberdade Não tenho tanto tempo assim E mesmo se eu tiver a minha liberdade: "Será que existe vida em Marte?" Mariane Renato Russo I' ve been working all day I' ve been thinking a lot I' ve been doing some things That are not quite right I' ve been thinking about you I' ve been thinking about you When will you return? I' ve been working all day I' ve been thinking a lot I' ve been lost in the morning I don't know what it costs Will you find me there? And I guess it's just a phase I don't know where I'm going I' ve been working all day I' ve been thinking a lot I' ve been lost in the morning I don't know what it costs I don't think about you I will be able to do Will you let me be? And I don't know where I'm going I guess it's just a phase And I don't know where I'm going I guess it's just a phase Just a phase DADO VICIADO Renato Russo Você não tem heroína, então usa Algafan Viciou os seus primos, talvez sua irmã Mas aqui não tem Village, rua 42 Me diz prá onde é que é que você vai depois? Porque você deixou suas veias fecharem? Não tem mais lugar pras agulhas entrarem Você não conversa, não quer mais falar Só tem as agulhas prá lhe ajudar Cadê o bronze no corpo, os olhos azuis? O seu corpo tem marcas de sangue e pus Você nem sabe se é março ou fevereiro Trancado o dia inteiro dentro do banheiro Dado Dado Dado O que fizeram com você? Cadê os seus planos, cadê as meninas Você agora enche a cara e cai pelas esquinas. Eu quero você mas não vou lhe ajudar Não me peça dinheiro, não vou lhe entregar Cadê a criança? Meu primo e irmão Se perdeu por aí, com seringas na mão Dado Dado Dado O que fizeram com você? * Esta música não tem referência nenhuma com Dado Villa-Lobos Comédia romântica Renato Russo Acho que só agora eu começo a perceber Que tudo que você me disse Pelo menos o que me lembro que aprendi com você Está realmente certo Bem mais certo do que eu queria acreditar Você gosta mesmo de mim Se arriscando a me perder assim Ao me explicar o que eu não quero ouvir Ainda não estou pronto para saber a verdade Ou não estava Até uma estação atrás Acho que só agora eu começo a ver Que tudo o que você me disse É o que você gostaria que tivessem dito pra você Se o tempo pudesse voltar dessa vez Sou eu mesmo e serei eu mesmo então E não há nada de errado comigo não Não não não Não preciso de modelos Não preciso de heróis Eu tenho meus amigos E quando a vida dói Eu tento me concentrar Num caminho certo Sou eu mesmo e serei eu mesmo então E eu queria que o tempo Pudesse voltar dessa vez Oh yeah. Antes das Seis Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá Quem inventou o amor? Me explica por favor Quem inventou o amor? Me explica por favor Vem e me diz o que aconteceu Faz de conta que passou Quem inventou o amor? Me explica por favor Daqui vejo seu descanso Perto do seu travesseiro Depois quero ver se acerto Dos dois quem acorda primeiro Quem inventou o amor? Me explica por favor Quem inventou o amor? Me explica por favor Enquanto a vida vai e vem Você procura achar alguém Que um dia possa lhe dizer -Quero ficar só com você Quem inventou o amor? Sagrado Coração Renato Russo Música Instrumental pois não tem a gravação da voz de Renato Russo Sei que tenho um coração Mas é difícil de explicar De falar de bondade e gratidão E estas coisas que ninguém gosta de falar Falam de um lugar Mas onde é que está? Onde há virtude e inteligência E as pessoas são boas e sensíveis E que a luz no coração É o que pode me salvar Mas não acredito nisso Tento mas é só de vez em quando Onde está este lugar Onde está essa luz? Se o que vejo é tão triste E o que fazemos tão errado? E me disseram! Este lugar pode estar sempre ao seu lado E a alegria dentro de você Porque sua vida é luz E quando vi seus olhos E a alegria no seu corpo E o sorriso nos seus lábios Eu quase acreditei Mas é tão difícil Por isso lhe peço por favor Pense em mim, ore por mim E me diga: - este lugar distante está dentro de você E me diga que nossa vida é luz Diga que nossa vida é luz Me fale do sagrado coração Porque eu preciso de ajuda Travessia do Eixão Nonato Veras / Nicolas Behr Nossa Senhora do Cerrado Protetora dos pedestres Que atravessam o eixão Às seis horas da tarde Fazei com que eu chegue são e salvo Na casa de Noélia Nonô Nonô Nonô Nononô... Renato Russo faz seu "Último Solo" CD póstumo reúne oito sobras das gravações dos dois álbuns individuais do líder da banda Legião Urbana
Um ano após sua morte, o cantor Renato Russo volta às lojas com um novo disco. "O Último Solo" reúne sobras de estúdio dos dois álbuns de Renato sem a Legião Urbana: "The Stonewall Celebration Concert"(1994) e "Equilíbrio Distante"(1995). Do primeiro, cantado em inglês, sobraram quatro músicas ("Hey, That's No Way to Say Goodbye", "The Dance", "I Love You Porgy" e "Change Partners"); do segundo, mais quatro ("Il Mondo Degli Altri", "Ti Chiedo Onestà", "Lettera" e "E tu Come Stai?"). Três músicas ficaram de fora das sobras. Segundo o tecladista e arranjador Carlos Trilha, que produziu o CD, a qualidade da voz e da interpretação de Renato ficariam muito aquém de "O Último Solo". "As músicas em condições de serem apresentadas e que ele gostaria quue fossem apresentadas ao público são essas que estão no disco", disse. Alterações Trilha, que co-produziu os dois discos de Renato, começou a trabalhar em "O Úlitmo Solo" em março. Ele diz que teve muito trabalho para limpar os registros com a voz do cantor. Principalmente nas quatro músicas em italiano - com apenas a voz guia gravada. Em duas músicas ("The Dance" e "Il Mondo Degli Altri") houve a adição de uma orquestra com mais de 40 músicos atendendo a indicações de arranjo do próprio Renato. A Gravação foi feita no estúdio 1 de Abbey Road. Foi lá também que o álbum foi masterizado, por Nick Web (Paul McCartney, Genesis, Rolling Stones e Pink Floyd). O disco, com menos de 30 minutos de duração, vem com alguns atrativos como compensação. Há uma faixa multimídia interativa para CD-ROM com o clipe de "Strani Amore" - de "Equilíbrio Distante" - e 12 minutos de um depoimento em áudio de Renato para a divulgação de seu CD anterior. Título do disco O título do CD foi uma escolha do pai do cantor, Renato Manfredini. Uma escolha de duplo sentido. "Musicalmente ele não vai cantar mais. O outro solo a que se refere o título é o solo de flores que ele escolheu para ter as cinzas dispersas", revelou. Por isso, a capa é um quadro de flores pintado pela irmã do cantor, Carmem. "Renato sempre disse que esse quadro era dele e que um dia ele iria para seu apartamento." Ele disse que a família não pretende fazer uma biografia de Renato - e contou que, até agora, se negou a colaborar com quis fazer. Mas pretende fazer uma compilação com as letras do cantor, incluindo as inéditas. "Ele sempre nos disse que as letras eram bem explícitas e que quem procurasse entendê-las não precisaria saber da vida dele." Legião Urbana Home-Page colocará nesta semana todos os arquivos em formato Real Audio (.ra) nesta home-page! Críticas do CD As músicas do CD: 1. Hey, That's No Way to Say Goodbay 2. The Dance 3. I Loves you Porgy 4. Change Partners 5. Il Mondo Degli Altri 6. Ti Chiedo Onestà 7. Lettera 8. E Tu Come Stai? 9. Faixa multimídia com clip de "Strani Amore" e com uma entrevista Arquivos Multimídia 1. Arquivo de música(.ra) "Hey, That's no way to say goodbye" . Duração 3:00. 346k Retirado da Folha de São Paulo Entrevista com Renato Russo Renato Russo O Roqueiro do Amore Mio
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Por Cristiane Simäes e Renato Guima _________________________________________________________________
- A idéia do disco em italiano veio depois da experiência em inglês com o Stonewall Celebration?
- Trabalhamos até outubro do ano passado, fizemos a turnê do Metropolitan e depois o Dado e o Bonfá já tinham outros projetos. Fiquei me perguntando: o que vou fazer? Até‚ que um dia resolvi ir a uma loja de discos e achei uma seção enorme de música italiana. Puxa, não conhecia nada disso, a não ser algumas da minha infância. Comprei uns quatro discos e fiquei surpreso com as letras. São muito parecidas com a temática da Legião. O canto deles também ‚ próximo do meu jeito de interpretar. Comentei com o pessoal da (gravadora) EMI-Odeon que queria gravar em italiano e, em duas semanas, me mandaram para a Itália. Foi jóia. Não sei nada de italiano, apenas repetia as letras. A produção foi toda minha, da ordem das músicas aos arranjos.
- O disco surgiu também por causa de sua ascendência italiana?
- É. Não queria fazer um disco solo em português, senão todo mundo ia começar a dizer que a Legião acabou. A música remete a emoções.. Nessa viagem, aproveitei e fui … cidade de Cremona para ver a certidão de casamento dos meus bisavós, que vieram para c em 1875. Ainda descobri que este ano comemoramos os 150 anos da imigração italiana, teve tudo a ver.
- Chegou a conhecer os compositores que gravou?
- Conheci só os produtores das músicas. Foi bom conhecer o país, sentir o cheiro da terra, ver como as pessoas andam na rua, ouvir o som do idioma para ficar com espírito italiano.
- E os projetos de show com esse disco?
- Por enquanto, não tem nada definido. A língua não ‚ tão conhecida e ainda por cima as rádios estão tocando Laura Pausini, que canta quatro músicas que gravei. Não sei se vai ter briga do tipo não vou tocar a versão do Renato porque já tem a da Laura em espanhol. Mas ‚ um bom disco para o verão, para namorar.
- Por que não teve show com Stonewall?
- Porque já estava em turnê com O Descobrimento do Brasil. Dá trabalho, tem que juntar os músicos e ensaiar, não ‚ como com o grupo, que já está careca de saber. Nunca tinha feito música pop e ‚ mais difícil do que rock. O Legião ‚ muito mais mole. Ficou menos brega do que tinha imaginado, mas há umas coisas estilo Fafá de Belém no Domingão do Faustão. (risos)
- Pretende alcançar um público que não conhece suas músicas?
- Essa não foi minha preocupação. Pensei o seguinte: ser que consigo pegar essas músicas bregas e fazer com que as pessoas se emocionem com isso? Foi tipo quando o Caetano gravou Sonhos, do Peninha. Ninguém dava nada pela música e todo mundo ficou falando depois: "Que coisa linda!"
- E o povo italiano conhece o trabalho da Legião?
- Muito pouco. Eles conhecem mais Chico, Caetano e Roberto Carlos. Quis colocar alguma coisa brasileira no disco e ficou até‚ engraçado porque não entendo nada de bossa nova. Mas resolvi gravar Wave e Como Uma Onda para ter algo brasileiro e para fazer uma homenagem pro Tom Jobim. Quando ouço o disco, não me lembro da Itália, me lembro de uma época da minha infância. Minha tia e todos aqueles coroas ouvindo Pepino di Capri, Rita Pavone. A própria Jovem Guarda tinha muito dessa influência da música italiana. Num determinado momento, isso se perdeu. Tinha o filme Candelabro Italiano, coisas bem anos 60, mas depois sumiram, com a entrada da música americana.
- E como vai a Legião?
- Muito bem. O Dado e o Bonfá foram para Londres cuidar da remasterização e as caixas ficaram legais. Esse relançamento ‚ importante porque a primeira tiragem dos discos ‚ ótima, mas depois vai decaindo. E, como a gente vende razoavelmente bem, daqui a pouco você compra o disco na loja e est tudo fora de registro. Al‚m disso, nossos três primeiros discos não foram feitos para ser CDs. Muitas pessoas ainda têm o disco em vinil e não em CD.
- Mas vai demorar quatro anos de novo para ter show?
- Não, claro que não. Sei que está na hora de fazer, mas agora estamos trabalhando no próximo disco.
- Como ‚ o processo de composição das músicas?
- A gente faz uns pedaços, depois pega e fica ouvindo. J devo ter umas cinco ou seis letras e mais uma portão de idéias para o próximo disco. Guardo tudo numa sacola velha. Se por acaso uma letra não entra no disco, guardo e depois coloco em outro que tenha a ver. Também coleciono possíveis títulos.
- E como começa a produção do disco?
- Marcamos estúdio e cada um j leva alguma coisa pronta. O Bonfá compõe bastante... Ali s, as pessoas têm mania de achar que sou eu que faço tudo. O Dado …s vezes traz a melodia acabada, só fica faltando a letra.
- O que ‚ mais complexo?
- Escolher as letras. Na hora de gravar o disco, nós sentamos e escolhemos o que tem de melhor nas fitas. Gravamos na pré-produção e sai uma beleza, mas depois não conseguimos reproduzir igualzinho, o que ‚ um saco. Somos mais intuitivos do que músicos. A parte que demora mais ‚ a composição das letras. Demorei três meses para escrever Há Tempos.
- Os seus discos também relembram alguma fase da sua vida?
- É diferente. Como ‚ trabalho, geralmente não consigo fazer essa associação. Se eu estiver bem e tocar Angra dos Reis, eu fico ótimo. Mas geralmente não ‚ assim. O que me lembro mesmo ‚ do trabalho que d as gravações e, quando fica pronto, ja ouvi tantas vezes que não dá, não tenho saco.
- Não dá vontade de pegar um CD do grupo e ouvir?
- De bobeira, não. Posso falar, hoje vou ouvir, e faço como trabalho, analisando. É aquela coisa que o padeiro fala, quando oferecem pão a ele: "Chega!"
- O que você ouve então?
- Gosto muito de música clássica.
- Por isso, o último show foi aberto com ela?
- Acho emocionante aquela abertura da Flauta Mágica de Mozart. Todo mundo gritando "vai começar!" Deixa uma expectativa legal. Todo mundo abre show com Carmina Burana. Não agüento mais ouvir aquilo! Está muito clichê. igual a esses discos que vendem s¢ Quatro Estações, de Vivaldi, e Valsa das Flores, do bal‚ Quebra Nozes, de Tchaikowsky.
- Quais são seus compositores prediletos?
- Teve uma ‚época em que só ouvia compositores bem antigos, até‚ o tal do anônimo. Ali s, esse cara escreveu muito, né? (risos) E coisas mais recentes tipo Debussy, Eric Satie e Stravinsky. Agora, de dois anos para c , tenho escutado muito música romântica, que antes achava chato, tipo Brahms, Schubert. Gosto muito de anos 60 e 70. Dos 80, não ouço quase nada.
- Por que?
- Não gosto. Não tenho saco para ouvir New Order e The Cure. J David Bowie e Rolling Stones eu adoro.
- E grupos brasileiros?
- Gosto muito do Pato Fu. Tem alguns grupos que eu respeito pra caramba. O Titãs, principalmente da época do Arnaldo. Acho Jesus Não Tem Dentes No País Dos Banguelas um dos melhores discos de rock de todos os tempos. Geralmente gosto de ouvir outras coisas como Kid Abelha e Paralamas. Já ouvi muito Pink Floyd, aquele disco da vaca (Atom Heart Mother). Era só acordar e ir direto ouvir, até‚ furar. Não tenho mais 14 anos, estou a fim de ouvir outras coisas além de rock. As coisas andam meio esquisitas depois da morte do Kurt Cobain. A sensação ‚ a mesma que se viu com a morte dos Beatles. Ficou um vazio, o panorama mudou e, agora, com o ex-Nirvana, aconteceu a mesma coisa.
- A idéia ‚ continuar sempre assim?
- Não podemos nunca mudar a concepção da banda. O V (cinco) ‚ um disco bem deprê, O Descobrimento do Brasil tem coisas s‚rias e outras leves. Não posso fazer Que País ‚ Este? 2 e 3. Gosto muito de falar sobre relacionamentos humanos, sobre amor. H coisas que escrevo e não faço com o grupo. Não tem nada a ver. É como se colocasse um sofá na cozinha. Meus amigos falam: 'poxa, Renato, como você ‚ conservador!' Por isso, pude colocar tanta coisa romântica nesse disco em italiano. Assim, não vou precisar fazer esse gênero com a Legião. Senão, os fãs vão falar que estamos virando Legião Rosana.
- Isso não ‚ meio ditatorial: o público achar que vocês só têm que tocar coisa pesada?
- Existe, mas gosto de acreditar que faço o que quero, respeitando o público. Não posso fazer samba enredo.
- E as críticas da imprensa?
- Já fomos os queridos da crítica até o terceiro disco. Mas ‚ chato saber que aquilo que deu tanto trabalho vai ser julgado por um cara que ouve três segundos de cada faixa, para dizer ‚ assim ou assado. Houve uma crítica sobre O Descobrimento do Brasil que decorei de tão ridícula. "O Brasil descoberto pela Legião Urbana ‚ tão decepcionante quanto as denúncias de corrupção da CPI." Puxa! Teve outra que dizia: "as letras são ininteligíveis, não fazem sentido, como Meu tornozelo coça por causa de mosquitos/ Estou com cabelos molhados/ Me sinto livre." Nossa, ou essa senhora não toma banho, nunca foi … praia ou em São Paulo não tem mosquito. (risos)
- Mas com as críticas … violência que tumultuou alguns shows da Legião você concorda, não é?
- Teve uma época em que alguns fãs projetavam as fantasias mórbidas na minha pessoa. Isso aconteceu também com Cazuza e Lobão. A maioria das pessoas é legal, mas tem uma minoria que atrapalha, que quer fazer algazarra. Ai de mim se não tocar Eduardo e Mônica nos shows. (risos)
- O que sente com aquela galera gritando seu nome?
- A adrenalina vai a mil. É muito emocionante, d um nervoso, mas quando chego no palco, tudo passa. Eu enxergo cada pessoa que fica ali na frente, peço até‚ para iluminar a galera para eu ver melhor. Deu até‚ para ver aquela menininha que vai a todos os shows e cantar uma música olhando só para ela.
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Extraido da Revista Ele & Ela | Dezembro
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Entre lágrimas e cotoveladas Daniela Name "No lugar da Ave-Maria e do Pai-Nosso, uma cantilena de "Tempo perdido", "Eduardo e Mônica" e "Monte Castelo", repetida dezenas de vezes pelos fãs de Renato Russo na porta do crematório do Caju. Era uma manhã de sábado e O GLOBO era o único jornal que tinha chegado cedo, na esperança de entrevistar os outros integrantes do Legião Urbana ou alguém da família do compositor. "O Dia" e "O Fluminense" chegaram mais tarde, engrossando conosco o exército de repórteres de rádio e TV. Assistíamos à missa de corpo presente pelas frestas da parede e comungávamos uma certeza: nosso trabalho tinha acabado ali, na anotação do ritual. Talvez por isso pouca gente tenha dado atenção à mulher magrinha, baixa, de óculos escuros, que abriu o portão do crematório para agradecer a presença dos fãs. Os adolescentes suados, que tinham virado a noite no Caju, fizeram um cordão de isolamento em torno de Maria do Carmo Manfredini, mãe de Renato. Cheguei perto dela aproveitando as cotoveladas de um gordo alto no resto da galera, mas poucos conseguiram uma carona igual. Não se pode esperar palavras coerentes de uma mãe que acaba de perder o filho de Aids - e um filho jovem, inteligente e carinhoso com a família. Mas dona Maria do Carmo disse várias. Começou respondendo minhas perguntas óbvias sobre inéditos do grupo. Emocionada sem chegar ao desespero, negou a Aids anunciada pelo médico Saul Betsche, alegando que o filho tinha morrido de anorexia nervosa, mas falou espontaneamente que Renato tinha desistido de viver. E fez isso dando voz ao filho morto, reproduzindo os diálogos que tinha com ele: "‘Júnior, vai jogar bola, vai namorar"’ Ele ria baixinho e dizia: ‘Não adianta, mãe, eu sou diferente". Não estava falando mais do compositor controverdito, depressivo, transformado em mito da noite para o dia. Revelava o garoto tímido da Ilha do Governador, que se dizia ateu, mas era devoto de São Judas Tadeu e morreu com uma medalha de Nossa Senhora Aparecida no peito. Explicava que o garoto sensível virou um adulto atormentado: "Nos últimos tempos, não cansava de repetir: ‘Mãe, eu não sou daqui’. Sempre foi muito atormentado, sofria profundamente até com guerras na Conchinchina". Já era muito para quem acreditava que ia escrever um texto corrido sobre os fãs chorosos, mas tive coragem de fazer uma última pergunta: "A senhora acredita que seu filho foi feliz?". Ela podia titubear, alegar cansaço, soltar um desaforo. Mas falou a coisa mais triste e bonita que ouvi nos últimos tempos: "É duro dizer isso, mas tenho certeza que não. Uma vez ele me disse: ‘Mãe, eu só fui feliz na infância"’. A coragem de Dona Maria do Carmo mostrou que a reportagem às vezes não termina no que é visto pelas frestas da parede. Emocionou fãs e alguns fotógrafos, levou um cameraman às lágrimas. E me fez agradecer intimamente ao gordo alto, com suas abençoadas cotoveladas."
Reportagens / Entrevistas 1. Folha - 11/10/96 - Venda de discos de Renato Russo dobra em SP 2. Folha - 12/10/96 - Mãe diz que Renato Russo desistiu de viver 3. Folha - 12/10/96 - Gravadora diz que Russo deixa material inédito 4. Folha - 12/10/96 - Corpo de Renato Russo é cremado no Rio 5. Estado - 11/10/96 - Texto escrito por Renato Russo em abril 6. Estado - 11/10/96 - Renato captou espírito da geração 7. Estado - 11/10/96 - Renato segundo seus amigos 8. Estado - 11/10/96 - Corpo do músico será cremado 9. Estado - 11/10/96 - História do cantor era de morte anunciada 10. Estado - 11/10/96 - Doente, artista evitava aparecer em público 11. Estado - 10/10/96 - Corpo será cremado 12. Estado - 15/12/95 - Renato Russo dá voz para sua geração 13. Estado - 06/05/96 - Legião Urbana prepara novo disco 14. Estado - 25/09/96 - Legião Urbana fala ao "Zap!" sobre sua volta 15. Estado - 24/09/96 - Legião Urbana faz canções para jovens em crise 16. Estado - 16/12/95 - Renato Russo encara o desafio de cantar com sinceridade e muita qualidade 17. Estado - 15/12/95 - Rock é uma atitude, não é moda 18. Estado - 15/12/95 - Nos shows, emoção é o que importa 19. Estado - 16/12/95 - Frase 20. Revista da Folha - Outubro de 1994 - O Anjo Regenerado
Venda de discos de Renato Russo dobra em SP 19h03 - 11/10/1996 SÃO PAULO, SP (Agência Folha) - A morte de Renato Russo duplicou a venda de discos do músico e da banda Legião Urbana hoje, em São Paulo. Francisco Nolberto Lucas, gerente da Planet Music Mega Store, maior loja de discos da cidade, disse que a procura aumentou da mesma forma que depois da morte dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas. Funcionários das lojas Musical Box, Aqualang e Hi-Fi Laser disseram que a vendagem dos discos de Renato Russo e do Legião Urbana foi 50% maior. Os trabalhos mais procurados, segundo os lojistas, são os discos ''Equilíbrio Distante'' (trabalho solo com músicas italianas), ''Dois'' e ''A Tempestade'' (disco mais recente do Legião Urbana). O cantor e compositor Renato Russo, ou Renato Manfredini Jr., nasceu no Rio em 27 de março de 1960, abandonou o jornalismo e a profissão de professor de inglês para se tornar vocalista da banda Aborto Elétrico, em 1978. A banda teve vida curta. Com os amigos Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, criou então o Legião Urbana. O primeiro disco foi lançado em 1984, e teve sucesso relativo. O grupo estourou com o segundo álbum, ''Dois'', em 1986. É desse disco a música ''Eduardo e Mônica''. O último disco, ''A Tempestade ou O Livro dos Dias'', foi lançado no mês passado, sem divulgação para a imprensa. Segundo o grupo, ''o disco fala por si''. Em 12 anos de carreira, o grupo contabilizou mais de 4,5 milhões de discos vendidos. Mãe diz que Renato Russo desistiu de viver 12h44 - 12/10/1996 RIO DE JANEIRO, RJ (Agência Folha) - A mãe de Renato Russo, Maria do Carmo Manfredini, disse hoje de manhã, depois da missa de corpo presente de seu filho, que ele ''quis chegar ao fim''. ''Não se suicidou, mas simplesmente não lutou'', afirmou. Apesar de o médico do músico, o clínico-geral Saul Bteshe, ter afirmado ontem que Russo morreu em consequência de Aids, Maria do Carmo disse que foi anorexia nervosa (doença que causa perda do apetite) a causa da morte. Bteshe, que assinou o atestado de óbito de Russo, informou que o cantor e compositor tinha o vírus HIV havia seis anos. Segundo Maria do Carmo Manfredini, nos últimos dias, Russo vivia um ''período muito grande de depressão. Realmente não queria mais viver. Sabe, ele foi se entregando. Ele achava que não tinha mais nada''. Ela afirmou que o compositor estava em crise desde o início do ano. ''O nome 'A Tempestade ou O Livro dos Dias' (último disco da banda, lançado em setembro) foi escolhido justamente por causa disso, porque havia uma tempestade dentro dele. O dever profissional dele era muito forte. Ele me disse que queria deixar esse disco porque não sabia se faria outro'', afirmou. Gravadora diz que Russo deixa material inédito 12h56 - 12/10/1996 RIO DE JANEIRO, RJ (Agência Folha) - O presidente da gravadora EMI, Aloísio Reis, disse que o grupo Legião Urbana tem muito material inédito gravado com a participação de Renato Russo. Segundo ele, uma reunião com os demais participantes do grupo, provavelmente daqui a duas semanas, definirá o que será feito com esse material ''Todo grupo de rock sempre tem material gravado. No caso do Legião Urbana, esse material é relativamente grande'', disse Reis. ''Até agora não tivemos tempo de pensar, só de chorar'', afirmou. O Legião Urbana é contratado da EMI desde 1984 e lançou todos os seus discos pela gravadora. Segundo Reis, o último disco do grupo, ''A Tempestade ou O Livro dos Dias'' foi lançado com uma prensagem de 340 mil cópias, a maior tiragem inicial de um disco do grupo. Com a morte de Renato Russo, a EMI perdeu seu segundo integrante do time de líderes de vendagem em menos de um ano. O primeiro foi o grupo Mamonas Assassinas, cujos integrantes morreram no dia 2 de março deste ano, em acidente de avião. Corpo de Renato Russo é cremado no Rio 12h35 - 12/10/1996 RIO DE JANEIRO, RJ (Agência Folha) - Em uma cerimônia simples, como era o desejo do cantor e compositor Renato Manfredini Júnior, o Renato Russo, 36, o corpo do artista foi cremado na manhã de hoje no cemitério São Francisco Xavier, no Caju (zona portuária do Rio). Poucos familiares e amigos compareceram ao cerimonial de cremação do corpo de Russo, dentre eles os pais, Renato e Maria do Carmo Manfredini, e os artistas Marina Lima e Marco Nanini. O guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá, que formavam com Russo o núcleo central do grupo Legião Urbana, não compareceram ao cerimonial. ''Estou muito triste, foi uma perda profunda'', disse Marina. Maria do Carmo Manfredini disse que as cinzas do corpo de Russo serão jogadas em um jardim florido. A cremação do corpo começou às 9h. Às 9h45, a administração do crematório liberou a entrada dos fãs, após a saída dos familiares. Texto escrito por Renato Russo em abril de 1983 para o primeiro grande show Estado - 11/10/1996 Os componentes dos quatro conjuntos fazem parte do que era conhecido como "a turma da colina da UnB", isso por volta de 1977, época da abertura e da redemocratização (embora a UnB ainda apresentasse alguns problemas). Um maço do Hollywood estava por volta de Cr$ 15,00 e, na cidade, não existia nada para se fazer. Mas aparece então o que iria acabar de vez com a pouca identidade que a capital tinha com a música discoteca. Brasília deixa de ser Brasília e passa a ser Rio de Janeiro, como o País inteiro. Para quem gostava de rock, esse foi o fim. Basta ser chamado de colonizado o tempo todo; com a moda disco a situação piora sensivelmente. Ainda mais porque na mesma época aparece um movimento original e anárquico que pretende acabar com os falsos modismos. É a moda levada ao extremo: antimoda, antiestética, antitudo. Mas aqui é bem mais fácil controlar a juventude oferecendo a válvula de escape ideal e não uma música que faça todos pensarem e questionarem as hipocrisias construtivas de uma sociedade falsa, à beira da autodestruição atômica. Ha-ha. Música discoteca não fala desse feito. E a música popular brasileira parece estar mais preocupada com cama e mesa e a sensação das cordilheiras. E o pessoal que faz letras espertas não gosta de tocar rock no Brasil. O que fazer? Será que estão todos satisfeitos? Rock é uma atitude, não é moda. É música da África. Não é música americana. Tem no mundo inteiro. Texto escrito por Renato Russo em abril de 1983 para o primeiro grande show reunindo as quatro principais bandas de Brasília: Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial e XXX. Renato captou espírito da geração criada debaixo do militarismo Estado - 11/10/1996 O rock brasileiro perdeu seu maior poeta. Renato Russo, vocalista e compositor da Legião Urbana, captou o espírito de toda a blank generation criada sob as botas do militarismo pós-64. "Somos burgueses sem religião, somos o futuro da nação: geração Coca-Cola," vociferava no primeiro disco da banda, em 1984, quando o Brasil retomava os caminhos da democracia. Aos 36 anos, Russo andava deprimido havia muito tempo. Polêmico e controverso, Russo foi punk, definiu seu grupo de rock como filhos da revolução e nos últimos anos adotou uma posição aberta em relação a sua condição de homossexual sem fazer disso uma bandeira. Ao lado de Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá, Russo foi o responsável pela inserção de Brasília no panorama do rock nacional. Aberta a porta pela Legião, outros grupos como Detrito Federal, Plebe Rude e Capital Inicial atingiram os ouvidos das novas gerações brasileiras na metade dos anos 80. Todos eram muito zangados. Brasília foi amada e odiada por Renato Russo. Foi na capital do Brasil que ele desenvolveu seu rock e forjou a fúria e o sarcasmo de seus versos bem construídos. Foi em Brasília, em 1988, que ele foi execrado pela cidade que criou o rock da Legião Urbana. Um show da banda no estádio Pelezão, em junho de 1988, marcou para sempre a trajetória da banda. Um fã invadiu o palco e começou a agredir Russo. Foi o estopim de uma noite infernal. No final, 385 feridos e um discurso inflamado de Russo prometendo nunca mais tocar em Brasília. O episódio foi classificado como uma espécie de Altamont brasileiro, referência a um concerto dos Rolling Stones em dezembro de 1969 que quase acabou em tragédia. Clone vocal de um ídolo da Jovem Guarda, Jerry Adriani, Russo deu a volta por cima nessa armadilha do destino. E fez o caminho pelo avesso: se Jerry começou cantando em italiano, Russo acabou a carreira com um disco solo na língua de Dante. Deprimido crônico, dependente confesso de álcool e cocaína, Russo sempre atraiu a atenção dos repórteres, fosse pelo hábito de quase não falar à imprensa ou pela torrente de declarações bombásticas que fluía quando ele resolvia abrir a boca. Renato segundo seus amigos Estado - 11/10/1996 "Era um idealista", diz Roger Moreira, do Ultraje Amigos, colegas e vizinhos se manifestaram sobre a morte de Renato Russo. A seguir, alguns dos depoimentos sobre o cantor. Nota oficial da gravadora da Legião Urbana, EMI-Odeon "Lamentamos profundamente a morte ocorrida nesta madrugada do nosso querido Renato Russo, cuja memória permanecerá viva na lembrança do povo perpetuada que está em seu inesgotável talento e na beleza de suas obras e interpretações, que tivemos o privilégio de fixar para a eternidade. Mais do que um extraordinário artista, perdemos um grande companheiro e amigo. Que Renato Russo descanse em paz." Roger Moreira, vocalista do Ultraje a Rigor "Estou chocado. O Renato era um cara de um carisma impressionante, um idealista. Admirava também o seu caráter - nunca precisou se vender ao sistema para fazer sucesso. Ele viveu pra dizer o que pensava." Edgar Scandurra, guitarrista do IRA! "O Ira e o Legião começaram a carreira juntos, em 1977. A gente com o nome de Subúrbio e eles como Aborto Elétrico. A gente tocava nos mesmo lugares aqui em São Paulo - Rose Bom Bom, Radar Tam Tam, Napalm. Era todo mundo adolescente na época, lembro dele me presenteando com um disco do Small Faces, com uma dedicatória super-carinhosa. Me dava muito bem com o Renato." Marina Lima, cantora "Nós fizemos um grupo de estudos de filosofia juntos. Mas não posso dizer que era íntima dele, seria uma blasfêmia. O Renato era uma pessoa muito cerimoniosa. Acho uma perda enorme para a música brasileira, ele tinha um talento ímpar. Para minha geração em particular é uma perda terrível, igual à do Cazuza. Fica um vazio enorme, um sentimento amargo de incompreensão desse tempo em que vivo." Carlos Trilha, tecladista (tocou em todas as faixas do último disco do Legião, A Tempestade) "Renato sempre foi muito triste e sozinho, mas nos últimos três meses, se isolou completamente." Francisca Maria da Silva, 50 anos (vizinha de Renato Russo) "Gostava muito de ouvir ele tocar teclado. Ele costumava tocar Brasileirinho, Asa Branca e Pais e Filhos, uma música que me marcou muito. Há três semanas, parei de ouvir o teclado e achei que ele tivesse viajado. O relacionamento dele com os vizinhos era por meio das músicas que saíam de seu apartamento." Lulu Santos, cantor e guitarrista "Estou muito chocado para falar a respeito" Toni Garrido, vocalista do Cidade Negra "O Cidade Negra sempre fez reggae, mas mesmo assim a gente foi muito influenciado pelas letras dele. O Renato era um ídolo para todo mundo da nossa geração. Eu ficava tremendo toda vez que era apresentado a ele." Roberto Dranoff, da Red Hot Organization "Passei anos tocando Legião na Jovem Pan. Chegamos a pensar em convidá-lo para entrar no projeto do Red Hot and Rio. Para mim, ele e o Arnaldo Antunes são os melhores do Brasil." Carlos Maltz, baterista da banda gaúcha Engenheiros do Hawaii "Renato Russo foi o maior cantor de minha geração, e eu comecei a tocar imitando o Legião Urbana. Espero que agora ele encontre o seu caminho." Fernanda Takai, vocalista da banda mineira Pato Fu "É um episódio muito triste, não há como medir a perda de um artista assim. A pesar de atitudes de não querer dar entrevistas ou mesmo fazer shows, Renato Russo era adorado pelos fãs: para ele, suas palavras valiam ouro. Com o tempo, a gente vai sentir o peso de sua morte para a história do rock brasileiro." Cascão, vocalista da banda Detrito Federal "É completa a influência que ele teve sobre mim. Brasília tinha uma cara administrativa e ele foi o estopim que mostrou a cara jovem dela. A influência dele no som da minha banda, Detrito Federal, também foi gigantesco. Quando ouvi o Aborto Elétrico (primeira banda de Renato) pensei: É isso que eu quero fazer. E o lema da época era o do it yourself, então fui atrás de uma banda. Pode-se dizer que o Renato Russo é o nosso JK, o que o Juscelino Kubitschek foi para Brasília o Renato foi para a juventude dela." Corpo do músico será cremado Estado - 11/10/1996 RIO - O cantor e compositor Renato Russo, de 36 anos, vocalista da banda Legião Urbana, morreu à 1h15 de sexta-feira, em sua casa, em Ipanema, Zona Sul. Seu corpo será cremado neste sábado, às 9 horas, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Zona Norte. De acordo com o atestado de óbito, assinado pelos médicos Saul Pteshe e Humberto Mauro R. L. Vasconcelos, sua morte foi causada por septicemia, broncopneumonia e infecção urinária. Ele tinha Aids havia seus anos. Parentes e amigos de Renato Russo (o nome artístico de Renato Manfredini Jr.) não confirmaram. "Está todo mundo falando isso, mas é uma coisa que ele não falava", disse Fernanda Villa-Lobos, mulher do guitarrista da Legião, Dado Villa-Lobos. "Não cabe a mim comentar." Ela afastou a hipótese de Renato Russo ter-se suicidado. "Ele não teria coragem." O cantor estava deprimido havia vários dias, recusando-se a comer e a sair de seu quarto, segundo parentes. "Ele estava muito triste e falava em morte até nas suas músicas", disse Asmar Manfredini, tio de Renato. Segundo Fernanda, o cantor estava anoréxico e anêmico. A prima de Russo, Leisa do Espírito Santo Manfredini, também negou a hipótese de suicídio: "Ele estava com pneumonia." Suicídio - O boato de que o cantor havia se matado circulou no Rio há três dias e chegou a ser noticiado em algumas rádios. Informado sobre isso, o diretor-artístico da EMI, João Augusto, ligou imediatamente para a casa do cantor e obteve notícias de que ele estava bem. Fernanda contou que, na ocasião, Dado Villa-Lobos foi à casa do parceiro para saber o que havia ocorrido. O guitarrista conversou com o pai do cantor, o funcionário público Renato Manfredini, e ficou preocupado com a situação do amigo. Ele contou a Dado que seu filho não comia havia vários dias e se recusava a sair do quarto. "Dado, então, conversou com Renato, que chorou muito, demonstrando estar realmente deprimido", contou Fernanda. "Não sabíamos que a situação era tão grave." A depressão profunda de Renato Russo é confirmada por seus vizinhos, amigos e parentes. "Ele andava muito triste", disse a prima Leisa. "Há 15 dias ele estava cabisbaixo, triste e deprimido", contou o vizinho e amigo do cantor, Chico Guarani. O amigo lembrou ainda que quando estava bem, Renato ouvia som em um volume muito alto. "Há dois meses não se escuta música por aqui." Doença - Uma equipe de enfermagem acompanhava o estado de saúde de Renato Russo em casa, desde que ele começou a ter crises de pneumonia. "Ele nunca quis se hospitalizar", contou o tio do cantor, Asmar Manfredini. De acordo com vizinhos, Renato Russo se submetia a um tratamento de desintoxicação de drogas. O cantor já havia declarado em entrevistas que era dependente de cocaína e de álcool desde os 16 anos de idade. Na hora da morte, Renato Russo estava no quarto de seu apartamento conjugado, acompanhado de um enfermeiro e de seu pai, que veio de Brasília há um mês para cuidar dele. A mãe do cantor, Carmem Manfredini, chegou neste sábado de manhã à cidade. Renato Russo deixa um filho, Giuliano Manfredini, de 7 anos, que também está no Rio, na casa dos bisavós. Diversos amigos do cantor estiveram sexta-feira em seu apartamento, entre eles, a vocalista do conjunto Sex Beatles, Chris Broun, o fotógrafo Flávio Colker, que fez diversas capas do disco da banda, e o ator Maurício Branco. Nenhum deles quis comentar a morte do cantor. Diversos fãs de Renato Russo fizeram vigília durante todo o dia de sexta-feira em frente da casa do cantor. Eles chegaram a agredir verbalmente os jornalistas, dizendo que Renato jamais aprovaria tal assédio da imprensa. História do cantor era de morte anunciada Estado - 11/10/1996 ALEX ANTUNES Antes do fim de 83, um trio brasiliense começou a aparecer em São Paulo, para tocar no Napalm e em outras casas underground. Era a Legião Urbana, apenas mais uma banda pós-punk - elétrica, direta, rápida, compacta, barulhenta. E, no entanto, uma certa... intensidade? sinceridade? credibilidade? já emanava dos caras, em especial do feioso vocalista e baixista, um certo Renato Russo (pseudônimo), com pendor para letras mais, eh, literárias (sorry) do que a média. O povo das bandas paulistas o seguia, espécie de fãs num ambiente onde não os havia. Eu era um desses. Nos dez anos seguintes, encontrei a Legião inúmeras vezes - o grupo de popstars, eu como jornalista. Escrevi mil vezes sobre eles; hoje, vendo a cara do Renato Russo na televisão, só posso admitir que eu mesmo nunca entendi nada. Russo congelado para sempre como uma espécie de enigma - sempre próximo (como no começo), sempre distante (como no final), ridiculamente transparente, rigorosamente inexpugnável. A história de Renato Russo é a de uma morte anunciada - nós o pegamos para Cristo (e como ele gostou disso!). Outro dia, conversando com Skowa, ele falava no "poder" do artista em cima de um palco. Propus-lhe um ponto de vista diferente, o do vudu: entre o galã e a fanzoca, quem é que recorta, fura e prega a imagem de quem, no caderno ou na parede? Quem é que se expõe nas luzes, quem é que esconde o rosto nas sombras? Quem é que engole quem, quem é escravo de quem? Renato Russo era escravo dessa idéia, dessa história. Uma sensibilidade especial para o drama pequeno e mortal, o foco menor e o mais intenso. Espelho - Alguém anônimo o pára no corredor do Shopping da Gávea e, agressivamente, pergunta: "Quem te deu o direito de ficar espalhando o que acontece na minha vida na tua música (Ainda É Cedo)?" Essa era a vida do Russo, no espelho do espelho. Ele tentou quebrar o encanto, assumindo o lado messias: em um único show, foi capaz de discursar seguidamente contra a fraude nos vestibulares, o serviço militar obrigatório, os cambistas de ingressos e as eleições indiretas. Ou então tentou assumir o entertainer: fez queimar fogos de artifício ao som de Rhapsody In Blue, em outro ano, em outra apresentação. Para o público, era a mesma coisa: era ele!, Renato Russo. Só ele não sabia quem era, só ele não aceitava o jogo (como Kurt Cobain). E ainda esperava um gesto, um sinal do público anônimo, amorfo e ensandecido (Russo quase causou uma catástrofe por insistir em tocar em estádio sem impor o fosso entre o palco e a platéia). Talvez tivesse escrúpulos demais ("Não vou fazer o equivalente sonoro das fotos de Robert Mapplethorpe"), o outro nome para a covardia. Talvez procurasse um sentido que simplesmente não existe (organizava seus 2 mil discos por ordem... de preferência!). Morreu enquanto dormíamos. Continuaremos dormindo. Doente, artista evitava aparecer em público Estado - 11/10/1996 Desde que seu clipe de Strani Amori estreou na MTV que Renato Russo vinha evitando aparições públicas. Nada de fotos, releases ou declarações públicas. No entanto, furou o silêncio em julho, em uma entrevista publicada há poucas semanas no Zap!, por conta do lançamento do mais recente disco da Legião Urbana, A Tempestade ou O Livro dos Dias. "Gravamos 25 canções, mas daí nos tocamos da inviabilidade de, num último disco de um contrato, lançar um álbum duplo." Dessa forma, a banda cortou dez canções já prontas, o que pode fazer com que os fãs esperem para os próximos anos um novo álbum do trio. Apesar de quase nunca se encontrarem fora dos estúdios, os três integrantes do grupo tinham suas "formulinhas" e compunham com aparente facilidade. Ainda há muitos tapes inéditos das sessões dos outros discos também. Violência - Não era segredo que Renato odiava se apresentar em shows ao vivo, principalmente depois dos problemas de violência na platéia durante a turnê de As Quatro Estações, em 1989/1990. "A gente percebeu que era impossível insistir naquela coisa de `tocar de igual para igual' com o público, aquela coisa de o público ser igual a gente." No entanto, Renato achava que a questão da violência na platéia já estivesse contornada, mas ainda havia coisas a ser acertadas. "A gente pretende voltar a tocar, em palcos altos e lugares grandes, assim que passar todos esses meus problemas". Quais? Não quis revelar. "Mas estou me tratando com meus remédios e fazendo análise." Renato era um poço de obscurantismo, monossilábico, que se protegia atrás de um falso ar blasé. Tossia muito e interrompia a entrevista várias vezes para que seu renitente soluço passasse. Aliás, não tem uma pessoa que tenha encontrado Russo nos últimos tempos que não o visse doente, gripado, soluçante ou profundamente deprimido, o que intensificou os boatos a respeito de seu estado de saúde. Russo era a figura mais errática de sua geração, a do rock brasileiro dos anos 80 e sua morte, ainda que lamentável, não chega a ser surpresa para quem acompanha os passos do cantor desde o começo. Renato parecia acreditar (mesmo que sua lucidez o forçasse a negar veementemente) na tradicional lenga-lenga sobre "mártires" do rock. Heróis que partem em uma infecção pulmonar, como ele, em uma overdose, como Keith Moon, ou num suicídio, como Kurt Cobain, sempre sabem que estão trocando suas vidas por um lugar na história. Uma barganha não muito lucrativa, diga-se. Cobain, por sinal, era um dos casos recentes que mais perturbavam Renato. "O Nirvana está naquela linhagem indispensável da história do rock, como Elvis, os Beatles e o Sex Pistols", disse ele. "E eu ficava muito aborrecido com aquele menino, porque eu me via no lugar dele, vivendo a minha história", contou, antes de concluir: "Eu tinha tudo para morrer como ele." Corpo será cremado Estado - 10/10/1996 O cantor e compositor Renato Russo, de 36 anos, vocalista da banda Legião Urbana, morreu à 1h15 da madrugada desta sexta-feira em sua casa, em Ipanema, na Zona Sul da cidade. Seu corpo será cremado neste sábado, às 9h30m, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, na Zona Norte. De acordo com nota oficial divulgada por integrantes do grupo, o cantor "morreu em decorrência de problemas infecciosos pulmonares". Parentes e amigos do cantor disseram que Renato Russo estava deprimido havia vários dias, recusando-se a comer e a sair de seu quarto. "Ele estava muito triste e falava em morte até nas suas músicas", disse Asmar Manfredini, tio do cantor. Parentes e amigos de Renato Russo não confirmaram que o cantor estivesse com Aids. "Está todo mundo falando isso, mas é uma coisa que ele não falava", disse Fernanda Villa-Lobos, mulher do guitarrista do Legião, Dado Villa-Lobos. "Não cabe a mim comentar". Ela afastou a hipótese de Renato Russo ter-se suicidado. "Ele não teria coragem", afirmou. Segundo Fernanda, o cantor estava anoréxico e anêmico. A prima do cantor, Leisa do Espírito Santo Manfredini, também negou que ele tenha se suicidado. "Ele estava com pneumonia", disse. Suicídio - O boato de que o cantor havia se matado circulou no Rio há três dias e chegou a ser noticiado em algumas rádios. Informado sobre o boato, o diretor artístico da EMI, João Augusto, ligou imediatamente para a casa do cantor e teve notícias de que ele estava bem. Fernanda contou que, na ocasião, Dado Villa-Lobos foi à casa do parceiro para saber o que havia acontecido. O guitarrista conversou com o pai do cantor, o funcionário público Renato Manfredini, e ficou preocupado com a situação do amigo. Ele contou a Dado que seu filho não comia havia varios dias e se recusava a sair do quarto. "Dado, então, conversou com Renato, que chorou muito, demonstrando estar realmente deprimido", contou Fernanda. "Não sabíamos que a situação era tão grave". A depressão profunda de Renato Russo é confirmada por seus vizinhos, amigos e parentes. "Ele andava muito triste", disse a prima Leisa. "Há 15 dias ele andava cabisbaixo, triste e deprimido", contou o vizinho e amigo do cantor, Chico Guarani. O amigo lembrou ainda que quando estava bem, Renato ouvia som em um volume muito alto. "Há dois meses não se escuta música por aqui." Doença - Uma equipe de enfermagem acompanhava o estado de saúde de Renato Russo em casa, desde que ele começou a ter crises de pneumonia. "Ele nunca quis se hospitalizar", contou o tio do cantor, Asmar Manfredini. De acordo com alguns vizinhos, Renato Russo estava sendo submetido a um tratamento de desintoxicação de drogas. O cantor já havia declarado em entrevistas que era dependente de cocaína e alcoólatra desde os 16 anos de idade. Na hora da morte, Renato Russo estava no quarto de seu apartamento conjugado, acompanhado de um enfermeiro e de seu pai, que veio de Brasília há um mês para cuidar dele. A mãe do cantor, Carmem Manfredini, chegou hoje de manhã à cidade. Renato Russo deixa um filho, Giuliano Manfredini, de 7 anos, que também está no Rio, na casa dos bisavós, na Ilha do Governador. Diversos amigos do cantor estiveram em seu apartamento, entre eles, a vocalista do conjunto Sex Beatles, Chris Broun, o fotógrafo Flávio Colker, que fez diversas capas do disco da banda, e o ator Maurício Branco. Nenhum deles quis comentar a morte do cantor. Diversos fãs de Renato Russo fizeram vigília durante todo o dia em frente à casa do cantor. Eles chegaram a agredir verbalmente os jornalistas, dizendo que Renato jamais aprovaria tal assédio da imprensa. Renato Russo dá voz para sua geração Estado - 15/12/1995 O trabalho do vocalista, letrista e compositor da Legião Urbana supera a nostalgia dos anos 80 GABRIEL BASTOS JUNIOR Adécada de 80 foi marcada pelo auge do rock brasileiro, que entrou definitivamente para o universo da música popular produzida no País. Muita coisa ficou para trás e já é, em tão pouco tempo, motivo para nostalgia (vide a volta com sucesso da Blitz). Do que ficou, um nome se destaca como o letrista que melhor cantou essa geração: Renato Russo, de 35 anos. Neste fim de ano, ele se expõe de maneira dupla - em Equilíbrio Distante, seu segundo disco solo, e na caixa com os seis discos de estúdio da Legião Urbana remasterizados (nas lojas na semana que vem), ambos pela EMI. O vocalista, letrista e compositor da Legião, a banda de maior sucesso na história do rock brasileiro, vive entre a conclamação de público e classe artística e as alfinetadas da imprensa, que o acusa de ultrapassado e até de "rock mauricinho", o que explica o tempo que ele passa em cada entrevista falando das sandices escritas a seu respeito. Mas já é tempo de se admitir - como fazem Lobão, Cássia Eller, Boca Livre, Marina e tantos outros - que, como Cazuza, Russo é um nome importante, com o mesmo peso para a sua geração que têm Caetano e Gil para a anterior. Comparações musicais são injustas, porque a proposta da Legião nunca foi ter uma produção complexa, sofisticada ou experimental nesse sentido. "Nossas música são duas notas", ironiza o próprio Russo. Mas sua capacidade lírica é incontestável quando se lê com atenção Acrilic on Canvas, por exemplo, do elogiado disco Dois. "Minha geração sempre foi tachada de vazia e idiota", comenta. A chance de provar que isso não era verdade sempre foi um incentivo para escrever as coisas com cuidado. "Eu não podia fazer uma besteira." Agora Renato Russo enfrenta o desafio de mostrar que, embora seja um cantor intuitivo (sem técnica), pode se sair bem como intérprete e produtor, cuidando minuciosamente de todas as fases - até da produção gráfica - de Equilíbrio Distante. Com esse disco romântico, assumidamente brega e todo cantado em italiano - com faixas que vão de Laura Pausini (leia entrevista com a cantora na página 2) à versão de Como uma Onda -, ele pretende experimentar o máximo da absorção na cultura pop, sem misturar com o seu trabalho na Legião, que está preparando novo disco. Até lá vai se ouvir falar muito dele. Legião Urbana prepara novo disco Estado - 06/05/1996 Em estúdio desde janeiro, Renato Russo explica como será o álbum da banda MARINA DELLA VALLE Especial para o Estado Em time que está ganhando não se mexe. Essa máxima popular pode ser aplicada ao grupo Legião Urbana. Em estúdio desde janeiro, o vocalista Renato Russo, o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá trabalham em seu novo disco, que deve ser batizado de A Tempestade. De acordo com Russo, o álbum não apresenta muitas inovações em relação aos outros trabalhos da banda. A gravadora EMI-Odeon ainda não tem data marcada para o lançamento, previsto para este ano. "É um disco igualzinho aos outros, o mesmo Legião de sempre", explica Russo. Ele define o novo trabalho como uma mistura dos álbuns Dois (1986) com As Quatro Estações (1989) e partes do que ele classifica como "discos sérios", V (1991) e O Descobrimento do Brasil (1994). Russo anuncia uma obra melancólica. "Este foi um ano ruim", lamenta-se. "Perdi meu namorado, tinha de ser assim." O grupo segue a linha da crítica social e espiritualidade que vem fazendo desde As Quatro Estações (1989), que alcançou a marca de 870 mil cópias vendidas. A Tempestade deve trazer canções sobre esperança. "A gente tenta ser do bem e olhar para frente", diz Russo. A banda não esquece a crítica social que deu o tom aos primeiros álbuns. "Não posso dizer que todo mundo está feliz na praia, dançando a dança da garrafa, quando está tudo ruim." Legião Urbana fala ao "Zap!" sobre sua volta Estado - 25/09/96 Os integrantes da banda Legião Urbana, afastados dos palcos e do público nos últimos três anos, estão de volta ao contato com seus fãs. Eles falam com exclusividade ao caderno Zap! e acabam de lançar o CD A Tempestade. Brasília, a cidade desse grupo jovem, continua presente nas letras das músicas. "O novo CD está mais pop", explica Renato Russo, líder da banda, que também insiste em sua visão pessimista da atualidade. Russo aponta vários dramas ocorridos este ano, entre os quais o acidente que matou os Mamonas Assassinas. Zap! Legião Urbana faz canções para jovens em crise Estado - 24/09/96 Novo disco da banda, `A Tempestade', é manual de educação sentimental repleto de clichês JOTABÊ MEDEIROS Convenhamos: os versos do Legião Urbana não são o que costumamos chamar de "achados poéticos". Observem: Não confunda ética com éter/Não façamos do amor algo desonesto/Não se pode olhar pra trás sem aprender alguma coisa pro futuro/Tem gente que não tem nada e outros têm mais do que precisam. Todos esses MaCclichês estão em Tempestade (EMI), o novo disco do Legião, que é uma espécie de manual de educação sentimental para teenagers com crises existenciais e mesadas esporádicas. Renato Russo fala de como acha que o teen deve proceder em assuntos de amor, trabalho, amizade, lealdade, etc. Renato Russo, no entanto, não é uma "má influência", no sentido kierkegaardiano do termo. Nem é burro: fez o disco com uma intenção clara e incluiu até um manifesto dessa disposição, a canção Aloha, em que diz: A juventude está sozinha/Não há ninguém para ajudar a explicar/Por que o mundo/É esse desastre que aí está." Daí, Russo se dispõe a explicar o mundo. Ele tinha abandonado essa intenção desde que o acusaram de messianismo, nos já distantes anos 80. Sua determinação de dizer como o "órfão" adolescente deveria se comportar tinha esmaecido quando houve um quebra-costela monumental num show em Brasília, os "órfãos" se comendo de pau. Mas Russo voltou à carga em A Tempestade. O problema é que ele é um professor que subestima os alunos. Seu CD é, também em sonoridade, um disco que remete à Legião dos anos 80, os "anos teen" do rock nacional. Há equivalentes sonoros bastante evidentes, como a canção Dezesseis, que é um óbvio remake de Faroeste Caboclo, desta vez tendo como personagem um James Dean tupiniquim. O disco é muito ruim, para não ficarmos em eufemismos. Os tecladinhos batidos de sempre conferem aquele som pré-Smiths a canções-ladainhas (como o carro-chefe A Via Láctea), didáticas ou catequizantes. Quando é rock, é antediluviano, lembrando aquelas coisas a que fomos submetidos nos anos dourados: Zero, Capital Inicial, RPM. No mundo das hipóteses, sinceramente, é até preferível que tenha sobrado Renato Russo ditando regra do que o inferno que seria agüentar Paulo Ricardo ou Guilherme Isnard ou Dinho Ouro Preto, se esses tivessem sobrevivido. Renato Russo é um dos mais interessantes artistas do rock nacional e é também um dos mais obstinados. Quando faz discos-solo, como o excepcional Stonewall Celebration, se supera e mostra que tem referências. Com o Legião, alterna bons e maus momentos, como esse Tempestade, mas não se pode dizer nunca que seja incoerente. Renato Russo encara o desafio de cantar com sinceridade e muita qualidade Estado - 16/12/95 Tanto no trabalho com o Legião Urbana quanto nos álbuns solos, o músico, que gosta de cantar, procura falar de relacionamentos, do universo humano, das sensações e do que cada um tem dentro de si GABRIEL BASTOS JUNIOR Renato Russo tem fama de não gostar de dar entrevista. É possível, já que ele sempre teve problemas com a imprensa. Mas, quando começa a falar, não falta nada: carreira solo, Legião, dependência química, geração do rock de Brasília. Só não fala do filho, Giuliano Manfredini, de 6 anos, autor dos desenhos da capa de Equilíbrio Distante. Caderno 2 - Com Equilíbrio Distante você está encarando definitivamente o desafio de ser intérprete? Renato Russo - O Legião tem uma concepção fechada de trabalho. As canções e as letras têm certas características que estão dentro desta concepção do que a gente representa dentro do universo do rock-and-roll e da música pop. E eu gosto muito de cantar. Várias vezes, pela própria maneira que a gente compõe, a letra é mais importante do que o canto. Caderno 2 - Isso começou com o The Stonewall Celebration. Russo - O Stonewall foi uma primeira tentativa de fazer algumas coisas minhas já que a Legião já estava sedimentada. Depois de 10 anos, sem desmerecer o trabalho principal, os membros de um grupo vão tendo outros interesses e esse foi o meu. O Bonfá está trabalhando com computação gráfica. O Dado tem o selo Rock It! O que eu gosto mesmo é de música. É de cantar. Eu tinha algumas outras opções, como escrever, trabalhar com cinema, mas o que eu queria mesmo era continuar trabalhando com música. Caderno 2 - O disco tinha 50% da renda revertida para a campanha do Betinho. Russo - Ele nasceu da idéia de colaborar com a campanha. E aproveitei para usar o disco como uma espécie de exorcismo de um relacionamento que eu tinha tido e não deu certo. E também para dar a minha marca nos 25 anos da celebração de Stonewall, um marco na questão dos direitos humanos em relação à sexualidade. Caderno 2 - Mas há outros interesses além do canto... Russo - Para mim entra no aspecto da produção. Nesse novo disco eu pude trabalhar com outros músicos, com outras convenções musicais. A grande brincadeira dos discos solo é entrar mais pelo lado da mídia para ver como a coisa funciona. Quero fazer várias entrevistas, fazer Xuxa Hits. Acho que o trabalho permite isso porque é um outro conteúdo. Não é a minha vida que está ali na linha. Legião é uma coisa que o público percebe como sendo além de música. Nos discos solos estou fazendo só música. Caderno 2 - E por que em italiano? Russo - Gravar em outras línguas é simplesmente para não confundir com o Legião Urbana. Eu até poderia ter gravado em português, mas as pessoas iam achar que era o novo disco do Legião ou que a Legião acabou. Nos dois discos fica bem claro que é um trabalho separado. Mesmo se eu cantasse standards de MPB, as pessoas iam confundir. Caderno 2 - Seu disco solo acabou adiando o novo da Legião... Russo - A Legião está lançando os seis primeiros discos remasterizados em Londres, com uma produção gráfica atualizada. Consertamos tudo. É do interesse da gravadora porque grande parte das nossas vendas foi feita em vinil e essa é uma maneira de relançar tudo em CD. Fizemos dez anos em 1994. A gente não acha muito tempo, mas todo mundo ficou cobrando uma comemoração que resolvemos não fazer. Espero que isso chame a atenção das pessoas para o que foi feito nesse período. Caderno 2 - A remasterização não tira a espontaneidade, principalmente do primeiro disco? Russo - Você vai ouvir todos os erros. É a mesma mixagem, os mesmos arranjos. Mas o som vem menos velado. Embora a gente não tenha mexido na mixagem, os discos vêm com essa sonoridade mais atual, mais dentro dos padrões da indústria nos anos 90. Caderno 2 - Mas não significa deixar de lado o novo disco. Russo - A gente ainda não sabe qual vai ser o perfil do disco. Mas já tenho algumas letras escritas e temos muito material. Caderno 2 - Mas o formato do Legião ainda te agrada? Russo - Se me agradasse completamente eu não estava fazendo disco solo. Mas acho que o desafio é você fazer uma coisa sincera e de qualidade dentro do formato. É um formato fechado, mas é muito profundo. Eu não vou fazer uma música como O Vira, dos Mamonas Assassinas. Mas dentro da nossa concepção existem n possibilidades, porque a gente fala de relacionamento, do universo humano, das sensações, do que cada um tem dentro de si. Isso para mim é uma coisa quase infinita. Tem coisas que são da mesma linha. Bader Meinhoff Blues no primeiro; no segundo tem Fábrica, ou mesmo Índios; no terceiro tem Que País É Este e Mais do Mesmo; no quarto tem Há Tempos; no quinto tem Teatro dos Vampiros, que é mais suavezinha, mas é a mesma coisa; e, agora, em Decobrimento do Brasil, você tem Perfeição. Eu gostaria de acreditar que são músicas completmente diferentes, mas se você parar para pensar, a gente está falando da mesma coisa. Caderno 2 - Como mudou sua relação com as drogas. Você continua dependente? Russo - Tenho dependência química, que é como ser canhoto ou daltônico. Eu sou o que se chama "dependente químico em recuperação". Eu estou na programação desde 1992 e não uso mais nada porque eu não posso. Comecei a beber com 17 anos. O negócio só ficou pesado mesmo aos 28. Caderno 2 - Mas não era apenas álcool... Russo - Infelizmente a droga é um meio de confraternização social. No meio artístico, quando você faz sucesso, todo mundo oferece droga. E você vai pegando porque o negócio é bom. De madrugada, no estúdio, quando alguém faz uma presença, você vai ficar no cafezinho? E comigo ainda tinha essa história de romantizar. E o pior é que a coisa chega a um ponto que é vergonhoso. Eu vi que a situação estava feia quando começaram a dizer que eu armei cena em festa que eu nem fui, só porque já era lugar-comum. É completamente degradante e eu gosto de falar sobre isso porque me dá força. Faz parte da programação lembrar como era ruim. E o negócio é que não tem meio-termo. Caderno 2 - O consumo ou não de drogas afeta a criatividade? Russo - Essa idéia de você estar calibrado ou usar substâncias químicas de qualquer tipo aumenta a inspiração não é verdade. Mas quando a pessoa bebe, usa drogas e tudo o mais, ela naturalmente vai viver certas experiências que a pessoa careta não vai. Eu me metia nuns buracos, conhecia umas pessoas estranhas. Se eu fico na Galeria Alaska até as 6 horas, vou ter uma visão diferente de quem acorda cedo e pega sol. Algumas pessoas acreditam que isso afete o trabalho, mas eu acredito que não. A inspiração é uma coisa que não dá para você forçar. Para mim geralmente vem quando eu estou tentando dormir. Justo o contrário, quando eu usava droga para tentar trabalhar, o resultado ficava mais lento e disperso. Já teve vez que tomei ácido e escrevi para caramba. Na hora você acha uma obra-prima, mas no dia seguinte vê que não tem nada ali. Em geral atrapalha tudo. Você usar alguma coisa durante a mixagem, por exemplo, é um caos. Caderno 2 - Mas você encaretou? Russo - Já tenho uma boa bagagem de experiência, não preciso sair por aí para conhecer o mundo. Já fiz muita loucura. E certas coisas que eu romantizava, hoje não acho mais maravilhosas. Tenho alguns amigos que ainda glamourizam essas coisas. Gente que adora os filmes do Jim Jarmusch. Até acho alguns interessantes, mas eu não queria conhecer aquelas pessoas. Caderno 2 - Que pessoas você quer conhecer hoje? Russo - Acho interessante conhecer pessoas de verdade. Quando eu trabalhava no Ministério da Agricultura, por volta de 1982, sempre fazia trabalho de campo. Eu era da Coordenadoria de Orientação e Defesa ao Consumidor, que foi um dos primeiros órgãos do gênero. Eu saía por aí vendo se os supermercados estavam ligando os freezers, se os produtos estavam na validade. Eu tinha de fazer "povo fala" - parar as pessoas na rua e conversar, por exemplo, sobre o preço do feijão. Era uma coisa fabulosa. Essas pessoas me interessam. Agora, quem fica jogado na noite, drogado, sem fazer nada de produtivo, não me interessa. O que eu tinha em comum com essas pessoas era estar doidão. Hoje não tenho mais nada. Caderno 2 - Quando foi esse emprego? Antes da Legião? Russo - Nessa época eu era o Trovador Solitário. Tinha brigado com o pessoal do Aborto Elétrico, porque achava que eles não me davam valor. Então ficava tocando umas músicas só com violão para abrir os shows do pessoal. Foi nessa época que compus Eduardo e Mônica, Faroeste Caboclo. Aí eu cansei e resolvi fazer a Legião com o Bonfá. Caderno 2 - O Dinho Ouro Preto, do Capital, era do Aborto? Russo - Não. Dinho era fã de Led Zeppelin. A gente gostava de Siouxie and the Banshees, então era proibido gostar de Led Zeppelin e ter cabelo comprido. Até que um dia ele virou punk. Mas todo mundo fazia tudo junto e o primeiro disco do Capital tinha várias músicas que eles pegaram do Aborto Elétrico, porque o Flávio (baixista) e o Fê (baterista) eram do Aborto. Eu peguei uma parte e eles pegaram as músicas que o Flávio fez a melodia, como Veraneio Vascaína. Caderno 2 - E onde entrou a Legião nessa história? Russo - O Bonfá tocava em todas as bandas. Tocou no XXX, no Dado e o Reino Animal, na Blitzz de Brasília, nos Metralhas, no SLU. Eu fiquei só no Aborto Elétrico, depois fui tocar violão e não sabia o que ia fazer. O Dado na época estava tocando com o Dado e o Reino Animal, mas ele não sabia tocar guitarra direito. Caderno 2 - Como assim? Russo - Não sabia mesmo. Ele teve de aprender a tocar guitarra para tocar com a Legião. Em duas semanas ele aprendeu a tocar nove músicas. No primeiro show a gente tocou Ainda É Cedo e ele praticamente nunca tinha visto uma guitarra. A gente ficava: "Faz barulhinho." Daí é que saiu o solo. Até se tornar uma coisa completamente zen e espetacular como pode ser ouvido em Música para Acampamentos. O solo dele naquela gravação ao vivo é fabuloso. Caderno 2 - Mas a idéia da Legião... Russo - A idéia, já que tinha tanta gente tocando, era fazer um núcleo de baixo e bateria - eu e o Bonfá - e chamar as pessoas para fazerem uma música. Por isso a gente era a Legião Urbana. Só que é claro que isso não deu certo porque não dava para organizar. Caderno 2 - Dado não foi o primeiro. Russo - Chamamos um carinha chamado Eduardo Paraná. Ele era meio jazz-fusion, mas era bonitinho. Tinha umas histórias engraçadas, porque ele solava o tempo todo e dizia: "Eu não vou fazer barulhinho porque as pessoas vão achar que eu não sei tocar." E tinha um tecladista, o Paulo Paulista, que só entrou na banda porque tinha um tecladinho. A gente não aproveitou nenhuma das músicas que fez nessa época. Era muito pop. Eu escolhia todos os meninos bonitinhos e via se tinham um mínimo de talento musical. Tinha um menino chamado Beto Pastel. Era um homem lindo, mas não sabia tocar nada. Caderno 2 - Vocês chegaram a se apresentar com essa formação? Russo - Uma das primeiras apresentações da gente foi em Patos de Minas. A gente sempre mimeografava as letras e um general pegou a letra de Música Urbana, que falava "os PMs armados e as tropas de choque vomitam música urbana". Só que a gente era supercomportado no palco. Então eles acharam que quem tinha feito o panfleto havia sido a Plebe Rude. Caderno 2 - Quando foi a entrada de Dado? Russo - Um dia o Paraná cansou de brigar com o Bonfá e decidiu estudar regência e "levar música a sério", como ele dizia. O Paulista tinha 16 anos, mas parecia 30 e resolveu sair também. Nessa época estava marcada a primeira grande apresentação das bandas de Brasília, no auditório da Associação Brasileira de Odontologia (ABO). Iam tocar as quatro principais bandas combinadas em duplas: Plebe Rude, Legião, XXX e Capital Inicial. Faltava um pouco mais de um mês e a gente completamente sem guitarrista. Chamamos o Ico Ouro Preto, irmão do Dinho, que tinha sido do Aborto. No segundo ensaio ele desistiu. Aí já não tinha ninguém bonitinho e a gente chamou o Dado. Ele foi aprendendo e acho que hoje é um dos grandes guitarristas porque tem estilo próprio. Caderno 2 - O contrato com a EMI veio do show na ABO? Russo - Os nossos padrinhos eram os Paralamas porque o Bi era amigo de todo mundo. Eles gravaram Química e sempre tocavam nos shows. Foram eles que apresentaram uma fita acústica minha, que eu fiz para o Ico levar para a França, para o George Davidson, da Odeon, que quis saber quem eu era. Só que nessa época eu já estava com a Legião e eles não sabiam. Quando nos viram, tomaram um susto porque era mais um trio de Brasília com vocalista de óculos. Com o tempo acabou se decidindo que era melhor eu só cantar e o Bonfá chamou o Renato Rocha. Na época, eu já estava pensando no disco. Ia se chamar Revoluções por Minuto e ia ter London London. Caderno 2 - Vocês foram a primeira banda a sair direto em LP e fizeram sucesso de cara... Russo - Na gravadora ninguém dava nada. Só que o disco vendeu, na época, 50 mil cópias. Mas a grande virada foi no Dois. Todo mundo esperava punk rock de Brasília e a gente chega com uma balada de 5 minutos com violão, voz e pandeiro, falando de um casal (Eduardo e Mônica). Quiseram derrubar, mas como já tinham errado na primeira vez, a gente insistiu em fazer do nosso jeito. E o disco vendeu quase 1 milhão de cópias. Nosso primeiro contrato era para dois compactos. Depois que a gente fez sucesso, passou a ser dois LPs. Contrato de gravadora é que nem Fausto assinando com Mefistófeles: uma vírgula pode mudar tudo. Agora que o nosso contrato está acabando eles estão tratando a gente a pão-de-ló. Este ano nós vendemos 150 mil discos só com material de catálogo. Rock é uma atitude, não é moda Estado - 15/12/1995 O músico escreveu texto em 1983 para panfleto de show de bandas em Brasília Os componentes dos quatro conjuntos fazem parte do que era conhecido como "a turma da colina da UnB", isso por volta de 1977, época da abertura e da redemocratização (embora a UnB ainda apresentasse alguns problemas). Um maço do Hollywood estava por volta de Cr$ 15,00 e na cidade não existia nada para se fazer. Mas aparece então o que iria acabar de vez com a pouca identidade que a capital tinha com a música discoteca. Brasília deixa de ser Brasília e passa a ser Rio de Janeiro, como o País inteiro. Para quem gostava de rock, essa foi o fim. Basta ser chamado de colonizado o tempo todo; com a moda disco a situação piora sensivelmente. Ainda mais porque na mesma época aparece um movimento original e anárquico que pretende acabar com os falsos modismos. É a moda levada ao extremo: anti-moda, anti-estética, anti- tudo. Mas aqui é bem mais fácil controlar a juventude oferecendo a válvula de escape ideal e não uma música que faça todos pensarem e questionarem as hipocrisias construtivas de uma sociedade falsa, à beira da autodestruição atômica. Ha-ha. Música discoteca não fala desse feito. E a MPB parece estar mais preocupada com cama e mesa e a sensação das cordilheiras. E o pessoal que faz letras espertas não gosta de tocar rock no Brasil. O que fazer? Será que estão todos satisfeitos? Rock é uma atitude, não é moda. É música da África. Não é música americana. Tem no mundo inteiro. Texto escrito por Renato Russo em abril de 1983 para o primeiro grande show reunindo as quatro principais bandas de Brasília: Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial e XXX. Nos shows, emoção é o que importa Estado - 15/12/1995 Renato Russo valoriza a mensagem, o que está sendo dito, mas também a maneira como tudo está sendo dito, a emoção, que pode ser usada com inteligência e sensibilidade GABRIEL BASTOS JUNIOR Com o tempo, veio o sucesso retumbante. Faroeste Caboclo ficou vários meses em primeiro lugar nas principais FMs. O disco Quatro Estações foi demolidor e o ao vivo, Música para Acampamentos, registrou a força dos shows. A imagem estava construída. O cuidado agora tinha de ser para mantê-la. Desde um comentadíssimo tumulto em um show da banda em Brasília, em 1988, Renato Russo e a Legião Urbana evitam ao máximo a superexposição e, sempre que podem, ficam o maior tempo possível sem trabalhar - nada de shows, nada de entrevistas e alguma dor de cabeça para o empresário do grupo, Rafael Borges. "Ele é o máximo porque administra o nosso não-trabalhar", comenta Renato Russo. Caderno 2 - Você hoje admite que não gosta de fazer show. Renato Russo - Já gostei muito. Agora tenho meu pé atrás porque sei quais são as dificuldades que eu vou enfrentar e o que pode ocorrer. Acho que a marca foi aquele show em Brasília. A gente começou a perceber que existem muitas coisas envolvidas que podem não dar certo. Então a responsabilidade é muito maior e a pressão também. Mesmo quando o show dá certo, tem aquele engarrafamento monstro. Antigamente a gente não pensava nisso. Caderno 2 - O que mudou? Russo - Comecei a pensar nisso quando tive filho. A gente fica medroso quando tem filho. Não é medo de acontecer alguma coisa comigo, mas de acontecer alguma coisa comigo que afete meu filho. Caderno 2 - Mas quando começa o show você se transforma... Russo - Não tem uma transformação. Eu subo no palco para cantar as músicas. Sei que é uma bobagem dizer isso, mas para mim o palco é sagrado. O que dificulta é a expectativa do público e a nossa responsabilidade. E ter de cantar as mesmas músicas sempre. Não tem um show em que a gente não cantou Será. Você tem de passar por cima de um tédio existencial que tem com o material e cantar Será como se fosse a primeira vez. Isso desgasta. Caderno 2 - Você também não se sente desgastado por se expor muito às suas músicas? E tem também a questão do canto, da voz mesmo... Russo - São músicas difíceis de cantar para passar a mensagem. Há Tempos começa tranqüila, no final eu estou me esgoelando. Mas, quando você vê aquele bando de gente cantando "há tempos são os jovens que adoecem", não tem como não se emocionar. Caderno 2 - E tem o som... Russo - É muito desgastante se preparar para fazer um show legal e na hora encontrar um som ruim. E o som em todo lugar é ruim porque a gente não pode tocar em lugar pequeno. A gente tenta equacionar essas coisas para que tudo dê certo porque não há nada melhor do que um bom show. Lava a alma mesmo. Caderno 2 - Essa impossibilidade de controlar tudo é que afasta vocês também dos festivais? Russo - A gente é o tipo de banda que reclama se tiver um outdoor da Coca-Cola no show. A turnê do As Quatro Estações foi patrocinada pela Lacta porque a gente achou que chocolate era tudo bem. Mas, mesmo assim, tinha um monte de regrinhas. Isso dificulta as coisas para a gente, mas se fosse de outra forma talvez perdêssemos essa coisa especial que a banda tem. Eu estou lá falando de ética, sofrendo, é o cantor trágico-romântico suicida e dependente químico. O público não vai respeitar. Caderno 2 - A relação da Legião com o público é maior que a música... Russo - Eles têm um perfil que eu acho muito bonito. São pessoas que não são racistas, não são fascistas, que buscam uma determinada ética frente ao mundo complicado que têm. Fico feliz de tentar trabalhar com o que acredito e o que acredito passar na música. Não existe confusão. Caderno 2 - A mensagem é o principal no trabalho da Legião? Russo - O importante para mim não é o que está sendo dito, mas como está sendo dito. O importante é que as pessoas conseguem se emocionar com a Legião. A coisa que eu mais invejo é você fazer You Are Not Alone, do Michael Jackson. É muito difícil. Você pegar frases de cinco palavras, aquelas rimas pobres e vocabulário batido e fazer algo que emocione as pessoas é complicado. É muito fácil ser Nick Cave. Se não passar emoção, não tem texto que segure. Eu vejo isso pelo trabalho do Caetano. Você pega uma coisa como Língua. Sinto muito, mas sou mais Leãozinho. Existe uma maneira de você usar a emoção com inteligência e sensibilidade. Caderno 2 - É nesse espaço que você trabalha? Russo - Eu gosto de brincar com o limite disso. É o tal do brega, que eu falo. No Descobrimento do Brasil, a gente brincou com muitas coisas, só que ninguém percebeu. Tem músicas como Só por Hoje. Aquilo é show da Xuxa com a diferença que eu falo de dependência química. Você se emocionar com Dumbo é diferente de achar Mirnau ou Fassbinder o máximo. Caderno 2 - Mas o público de vocês se aproxima mais da MPB... Russo - Sempre tive essa teoria - e é um crime eu falar isso. O povo que conhece MPB, gosta de MPB e só ouve MPB, que tem uma relação religiosa com a MPB, geralmente são pessoas chatinhas. Tem umas músicas emblemáticas de rodas de violão que eu acho muito chatas. Frase Estado - 16/12/1995 "Contrato de gravadora é que nem Fausto assinando com Mefistófeles: uma vírgula pode mudar tudo." (Renato Russo, cantor e compositor, em 16/12) O Anjo Regenerado Revista da Folha- Outubro de 1994 Rock star mais idolatrado do Brasil, o cantor e compositor Renato Russo deixa o inferno, atinge o purgatório e busca o paraíso. Rompeu com o vício e com as brigas de amor. De namorado novo e disco solo, avisa a legião de fãs: "Chega de glorificar a relação entre drogas e rock" Hoje à noite, Renato Russo sobe ao palco do Metropolitan, no Rio, para o último show da Legião Urbana por um longo tempo. A partir de amanhã, ele troca o furor do público pela frieza do estúdio - onde se entrega às composições que os fãs do grupo só vão conhecer em 95. Nesse meio tempo, será possível ouvir sua voz entre uma tramóia e outra de Vera Fischer, a malvada do folhetim de Gilberto Braga. Foi o prório Gilberto quem escolheu "Send In The Clows" - do primeiro disco solo do vocalista, "The Stonewall Celebration Concert"- para a trilha de"Pátria Minha". Reconhecimento tardio (mas bem-vindo) de um trabalho até então ignorado por rádio e TV. 94 foi um grande ano para Renato Russo. Sentado numa lanchonete a algumas quadras da sua casa, em Ipanema, ele é todo sorrisos. Voz doce, revela detalhes de sua carreira ou vida íntima, lembra dos flertes com a morte. O maior motivo da alegria: neste ano, o mais amado rock star brasileiro emergiu de um inferno regado`a álcool e drogas. "Eu era uma pessoa intratável", diz, com o resto de tristeza. "Até meses atrás, não era possível falar comigo." Agora é: durante três horas, ele discorre animadamente sobre o disco solo, o filho, paixão, homossexualismo, Aids, messianismo, drogas e rock'n'roll. Dá para dividir a história de Renato entre antes e depois do disco solo (lançado em junho). Foi um marco. Sinalizou o fim da paixão pelo americano Scott, com quem viveu entre 89 e 90. Escancarou sua homessexualidade ( assumida em público em 88), com canções de amor endereçadas a homens. E abriu outra perspectiva em sua carreira - a de Renato Russo "crooner". "Escolhi canções que falassem da minha experiência pessoal", conta Renato. Ele não teve escrúpulos em reunir no mesmo disco clássicos da canção norte-americana (de Leonard Bernstein & Stephen Sondhein, Hoagy Carmichael e Irving Berlin, entre outros) e hits de compositores brega-pop, como Billy Joel e Don Henley. Os detratores de plantão se surpreenderam: em lugar da esperada caricatura, encontraram um trabalho despretencioso e delicado - que alterna momentos de dor (como "The Heart Of Matter") com tiradas alegres ("Cherish", antigo hit de Madonna). Até agora, o disco vendeu 40 mil cópias, com um detalhe: 50% dos direitos são doados à campanha do sociólogo Betinho. Para Renato, porém, esse disco tem um significado bem particular. É o seu manifesto de sobrevivência, o passo final num processo de recuperação iniciado um ano antes. "No começo de 93, eu tinha chegado ao fundo do poço. "Eu estava igualzinho ao Kurt Cobain", diz, referindo-se ao vocalista do Nirvana, dependente de heroína, que se matou com um tiro na cabeça em abril. "Dizem que ele foi covarde. As pessoas não têm idéia do que é o sofrimento de um dependente químico. É um vazio espiritual! Eu sei o que é acordar e ver tudo cinza, não ver alegria nas pessoas que te amam, tamanha é sua solidão." Renato estava nessa desde os 17. "A coisa vai num crescendo. Depois que você faz sucesso, todos te oferecem, aparecem os traficantes de plantão. Experimentei tudo, mas sempre terminava em álcool e tranquilizantes. No bar e na farmácia." Em 90, no auge da popularidade da Legião (870 mil cópias vendidas de "Quatro Estações", shows com 50 mil pessoas), Renato foi ao inferno pela primeira vez. "Na época de "Quatro Estações", eu ia para os shows com um médico ao lado. Peguei pesado com o Scott, porque ele era viciado em anfetaminas. Depois, caí na heroína. Usei durante um mês e meio. No final de 90, estava um bagaço, magérrimo, cadavérico. Tive uma hepatite séria e quase morri." A doença e a briga com o namorado - traumática - o levaram a procurar uma terapia de apoio. Ficou bem o suficiente para escrever as letras do disco "V" (várias delas sobre drogas). Na turnê seguinte, em 91, outra recaída. "Cancelamos os shows no Nordeste porque eu estava bebendo de cair, com tendências suicidas. "No começo de 93, suas bebedeiras foram parar nos jornais. "No meu aniversário, 23 de março, pensando no meu filho, em mim, vi que não podia continuar assim." Em abril daquele ano, Renato ingressou em um grupo de auto-ajuda e passou a seguir a "programação dos 12 passos", espécie de manual do viciado. Reza que a pessoa deve reconhecer a impotência diante da dependência química e se comprometer a lutar dia-a dia. "Hoje, essa é a minha filosofia de vida". Ficar careta tem suas vantagens. O rapaz está de amor novo. "Eu nunca conseguia namorado. Agora, está chovendo na minha horta", diz. Empolgado, dá um sorriso maroto e imita uma velhinha: "Sabia que ele é viado? Mas é bonzinho! É inteligente até, limpinho...". Renato solta uma gargalhada. Esse tipo de coisa não incomoda mais. "Resolvi minhas últimas dúvidas quando fui aos EUA em 89. No Brasil, ou você é enrustido e pega michê ou travesti, ou é bicha-discoteca. Não sou nada disso". Em Nova York, descobriu que não precisava "desmunhecar". "Gay lá pode ser macho. Eles são setorizados: musculosos, sadomasoquistas, loucos...". No Brasil, a revelação de que ele era gay, ainda em 88, não arranhou sua popularidade. Fidelíssimo, o público da Legião cantou sem titubear o refrão "eu gosto de meninos e meninas". Era, na verdade, o ingrediente que faltava para completar a improvável receita do grupo de Brasília - o mais bem - sucedido no "boom"do rock nacional. Em retrospecto, é difícil entender como aquela banda de letras quilométricas e desprovida de um símbolo sexual como Paulo Ricardo chegou ao topo. Ou como manteve-se no alto: o disco mais recente, "Descobrimento do Brasil" está na marca de 250 mil cópias vendidas. Pais e filhos Nome: Renato Manfredini Junior Apelido: Junior Data e local do nascimento: 23/03/60, Rio de Janeiro Mãe e Pai: Maria do Carmo e Renato Irmãos: uma, Carmem Teresa Manfredini Filho: Giuliano Manfredini, 5 anos Signo: Áries Formação: Jornalismo, em DF Altura e Peso: 1,74m, 65 Kg Perfeição Algo no corpo o incomoda? "Minha saúde. Foram 15 anos de droga- adicção". Parte do corpo de que mais gosta: "Cérebro. E também adoro as minhas mãos". Cuidados com o corpo: "No momento, manter-me longe do alcoolismo já é um milagre". A que horas dorme e acorda: "Vou dormir às sete da manhã e acordo meio-dia. De dia, não faço nada, porque o mundo está acontecendo". Propriedades: "Só o meu apartamento". Meninos e Meninas Símbolo sexual: "O Leonardo, da seleção. Eu acho ele um gatinho". Primeiro beijo: "Aos 9 anos, com a minha namorada nos EUA. Achei a coisa mais nojenta". Primeira transa: "Foi num carro, aos 17" Lugar mais esquesito onde fez amor: "Embaixo do telhado, no vão da caixa d'água" Melhor lugar para fazer amor: "Um lugar onde a gente se sinta mais seguro". Fantasia não- realizada: "Ganhar o Oscar". Homens são: "Bobos, que nem cachorro". Mulheres são: "Misteriosas que nem gato". O que te seduz?: "Espírito, bondade, desejo". O que te broxa?: "Estupidez, pretensão". Melhor cantada: "Do Scott, em Nova York, num bar gay. Vi aquele menino loirinho, cara de estivador, vindo na minha direção! Pedi um cigarro, ele disse: Não!. Saiu. Voltou com um maço novinho pra mim. Ficamos juntos dois anos". Pior cantada: "Gosta de mulher mas também gosto de viado! Vá a merda!". Última pessoa que levaria para cama: "Paulo Francis" Quase sem querer Maior maldade que já fez: "Não admitir que as pessoas se preocupavam comigo". Maior mentira que já contou: "Só mentiras bobas. Aqui, eu não falei toda a verdade". Arrependimento: "Não conhecer a programação dos doze passos na época do Scott". Todas as canções Palavra preferida: "Essência". Palavra que mais usa: "Eu". Canção: "I Get Along Without You Very Well" Compositor preferido: "Bob Dylan". Livro: "Sonetos, Shakespeare". Enviado de outro site do Legiao Urbana Memorial Veja algumas mensagens que foram mandados pelos usuários que já entraram neste site: (as últimas mensagens estão no final da página) " Mudaram as estações e NADA mudou mas eu sei que alguma coisa aconteceu foi o Renato que nem desistiu nem tentou esta indo de volta pra casa... tchau Renato, ateh a próxima" otto@magiclink.com.br " É pena, mas ele (Renato) estava certo... "Depois do começo o que vier vai começar a ser o fim." Fim da Legião e do Renato Russo, mito do rock nacional... Ficaram muito saudades e isso ainda dói. E isso não terá fim. Adriano Vieira (lider@uninet.com.br) NA VIDA NÓS TEMOS QUE PROVAR MUITA COISA, CRESCER A CADA MINUTO E APRENDER COM CADA PERDA. O GRUPO LEGIÃO URBANA, FOI CRIADO PARA PROVAR A CADA PESSOA QUE O CONHECEU, QUE A VERDADE SEMPRE DEVE ESTAR ACIMA DE TUDO. ELES PASSARAM POR MOMENTOS INESQUECÍVEIS QUE MARCARAM A VIDA Ñ SÓ DELES, MAS DE QUEM OS OUVIU. CADA MÚSICA DEIXA UMA LEMBRANÇA DEFERENTE, Ñ SÓ DE NOSSO INESQUECÍVEL RENATO RUSSO, MAS DE TODO GRUPO QUE CONTRIBUIRAM PARA QUE CADA UMA DELAS EXISTISSE. RENATO RUSSO, É LÓGICO QUE FAZ MUITA FALTA . O SEU CARISMA, A SUA VONTADE DE VENCER, CADA MOMENTO DE SUA VIDA, ELE NOS DEIXOU DE PRESENTE, REGISTRADOS NAS LETRAS DE SUAS CANÇÕES. EU ACHO QUE NÓS TEMOS QUE REFLETIR MUITO EM CADA MÚSICA DELE, POIS ASSIM CONSEGIREMOS TIRAR DELAS SOLUÇÕES PARA MUITAS COISA. SABE, UM COISA QUE ME AJUDA É QUANDO ELE DIZ EM SUA MÚSICA "QUASE SEM QUERER" : QUANTAS CHANCES DESPERDICEI QUANDO O QUE EU MAIS QUERIA ERA PROVAR PARA TODO MUNDO QUE EU NÃO PRECISAVA PROVAR NADA PRA NINGUÉM. É REALMENTE QUANDO NÓS NO PREOCUPAMOS EM PROVAR ALGUMA COISA PARA ALGUÉM, NÓS PERDEMOS A CHANCE DE PROVARMOS PARA NÓS MESMO QUE SOMOS CAPAZES E QUE PODEMOS SER FELIZES SE ACREDITARMOS EM NÓS MESMOS. BEM RENATO, OBRIGADA POR TER NOS ENCINADO TANTO A VIVER. joancolo@nutecnet.com.br Desde que me entendo por gente gostaria de ir a um show da Legião Urbana, mas o último que fizeram em minha cidade(Cuiabá) devia ter uns 10anos. Bem impossivel...Ainda sonhava com isso quando, pela manhã ouvi no radio a noticia da morte do Renato Russo. Ele se foi, mas suas músicas sempre estaram em meus ouvidos, em meu coração.. Marlene Fernandes ( aluno14@mbox1.ufsc.br )
Foi-se o poeta ficou a obra e os fãs; a obra será imortal e nós fãs devemos difundi-lá aos quatro cantos do mundo. "... Feche as janelas Apague a luz E saiba que te amo." Melissa Ele que sempre pensou antes aquilo que iríamos acreditar tempos depois, se foi. Ele que traduziu toda uma geração, não está mais aqui. Renato Russo, o ídolo que ficará para sempre em nossos corações. "Quando as estrelas começarem a cair, Me diz prá onde a gente vai fugir?" O Brasil é uma república federativa, cheia de árvores e gente dizendo ADEUS? E uma coisa RENATO nos ensinou que pelas maravilhas da vida todos tem capacidade de vencer, e sinto muito,nunca se perca em maliças ou por um pouco de desejo,acho que as pessoas às vezes morrem por não ter capacidade de viver ou entrega os pontos por querer,choro de tristeza,palavras inadequadas,como diz ele:*É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã* Ass:Cristiane Inês Reis da Silva (SETE LAGOAS,MG.) Ao chegar do trabalho na manhã do dia 11 de outubro de 1996, liguei o rádio e ouvi a bela canção "Quase sem Querer", aumentei o volume do rádio e comecei a acompanhar a música até o final e em seguida troquei de emissora e então estava tocando "Angra dos Reis". Ouvindo essa linda canção, pensei: - Será que é especial do Legião hoje e ninguém me avisou ?. Foi quando o locutor anunciava: - A EMI acaba de confirmar a morte do vocalista da Legião Urbana. Assim no seco. Eu fiquei ali parado em frente ao rádio, com olhos umedecidos, lembrando o quanto esse gênio me ajudou em toda minha vida, através de suas letras, suas palavras. " Vai com anjos, vai em Paz" Suas letras ficarão em nossa memória para sempre. Valeu Renato. Arivaldo Silva, Alagoinhas-BA. (ary@silva.com.br) A Legião Urbana não morreu, ela está dentro de nossos corações!!! O POETA ESTÁ VIVO!!!!!!!!! Ana É pena, mas ele (Renato) estava certo... "Depois do começo o que vier vai começar a ser o fim." Fim da Legião e do Renato Russo, mito do rock nacional... Ficaram muito saudade e isso ainda dói. E isso não terá fim. Adriano Vieira
Para mim o rock nacional foi enterrado junto com Renato Russo e com o fim da lendária Legião Urbana, o maior e melhor grupo com o maior e melhor compositor brasileiro de todos os tempos. Luiz Reis Junior (thunder@gold.com.br) renato russo simplismente inesquecivel avelino parreira polo (5577355@originet.com.br) Ainda que ele falasse a lingua dos anjos, nao conseguiria ser mais exato em tudo que dizia, e mais desconcertante do que tudo que ouvimos normalmente, ele nos ensinava a que a vida tem que ser mais do que uma moto importada e uma garota na garupa, por que "é so o amor que conhece o que é verdade" antao@coltec.ufmg.br Hoje, eu sinto a mesma dor daqueles que outrora perderam seus ídolos, como, John Lenon, Freddy Mercury e Elvis. É duro, acordar e saber que não mais teremos shows, novos cds, músicas inteligentes e intrigantes dessa fantástica banda de rock...
JOMAR FARIAS o CD "A Tempestade parece o réquiem de Renato Russo.Quase todas as canções são de despedida, de adeus.Todo mundo percebeu isso, só que quase ninguém esperava que ele nos deixasse tão cedo."A juventude está sozinha não há ninguém para ajudar/a explicar porque é que o mundo é este desastre que aí está", cantou Renato em "Aloha".Sim, ele nos deixou sós.Mas deixou uma obra linda, uma vida intensa, rica.Renato morreu como ser humano e nasceu como um mito.Meu e-mail é olfutfoca@hotmail.com, moro em Belo Horizonte e estudo na UFMG.ESCREVAM-ME LEGIONÁRIOS. Nunca vai existir uma banda como o Legiao, nem mesmo um compositor como Renato Russo Renata Colasante (renatacc@imagenet.com.br) "Eu sei porque voce fugiu Mas nao consigo entender..." <L'AVVENTURA Russo R. - Nem nos conseguimos entender... nem nos... Patricia@biohard.com.br Realmente, um cara tão cabeça, tão inteligente não poderia viver nesse mundo de injustiças e de desilusões. Todos diziam que ele queria "ir" por isso não se cuidou, será que ele estava certo ou errado? O motivo exato da sua "ida" ninguém sabe qual foi ao certo. Depressão? O poema vem da depressão e aqui ele era o maior poeta. Talvez sendo o maior poeta ele fosse também um dependente da depressão. Sua vida era perfeita e seu coração angustiado. Fãs e companheiros tinha aos montes, mas amigos e amores, talvez não. Ele quase não falava para a imprensa e certa vez disse: "Eles nos perseguem, não acreditem no que vêem na TV e lêem nos jornais; é tudo mentira". Ele teve cara e coragem (coisa que não lhe faltava) de dizer: "...e eu gosto de meninos e meninas..." dizia ser assim mesmo ou seria assim para sempre. Dizia que as pessoas não poderiam ser julgadas por sua sexualidade . Esse cara era único. A música "Vento no Litoral" do disco "V" tem uma frase que sempre será lembrada por mim. _"Aonde está você agora. além de aqui dentro de mim?". Thalita, RJ O que vai ser agora, sem o Renato, sem suas magníficas canções? Não é difícil de se identificar com as músicas da Legião, pois o Renato pensava como agente... e passava tudo isso para nós junto de uma melodia... pois na verdade não eram músicas, eram a vida dele, a nossa vida!
Saudades do Renato... Ana Paula. RENATO NÃO MORREU E NUNCA MORRERÁ, POIS ENQUANTO TIVER UMA SÓ PESSOA QUE OUÇA, CANTE OU RABISQUE UM VERSO DE SUAS CANÇÕES EM QUALQUER CANTO DE ALGUMA CIDADE, ELE SEMPRE ESTARÁ VIVO. NÃO PENSO EM SUA MORTE COMO O FIM DE TUDO, MAS SIM COMO UM NOVO COMEÇO, ONDE QUEM NÃO CONHECIA A BANDA VAI SE INTERESSAR EM OUVIR PELO MENOS UMA MUSICA DELE. NÃO DIGO ADEUS AO RENATO, MAS SIM ATÉ LOGO "AMIGO" E "IRMÃO", POIS QUEM SABE NÃO SEJA HOJE, NEM AMANHÃ, MAS UM DIA IREMOS NOS ENCONTRAR.
Fernando J. Toporoski Coutinho (Russo)
shihade@foznet.com.br MÚSICA URBANA III Quem me dera ao menos uma vez entender porque será que ainda é cedo. Por enquanto ou quase sem querer achamos que foi tempo perdido. Há tempos eu me pergunto Que país é este? Pois sempre estamos entre a cruz e a espada . Eu sou da geração coca-cola, do tempo de Daniel na cova dos leões. Ah... O mundo anda tão complicado! E como se fosse em Monte Castelo precisa-se de soldados todos de armas na mão, lutando contra o senhor da guerra dos sonhos e da destruição. Eu tentei viver bem as quatro estações mesmo que por um equilíbrio distante; em uma tribo de índios ou em um teatro de vampiros brincando de pais e filhos. Eu sei que parece tudo tão difícil. É o tédio que oprime É a química que não me deixa em paz É Andrea Doria nos meus sonhos É Eduardo e Mônica dizendo Adeus. Para que fugir se somos tão jovens? Temos todo o tempo do mundo... No entanto, a tempestade chegou em tua alma e deixou marcas no caminho. É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. O amanhã chegou e hoje você não está mais aqui. Mais uma vez... Quem me dera ao menos uma vez... trazer você de volta para mim. Elisabeth Paranhos Gouvêa O POETA As palavras vagam Pelo pensamento, como se quisessem chegar à algum lugar na imaginação. Os pensamentos vem com pressa e sem noção. Vagam pelas idéias, Sem compreensão. O tempo não passa O tempo se perde Por entre os vãos da mão da vida. Corro sem conseguir chegar. Espero o tempo passar. Subo na escada da vida. Quando estou bem alto, não penso, apenas ajo. Vejo pessoas chorando. Mas agora estou feliz. Estou perto de você. Diga para não chorarem. Não precisam chorar. Estou aqui perto. Ouço uma voz, Veio me acordar. Agora estou em seu "Monte Castelo", Pronto, vamos caminhar. Vamos nos encontrar Quem sabe a beira mar. Cíntia Fraile A falta de um amigo se expressa com os olhos, de águas nunca vistas Com um sorriso de cada segundo que dizia tudo de um pouco. É claro que esse sentimento é meu, não é nosso! Um movimento que nunca vai acabar, Pois não está somente em palavras, está na realidade dos corações, Está no sangue e nos músculos, está no céu, está no ar; Porque tudo isso já existia,mas ninguém sabia falar..... ......só você amigo que conseguiu nos levantar ! Pensei em escrever... escrever alguma coisa... qualquer coisa... escrever o que? escrever pra que?... Se isso não vai trazer de volta quem amamos? LLLL LLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL Se isso não vai apagar as lembranças do show nunca assistido... L "É tão estranho... os bons morrem antes..." Tchau Renato! Patrick Leandro Dommarco (patrick@netalpha.com.br) Morre o líder da Geração Coca-Cola mas permanecem seus ideais. Sou filho da geração Legião Urbana. (Permanecemos!) Igor Mangueira. Um livro de flores revelou o teu destino O livro dos nossos dias revelou os teus amores Presente estais E encantado vive sagrado Renato Quando prescisamos de carinho, força e cuidado E no livro com tuas letras Que resgatamos a confiança. Dostoievsky Andrade(djacy@nutecnet.com.br) Aprendi com ele que os homens não tem mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não tem mais AMIGOS. Aprendi com ele também que às vezes existem coisas, que algumas pessoas fazem e outras sonham. Se você sonha, não desista!!!
RICARDO JUNIOR. RENATO RUSSO - AINDA É CEDO PARA SE IR (1960-1996). "O lugar de Renato Russo não pode ser ocupado por ninguém dentro da música brasileira. Nenhum outro compositor rasgou a alma com a sinceridade e a pung=EAncia do cantor e poeta da Legião Urbana. Quando o grupo surgiu para o grande público, em 1984, ninguém no Brasil tinha expressado com tanta coragem e sensibilidade o que Renato chegou cantando. As relações de poder nos relacionamentos, o desencanto com a política, a raiva de mão amarradas dos jovens, os medos, as ansiedades, as fraquezas, sentimentos que nunca haviam sido expostos afloravam nas inesquecíveis canções de Renato. Selvagem e doce, nas letras e nas entrevistas ele se abriu como nenhum artista teve coragem de se abrir no Brasil. A identificação com aquele ídolo que se revelava tão frágil foi imediata para milhares de jovens do país inteiro. Ao grande Renato, nossa eterna admiração. E obrigado por tudo." URBANA LEGIO OMNIA VINCIT Carlos Eduardo Santos Nem foi Tempo Perdido, Somos tão jovens.... alessandro.dalcim@mandic.com.br "ELE TRADUZIU PARA NOS A NOSSA LEGIAO URBANA, TRADUZIU NA INSPIRACAO DE SUAS MUSICAS, POIS O ADULTO DE AMANHA SERA AQUELE QUE O ADOLES- CENTE DE HOJE PREPAROU, DE TAL FORMA QUE DO USO QUE VOCES FIZEREM DE SUA LIBERDADE PRESEN- TE NASCERA UM PROJETO DE VIDA QUE LEVARA A IN- FELICIDADE OU A FELICIDADE. UM ADOLESCENTE OU UM JOVEM QUE NAO COMPREENDE ISSO NAO COMPREENDE NADA DE SI MESMO." (URBANA LEGIO OMNIA VINCIT)
RICARDO JUNIOR(jricardo@telnetbh.com.br) Ele nunca fugiu, não o acusem de covarde!! Não sejam babacas de dizer que "ele sempre disse tudo aquilo que eu sentia, muito antes de eu entender". Não! Renato não queria ser seu guru. Queria ser feliz e amar os outros como qualquer um é capaz de fazer. Ele nunca teve ajuda, pois sempre esteve uma estação à frente. Não dava para ajudá-lo. Ele dizia o que sentia, sem máscaras, nem pudores. Viveu intensamente tudo o que podia, e sempre teve forças para ir adiante, Mas um dia o cara lá de cima não teve outra alternativa, levou-o para que seu AMOR, maior que tudo, pudesse ser entendido e correspondido!! Força Sempre, francisco Depois que ele morreu, as estacões já não tem nome para me uma outra estação vei para dar de novo estes nomes.Renato nos encontraremos la onde você descubri que depois de sua morte que exeste. Vamos dizer adeus, e pensarmos no que ouvimos, ouvimos a vida de mais um grande compositor (Renato). Quando estava contente nos fazia sorrir nos trouxe rebeldias como "geração coca-cola", disse verdades como em musica urbana 2 falou de sua vida e no final sintetizou tudo dizendo "o mal do século é a solidão"; para mim isto quiz dizer como o mal do século (reumatismo) matou milhares de poetas hj a solidão os mata, porque quando buscamos o verdadeiro amor encontramos apenas intereces, sejam eles, dinheiro, sexo ou vaidade, Seus sentimentos foram expostos em cada musica, "flores do mau" foi uma espécie de vingança e a frase "quando tudo esta perdido sempre existe uma luz" para mim significa: embora tenha milhares de leginários perdi esta batalha vou descansar. Ele deixou esta guerra para nós então vamos vencer a solidão sejamos mais amigos e lutemos contra a injustiça. Ao Renato um grande abraço, e nossas lembranças a outros como ele descançam esperando que vençamos suas batalhas Cazuza e Fred Mercury. Como final devemos cobrar uns dos outros além de usar a camizinha procurar se informar como vai a luta contra Aids pq somente se estivermos interessados e pressionando os governos ajudaram nestaq luta. Ou será que querem que a esta fraze seja eterna: "O meu tesão agora é risco de vida" (cazuza) MA mades@sti.com.br Para ele que se foi, um descanso. Para nos que ficamos, restou saudade, lembrancas, GRANDES lembrancas!! Um fato inaceitavel para milhares de pessoas.
Deixo aqui minha mensagem de carinho pra voce Renato. Voce sempre permanecera' vivo em nossos coracoes. VALEU !!! - Suze (Campinas - SP ) Se tivermos que traduzir a vitalidade dos anos 80, sua identidade, seu modo de vida em meio a tantas transformações, por certo bastaríamos resgatar alguns versos vorazes da voz que melhor tratou dos desejos de mudança da juventude. Renato Russo vive. E o o Rock'n'' roll agradece! Gildásio Alves E-mail: Gildasio@base.com.br Para, Renato(Poeta); O homen não morre quando deixa de existir e sim quando deixa de amar!! Pois a honra consiste em tornar belo aquilo que se obriga a fazer. Sem nos esquecermos que" aquele que semeia a alegria da paz nunca morre, ele dorme!!! ETERNAMENTE?!..." (URBANA LEGIO OMNIA VINCIT) RICARDO JUNIOR(jricardo@telnetbh.com.br)
e tao estranho que os bons morram antes, com essa musica ele nos deixa tudo bem explicado. ele faz falta como pessoa, mas nao consequiria me imaginar se fosse as musicas deles tivesem que ir embora tambem. aonde quer que esteja muito obrigada, O POETA DA JUVENTUDE No dia 11 de Outubro de 1996 a juventude brasileira, perdeu um de seus maiores idolos, Renato Russo o poeta, que através das suas músicas deu-nos varias lições de vida, desistia de viver, deixando orfãos todos aqueles que compravam os seus discos e traziam na ponta da língua todas as letras que escreveu. Talvez não tenha sido a AIDS, nen tão pouco a solidão, que tenha-o feito desistir da vida, é difícil compreender como uma pessoa que levava multidões aos seus shows, poderia ser tão solitária. Prefiro acreditar que tenha feito isso apenas para provar o que já havia escrito em uma de suas músicas, onde dizia que "os bons morrem jovens" esta frase explica porque foi embora tão cedo. E agora sim é que as estações vão mudar, mas nada irá mudar e nada vai acontecer, porque sem as tuas palavras os jovens não terão a mesma força, não terão a mesma vontade de lutar e talvez nunca consigam fazer deste país um jardim daqueles onde suas cinzas foram jogadas e assim seremos obrigados a viver para sempre neste faroeste caboclo, onde os senhores da guerra não aprenderam a amar as pessoas e nam tão pouco a falar a língua dos homens e dos anjos. Cristiano Ferras Venturella "A nossa geração dos anos 80 não seria a mesma sem a vitalidade do Rock'n'roll agressivo, corajoso e verdadeiro do Legião Urbana. Para quem cantou e versou a nossa realidade com tanta precisão, nada mais justo que após a sua ''morte", cantar que MENTIR É FÁCIL DEMAIS! Isso pode parecer gasto, mais os anos 80, sua música, sua identidade enquanto fase de mudança deve um tribuito ao grande poeta do Rock, Renato Russ'. Valeu, cara! GIldasio Alves Email: Gildásio@base.com. br. UM ANO um ano se passou, por um ano os jornais mofaram no meu quarto, por um ano não acretidamos que ele tinha ido embora, por um ano ficamos sós, sem ninguem para nós disser oque falar, por um ano choramos sua morte (não, não sua morte e sim sua ausencia), por um ano esperamos que a TV, o jornal e o radio estivessem mentindo, pou um ano tateamos no escuro, por um ano choramos as lagrimas mais sinceras que alguem poderia derramar por um desconhecido. por um ano sofremos sua perda, e por mais dez anos sofremos que for preciso para a memoria de um heroi não morrer. por um ano...
nem parece que foi só um ano, nem parece que passamos apenas 365 dias ouvindo a voz de alguem que já não esta entre nós, mas na verdade ele nunca esteve, ele via o mundo do modo ao mesmo tempo menos critico possivel mas ao mesmo tempo mais perssimista possivel, ele via realidade mais puramente que qualquer um. ao conrario daqueles que o criticam, ele estava simplesmente dizendo suas ideias quando cantava, nunca oprimiu a ideia de ninguem, ele sabia o quanto era humano. Ele conseguia em uma simples metafora dizer tudo que sentiamos, desde o sentimeno mais complexo ate o medo mais simples. Só gostaria de pedir que quem lesse essa carta se lembrasse dele, simplesmente isso, se lembrar dele... Julia Bracher Mariani 13 anos São Paulo biab@uol.com.br Renato se foi, certo? Não errado, se foi para quem não o amava, mas para nos, que gostávamos do bom rock ele não se foi, esta difícil um ano e pouco depois da morte dele ouvir, Faroeste caboclo, Vento no Litoral, Pais e Filhos e não se emocionar, você se foi e nos te adoramos Renato, quando eu for para o céu junto com você, vou levar junto um leptop para você escrever sua autobiografia que falou que iria escrever quando fizesse 50 anos Ta difícil amigo, um dia a gente se vê, e agora eu digo "ainda e cedo, cedo, cedo", tenho só 19 anos, não fiz parte da sua geração Coca-Cola, mas faço parte dos que apreciam a grande musica Você se Foi, mas ficara para sempre em nosso Coração... DE BERNARDO Para um DEUS... RENATO RUSSO
CPLAN Consultoria e Planejamento Ltda. Endereço: R.Mucajai,26 - Moema - São Paulo- SP- Brasil Cep 04084-040 Tel: (55)(011) 542-7820 Fax: (55)(011)241-5781 E-mail:joao.boyadjian@mandic.com.br Musicas cifradas diversas
Será Dado Villa-Lobos - R. Russo - Marcelo Bonfá Tom: C Intr.: ( C F G ) C G Tire suas mãos de mim, Am F C Eu não pertenço a você G Não é me dominando assim Am F Que você vai me entender C G Eu posso estar sozinho Am F Mas, eu sei muito bem Am Aonde estou Você pode até duvidar F G Acho que isso não é C F C F C F C F amor
G Dm Será só imaginação G Dm Será que nada vai acontecer G Dm Será que é tudo isso em vão G Dm Será que vamos conseguir Am vencer? F G C F C F C F C Ô ô ô ô ô ô
C G Nos perderemos entre monstros Am F Da nossa própria criação C G Serão noites inteiras Am F Talvez por medo da escuridão C G Ficaremos acordados Am F Imaginando alguma solução Am P'rá que esse nosso egoísmo F Não destrua nosso G C F C F C F C F coração
G Dm Será só imaginação G Dm Será que nada vai acontecer G Dm Será que é tudo isso em vão G Dm Será que vamos conseguir Am vencer? F G C F C F C F C Ô ô ô ô ô ô
C Brigar p'rá quê? G/B Se é sem querer Bb9 Dm G Quem é que vai nos proteger? C Será que vamos ter G/B Que responder Bb9 Pelos erros a mais Dm G Eu e você
A Dança Renato Russo / Renato Rocha
Intr.: E7 E7 Não sei o que é direito Só vejo preconceito C E a sua roupa nova é só uma roupa nova E7 Você não tem idéias Pra acompanhar a moda C Tratando as meninas Como se fossem lixo E7 Ou então espécie rara Só a você pertence C Ou então espécie rara Que você não respeita E7 Ou então espécie rara Que é só um objeto C Pra usar e jogar fora Depois de ter prazer C7 Você é tão moderno Am Se acha tão moderno Bm Cm Mas é igual a seus pais G é só questão de idade F Passando dessa fase D Tanto fez e tanto faz E7 Você com as suas drogas E as suas teorias C E a sua rebeldia E a sua solidão E7 Vive com seus excessos Mas não tem mais dinheiro C Pra comprar outra fuga Sair de casa então E7 Então é outra festa é outra sexta-feira C Que se dane o futuro Você tem a vida inteira E7 Você é tão esperto Você está tão certo C Mas você nunca dançou Com ódio de verdade C7 Você é tão esperto Am Você está tão certo Bm Cm Que nunca vai curar G Mas a vida deixa marcas F Tenha cuidado D E7 Se um dia você dançar C7 Nós somos tão modernos Am Só não somos sinceros Bm Cm Nos escondemos mais e mais G é só questão de idade F Passando dessa fase D Tanto fez e tanto faz C7 Você é tão esperto Am Você está tão certo Bm Cm Que voce nunca vai errar G Mas a vida deixa marcas F Tenha cuidado D Se um dia você dançar
Petróleo do Futuro Dado Villa-Lobos/Renato Russo Tom: G Intr: G F
G F G Ah, se eu soubesse lhe dizer D o que eu sonhei ontem à noite C F Você ia querer me dizer tudo E sobre o seu sonhoo também. G E o que é que eu tenho a ver com isso? F G Ah, se eu sobesse lhe dizer D o que eu vi ontem à noite C F Você ia querer ver mas não E ia acreditar. G E o que é que eu tenho a ver com isso? C D G Filósofos suicidas C D G Agricultores famintos F D Desaparecendo Bb C Embaixo dos arquivos G F G Ah, se eu soubesse lhe dizer D qual é a sua tribo C F Também saberia qual é a minha E Mas você também não sabe G E o que é que eu tenho a ver com isso? F G Ah, se eu soubesse lhe dizer D O que fazer p'rá todo mundo C ficar junto F Todo mundo já estava há muito E tempo G E o que é que eu tenho a ver com isso? C D G Sou brasileiro errado C D G Vivendo em separado F D Contando os vencidos Bb C G Solo De todos os lados.
Ainda é Cedo Renato Russo / Renato Rocha Intr.: (Dm C Am) Dm C Uma menina me ensinou Am Quase tudo que eu sei Dm Era quase escravidão C Am Mas ela me tratava como um rei Dm C Ela fazia muitos planos Am Eu só queria estar ali Dm Sempre ao lado dela C Am Eu não tinha onde ir Dm C Mas, egoísta que eu sou, Am Me esqueci de ajudar Dm C A ela como ela me ajudou Am E não quis me separar Dm Ela também estava perdida C Am E por isso se agarrava a mim também Am E eu me agarrava a ela C Am Porque eu não tinha mais ninguém Dm C Am E eu dizia: Ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo Dm C Sei que ela terminou Am O que eu não comecei Dm C E o que ela descobriu Am Eu aprendi também, eu sei Dm Ela me falou: - Você tem medo C Am Aí eu disse: - Quem tem medo é você Dm Falamos o que não devia C Am Nunca ser dito por ninguém Dm ela me disse: - Eu não sei Am Mais o que eu sinto por você Dm C Am Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê Dm C Am E eu dizia: Ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo
Perdidos no Espaço Renato Russo / Renato Rocha Intr.: (Em Bm Am) Em B Escrevi pra você e você não respondeu A Também não respondi quando você me escreveu Em B Anotei seu telefone num pedaço de papel A E calculei seu ascendente no recibo do aluguel Em B A D C F E Esqueci seu sobrenome, mas me lembro de você A D C#m F# E a rotina crescia como planta D C#m F# E engulia metade do caminho D C#m F# E a mudança levou tempo por ser tão veloz D C#m Bm Enquanto estávamos a salvo Bm D F# Ficamos suspensos Bm D F# Perdidos no espaço Bm D F# Ficamos suspensos Bm D F# Perdidos no espaço Em B Escrevi pra você e você não respondeu A Também não respondi quando você me escreveu Em B Anotei seu telefone num pedaço de papel A E calculei seu ascendente no recibo do aluguel Em B A D C F E Esqueci seu sobrenome, mas me lembro de você A D C#m F# E era como se jogássemos Space Invaders D C#m F# Perdendo mais dinheiro de muitas maneiras D C#m F# Vivendo num planeta perdido como nós D C#m Bm Quem sabe ainda estamos a salvo? Bm D F# Ficamos suspensos Bm D F# Perdidos no espaço
Geração Coca-Cola Renato Russo / Renato Rocha Intr.: (B D A B D A) B Quando nascemos fomos programados D A B A receber o que vocês nos empurravam D A Com os enlatados dos U.S.A. de 9 ...s 6 B Desde pequenos nós comemos lixo D A Comercial e industrial B Mas agora chegou nossa vez D A Vamos cuspir de novo o lixo em cima de vocês B A G Somos os filhos da revolução B G Somos burgueses sem religião B A G Somos o futuro da nação A D B A D B Geração Coca-Cola, geração Coca-Cola A D B A D B G A Geração Coca-Cola, geração Coca-Cola B Depois de vinte anos na escola D A Não é difícil aprender B Todas as manhas de seu jogo sujo D A Não é assim que tem que ser? B Vamos fazer nosso dever de casa D A E aí então, vocês vão ver B Suas crianças derrubando reis D A Fazer comédia no cinema com as suas leis B A G Somos os filhos da revolução B G Somos burgueses sem religião B A G Somos o futuro da nação A D B A D B Geração Coca-Cola, geração Coca-Cola A D B A D B G A Geração Coca-Cola, geração Coca-Cola B Depois de vinte anos na escola D A Não é difícil aprender B Todas as manhas de seu jogo sujo D A Não é assim que tem que ser? B Vamos fazer nosso dever de casa D A E aí então, vocês vão ver B Suas crianças derrubando reis D A Fazer comédia no cinema com as suas leis B A G Somos os filhos da revolução B G Somos burgueses sem religião B A G Somos o futuro da nação A D B A D B Geração Coca-Cola, geração Coca-Cola A D B A D B Geração Coca-Cola, geração Coca-Cola
O Reggae Marcelo Bonfá - Renato Russo Tom: Am Intr.: Am Dm7 Em7 Am Ainda me lembro aos três anos de idade Dm Em7 O meu primeiro contato com as grades Am O meu primeiro dia na escola Dm7 Em7 Como eu senti vontade de ir embora Am Fazia tudo que eles quisessem Dm7 Em7 Acreditava em tudo que eles me dissessem Am Me perdiram pra ter paciência Dm7 Falhei Em7 Então gritaram: - Cresça e apareça F Cresci a apareci e não vi nada B Aprendi o que era certo com a pessoa errada E Assistia o jornal da TV Am E aprendi a roubar pra vencer F Nada era como eu imaginava B Nem as pessoas que eu tanto amava E Mas, e daí, se é mesmo assim Vou ver se tiro o melhor p'ra mim (Am Dm7 Em7) (F B E Am F B E) Am Me ajuda se eu quiser Me faz o que eu pedir Dm7 Não faz o que eu fizer Em7 Mas não me deixe aqui Am Ninguém me perguntou se eu estava pronto Dm7 Em7 E eu fiquei completamente tonto Am Procuranto descobrir a verdade Dm7 Em7 Nos meios das mentiras da cidade Am Tentava ver o que existia de errado Dm7 Em7 Quantas crianças Deus já tinha matado F Beberam o meu sangue e não me deixaram viver B Têm o meu destino pronto e não me deixam escolher E Vêm falar de liberdade prá depois me prender Am Pedem identidade prá depois me bater F Tiram todas as minhas armas B Como posso me defender E Vocês venceram esta batalha (Am Dm7 Em7) Quanto à guerra vamos ver...
Baader-Meinhof Blues Renato Russo / Renato Rocha Intr.: (F#m D E) F#m D A violência é tão fascinante E E nossas vidas são tão normais F#m D E você passa dia e noite e sempre vê E Apartamentos acesos D# B C#m Tudo parece ser tão real F#m D E Mas você viu esse filme também F#m D E Andando nas ruas F#m D E Pensei que podia ouvir D# B C#m Alguém me chamando F#m D E Dizendo meu nome B A Já estou cheio de me sentir vazio B A Meu corpo é quente e estou sentindo frio B A Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber B A (E) Afinal, amar o proximo é tão demodê (A E) F#m D E O o o F#m D E Essa justiça desafinada F#m D E é tão humana e tão errada D# B C#m Nós assistimos televisão também F#m D E Qual é a diferença? F#m D E Não estatize meus sentimentos F#m D P'rá seu governo, E D# B C#m O meu estado é independente B A Já estou cheio de me sentir vazio B A Meu corpo é quente e estou sentindo frio B A Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber B A E (A E) Afinal, amar o proximo é tão demodê
Soldados Renato Russo / Renato Rocha Intr.: (Cm Bb) Cm Nossas meninas estão longe daqui Bb Não temos com quem chorar e nem pra onde ir Cm Se lembra quando era só brincadeira Bb Cm Bb Cm Bb Fingir de ser soldado a tarde inteira? Cm Mas agora a coragem que temos no coração Bb Parece medo da morte mas não era então. Cm Tenho medo de lhe dizer o que eu quero tanto Bb Tenho medo e eu sei porquê: (Cm Bb) Estamos esperando Cm Quem é o inimigo? Quem é você? Bb Quem é o inimigo? Quem é você? Cm Quem é o inimigo? Quem é você? Cm Bb Nos defendemos tanto tanto sem saber Cm Bb Cm Bb (Ab B Bb) (Cm Bb) Porque lutar Cm Nossas meninas estão longe daqui Bb E de repente eu vi você cair Cm Não sei armar o que eu senti Bb Não sei dizer que vi você ali Cm Quem vai saber o que você sentiu? Bb Quem vai saber o que você pensou? Cm Quem vai dizer agora o que eu não fiz Bb Com explicar pra você o que eu quis Cm Bb Somos soldados Cm Bb Pedimos esmola Cm E a gente não queria lutar Bb E a gente não queria lutar Cm E a gente não queria lutar Bb (Ab B Bb) Bb E a gente não queria lutar
Teorema Renato Russo / Renato Rocha Intr.: A A Não vá embora D Fique um pouco mais G Ninguém sabe fazer D O que você me faz A é exagero D E pode até não ser G O que você consegue D Ninguém sabe fazer Bm E Parece energia mas é só distorção F# D Bm E F# E não sabemos se isso é problema D F# A Ou se é a solução A Não tenha medo D N...o preste atenção G Não dê conselhos D Não peça permissão A D G é só você quem deve decidir o que fazer D Pra tentar ser feliz Bm E Parece energia mas é só distorção F# D E Bm F# E parece que sempre termina D E A Mas não tem fim A Não vá embora D Fique um pouco mais G Ninguém sabe fazer D O que você me faz A é exagero D E pode até não ser G O que você consegue D Ninguém sabe fazer Bm E Parece um teorema sem ter demonstração F# D E Bm F# E parece que sempre termina D E A Mas não tem fim
Por Enquanto Renato Russo / Renato Rocha Intr.: D D7+ G F#m G Em G A7 Bm F#m G D Bm F#m G Em A7/4 A7 D D7+ G F#m Mudaram as estaçóes e nada mudou G Em Mas, eu sei que alguma coisa aconteceu G A7 Está tudo assim tão diferente Bm F#m G D Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar Bm F#m Que tudo era p'rá sempre G F#m Sem saber G Em Que o p'rá sempre sempre acaba? D A/C# G D/F# Mas, nada vai conseguir mudar o que ficou G Quando penso em alguém Em Só penso em você G A7 A#o E aí ent...o estamos bem Bm F#m G D Mesmo com tantos motivos p'rá deixar tudo como está Bm F#m E nem desistir, nem tentar G Agora tanto faz A7 D Estamos indo de volta p'rá casa
Disco dois
Daniel na Cova dos Leões Renato Russo / Renato Rocha Tom: Am Intr.: (Am G) Am G Am G Aquele gosto amargo do teu corpo Am G Am G Ficou na minha boca por mais tempo: Am G Am G De amargo e então salgado ficou doce, Am G Am G Assim que o teu cheiro forte e lento Dm F C Fez casa nos meus braços e ainda leve Bb Dm F E forte e cego e tenso fez saber C Bb (Intr.) Que ainda era pouco e muito pouco. Am G Am G Faço nosso o meu segredo mais sincero Am G Am G E desafio o instinto dissonante Am G Am G A insegurança não me ataca quando erro Am G Am G E o teu momento passa a ser o meu instante. Dm F E o teu medo de ter medo de ter medo C Bb Não faz da minha força confusão: Dm F Teu corpo é o meu espelho e em ti navego C Bb (Solo) E sei que a tua correnteza não tem direção. Dm F Mas, tão certo quanto o erro de ser barco C Bb A motor e insistir em usar os remos, Dm F é o mal que a água faz, quando se afoga C Bb E o salva-vidas não está lá porque não vemos.
Quase Sem Querer Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Renato Rocha Tom: G Intr.: (G C D) G Am C D Tenho andado distraído, G Am C D Impaciente e indeciso, G Am E ainda estou confuso. C D Só que agora é diferente: G Am Estou tão tranquilo C D E tão contente. C D C D G Quantas chances disperdicei Em Bm Am Quando o que eu mais queria Era provar pra todo mundo D Que eu não precisava Provar nada pra ninguém. G Am Me fiz em mil pedaços C D Pra você juntar G Am E queria sempre achar C Am Explicação pro que sentia. G Am Como um anjo caído C D Fiz questão de esquecer G Am Que mentir pra si mesmo C D é sempre a pior mentira. C D C D G Mas não sou mais Em Bm Am D Tão criança a ponto de saber tudo F Já não me preocupo G Se eu não sei porquê F G ás vezes o que eu vejo quase ninguém vê F E eu sei que você sabe G Quase sem querer F G Que eu vejo o mesmo que você. G Am C D Tão correto e tão bonito: G Am O infinito é realmente C D Um dos deuses mais lindos. G Am Sei que às vezes uso C D Palavras repetidas G Am Mas quais são as palavras C D Que nunca são ditas? C D C D G Em Bm Am Me disseram que você estava chorando D E foi então que percebi Como lhe quero tanto. F Já não me preocupo G Se eu não sei porquê F G ás vezes o que eu vejo quase ninguém vê F E eu sei que você sabe G Quase sem querer F G Que eu vejo o mesmo que você.
Acrilic On Canvas Dado Villa-Lobos - Renato Russo - Renato Rocha - Marcelo Bonfá Introd.: (Dm Bb) (Dm Bb) - É saudade então E mais uma vez De você fiz o desenho mais perfeito que se fez: Os traços copiei do que não aconteceu As cores que escolhi entre as tintas que inventei Misturei com a promessa que nós nunca fizemos De um dia sermos três Trabalhei com você em luz e sombra Dm G Bb Era sempre: Eb -Não foi por mal. Cm Eu juro que nunca F quis deixar você tão triste Dm G Sempre as mesmas desculpas Bb Eb E desculpas nem sempre Cm são sinceras F Quase nunca são (Dm Bb) Preparei a minha tela Com pedaços de lençóis Que não chegamos a sujar A armação fiz com madeira Da janela do seu quarto Do portão da sua casa Fiz paleta e cavalete E com lágrimas que não brincaram com você Destilei óleo de linhaça E da sua cama arranquei pedaços Que talhei em estiletes E fiz então Pincéis com seus cabelos Fiz carvão do batom Que roubei de você E com ele marquei Dois pontos de fuga E rabisquei no horizonte Dm G Bb Era sempre: Eb - Não foi por mal. Cm Eu juro que não foi por mal. F Eu não queria machucar você: Prometo que isso nunca vai acontecer Dm G Mais uma vez Bb E era sempre, sempre o Eb Cm mesmo novamente F A mesma traição (Dm Bb) Às vezes é difícil esquecer: - Sinto muito, ela não mora mais aqui. Mas então porque eu finjo Que acredito no que invento? Nada disso aconteceu assim - Não foi desse jeito Ninguém sofreu: É só você que provoca Essa saudade vazia Tentando pintar essas flores com o nome De "amor-perfeito" E "não-te-esqueças-de-mim"
Eduardo e Mônica Renato Russo Intr.: G C F G G C F G Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração C F E quem irá dizer que não existe razão D G Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar C G Ficou deitado e viu que horas eram D G C D Enquanto Mônica tomava um conhaque noutro canto da cidade como eles disseram G C Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer F G E conversaram muito mesmo prá tentar se conhecer C Foi um carinha do cursinho do Eduardo que disse F G - Tem uma festa legal, a gente quer se divertir C Festa estranha com gente esquisita F G - Eu não tô legal, não agüento mais birita D G E a Mônica riu e quis saber um pouco mais C G Sobre o boyzinho que tentava impressionar D G E o Eduardo meio tonto só pensava em ir prá casa C D - É quase duas, eu vou me ferrar G C F Eduardo e Mônica trocaram telefone, depois telefonaram G E decidiram se encontrar C O Eduardo sugeriu uma lanchonete F G Mas a Mônica queria ver o filme do Godard D G Se encontraram, então, no parque da cidade C G A Mônica de moto e o Eduardo de camelo D G O Eduardo achou estranho e melhor não comentar C D Mas a menina tinha tinta no cabelo G C Eduardo e Mônica eram nada parecidos F G Ela era de leão e ele tinha dezesseis C Ela fazia medicina e falava alemão F G E ele ainda nas aulinhas de inglês C Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus F G De Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud C F G E o Eduardo gostava de novela e jogava futebol de botão com seu avô C F G Ela falava coisas sobre o planalto central, também magia e meditação C F G E o Eduardo ainda estava no esquema escola-cinema-clube-televisão D G C G E mesmo com tudo diferente veio mesmo de repente uma vontade de se ver D C G C D E os dois se encontravam todo dia e a vontade crescia como tinha que ser G C F G Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia, teatro e artesanato e foram viajar C F G A Mônica explicava pro Eduardo coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar C F G Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer e decidiu trabalhar C F G E ela se formou no mesmo mês que ele passou no vestibular C F G E os dois comemoraram juntos e também brigaram juntos muitas vezes depois C E todo mundo diz que ele completa ela F G E vice-versa, que nem feijão com arroz D G Construíram uma casa uns 2 anos atrás C G Mais ou menos quando os gêmeos vieram D G C D Batalharam grana, seguraram legal a barra mais pesada que tiveram G C Eduardo e Mônica voltaram prá Brasília F G E a nossa amizade dá saudade no verão C Só que nessas férias não vão viajar F G C F G Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação G C F G E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração C F (G F G) E quem irá dizer que não existe razão
Tempo Perdido Renato Russo
Tom: Em Intr.: C Am Bm (Em D C Am7 B9+/7) C Am7 Todos os dias quando acordo, B7 Em Não tenho mais o tempo que passou C Am7 Mas tenho muito tempo: B9+/7 Em Temos todo o tempo do mundo. C Am7 Todos os dias antes de dormir, B9+/7 Em Lembro e esqueço como foi o dia: C Am7 "Sempre em frente, B9+/7 Em Não temos tempo a perder". C Am7 Nosso suor sagrado B9+/7 Em é bem mais belo que esse sangue amargo C Am7 E tão sério B9+/7 Em E salva... gem. C Am7 B9+/7 Veja o sol dessa manhã tão cinza: Em C Am7 B9+/7 Em A tempestade que chega é da cor dos teus olhos casta... nhos C Am7 B7 Então me abraça forte e me diz mais uma vez Em C Am7 Que já estamos distantes de tudo: B9+/7 Em Temos nosso próprio tempo. C Am7 B9+/7 Em C Am7 B9+/7 Em Não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acesas ago,.. ra. C Am7 O que foi escondido é o que se escondeu B9+/7 Em E o que foi prometido, ninguém prometeu. C Am7 Nem foi tempo perdido; B9+/7 Em Somos tão jo... vens.
Metrópole Renato Russo Tom: A Intr.: (Em F G Em F C B) A D G C "é sangue mesmo, não é mertiolate". A D E todos querem ver G C E comentar a novidade. A D G C "é tão emocionante um acidente de verdade". A D Estão todos satisfeitos G C Com o sucesso do desastre: (Em F G Em F C B) Vai passar na televisão. A D G C "Por gentileza, aguarde um momento. A D G C Sem carteirinha não tem atendimento - A D G C Carteira de trabalho assinada, sim senhor. A D G C Olha o tumulto: façam fila por favor. (Em F G Em F C B) Todos com a documentação. A D G C Quem não tem senha não tem lugar marcado. A D G C Eu sinto muito mas já passa do horário. A D G C Entendo seu problema mas não posso resolver: A D G C é contra o regulamento, está bem aqui, pode ver. Em Ordens são ordens. A D G C Em todo caso já temos sua ficha. A D G C Só falta o recibo comprovando residência. A D G C Pra limpar todo esse sangue, chamei a faxineira - A D G C E agora eu vou indo senão perco a novela (Em F G Em F C B ) E eu não quero ficar na mão."
Música Urbana 2 Renato Russo Disco "Dois" e "Música p/ Acampamentos" Tom: G Introd.: G
G Em cima dos telhados as antenas de TV tocam música urbana, C Nas ruas os mendigos com esparadrapos podres G Cantam música urbana, D F Motocicletas querendo atenção às três da manhã - G C D é só música urbana.
Os PMs armados e as tropas de choque vomitam música urbana C G E nas escolas as crianças aprendem a repetir a música urbana. D C G C D Nos bares os viciados sempre tentam conseguir a música urbana.
G O vento forte seco e sujo em cantos de concreto Parece música urbana C E a matilha de crianças sujas no meio da rua - G Música urbana. D C G C D E nos pontos de ônibus estão todos ali: música urbana.
G Os uniformes Os cartazes Os cinemas E os lares Nas favelas Coberturas Quase todos os lugares
C G E mais uma criaça nasceu. D Não há mentiras nem verdades aqui C G Só há música urbana.
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Andrea Doria Dado Villa-Lobos /Renato Russo / Marcelo Bonfá Tom: Dm Intr.: Dm Em7 A4/7 Bb A4/7 F7+ G A4/7 Bb Dm Em7 Am às vezes parecia que, de tanto acreditar Dm Em7 Am Em tudo que achávamos tão certo, Dm Em7 Am Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais: Dm Em7 Am Faríamos floresta do deserto Bb Gm C E diamantes de pedaços de vidro. F Mas percebo agora Am Que o teu sorriso Dm Vem diferente, Bb Gm C Quase parecendo te ferir. F Am Não queria te ver assim - Bb C Quero a tua força como era antes. F Am O que tens é só teu Bb E de nada vale fugir C E não sentir mais nada. Dm Em7 Am às vezes parecia que era só improvisar Dm Em7 Am E o mundo então seria um livro aberto, Dm Em7 Am Até chegar o dia em que tentamos ter demais, Dm Em7 Am Vendendo fácil o que não tinha preço. Bb Gm C Eu sei - é tudo sem sentido. F Am Quero ter alguém com quem conversar, Dm Bb Gm Alguém que depois não use o que eu disse C Contra mim. F Nada mais vai me ferir. Am é que já me acostumei Bb Com a estrada errada que eu segui C E com a minha própria lei. F Tenho o que ficou Am E tenho sorte até demais, Bb C Como sei que tens também.
Fábrica Renato Russo Tom: D Intr.: D G D G D G D Nosso dia vai chegar, G D teremos nossa vez G D Não é pedir demais: G Quero justiça, C Bm Quero trabalhar em paz. Am G Não é muito o que lhe peço - D C Eu quero trabalho honesto E A Em vez de escravidão. D G D Deve haver algum lugar G Onde o mais forte D G D Não consegue escravizar G Quem não tem chance. D A F#m A De onde vem a indiferença G G7+ Em A Temperada a ferro e fogo? D A F#m A G D Em A Quem guarda os portíes da fábrica? D G D G O céu já foi azul, mas agora é cinza D G E o que era verde aqui já não existe mais. C Bm Quem me dera acreditar Am G D C Que nào acontece nada de tanto brincar com fogo. E A Que venha o fogo então. D A F#m A G D Em Esse ar deixou minha vista cansada, A D A F#m A Nada demais. G D Em A D Nada demais.
Índios Renato Russo Dm Quem me dera, ao menos uma vez, G Ter de volta todo ouro que entreguei Em A quem conseguiu me convencer Que era prova de amizade Am Se alguém levasse embora até o que eu não tinha Dm Quem me dera, ao menos uma vez, G Esquecer que acreditei que era por brincadeira Em Que se cortava sempre um pano-de-chão Am De linho nobre e pura seda. Dm Quem me dera, ao menos uma vez, G Explicar o que ninguém consegue entender: Em Que o que aconteceu ainda está por vir E o futuro não é mais como era antigamente. Dm Quem me dera, ao menos uma vez, G Provar que quem tem mais do que precisa ter Em Quase sempre se convence que não tem o bastante Am E fala demais por não ter nada a dizer. Dm Quem me dera, ao menos uma vez, G Que o mais simples fosse visto como o mais importante, Em Mas nos deram espelhos Am E vimos um mundo doente. Dm Quem me dera, ao menos uma vez, G Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três Em E esse mesmo Deus foi morto por vocês - Am é só maldade então, deixar um Deus tão triste. F Eu quis o perigo e até sangrei sozinho. C Entenda - assim pude trazer você de volta pra mim, F Quando descobri que é sempre só você C Que me entende do inicio ao fim F E é só você que tem a cura para o meu viacutecio De insistir nessa saudade que eu sinto C De tudo que eu ainda não vi. Dm Quem me dera, ao menos uma vez, G Acreditar por um instante em tudo que existe Em E acreditar que o mundo é perfeito Am E que todas as pessoas são felizes. Dm Quem me dera, ao menos uma vez, G Fazer com que o mundo saiba que seu nome Em Está em tudo e mesmo assim Am Ninguém lhe diz ao menos obrigado. Dm Quem me dera, ao menos uma vez, G Em Como a mais bela tribo, dos mais belos iacutendios, Am Não ser atacado por ser inocente. F Eu quis o perigo e até sangrei sozinho. C Entenda - assim pude trazer você de volta pra mim, F Quando descobri que é sempre só você C Que me entende do iniacutecio ao fim F E é só você que tem a cura para o meu viacutecio De insistir nessa saudade que eu sinto C De tudo que eu ainda não vi. F Nos deram espelhos e vimos um mundo doente - C Tentei chorar e não consegui.
Que País é Este? Tom: E Intr.: (E C D) (E C D) Nas favelas, no Senado Sujeira pra todo lado Ninguém respeita a Constituicão Mas todos acreditam no fuuro da nação Que país é este (E C D) No Amazonas, no Araguaia, na Baixada Fluminense Mato Grosso, nas Geraes e no Nordeste tudo em paz Na morte eu descanso mas o sangue anda solto Manchando os papéis, documentos fiéis Ao descanso do patrão Que país é este (E C D) Terceiro mundo se for Piada no exterior Mas o Brasil vai ficar rico Vamos faturar um milhão Quando vendermos todas as almas Dos nossos índios em um leilão Que país é este
Conexão Amazônica Renato Russo Tom: F Intr.: (Bb F) (Bb F) Estou cansado de ouvir você falar Em Freud, Jung, Engels e Marx Intrigas intelectuais Rodando em mesa de bar Db Bb F Ei ei ei ei ei ei (Bb F) O que eu quero eu não tenho O que eu não tenho eu quero ter Não posso ter o que eu quero E acho que issoo nada tem a ver Db Bb F Ei ei ei ei ei ei F Os tambores da selva já começaram a rufar A cocaína não vai chegar Conexão amaz"nica está interompida Db Bb F Ei ei ei ei ei ei C Eb F E você quer ficar maluco sem dinheiro e acha que está tudo bem C Eb F Mas alimento pra cabeça nunca vai matar a fome de ninguém C Eb F Uma peregrinação involuntária talvez fosse a solução C Eb F Auto-exílio nada mais é do que ter seu coração na solidão
Tédio (Com Um T Bem Grande Pra Você) Tom: E Intr.: E B A (E G A G B A G D B A) E B A E B A Moramos na cidade, também o presidente E B A E B A E todos vão fingindo viver decentemente E G A G B Só que não pretendo ser tão decadente não A G D B A Tédio com um T bem grande pra você E B A E B A Andar a pé na chuva, às vezes eu me amarro E B A E B A Não tenho gasolina, também não tenho carro E G A G B Também não tenho nada de interessante pra fazer A G D B A Tédio com um T bem grande pra você E B A E B A Se eu não faço nada, fico satisfeito E B A E B A Durmo o dia inteiro e a¡ não é direito E G A G B Porque quando escurece, só estou a fim de aprontar A G D B A Tédio com um T bem grande pra você
Depois do Começo Renato Russo Tom: C Intr.: (C Bb G) C Bb G Vamos deixar as janelas abertas C Bb G Deixar o equilíbrio ir embora C Bb G Cair como um saxofone na calçada G Bb G Amarra um fio de cobre no pescoço F Em Acender um intervalo pelo filtro Dm C Usar um extintor como lençol F Em Jogar pólo-aquático na cama Dm Bb G Ficar deslizando pelo teto C Bb G Da nossa casa cega e medieval C Bb G Cantar canções em línguas estranhas C Bb G Retalhar as cortinas desarmadas C Bb C Com a faca surda que a fé sujou F Em Desarmar os brinquedos indecentes Dm C E a indecência pura dos retratos no salão F Em Vamos beber livros e mastigar tapetes Dm Bb G Catar pontas de cigarros nas paredes C Bb G Abrir a geladeira e deixar o vento sair C Bb G Cuspir um dia qualquer no futuro C Bb C Bb G De quem já desapareceu F Em Dm C Deus, Deus, somos todos ateus F Em Vamos cortar os cabelos do príncipe Dm Bb G E entregá-los a um deus plebeu C Bb G E depois do começo C Bb G C O que vier vai começar a ser o fim.
Eu Sei Tom: D Intr.: D D A Sexo verbal não faz meu estilo Em Palavras sáo erros, e os erros são seus G F#m Em A Não quero lembrar que eu erro também D A Um dia pretendo tentar descobrir Em Porque é mais forte quem sabe mentir G F#m Em A Não quero lembrar que eu minto também D G C Bm Eu sei... D A Feche a porta do seu quarto Em Porque se toca o telefone pode ser alguém G F#m Em Com quem você quer falar A D A Em Por horas e horas e horas G F#m Em A A noite acabou, talvez tenhamos que fugir sem você D Mas não, não vá agora, quero honras e promessas Em Lembranças e histórias G F#m Em A Somos pássaro novo longe do ninho D G C Bm Eu sei...
Faroeste Caboclo Renato Russo Tom: D Intr.: G D G D - Não tinha medo o tal João de Santo Cristo G D Era o que todos diziam quando ele se perdeu G D Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda G D Só pra sentir no sangue o ódio que Jesus lhe deu G D Quando criança só pensava em ser bandido G D Ainda mais, quando com um tiro de soldado o pai morreu G D Era o terror da cercania onde morava G D E na escola até o professor com ele aprendeu G D Ia pra igreja só pra roubar o dinheiro G D Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar G D Sentia mesmo que era mesmo diferente G D E sentia que aquilo ali não era o seu lugar G D Ele queria sair para ver o mar G D E as coisas que ele via na televisão G D Juntou dinheiro para poder viajar G D E de escolha própria, escolheu a solidão G D Comia todas as menininhas da cidade G D De tanto brincar de médico, aos doze era professor G D Aos quinze foi mandado pro reformatório G D Onde aumentou seu ódio diante de tanto terror G D Não entendia como a vida funcionava G D Descriminação por causa da sua classe ou sua cor G D Ficou cansado de tentar achar resposta G D E comprou uma passagem, foi direto a Salvador G D E lá chegando foi tomar um cafezinho G D E encontrou um boiadeiro com quem foi falar G D G E o boiadeiro tinha uma passagem e ia perder a viagem D Mas João foi lhe salvar G D Dizia ele: - Estou indo pra Brasília G D Neste país lugar melhor não há G D Estou precisando visitar a minha filha G D Eu fico aqui e você vai no meu lugar G D G D E João aceitou sua proposta e num onibus entrou no Planalto Central G D Ele ficou bestificado com a cidade G D Saindo da rodoviária, viu as luzes de Natal G D - Meu Deus, mas que cidade linda G D No ano novo eu começo a trabalhar G D Cortar madeira, aprendiz de carpinteiro G D Ganhava três mil por mês em Taguatinga G D Na sexta-feira ia pra zona da cidade G D Gastar todo o seu dinheiro de rapaz trabalhador G D E conhecia muita gente interessante G D Até um neto bastardo de seu bisavo
Angra dos Reis Tom: C Intr.: C G7 C G7 G7 C G7 C G7 Deixa, se fosse sempre assim quente C G7 Deita aqui perto de mim C G7 C G7 Tem dias em que tudo está em paz C G7 C G7 E agora todos os dias são iguais C C/E Se fosse só sentir saudade Am Bb Mas tem sempre algo mais C Seja como for C/E Am É uma dor que dói no peito Bb Am Pode rir agora que estou sozinho Bb (C G7) Mas não venha me roubar G7 C G7 C G7 Vamos brincar perto da usina C G7 C G7 Deixa pra lá, a angra é dos reis C G7 C G7 Porque se explicar se não existe perigo? C C/E Am Senti teu coração perfeito batendo à toa Bb E isso dói C Seja como for C/E é uma dor que dói no peito Am Bb Am Pode rir agora que estou sozinho Bb (C G7) Mas não venha me roubar Bb Vai ver que não é nada disso Am Vai ver que já não sei quem sou Bb Vai ver que nunca fui o mesmo Am A culpa e toda sua e nunca foi Bb Am Mesmo se as estrelas começassem a cair E a luz queimasse tudo ao redor Bb E fosse o fim chegando cedo Am (C G7) E você visse nosso corpo em chamas (C Gm) Deixa pra lá C Gm Quando as estrelas começassem a cair C Gm Me diz, me diz pra onde a gente vai fugir?
Mais do Mesmo Renato Russo Tom: C Intr.: G G C A Ei menino branco o que é que você faz aqui D Em Subindo o morro pra tentar se divertir F Mas já disse que não tem G E você ainda quer mais C F Por que você não me deixa em paz? G C A Desses vinte anos nenhum foi feito pra mim D Em E agora você quer que eu fique assim igual a você F G É mesmo, como vou crescer se nada cresce por aqui? C Quem vai tomar conta dos doentes? F C E quando tem chacina de adolescentes F C F Solo Como é que você se sente? D Bm G A Em vez de luz tem tiroteio no fim do t£nel. D Bm Sempre mais do mesmo G A Não era isso que voc
Há Tempos Dado V. Lobos - R. Russo - Marcelo Bonfá Intr.: ( D Am7 D G4 G ) D Am7 D Am7 Parece cocaína, mas é só tristeza, talvez tua cidade D Am7 Muitos temores nascem do cansaço e da solidão D Am7 E o descompasso e o desperdício G Em Herdeiros são agora da virtude que perdemos D Am7 D Am7 Há tempos tive um sonho, não me lembro, não me lembro F C F C Tua tristeza é tão exata e hoje o dia é tão bonito D Am7 D G4 G Já estamos acostumados a nem termos mais nem isso D Am7 D Am7 Os sonhos vêm, os sonhos vão, o resto é imperfeito D Am7 D Am7 Disseste que se tua voz tivesse força igual à imensa dor que sentes G Em D Am7 Teu grito acordaria não só a tua casa, mas a vizinhança inteira D Am7 F C E há tempos nem os santos têm ao certo a medida da maldade F C E há tempos são os jovens que adoecem F C F E há tempos o encanto está ausente, e há ferrugem nos sorrisos C A E só o acaso estende os braços a quem procura abrigo e proteção D G Meu amor, disciplina é liberdade D G D G4 G Compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coragem D G D Lá em casa tem um poço, mas a água é muito limpa
Pais e Filhos Renato Russo Tom: G Intr.: (C D G) C D Estátuas e cofres G E paredes pintadas C D G Ninguém sabe o que acoteceu C D G C Ela se jogou da janela do quinto andar D G Nada é fácil de entender F C/E C D Am Dorme agora D É só o vento lá fora C D Quero colo G Vou fugir de casa C D G Posso dormir aqui com vocês? C D Estou com medo G Tive um pesadelo C D G Só vou voltar depois das três F C/E C Bm Am Meu filho vai ter nome de santo D Quero o nome mais bonito G C Em C É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã G C Porque se você parar pra pensar Em C Na verdade não há D G C D G Me diz: porque que o céu é azul? C D G Me explica a grande fúria do mundo C D G C D G São meus filhos que tomam conta de mim C D G C D G Eu moro com a minha mãe mas o meu pai vem me visitar C D G Eu moro na rua não tenho ninguém C D G Eu moro em qualquer lugar C D G C Já morei em tanta casa que nem me lembro mais D F C/E C Bm Am D Eu moro com meus pais G C Em C É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã G C Porque se você parar pra pensar Em C Na verdade não há G C Em C Sou uma gota d'água, sou um grão de areia G C Você diz que seus pais não entendem Em C Mas você não entende seus pais D G C D G Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo C D G São crian‡as como você C D G O que você vai ser quando você crescer?
Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto Renato Russo Tom: D Intr.: D D G Em A G D A Quando o sol bater na janela do teu quarto D G Em A G D A Lembra e vê que o caminho é um só G A Porque esperar se podemos começar tudo de novo, agora mesmo? G A humanidade é desumana, mas ainda temos chance A O sol nasce pra todos, só não sabe quem não quer D G Em A G D A Quando o sol bater na janela do teu quarto D G Em A D Lembra e vê que o caminho é um só Em A Em Até bem pouco tempo atrás poderiamos mudar o mundo A Quem roubou nossa coragem? Bm C E D A Em A Tudo é dor e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor D G Em A G D A Quando o sol bater na janela do teu quarto D G Em A G D Lembra e vê que o caminho é um só
Eu Era um Lobisomem Juvenil Renato Russo Intr.: Em D A B E D E B E Luz e sentido e palavra, palavra é D A B E O que o coração não pensa A Ontem faltou água, anteontem faltou luz G Teve torcida gritando quando a luz voltou B E Não falo como você fala mas vejo bem o que você me diz A Se o mundo é mesmo parecido com que vejo G Prefiro acreditar no mundo do meu jeito B E você estava esperando voar E G A Mas como chegar até às nuvens com os pés no chão E D O que sinto muitas vezes faz sentido E E outras vezes não descubro o motivo B E Que me explica porque é que não consigo D Ver sentido no que sinto, o que procuro A B E O que desejo é o que faz parte do meu mun
1965 (Duas Tribos) Renato Russo Tom: G Intr.: G D Am D G D C Am D G D Vou passar Am D Quero ver G D Volta aqui Am D Vem você G D Como foi Am D Nem sentiu G D Se era falso Am D Ou fevereiro C G/B Temos paz C G/B Temos tempo Am Chegou a hora D E a hora é aqui G D Cortaram meus braços Am D Cortaram minhas maos G D Cortaram minhas pernas Am D Num dia de verão Am D Num dia de verão Am D Num dia de verão G D Podia ser meu pai Am D Podia ser meu irmão C G/B Não se esqueça C G/B Temos sorte Am D E agora é aqui G D Quando querem transformar G D Dignidade em doença G D Quando querem transformar G D Inteligência em traição G D Quando querem transformar G D Estupidez em recompensa G D Quando querem transformar G D Esperança em maldição: G D Am D é o bem contra o mal G D Am D E você de que lado está? G D Am D Estou do lado do bem. G D Am D E você de que lado está? C G/B C G/B Estou do lado do bem. Am Com a luz e com os anjos. (G) Mataram um menino Tinha arma de verdade Tinha arma nenhuma Tinha arma de brinquedo Eu tenho autorama Eu tenho Hanna-Barbera Eu tenho pera, uva e maçã Eu tenho Gaunabara D E modelos Revell Am D G D O Brasil é o país do futuro Am D G D O Brasil é o país do futuro Am D G D O Brasil é o país do futuro Am D O Brasil e o pais C G/B C Em toda e qualquer situação G/B Am D Eu quero tudo pra cima Am D Pra cima Am D C G/B D G Pra cima
Monte Castelo Renato Russo Intr.: C F G C F G C F G C F G C F C/E Dm G C F G C F Ainda que eu falasse a língua dos homens G C F G C F G C F C/E Dm G E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria C F G C F G C É só o amor, é só o amor, que conhece o que é verdade F G C F G C F C/E Dm G O amor é bom, não quer o mal, não sente inveja ou se envaidece C F G C F G C O amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente F G C F G C F C/E Dm G É um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer Ainda que eu falasse a língua dos homens E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria C F G C F G C É um não querer mais que bem querer, é solitário andar por entre a gente F G C F G C É um não contentar-se de contente, é cuidar que se ganha em se perder (Dm G) É um estar-se preso por vontade É servir a quem vence, o vencedor É um ter com quem nos mata lealdade Tão contrário a si é mesmo o amor F C/E Dm G F C/E Dm G Estou acordado e todos dormem, todos dormem, todos dormem F C/E Dm G F C/E Dm G Agora vejo em parte, mas então veremos face a face C F G C F G C É só o amor, é só o amor, que conhece o que é verdade Ainda que eu falasse a língua dos homens F C/E Dm C E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria
Meninos e Meninas Renato Russo Tom: D Intr.: (D G A) D G A Quero me encontrar, mas não sei onde estou D G F Vem comigo procurar algum lugar mais calmo C D C D Em A Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita G D Bm C D Tenho quase certeza que eu não sou daqui A Acho que gosto de São Paulo C D Gosto de São João A C D Gosto de São Francisco e São Sebastião Em G A E eu gosto de meninos e meninas D G A Vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre D G F Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente C D C D Estou cansado de bater e ninguém abrir Em A G D Você me deixou sentindo tanto frio Bm C D Não sei mais o que dizer A C D Te fiz comida, velei teu sono A C D Fui teu amigo, te levei comigo Em G A E me diz: pra mim o que é que ficou? D G A Me deixa ver como viver é bom D G F Não é a vida como está, e sim as coisas como são C D C D Você não quis tentar me ajudar Em A G D Bm C D Então, a culpa é de quem? A culpa é de quem? A C D Eu canto em português errado A C D Acho que o imperfeito não participa do passado Em Troco as pessoas G A Troco os pronomes D G A Preciso de oxigênio, preciso ter amigos D G F Preciso ter dinheiro, preciso de carinho C D C D Acho que te amava, agora acho que te odeio Em A G D Bm C D São tudo pequenas coisas e tudo deve passar A Acho que gosto de São Paulo C D Gosto de São João A C D Gosto de São Francisco e São Sebastião Em G A Int. E eu gosto de meninos e meninas
Sete Cidades Renato Russo Tom: C Intr.: C Am F G C Am F G Já me acostumei com a tua voz C Am F G C Am Com teu rosto e teu olhar, me partiu em dois F G C Am F G E procuro agora o que é minha metade Am G Quando não estás aqui Am G Sinto falta de mim mesmo Bb Am F G E sinto falta do meu corpo junto ao teu C Am F G Meu coração C Am F G é tão tosco e tão pobre C Am F G C Am F G Não sabe ainda os caminhos do mundo Am G Quando não estás aqui Am G Sinto falta de mim mesmo Bb Am F G E sinto falta do meu corpo junto ao teu G F C Vem depressa pra mim que eu não sei esperar F Am G Já fizemos promessas demais C F C Am G F G (C) Já me acostumei com a tua voz, quando estou contigo estou em paz Am G Quando não estás aqui Am G Meu espírito se perde (Bb Am F G C) Voa longe, longe, longe
Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar Renato Russo Tom: C Intr.: (F Dm G C) G D/F# Em Se fiquei esperando meu amor passar C G/B Am Já me basta então que eu não sabia D G D/F# Em D Amar e me via perdido e vivendo em erro C G/B Sem querer me machucar de novo Am D Por culpa do amor. G D/F# Em D Mas você e eu podemos namorar C G/B Am D E era simples: ficamos fortes. G D/F# Em Quando se aprende a amar D O mundo passa a ser seu. F D/F# G F D/F# G Sei rimar romã com travesseiro. F D/F# G Quero a minha nação soberana C A D Intr. Com espaço nobreza e descanso. G D/F# Em Se fiquei esperando meu amor passar C G/B Am D Já me basta que estava então longe de sereno G D/F# Em D E fiquei tanto tempo duvidando de mim C G/B Am D Por fazer amor fazer sentido. F D/F# G Começo a ficar livre F D/F# G - Espero. Acho que sim. F D/F# G De olhos fechados não me vejo C A D (Intr.) E você sorriu pra mim F Dm G C F "Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo Dm G C Tende piedade de nós F Dm G C F Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo Dm G C Tende piedade de nós F Dm G C F Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo Dm G Dai-nos a paz."
Metal Contra as Nuvens Renato Russo Tom: G I D G Não sou escravo de ninguém D A D Ninguém senhor do meu domínio C Sei o que devo defender E por valor eu tenho Em A D E temo o que agora se defaz G D G Viajamos sete léguas D A D Por entre abismos e florestas C Por Deus nunca me vi tão só Em é a própria fé o que destrói A D Estes são dias desleais. C D G Em Sou metal - raio, relâmpago e trovão C D G Em Sou metal, eu sou o ouro em seu brazão C D F G Sou metal: me sabe o sopro do dragão. C Am Reconheço meu pesar: D Quando tudo é traição, Dm O que venho encontrar G é a virtude em outras mãos. A D G E A Minha terra é a terra que é minha D G E A D G E sempre será minha terra E A D G E A (Am) Tem a lua, tem estrelas e sempre terá. II Am D Am Quase acreditei na tua promessa D E o que vejo é fome e destruição Am D Perdi a minha sela e a minha espada Am D (A) Perdi o meu castelo e minha princesa. (Am D) Quase acreditei, quase acreditei E, por honra, se existir verdade Existem os tolos e existe o ladrão E há quem se alimente do que é roubo. Vou guardar o meu tesouro Caso você esteja mentindo. Olha o sopro do dragão (Am) C (Em D C Am G D) III D G D é a verdade o que assombra G D A D O descaso que condena, C A estupidez o que destrói Em Eu vejo tudo que se foi A E que não existe mais D G D G Tenho os sentidos já dormentes, D A D O corpo quer, a alma entende. C Esta é a terra-de-ninguém Em Sei que devo resitir - A D Eu quero a espada em minhas mãos. C D G Em Sou metal - raio, relâmpago e trovão C D G Em Sou metal: eu sou o ouro em seu brazão C D F G Sou metal: me sabe o sopro do dragão. C Am Não me entrego sem lutar - D Tenho ainda coração. D Não aprendi a me render: G (Em A C G D) Que caia o inimigo então. IV (Em A C G D) - Tudo passa, tudo passará C G Am E nossa história não estará pelo avesso G Assim, sem final feliz. C Em Am D Teremos coisas bonitas pra contar. C D G C D G E até lá, vamos viver C D G Temos muito ainda por fazer. C D Em Não olhe para trás - C D G Apenas começamos. C D G C D Em O mundo começa agora - C D G C G Apenas começamos
A MONTANHA MÁGICA Renato Russo Tom : A Introd.: A G D A G D A A G Sou meu próprio líder: ando em círculos D A Me equilibro entre dias e noites G Minha vida toda espera algo de mim D A Meio sorriso, meia-lua, toda tarde. E Minha papoula da Índia Minha flor da Tailândia A És o que tenho de suave E A E me fazes tão mal. D Ficou logo o que tinha ido embora. E Estou só um pouco cansado Não sei se isto termina logo D Meu joelho dói E Intr E não há nada a fazer agora. A Para que servem os anjos? G D A felicidade mora aqui comigo A Até segunda ordem G Um outro agora vive minha vida D A Sei o que ele sonha, pensa e sente G Não é coincidência a minha indiferença D A Sou uma cópia do que faço G O que temos é o que nos resta D A E estamos querendo demais E Minha papoula da Índia Minha flor da Tailândia A És o que tenho de suave E A E me fazes tão mal. D Existe um descontrole, que corrompe e cresce E Pode até ser, mas estou pronto prá mais uma D O que é que desvirtua e ensina? E Intr. O que fizemos de nossas próprias vidas? A G O mecanismo da amizade, D A A matemática dos amantes G Agora só artesanato D A O resto são escombros. E Mas é claro que não vamos lhe fazer mal A Nem é por isso que estamos aqui E Cada criança com seu próprio canivete A Cada líder com seu próprio 38 D Minha papoula da Índia Minha flor da Tailândia E Chega - vou mudar a minha vida D Deixa o copo encher até a borda E A Intr. Que eu quero um dia de sol num copo d'água.
Teatro dos Vampiros Renato Russo Tom: G Intr.: G D Em Bm C G C D C Bm Sempre precisei de um pouco de atenção C Acho que não sei quem sou Bm Só sei do que não gosto C Bm E destes dias tão estranhos Bm F C Fica poeira se escondendo pelos cantos C Bm C Bm Este é o nosso mundo: o que é demais nunca é o bastante C Bm E a primeira vez é sempre a £ltima chance. Bb Ninguém vê onde chegamos: F C Os assassinos estão livres, nós não estamos G Vamos sair - mas não temos mais dinheiro Os meus amigos todos estão procurando emprego F Voltamos a viver como há dez anos atrás C/E E a cada hora que passa Envelhecemos dez semanas G Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir Esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir F Já entregamos o alvo e a artilharia C/E Comparamos nossas vidas E esperamos que um dia G Nossas vidas possam se encontrar C Bm C Quando me vi tendo de viver comigo apenas Bm E com o mundo C Bm Você me veio como um sonho bom Bb E me assustei F C Não sou perfeito Eu não esqueço Bm A riqueza que nós temos C Bm Ninguém consegue perceber C Bm Bb E de pensar nisso tudo, eu, homem feito F C Tive medo e não consegui dormir. C/E Comparamos nossas vidas G E mesmo assim, não tenho pena de ninguém. Otea
Sereníssima Renato Russo Tom: D Intr.: (G D) (D C) (C G D) D C G Sou um animal sentimental C D C G C Me pego facilmente a quem desperta meu desejo D C G Tente me obrigr a fazer o que eu não quero C D C G E cê vai logo ver o que acontece. C G Acho o que você quiz me dizer D A Mas existem outras coisas. D C G C Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade D C G C Tudo está perdido mas existem possibilidades D C G Tínhamos a idéia, você mudou os planos C D C G Tínhamos um plano, você mudou de idéia C G D A Já passou, já passou - quem sabe outro dia G Em A D Antes eu sonhava, agora já não durmo G Em A D Quando foi que competimos pela primeira vez G Em A D O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe G Em A D Não entendo terrorismo, falávamos de amizade D G Não estou mais interessado no que sinto C D C G Não acredito em nada além do que duvido C D C G Você espera respostas que eu não tenho C D C G Não vou brigar por causa disso C G D Até penso duas vezes se você quiser ficar A G Em A D Minha laranjeira verde, por que está tão prateada? G Em A D Foi a lua dessa noite, do sereno da madrugada? G Em D Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço G Em Enquanto o caos segue em frente A D Com toda a calma do mundo.
Vento no Litoral Renato Russo Tom: C Intr.: Am Em Am Em F C F C Am Em De tarde quero descansar, chegar até a praia Am Ver se o vento ainda está forte Em E vai ser bom subir nas pedras C Sei que faço isso pra esquecer Bb Eu deixo a onda me acertar Am F G Am F G C F E o vento vai levando tudo embora. Em Agora está tão longe Dm Vê, a linha do horizonte me distrai: G F Dos nossos planos é que tenho mais saudade, Em Dm Quando olhávamos juntos na mesma direção. Bb Aonde está você agora Am Além de aqui, dentro de mim? F G Am F G Am Intr. C Cm Agimos certo sem quere G/B Foi só o tempo que errou Bb Vai ser dificil sem você A4 A Dm Porque você está comigo o tempo todo. Quando vejo o mar C Existe algo que diz: G/B Am G F - A vida continua e se entregar é uma bobagem Em A7 Dm Já que você não está aqui, Dm/C Bb G O que posso fazer é cuidar de mim. C Quero ser feliz ao menos. F Bb G Lembra que o plano era ficarmos bem? Am Em Am G C F E4 E - Ei, olha só o que eu achei: cavalos-marinhos Em C Sei que faço isso pra esquecer Bb Eu deixo a onda me acertar Am F G C E o vento vai levando tudo embora
O Mundo Anda Tão Complicado Renato Russo Tom: C Intr.: C Dm G Dm G F C Gosto de ver você dormir Dm G Que nem criança com a boca aberta Dm G O telefone chega sexta-feira F Aperto o passo por causa da garoa C Me empresta um par de meias Dm G A gente chega na sessão das dez Dm G Hoje eu acordo ao meio-dia F C Amanhã é a sua vez F G C Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver F G O mundo anda tão complicado Am Dm G Que hoje eu quero fazer tudo por você. C Temos que consertar o despertador Dm G E separar todas as ferramentas Dm G A mudança grande chegou F C Com o fog...o e a geladeira e a televisão Dm Não precisamos dormir no chão G Dm G Até que é bom, mas a cama chegou na terça F C E na quinta chegou o som F G C Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo F G Am E até que é fácil acostumar-se com meu jeito Dm Agora que temos nossa casa G C é a chave que sempre esqueço Dm Ab C C7 Dm Ab G C Vamos chamar nossos amigos Dm G A gente faz uma feijoada Dm G Esquece um pouco do trabalho F E fica de bate-papo C Temos a semana inteira pela frente Dm G Você me conta como foi seu dia Dm G E a gente diz um p'ro outro: F C - Estou com sono, vamos dormir! F G C Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver F G O mundo anda tão complicado Am Dm G Que hoje eu quero fazer tudo por você C Dm Ab C C7 Dm Ab G C Quero ouvir uma canção de amor Dm G Que fale da minha situação Dm G De quem deixou a segurança de seu mundo F Por amor C Por amor
Vinte e Nove Renato Russo Tom: G Intr.: G Am D Am D G C Perdi vinte em vinte nove D amizades G Am Por conta de uma pedra em D minhas mãos G Me embriaguei morrendo Am vinte e nove vezes G F Estou aprendendo a viver Em C sem você G/B Am D Já que você não me quer mais G Passei vinte e nove meses D num navio G D E vinte e nove dias na prisão G/B E aos vinte e nove, Am com retorno de saturno G F Em Decidi começar a viver C G/B Quando você deixou de me amar Am Aprendi a perdoar D G Intr. E a pedir perdão G E vinte nove anjos me Am saudaram D E tive vinte nove amigos C G outra vez
Perfeição Renato Russo Tom: C Intr.: G C7 Bb G C7 Bb G Vamos celebrar a estupidez humana A estupidez de todas as nações O meu país e sua corja de assassinos Covardes, estrupadores e ladrões C7 Vamos celebrar a estupidez do povo G Bb Nossa polícia e televisão C7 Vamos celebrar nosso governo Bb G E nosso estado que não é nação D Celebrar a juventude sem escola As crianças mortas F C Celebrar nossa desunião D Vamos celebrar Erros e Thanatos Persephone e Hades F Vamos celebrar nossa tristeza G Vamos celebrar nossa vaidade C7 Vamos comemor como idiotas Bb G A cada fevereiro e feriado C7 Todos os mortos na estrada Bb G Os mortos por falta de hospitais C7 Vamos celebrar nossa justiça Bb G A ganância e a difamação C7 Vamos celebrar os preconceitos Bb G O voto dos analfabetos F Comemorar a água podre E todos os impostos Queimadas mentiras e sequestro Nosso castelo de cartas marcadas Nosso pequeno universo Toda hipocrisia e toda afetação Todo roubo e toda a indiferença Vamos celebrar epidemias: É a festa da torcida campeã C7 Vamos celebrar a fome G Não ter a quem ouvir Não se ter a quem amar D Vamos alimentar o que é maldade Am Vamos machucar um coração C Vamos celebrar nossa bandeirra G Nosso passado de absurdos gloriosos D Tudo que é gratuito e feio Am Tudo que é normal F Vamos cantar juntos o hino nacional ( A lágrima é verdadeira ) G Vamos celebrar nossa saudade E comemorar a nossa solidão C7 Vamos festejar a inveja G A intolerância e a incompreensão D Vamos festejar a violência Am E esquecer a nossa gente C Que trabalhou honestamente a vida inteira G E agora não tem mais direito a nada D Vamos celebrar a aberração Am De toda a nossa falta de bom senso F Nosso descaso por educação Vamos celebrar o horror De tudo isso Bb - Com festa, velório e caixão Está tudo morto e enterrado agora F Já que também podemos celebrar G A estupidez de quem cantou esta canção C Dm Em Venha, meu coração está com pressa F G C Dm Quando a esperança esta dispersa Em Só a verdade me liberta F G C Chega de maldade e ilusão Dm Em Venha, o amor tem sempre a porta aberta F G C E vem chegando a primavera Dm Em Nosso futuro recomeça: F G C Venha, que o que vem é perfeição
O Descobrimento do Brasil Renato Russo Tom: G Intr.: G G Ela me disse que trabalha no correio Am E que namora um menino eletricista G Estou pensando em cassamento Am Mas não quero me casar G Quem modelou teu rosto ? Am Quem viu a tua alma entrando ? G Am Quem viu a tua alma entrar ? G Quem são teus inimigos ? Am G Quem é de tua cria ? A professora Am G Adélia, a tia Edilamar e a tia esperança G Será que você vai saber C G O quanto penso em você com Am o meu coração ? G Quem está agora ao teu lado ? Am Quem para sempre está ? G Quem para sempre estará ? A D E Ela me disse que trabalha no correio Bm G E que namora um menino eletricista A D E As família se conhecem bem A Bm G E são amigas nesta vida A Será que você vai saber, o quanto Bm G penso em você com meu coração ? A Será que você vai saber, o quanto Bm G A Bm G penso em você com o meu coração ? G A gente quer um lugar pra gente Am A gente quer é de papel passado G Com festa, bolo e brigadeiro Am A gente quer um canto sossegado G A gente quer um canto de sossego Estou pensando em casamento Am Ainda não posso me casar G Eu sou rapaz direito Am E fui escolhido pela menina G mais bonita
VAMOS FAZER UM FILME Renato Russo Tom: C Intr.: F Dm G C C Am Achei um 3x4 teu e não quis acreditar F Que tinha sido há tanto tempo G atrás C Um exemplo de bondade e Am respeito F Do que o verdadero amor G é capaz C A minha escola não tem Am personagem F A minha escola tem gente G de verdade C Alguém falou do fim do mundo Am O fim do mundo já passou F Vamos começar de novo G Um por todos, todos por um F O sistema é mau Em mas minha turma é legal F Em Viver é foda, morrer é dificil F Em Te ver é uma necessidade F G C Vamos fazer um filme F O sistema é mau Em mas minha turma é legal F Em Viver é foda, morrer é dificil F Em Te ver é uma necessidade F G C Vamos fazer um filme F Dm G E hoje em dia, como é que se diz C Eu te amo? F Dm G E hoje em dia, como é que se diz C -Eu te amo? C Sem essa de que Am Estou sozinho F G Somos muito mais que isso C Am Somos pinguim, somos golfinho F G Homem, sereia, beija-flor C Am Leão, leoa e leão-marinho F Eu preciso e quero teu carinho, G C liberdade e respeito Am Chega de opressão F Quero viver a minha vida G em paz F Dm Quero um milhão de amigos G C Quero irmãos e irmãs F Dm Deve ser cisma minha G C Mas a única maneira ainda F Dm De imaginar a minha vida G É vê-la como um musical do C anos trinta F Dm E no meio de uma depressão G C Te ver e ter beleza e fantasia
Os Anjos D Hoje não dá A Hoje não dá G Não sei mais o que dizer Em A D E nem o que pensar
Hoje não dá A Hoje não dá G A maldade humana agora A Não tem nome D Hoje não dá G Pegue duas medidas de A Estupidez D A/C# Bm Junte trinta e quatro partes de mentira G Coloque tudo numa forma A Untada previamente D A/C# Bm Com promessas não cumpridas G A Adicione a seguir o ódio e a inveja D A/C# Bm As dez colheres cheias de burrice G A Mexa tudo e misture bem D A/C# Bm e não se esqueça antes de levar ao forno D A/C# Temperar com essência de Bm Espírito de porco D A/C# Bm Duas xícaras de indiferença D A/C# Bm E um tablete e meio de preguiça D Hoje não dá A Hoje não dá G Em Está um dia tão bonito lá fora A D E eu quero brincar Mas hoje não dá A Hoje não dá G Em Vou consertar a minha asa quebrada A D E descansar G A D A/C# Gostaria de não saber destes Bm G Crimes atrozes A D A/C# E todo dia agora e o que vamos fazer? A D Quero voar pra bem longe A/C# Bm G Mas hoje não dá A D A/C# Não sei o que pensar e nem Bm G A o que dizer D A/C# Bm G Só nos sobrou do amor Em A D a falta que fico
Um Dia Perfeito Renato Russo / Dado Villa Lobos Tom: E Intr.: E C#m B7 E Quase morri A Há menos de trinta e duas horas atrás C#m Hoje a gente fica na varanda F# B7 A Um dia perfeito com as crianças E São as pequenas coisas que valem mais F# É tão bom estamos juntos B7 E tão simples: A C#m ( E C#m B7 ) Um dia perfeito E Corre corre corre E7 Que vai chover A C#m F# B7 A Olha a chuva ! E Não vou me deixar embrutecer F# Eu acredito nos meus ideais B7 Podem até maltratar A meu coração C#m Que meu espírito Ninguém vai conseguir E C#m B7 quebrar
Giz Dado Villa Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá Tom : D Intr.: D A D A D E D A D A E mesmo sem te ver E D A Acho até que estou indo bem D A D A Só apareço, por assim dizer D E Quando convém D A A/G# F#m D Aparecer ou quando quero A A/G# F#m D Quando quero Bm D E A Desenho toda a calçada Bm D Acaba o giz, tem tijolo E F#m de construção Bm D Eu rabisco o sol que a chuva E apagou D A D A Quero que saibas que me lembro D E D A Queria até que pudesses me ver D A D A És, parte ainda do que me faz forte D E E, pra ser honesto D A Só um pouquinho infeliz A/G# Mas tudo bem F#m D Tudo bem, tudo bem ... Bm D E Lá vem, lá vem, lá vem A De novo Bm D E Acho que estou gostando F#m de alguém Bm D E é de ti que não me E (A A/G# F#m D) Esquecerei Tudo bem, tudo bem ... A A/G# Eu rabisco o sol que a chuva F#m D apagou Tudo bem, tudo bem ... A A/G# Acho que estou gostando de F#m D alguém Tudo bem, tudo bem ...
Love In The Afternoon Renato Russo / Dado Villa Lobos Tom: D Intr.: D D A D É tão estranho, os bons morrem A D A jovens, assim parece ser D A Quando me lembro de você Em D/F# G A Que acabou indo embora Em D/F# G A Cedo demais D A Quando lhe dizia D - Me apaixono todo dia A E é sempre a pessoa errada D A Você sorriu e disse: D A - Eu gosto de você também Em D/F# G A Só que você foi embora Em D/F# G A Cedo demais G A Eu continuo aqui G A Com meu trabalho e meus amigos G A Em E me lembro de você em dias assim D/F# A Em A Um dia de chuva, um dia de sol D D/C# D/C G/B E o que sinto eu não sei dizer G A G A - Vai com os anjos ! Vai em paz Em Era assim todo dia de tarde G A A descoberta da amizade D A Até a próxima vez É tão estranho D A D Os bons morrem antes, me lembro A D A de você, e de tanta gente que se foi Em D/F# G A Em D/F# G A Cedo demais E cedo demais G A G Eu aprendi a ter tudo que sempre quis A Só não aprendi a perder G A Em D/F# G A Em E eu, que tive um começo feliz A D D/C# D/C G/B Do resto eu não sei dizer G A Lembro das tardes que passamos juntos G A Não é sempre, mais eu sei Em Que você está bem agora G A É só este ano o verão acabou G D Cedo demais
La Nuova Gioventú Dado Villa Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá Intr.: C A G C A G C Tudo que sei É que você quis partir Em Eu quis partir você Tirar você de mim G Demorei para esquecer Demorei para encontrar Um lugar onde você não me machucasse mais C E guardei um pouco Em Porque o tempo é mercúrio-cromo G E tempo é tudo que somos C Talvés tivéssemos, teríamos tido, tivéremos filhos Em Estava lhe ensinando a ler G On the road E coisas desiguais C Com você por perto Em Eu gostava mais de mim C Com você por perto Em Eu gostava mais de mim C Com você por perto Em Eu gostava mais de mim C Com você por perto Em Eu gostava mais de D F G D F G mim C Em Veja bem, eu já não sei se G estou bem só por dizer C Em Só por dizer é que finjo que sei G Não me olhe assim Eu sou parte de você D F G Você não é parte de mim D Do seu passado você faz pouco caso F Mas, só para você saber G Me diverti um bocado C E com você por perto Em Eu gostava mais de mim ...
Só Por Hoje Dado Villa Lobos / Renato Russo Tom : D Intr.: Am D G C F D Em G Am D G Só por hoje eu não quero mais C chorar F D Em G Só por hoje eu espero conseguir Am D G C Aceitar o que passou o que virá F D Em Só por hoje vou me lembrar G D C D Am que sou feliz G Hoje já sei tudo que sou Am que preciso ser Bm Não preciso me desculpar e F D nem te convencer Em A O mundo é radical C Não sei onde estou indo G/B Só sei que estou perdido C D Aprendi a viver um dia de cada vez Am D G Só por hoje eu não vou me C machucar F D Em Só por hoje eu não quero me G esquecer Am D Que há algumas pouco G C vinte quatro horas F D Em Quase joguei a minha vida G inteira fora ( Em F#m B ) Não não não não Viver é uma dádiva fatal No fim das contas ninguém sai vivo daqui mas Vamos com calma ! Am D G Só por hoje eu não quero mais C chorar F D Em Só por hoje eu não vou me G destruir Am D G Posso até ficar triste C se eu quiser F D Em É só por hoje, ao menos isso eu aprendi Yeah
Natália Renato Russo Intr.: (Am D C Am C D ) (Am D C Am C D ) Vamos falar de pesticidas E de tragédias radioativas De doenças incuráveis Vamos falar de sua vida (Am D C Am C D ) Preste atenção ao que eles dizem Ter esperança é hipocrisia A felicidade é uma mentira Am C D E a mentira é a salvação Am D C D Beba desse sangue imundo Am D C D E você conseguirá dinheiro (Am D C Am C D ) E quando o circo pega fogo Somos os animais na jaula Am Mas você só quer algodão-doce (Am D C Am C D ) Não confunda ética com éter Am C D Quando penso em você eu tenho febre D C G Mas quem sabe um dia eu escrevo D Uma canção pra você C G Mas quem sabe um dia eu escrevo D Uma canção pra você (Am D C Am C D ) É complicado estar só Quem está sozinho que o diga Quando a tristeza é sempre o ponto de partida Quanto tudo é solidão D C G É preciso acreditar num novo dia D C G Na nossa grande geração perdida D C G Nos meninos e meninas D C G Nos trevos de quatro folhas D C G A escuridão ainda é pior que essa luz cinza D C G Mas estamos vivos ainda D C G E quem sabe um dia eu escrevo D Uma canção pra você C G Quem sabe um dia eu escrevo D Uma canção pra você
L'Avventura Renato Russo Intr.: A A7 G G7 F7+ Am Quando não há compaixão Ou mesmo um gesto de ajuda F O que pensar da vida Am E daqueles que sabemos que amamos? Dm Quem pensa por si mesmo é livre F E ser livre é coisa muito séria C Não se pode fechar os olhos Eb Não se pode olhar pra trás G Sem se aprender alguma coisa F Pro futuro C G/B Am Corri pro esconderijo e olhei pela janela F Em Am O sol é um só mas que sabe são duas manhãs Bb Não precisa vir se não for pra ficar F Eb Bb Pelo menos uma noite e três semanas SOLO G C G Nada é fácil, nada é certo F Am Não façamos do amor algo desonesto C G Quero ser prudente e sempre ser correto F Am Quero ser constante e sempre tentar ser sincero C E queremos fugir G F Am Mas ficamos sempre sem saber Am Seu olhar não conta mais estórias F Am Não brota o fruto e nem a flor Dm F E nem o céu é belo e prateado C E o que eu era eu não sou mais Eb G E não tenho nada pra lembrar C G/B Triste coisa é querer bem Am F A quem não sabe perdoar Em Acho que sempre lhe amarei Am Bb Só que não lhe quero mais F Não é desejo, nem é saudade Eb Bb Sinceramente nem é verdade SOLO G C G E eu sei porque você fugiu F Am Mas não consigo entender C G E eu sei porque você fugiu F Am Mas não consigo entender
MÚSICA DE TRABALHO Renato Russo Tom: B Intr.: B A Bm Sem trabalho eu não sou nada Não tenho dignidade E D Não sinto o meu valor Bm Não tenho identidade Mas o que eu tenho É só um emprego E um salário miserável E D Eu tenho o meu ofício Bm Que me cansa de verdade E D Bm Tem gente que não tem nada E D Bm E outros que tem mais do que precisam E D Bm A Tem gente que não quer saber de trabalhar D Em Mas quando chega o fim do dia A D Eu só penso em descansar Bm Em C A E voltar p'rá casa pros teus braços D Em Quem sabe esquecer um pouco A D De todo o meu cansaço Bm Em Nossa vida não é boa C A E nem podemos reclamar Bm Sei que existe injustiça Eu sei o que acontece Tenho medo da polícia Eu sei o que acontece G F# Se você não segue as ordens Bm Se você não obedece G E E não suporta o sofrimento Bm Está destinado a miséria G F# Mas isso eu não aceito Bm Eu sei o que acontece G E Mas isso eu não aceito Bm Eu sei o que acontece D Em E quando chega o fim do dia A D Eu só penso em descansar Bm Em C A E voltar p'rá casa pros teus braços D Em Quem sabe esquecer um pouco A D Do pouco que não temos Bm Em Quem sabe esquecer um pouco C A De tudo que não sabemos (D Em A D Bm Em C A)
Longe Do Meu Lado Renato Russo
Intr.: Dm7 G7 Dm7 G7 F Dm7 G7 Se a paixão fosse realmente um bálsamo Dm7 G7 O mundo não pareceria tão equivocado F G Te dou carinho, respeito e um afago Dm7 G7 Mas entenda, eu não estou apaixonado Am7 A paixão já passou em minha vida C Foi até bom mas ao final deu tudo errado Am7 E agora carrego em mim C Uma dor triste, um coração cicatrizado Dm7 G7 E olha que tentei o meu caminho Am F Mas tudo agora é coisa do passado Dm7 G Quero respeito e sempre ter alguém Am F Que me entenda e fique sempre a meu lado Dm7 G7 Dm7 G7 Mas não, não quero estar apaixonado SOLO F G7 Dm7 G7 Am7 A paixão quer sangue e corações arruinados C E suade é só mágoa por ter sido feito tanto estrago Am7 C E essa escravidão e essa dor não quero mais Dm7 G7 Am Quando acreditei que tudo era um fato consumado Dm7 G7 A Veio a foice e jogou-te longe Longe do meu lado ( Dm7 G7 Dm7 G7 F G ) Am7 Não estou mais pronto para lágrimas C Am7 Podemos ficar juntos e vivermos o futuro, não o passado Veja o nosso mundo Dm7 G7 Eu também sei que dizem Am F Dm7 G7 Dm7 G7 Que não existe amor errado Dm7 G7 Dm7 G7 Mas entenda, não quero estar apaixonado SOLO F G C
A Via Láctea Renato Russo Intr.: B7 B C#m Quando tudo está perdido A B Sempre existe um caminho C#m Quando tudo está perdido A B Sempre existe uma luz F#m B E Mas não me diga isso A E Hoje a tristeza não é passageira F#m7 B7 Hoje fiquei com febre a tarde inteira F#m7 G#m E quando chegar a noite A B F#m7 E Cada estrela parecerá uma lágrima A E Queria ser como os outros F#m B E rir das desgraças da vida F#m7 G#m Ou fingir estar sempre bem A B Ver a leveza das coisas com humor F#m7 E Mas não me diga isso F#m7 E É só hoje e isso passa... A E Só me deixe aqui quieto F#m7 B Isso passa ... F#m7 B A E Amanhã é um outro dia não é B A E Eu nem sei porque me sinto assim B A E Vem de repente, um anjo triste perto de mim A E E essa febre que não passa F#m7 B E meu sorriso sem graça A G#m F#m7 Não me dê atenção B A E Mas obrigado por pensar em mim B C#m Quando tudo está perdido A B Sempre existe uma luz B C#m Quando tudo está perdido A B Sempre existe um caminho B C#m Quando tudo está perdido A B Eu me sinto tão sozinho B C#m Quando tudo está perdido A B A Não quero mais ser quem eu sou G#m F#m7 Mas não me diga isso B Não me dê atenção E E obrigado por pensar em mim A G#m Mas não me diga isso F#m7 Não me dê atenção B E E obrigado por pensar em mim SOLO
MÚSICA AMBIENTE Renato Russo Tom: Am Intr.: (Am F#m7 C Bb) x3 D
Em Am Se um dia fores embora Em Am Te amarei bem mais do que está hora C G/B C G/B Me lembrarei de tudo que eu não disse C G/B D G E de quando havia tudo que existe Em Am Quando choramos abraçados Em Am E caminhamos lado a lado C G C G Por favor amor me acredite C G D G Não há palavras para explicar o que eu sinto Em C D G Mesmo que tenhamos planejado Em C D Um caminho diferente Em C D G Tenho mais do que eu preciso Em C D Estar contigo é o bastante. Em Am Certas coisas de todo dia Em Am Nos trazem a alegria C G/B C G/B C G D G De caminhamos juntos lado a lado por amor. C G C G/B E quando eu for embora C G D G Não, não chore por mim.
ALOHA Renato Russo Tom: G Intr.: (G7 C/G G) (G F C F G) G Bb Será que ninguém vê C F O caos em que vivemos ? Bb Gm Os jovens são tão jovens C Dm C E fica tudo por isso mesmo G Bb C F A juventude é rica, a juventude é pobre Bb Gm C Dm C A juventude sofre e ninguém parece perceber D C Eu tenho um coração G C Eu tenho ideais D C Eu gosto de cinema G C E de coisas naturais D E penso sempre em sexo, oh yeah! ( B A) Todo adulto tem inveja dos mais jovens G Bb A juventude está sozinha C F Não há ninguém para ajudar Bb Gm A explicar por que é que o mundo C Dm C É este desastre que aí está Bb Gm C Dm C Eu não sei, eu não sei (F Bb Dm) Dizem que eu não sei nada Dizem que eu não tenho opinião Me compram, me vendem, me estragam E é tudo mentira, me deixam na mão Não me deixam fazer nada E a culpa é sempre minha, oh yeah! (Ab Eb C Ab Eb F) C Bb E meus amigos parecem ter medo F Bb De quem fala o que sentiu C Bb De quem pensa diferente F Bb Nos querem todos iguais C Bb F Assim é bem mais fácil nos controlar Bb C E mentir, mentir, mentir Bb C E matar, matar, matar Bb C O que eu tenho de melhor: minha esperança (B A) Que se faça o sacrifício E cresçam logo as crianças
SOUL PARSIFAL Renato Russo Tom: C Intr.: C B7 Em Am Dm G C Bb6 Ninguém vai me dizer o que sentir Meu coração está disperso Dm É sereno o nosso amor Eb G C E santo este lugar B6 Nos tempos de tristeza A7 Tive o tanto que era bom Dm Eu tive o teu veneno Eb G A E o sopro leve do luar B7 Bb6 A7 Porque foi calma a tempestade Dm Ab G C E tua lembrança, a estrela a me guiar B7 B6 A7 Da alfazema fiz um bordado D7 Ab G C Vem, meu amor. É hora de acordar Bb6 F Tenho anis, tenho hortelã G F Tenho um cesto de flores Eb Ab Am D Em7 Eu tenho um jardim e uma canção Bm7 C Vivo feliz, tenho amor G D Em Eu tenho desejo e um coração Bm7 C Tenho coragem e sei quem eu sou G D C Eu tenho um segredo e uma oração A G6 F#7 Vê que a minha força é quase santa Como foi santo o meu penar Bm7 C E A Pecado é provocar desejo e depois renunciar Ab7 Estive cansado G6 F#7 Meu orgulho me deixou cansado Bm7 Meu egoísmo me deixou cansado F E Minha vaidade me deixou cansado A G6 Não falo pelos outros F#7 Só falo por mim Bm7 C E A Ninguém vai me dizer o que sentir (A C E) Tenho jasmim, tenho hortelã Eu tenho um anjo, eu tenho uma irmã Com a saudade teci uma prece E preparei erva-cidreira no café da manhã Ninguém vai me dizer o que sentir Eu, eu vou cantar uma canção prá mim (A Ab7 G6 F#7 D A)
DEZESSEIS Renato Russo Tom: Bb Intr. Bb Eb Eb João Roberto era o maioral F O nosso Johnny era um cara legal Eb Ele tinha um Opala metálico azul Bb G F Era o rei dos pegas na Asa Sul Bb E em todo lugar G Quando ele pegava no violão Ab Conquistava as meninas E quem mais quisesse ver Eb Sabia tudo da Janis G Do Led Zeppelin, dos Beatles e dos Rolling (Bb) Stones Eb Mas de uns tempos prá cá Meio sem querer F Bb Alguma coisa aconteceu Eb Bb Johnny andava meio quieto demais G F Bb Só que quase ninguém percebeu G Johnny estava com um sorriso estranho Ab Quando marcou um super pega no fim de semana Eb Não vai ser no CASEB F (Bb) Nem no Lago Norte, nem na UnB Eb As máquinas prontas, o ronco de motor F A cidade inteira se movimentou Eb E Johnny disse: Bb "- Eu vou prá curva do Diabo em Sobradinho G F e vocês ?" Bb F/A E os motores saíram ligados a mil Ab Bb Prá estrada da morte o maior pega que existiu F/A Só deu para ouvir, foi aquela explosão Ab Eb E os pedaços do Opala azul de Johnny pelo chão Bb F/A No dia seguinte, falou o diretor: Ab Eb "- O aluno João Roberto não está mais entre nós Bb F/A Ele só tinha dezesseis. Ab Eb Que isso sirva de aviso prá vocês". Bb F/A E na saída da aula, foi estranho e bonito Ab Eb Todo o mundo cantando baixinho: Bb F/A Strawberry Fields Forever Ab Eb Strawberry Fields Forever Bb E até hoje, quem se lembra F/A Diz que não foi o caminhão Ab Nem a curva fatal Eb E nem a explosão Bb Johnny era fera demais F/A Prá vacilar assim Ab E o que dizem que foi tudo Eb Por causa de um coração partido Bb F/A Ab Eb Bb Um coração... um coração...um coração Bb F/A Bye, bye Johnny Ab Johnny, bye, bye Eb Bye, bye Johnny.
MIL PEDAÇOS Renato Russo Tom: G Intr. G Bm C Gm/Bb Am D4 D G Bm C Eu não me perdi Gm/Bb Am D4 D E mesmo assim você me abandonou G Bm C Você quis partir Gm/Bb Am E agora estou sozinho G Bm C Mas vou me acostumar G Com o silêncio em casa F Am D4 D Com um prato só na mesa Em Am Eu não me perdi Em C O sândalo perfuma D G G/B C O machado que o feriu Am Bm C D G Adeus, adeus, adeus meu grande amor C#m F# E tanto faz Bm E De tudo que ficou Am D4 D Guardo um retrato teu C D G E a saudade mais bonita Bm C Eu não me perdi Gm/Bb Am G E mesmo assim ninguém me perdoou Bm C Gm/Bb Pobre coração - quando o teu Am C Estava comigo era tão bom. Solo G Am Bb Não sei por quê Eb Db Fm Acontece assim e é sem querer Bb C O que não era prá ser. G Em Vou fugir desta dor. Am Bb G/B Em Am Meu amor, se quiseres voltar - volta não Bb G C Porque me quebraste em mil pedaços.
LEILA Renato Russo Tom: B Intr. (B A) B Estou pensando em você B7+ Quero lhe ver E C#m Mas nesse horário você deve estar D#m C#m Pegando os filhotes no colégio F# Depois chegar em casa B B7+ Ver o resto de tudo E C#m E quando vem o silêncio D#m C#m Fumar unzinho e ouvir Coltrane F# Não faço mais isso mas entendo muito bem B B7+ Adoro os teus cabelos E C#m Adoro a tua voz D#m C#m Adoro teu estilo F# Adoro tua paz de espírito E D O encanador te deixou na mão E D Tem reunião do condomínio D/A A O telefone não dá linha C/G G E o chuveiro tá dando choque E D Tem uma barata voadora no quarto das crianças E D E os monstrinhos estão gritando alucinados D/A A P'rá eles tudo é diversão C/G Mas você sabe o que é ter pavor, pavor, pavor ( B A ) De baratas voadoras E você diz daquele seu jeito: "- Ai, preciso de um homem!" E eu digo: "- Ah, Leila, eu também!" ( B A ) E a gente ri E D Você monta suas fotos prá exposição E D Promete trabalhar mais com o computador D/A A E terminar seu vídeo até setembro C/G G Ter que pegar o carro no conserto E D Ver a conta do banco, cartão, IPTU E D Sábado vai ter peixada na Analú D/A A C/G E domingo, cachorro-quente com as crianças na G Solo ( B A ) Fernanda B B7+ Adoro teu olhar E C#m Adoro tua força D#m C#m F# E adoro dizer seu nome: Leila B B7+ E C#m Às vezes as coisas são difíceis, minha amiga D#m C#m F# B B7+ Mas você sabe enfrentar a beleza dessa vida E C#m Adoro dizer seu nome: D#m C#m F# Lei....la, Leila.
1o DE JULHO Renato Russo Tom: D Intr. (D C Am G) D C Eu vejo que aprendi Am G O quanto te ensinei D G Am G E nos teus braços que ele vai saber D C Não há por que voltar Am G Não penso em te seguir D C Am G Não quero mais a tua insensatez D C O que fazes sem pensar aprendeste do olhar G Am D E das palavras que aguardei prá ti D C Não penso em me vingar Am G Não sou assim D C Am G A tua insegurança era por mim D C Não basta o compromisso Am G Vale mais o coração D C Am Já que não me entendes, não me julgues G Não me tentes G O que sabes fazer agora Em Veio tudo de nossas horas G Em D Eu não minto, eu não sou assim D C Ninguém sabia e ninguém viu Am G Que eu estava a teu lado então G Em Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher C Sou minha mãe e minha filha, D Minha irmã, minha menina G Em Mas sou minha, só minha e não de quem quiser C D Sou Deus, tua deusa, meu amor D Alguma coisa aconteceu C D Do ventre nasce um novo coração G Não penso em me vingar Em Não sou assim C D A tua insegurança era por mim G Não basta o compromisso Em Vale mais o coração C Ninguém sabia, ninguém viu D Que eu estava ao teu lado então G Em Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher C Sou minha mãe e minha filha, D Minha irmã, minha menina G Em Mas sou minha, só minha e não de quem quiser C D Sou Deus, tua deusa, meu amor D Baby, baby, baby, baby O que fazes por sonhar C D C É o mundo que virá prá ti e prá mim D C Vamos descobrir o mundo juntos baby D C D Quero aprender com o teu pequeno grande coração C D Meu amor, meu amor Baby
ESPERANDO POR MIM Renato Russo Tom: C Intr. C G C C G Acho que você não percebeu Am Em Que o meu sorriso era sincero F G C Sou tão cínico às vezes
O tempo todo Em G Estou tentando me defender C G Digam o que disserem Am Em O mal do século é a solidão F G Cada um de nós imerso em sua própria C arrogância Em G Esperando por um pouco de afeição C Hoje não estava nada bem Mas a tempestade me distrai Gosto dos pingos de chuva Dos relâmpagos e dos trovões Dm F Hoje à tarde foi um dia bom C Em Am Saí prá caminhar com meu pai Dm F Conversamos sobre coisas da vida C E tivemos um momento de paz É de noite que tudo faz sentido No silêncio eu não ouço meus gritos C G E o que disserem Am Em F G C Em G Meu pai sempre esteve esperando por mim C G E o que disserem Am Em F G C Em G Minha mãe sempre esteve esperando por mim C G E o que disserem Am Em F G C Em G Meus verdadeiros amigos sempre esperaram por mim C G E o que disserem Am Em F G C Em G Agora meu filho espera por mim C G Estamos vivendo Am Em F C E o que disserem os nossos dias serão para sempre. C G Am Em F G C Em G QUANDO VOCÊ VOLTAR Renato Russo
Tom: G Intr. G C G G C G Vai, se você precisa ir D C Não quero mais brigar esta noite G Nossas acusações infantis C E palavras mordazes que machucam tanto G C Não vão levar a nada, como sempre G D Vai, clareia um pouco a cabeça C G Já que você não quer conversar. D Já brigamos tanto C D G Mais não vale a pena D Vou ficar aqui, com um bom livro ou com a TV C D Sei que existe alguma coisa incomodando você G C Meu amor, cuidado na estrada D E quando você voltar G Tranque o portão D Feche as janelas C Apague a luz D G E saiba que te amo
O LIVRO DOS DIAS Renato Russo Tom: D E Intr. D Em F#m Bm Em A G D Ausente o encanto antes cultivado Em Percebo o mecanismo indiferente F#m Que teima em resgatar sem confiança Bm A essência do delito então sagrado Em Meu coração não quer deixar Meu corpo descansar A E teu desejo inverso é velho amigo G Intr. Já que o tenho sempre a meu lado G A Hoje estão aceitas pelo nome D O que perfeito entregas mas é tarde C Só daria certo aos dois que tentam Em Se ainda embriagado pela fome A Exatos teu perdão e tua idade G Intr. O indulto a ti tomasse como bênção E Não esconda tristeza em mim F#m Todos se afastam quando o mundo está errado G#m Quando o que temos é um catálogo de erros C#m Quando precisamos de carinho Força e cuidado F#m Este é o livro das flores B Este é o livro do destino A Este é o livro de nossos dias E Este é o dia dos nossos amores
Uma Outra estação Renato Russo Tom: Em Intr: Em (Em9/7 Em7) Sei que não tenho a força que tens Se me vejo feliz quase sempre exijo um talvez Ela mora perto de um vulcão E meu coração suburbano espera riquezas maiores Eu sigo o calendário maia E sou descendente dos astecas Hoje vai ter prova Mas no final da aula (Em9/7 Em7) Acho que tem futebol (D Em/D Em7) Gosto quando estou feliz Gosto quando sorris para mim Estou longe longe Estou em outra estação Não me digam como deve ser Gosto do jeito que sou Quem insistir em julgar os outros Sempre tem alguma coisa para esconder (D Em/D Em7 ) Teu corpo alimenta seu espírito Teu espírito alegra minha mente Tua mente descansa meu corpo Teu corpo aceita o meu como a um irmão Todos fazem promessas demais Temos muito o que aprender É um feitiço tão latino Essa preguiça ser feitiço Mas tudo bem Voltarás na terça-feira És fogo e gelo ao mesmo tempo E vai ser bom (D Em/D Em7 ) Do Equador, da Venezuela, do Uruguai Teremos o fim-de-semana só para nós D Em7 Venha comigo D/F# G Não tenha medo D Em7 Tem muita gente D/F# Em7 Que pensa o mesmo E estou longe longe D Estou em outra estação. Em7 E estou longe longe D Estou em outra estação. Em7 E estou longe longe D Estou em outra estação. Em7 D Em7 Estou Longe, Longe
As flores do Mal Renato Russo Tom: A Int.: A D G A (Usar notas ressoantes) A D Eu quis você G A D E me perdi Você não viu G A E eu não senti D G A Não acredito nem vou julgar D G A Você sorriu, ficou e quis me provocar D G A Quis dar uma volta em todo o mundo D G A Mas não é bem assim que as coisas são D G A Seu interesse é só traição
G E mentir é fácil demais D A Mentir é fácil demais G Mentir é fácil demais D A Mentir é fácil demais
(A D G A) D G A Tua indecência não serve mais D G A Tão decadente e tanto faz D G A Quais são as regras? O que ficou? D G A O seu cinismo essa sedução D Volta pro esgoto baby G A Vê se alguém lhe quer D G A O que ficou é esse modelito da estação passada D G A Extorsão e drogas demais D G A Todos já sabem o que você faz D Teu perfume barato, teus truques banais G A Você acabou ficando pra trás
G Porque mentir é fácil demais D A Mentir é fácil demais G Mentir é fácil demais D A Mentir é fácil demais D Volta pro esgoto baby G A Vê se alguém te quer
La maison Dieu Renato Russo Tom: Em Intr.: Em A G Em7 Se dez tatalhões viessem à minha rua A E 20 mil soldados batessem à minha porta G Á sua procura Em Eu não diria nada A G Porque lhe dei minha palavra Em Teu corpo branco já pêlo A G Me lembra o tempo em que você era pequeno Em Não pretendo me aproveitar A E de qualquer forma quem volta G Sozinho pra casa sou eu Em Sexo compra dinheiro e companhia A G Mas nunca amor e amizade, eu acho Em E depois de um dia difícil C Pensei ter visto você F# Entrar pela janela e dizer: Em B - Eu sou a tua morte A D B Vim conversar contigo Em Bm Vim te pedir abrigo A D B Preciso do teu calor Em Eu sou Em Eu sou A G Am D Eu sou a pátria que lhe esqueceu Am D O carrasco que lhe torturou Am D O general que lhe arrancou os olhos Am O sangue inocente D De todos os desaparecidos Am D Os choques elétricos e os gritos Am G Em Am G - Parem por favor, isto dói Em Eu sou Eu sou A Eu sou a tua morte D E vim lhe visitar como amigo Am D Devemos flertar com o perigo Am D Seguir nossos instintos primitivos Am D Quem sabe não serão estes Am D Am G Nossos últimos momentos divertidos? Em Bm A D B Eu sou a lembrança do terror Em De uma revolução de merda Bm Am De generais e de um exército de merda D B Não, nunca poderemos esquecer Em B Nem devemos perdoar A B Am G Eu não anistiei ninguém Am D Abra os olhos e o coração Am D Estejamos alertas Am D Porque o terror continua Só que mudou de cheiro Am D Am G E de uniforme Em Eu sou a tua morte A G D E lhe quero bem Em Esqueça o mundo, vim lhe explicar o que virá Am G D Porque eu sou Em Eu sou Am G D Eu sou. Solo sobre introdução Em C#7 C7 Bm7 Em
A Tempestade Renato Russo Tom: Em Intr.: ( Bm4 D9 A7 Em7 ) ( Bm G A Em7 ) Bm4 D9 Será que eu sou capaz A7 Em7 Bm4 De enfrentar o seu amor D9 A7 Em7 Que me traz insegurança Bm4 D9 A7 E verdade demais Em7 Bm4 D9 A7 Em7 Será que eu sou capaz? Introduçao: Bm G A Em7 Bm4 D9 A7 Veja bem quem eu sou Em7 Bm4 D9 A7 Com teu amor eu quero que sinta dor Em7 Bm4 D9 A7 Eu quero ver-te em sangue e ser seu credor Em7 Bm4 D9 A7 Em7 Veja bem quem eu sou Introdução: Bm G A Em7 Bm4 D9 A7 Trouxe flores mortas pra ti Em7 Bm4 D9 Quero rasgar-te e ver o sangue manchar A7 Em7 Bm4 D9 A7 Toda a pureza que vem do teu olhar Em7 Bm4 D9 A7 Em7 Eu não sei mais sentir Introdução: Bm G A Em7
CPLAN Consultoria e Planejamento Ltda. Endereço: R.Mucajai,26 - Moema - São Paulo- SP- Brasil Cep 04084-040 Tel: (55)(011) 542-7820 Fax: (55)(011)241-5781 E-mail:joao.boyadjian@mandic.com.br
COMÉDIA ROMÂNTICA Dado/Renato/Bonfá TOM: G Intr: G Bb
C F G Acho que só agora eu começo a perceber C F Tudo o que você me disse G Em Am Pelo menos o que lembro que aprendi com você C D G (G Bb F) 4x Está realmente certo.
C F G Bem mais certo do que eu queria acreditar C F G Você gosta mesmo de mim Em Am Se arriscando a me perder assim C D G (G Bb F) 4x Ao me explicar o que eu nao quero ouvir.
F C4 C Ainda não estou pronto pra saber a verda......de G Bb G (G Bb F) 4x Ou não estava até uma estação atrás.
C F G Acho que só agora eu começo a ver C F Que tudo que você me disse G Em Am É o que você gostaria que tivessem dito pra você C D (G Bb F) 4x Se o tempo pudesse voltar dessa vez.
Am Em Sou eu mesmo e serei eu mesmo então Am Bb E não há nada de errado comigo, não
G Não, não, não
C G Não preciso de modelos, Não preciso de heróis Am G Em Eu tenho meus amigos, E quando a vida dói Am C D G Eu tento me concentrar, Num caminho fácil
D Sou eu mesmo e serei eu mesmo então C4 C E eu queri....a que o tempo G Bb F (G Bb F) 4x Pudesse voltar dessa vez
Oh yeah.
DADO VICIADO Renato Russo Tom: C Dm7 Em Você não tem heroína, então usa Algafan F Dm7 G Viciou os seus primos, talvez sua irmã C F Mas aqui não tem Village, rua 42 D/F# F G Me diz prá onde é que é que você vai depois?
Dm7 Em Porque você deixou suas veias fecharem? F Dm7 G Não tem mais lugar pras agulhas entrarem C F Você não conversa, não quer mais falar D/F# F G Só tem as agulhas prá lhe ajudar Dm7 Em Cadê o bronze no corpo, os olhos azuis? F Dm7 G O seu corpo tem marcas de sangue e pus C F Você nem sabe se é março ou fevereiro D/F# F G Trancado o dia inteiro dentro do banheiro Dm7 Dado Dado Dado Em7 O que fizeram com você?
F Dado Dado Dado Dm7 G O que fizeram com você? C F Cadê os seus planos, cadê as meninas D/F# F G Você agora enche a cara e cai pelas esquinas. Dm7 Em Eu quero você mas não vou lhe ajudar F Dm7 G Não me peça dinheiro, não vou lhe entregar C F Cadê a criança? Meu primo e irmão D/F# F G Se perdeu por aí, com seringas na mão
Dm7 Dado Dado Dado Em7 O que fizeram com você?
F Dado Dado Dado Dm7 G O que fizeram com você? * Esta música não tem referência nenhuma com Dado Villa-Lobos
MARCIANOS INVADEM A TERRA Renato Russo Tom: G Intr.: Em C Am Bm Em G D/F# Em C Diga adeus e atravesse a rua Am Bm Em Voamos alto depois das duas C Am Bm Em Mas as cervejas acabaram e os cigarros também. D C G D Cuidado com a coisa coisando por aí C G A coisa coisa sempre e também coisa por aqui C G D Seqüestra o seu resgate, envenena sua atenção; C G D É verbo e substantivo/adjetivo e palavrão. G$ G E o carinha do rádio não quer calar a boca G4 G E quer o meu dinheiro e as minhas opiniões G4 G Ora, se você quiser se divertir G4 G Invente suas próprias canções. G D/F# Em C Será que existe vida em Marte? Am Janelas de hotéis Bm Em Garagens vazias C Fronteiras Am Granadas Bm Em Lençóis D C G D E existem muitos formatos C G D Que só têm verniz e não tem invenção C G D E tudo aquilo contra o que sempre lutam C G D É exatamente tudo aquilo que eles são G4 G Marcianos invadem a Terra G4 G Estão inflando meu Ego com ar. G4 G E quando acho que estou quase chegando G4 G Tenho que dobrar mais uma esquina C G E mesmo se eu tiver a minha liberdade C G Não tenho tanto tempo assim C G E mesmo se eu tiver a minha liberdade: C D G "Será que existe vida em Marte?"
ANTES DAS SEIS Dado Villa-Lobos e Renato Russo Tom: G Intr: D G (C Em C D G)2x G Em C D D Am G C D (Bm Em Am D7)2x D Am G Quem inventou o amor?
D Am G Me explica por favor
Em Am Quem inventou o amor?
D Me explica por favor
Bm Em Am Vem e me diz o que aconteceu D7 Faz de conta que passou Bm Em Quem inventou o amor? Am D7 Me explica por favor
D Am G Daqui vejo seu descanso D Am G Perto do seu travesseiro Em Am Depois quero ver se acerto D Dos dois quem acorda primeiro
Bm Em Quem inventou o amor? Am D7 Me explica por favor Bm Em Quem inventou o amor? Am D7 Me explica por favor
(D Am G)
Am Em C D Quem inventou o amor? Am Em C D Me explica por favor Am Em C D Quem inventou o amor? Am Em C D Me explica por favor
Bm Em Enquanto a vida vai e vem Am D7 Você procura achar alguém D Am G Que um dia possa lhe dizer D Am G -Quero ficar só com você.
Quem inventou o amor?
Mariane Renato Russo Tom: D Intr.: D D G I' ve been working all day A4 A D I' ve been thinking a lot G I' ve been doing some things A4 A D That are not quite right Bm G I' ve been thinking about you A4 A D I' ve been thinking about you Bm Em A A4 A A7 When will you return? D G I' ve been working all day A4 A D I' ve been thinking a lot D I' ve been lost in the morning A4 A D I don't know what it costs Bm G A A4 A A7 Will you find me there? A G And I guess it's just a phase F#m Bm I don't know where I'm going A G And I guess it's just a phase F#m Bm I don't know where I'm going A G And I guess it's just a phase F#m Bm I don't know where I'm going F#m Bm I don't know where I'm going A G And I guess it's just a phase F#m Bm A A4 A A7 I don't know where I'm going D G I' ve been working all day A D4 D I' ve been thinking a lot D G I' ve been lost in the morning A D I don't know what it costs Bm G I don't think about you A4 A D I will be able to do Bm G A A4 A A7 Will you let me be? A G And I don't know where I'm going F#m Bm I guess it's just a phase A G And I don't know where I'm going F#m Bm I guess it's just a phase A G And I don't know where I'm going F#m Bm A A4 A7 I guess it's just a phase (A A4 A A7) Vocalização: Ooo.... ooo A Just a phase
Travessia do Eixão Nonato Veras / Nicolas Behr Tom: G F C Fazei com que eu chegue são e salvo G Na casa de Noélia F C Fazei com que eu chegue são e salvo G Na casa de Noélia G F C G Vocalização: Nonô Nonô Nonô Nononô...
G F Nossa Senhora do Cerrado C G Protetora dos pedestres F Que atravessam o eixão C G Às seis horas da tarde F C Fazei com que eu chegue são e salvo G Na casa de Noélia F C Fazei com que eu chegue são e salvo G Na casa de Noélia G F C G Vocalização: Nonô Nonô Nonô Nononô... -Mais uma! G F C G Nonô Nonô Nonô Nononô... G F Nossa Senhora do Cerrado C G Protetora dos pedestres F Que atravessam o eixão C G Às seis horas da tarde F C Fazei com que eu chegue são e salvo G Na casa de Noélia F C Fazei com que eu chegue são e salvo G Na casa de Noélia
acamp
ON THE WAY HOME Neil Young Disco "Música para acampamentos" Tom: G Intr.: G Em G Em G When the dream came Em G I held my breath with my eyes closed
I went insane, Em Like a smoke ring day G When the wind blows C Em Now I won't be back till later on C Am C If I do come back at all=20 F C F C G Em G Em But you know me, and I miss you now. G In a strange game=20 Em G I saw myself as you knew me
When the change came, Em And you had a G Chance to see through me C Em Though the other side is just the same C Am C You can tell my dream is real F C F C G Em G Em Because I love you, can you see me now.
C Em Though we rush ahead to save our time C Am C We are only what we feel F C F C G Em G Em And I love you, can you feel it now.
A Canção do Senhor da Guerra Tom: D Intr.: D Em A D G Em A Existe alguém esperando por você D G Que vai comprar a sua juventude Em A E convencê-lo a vencer D Mais uma guerra sem razão D/F# Já são tantas as crianças com armas nas mãos F Mas explicam novamente que a guerra gera empregos C Aumenta a produção G Uma guerra sempre avança a tecnologia D/F# Mesmo sendo guerra santa Quente, morna ou fria F Pra que exportar comida? C A Se as armas dão mais lucro na exportação
D A Existe alguém que está contando com você D G Pra lutar em seu lugar já que nessa guerra Em A Não é ele que vai morrer D E quando longe de casa G Em A Ferido e com frio o inimigo você espera D Ele estará com outros velhos G A Inventando novos jogos de guerra G D/F# Que belíssimas cenas de destruição F Não teremos mais problemas C Com a superpopulação G D/F# Veja que uniforme lindo fizemos pra você F E lembre-se sempre que Deus está C A SOLO Do lado de quem vai vencer D Existe alguém que está G Em A contando com você D Pra lutar em seu lugar G Em Já que nessa guerra não é ele A Quem vai morrer D E quando longe de casa G ferido e com frio Em A O inimigo você espera D Ele estará com outros velhos G Em A Inventando novos jogos de guerra G D/F# Que belíssimas cenas de destrição F C Não teremos mais problemas com a super população G D/F# Veja que uniforme lindo fizemos pra você F Lembre-se sempre que C A Deus está do lado de qyem vai vencer D O senhor da guerra Bm A Não gosta de crianças G O senhor da guerra Bm A Não gosta de crianças ... ingles
MISS CELIE'S BLUES Q. Jones / R. Temperton / L. Richie Tom: B Intr.: B6 Bb6 A6 B E/G# F/A F#/A# Hum, hum Hum, hum, hum Hum, hum, hum, hum, hum Hum, hum Hum, hum, hum Hum, hum, hum, hum, hum Hum, hum, hum, hum, hum, hum, hum, hum B D° Sister, you've been on my mind D#m5-/7 G#7 Sister, we're two of a kind C#7/9 So sister, F#7 B C° I'm keepin' my eyes on you C#m F#5+/7 B I betcha think I don't know nothin' D° But singin' the blues D#m5-/7 G#7 Oh sister, have I got news for you C#7/9 I'm somethin' F#5+/7 I hope you think that F#7 B You're somethin' too B6 Bb6 A6 B A#° G#m C#9 Scufflin', G#m C#9 I been up that lomesone road G#m E7+ G#m C#9 And I seen a lot of suns goin' down G#m C#9 Oh, but trust me G#m G#7 C#7 F#7 Now low life's gonna run me around B So let me tell you something sister D° Remember your name D#m5-/7 No twister, G#7 Gonna steal your stuff away C#7/9 My sister F#7 B D#7 G#7 Sho' ain't got a whole lot of time C#7/9 So shake you shimmy, Sister F#7 B6 Bb6 A6 B B7/F# 'Cause honey I sure is feelin' fine
italy
Gente A. Valsiglio / Cheope / M. MaratiM Tom: E G Intr.: E/G# C#m7 G#m7 A/B C#m B7 E Si sbaglia sai quasi continuamente C#m G#m7 Sperando di non farsi troppo male A/B C#m B7 Ma quante volte si cade. E La vita sai è un filo in equilibrio C#m A G#m/A F#m/A E prima o poi ci ritroviamo distanti B4/7 B7 Davanti a un bivio. A G#m7 C#m Ed ogni giorno insie......me F#m7 C#m Per fare solo un metro in più A G#m7 C#m Ci vuole tutto il be......ne F#m7 A/B E/G# C#m7 Che riusciremo a trovare in ognuno di noi E/G# Ma a volte poi basta un sorriso solo C#m G#m7 A sciogliere in noi anche un inverno di gelo A/B C#m B7 E ripartire da zero E/G# Perché non c'è Un limite per nessuno C#m Che dentro sè A G#m/A F#m/A Abbia un amore sincero B4/7 B7 Solo un respiro E/G# C#m7 C#m5+ Non siamo angeli in volo venuti dal cielo F#m/A G#m/A F#m7/A B7 Ma gente comune che ama davvero E/G# C#m7 C#m Gente che vuole un mondo più vero A E/G# A/B ( E/G# ) La gente che incontri per strada in città Solo ( G ) ( Em ) A6/9 G6/A Em/B Bm7 G Prova e vedrai ci sarà sempre un modo Em C Em/B Am Dentro di noi per poi riprendere il vo.lo D4/7 D7 Verso il sereno G/B Em7 Bm5+ Non siamo angeli in volo venuti dal cielo Am7 Bm7 Am7/E D7 Ma gente comune che ama davvero G Em7 Bm5+ Gente che vuole un mondo più vero C G/B C/D G/B La gente che insieme lo cambierà Solo G/B A4/7 Em C Em/B Am D7 G Em7 Bm5+ Gente che vuole un mondo più vero C G/B C/D G La gente che insieme lo cambierà Solo ( G Em C C/D ) = 8 vezes
STRANI AMORI Disco "Equilibrio Distante Tom: C Intr.: C F G C Am F G C Mi dispiace devo andare via F7+ Ma sapevo che era una bugia G Quanto tempo perso dietro a lui C Che promette poi non cambia mai F7+ G7/4 Am Strani amori mettono nei guai Dm7 G7/4 G7=20 Ma in realt=E0 siamo noi. C E lo aspetti ad un telefono F7+ Litigando che sia libero G Con il cuore nello stomaco C Un gomitolo nell'angolo F7+ G7/4 Am Li da solo, dentro un brivi....do Dm7 G7/4 Ma perch=E9 lui non c'=E8, e sono C Dm7 Strani amori che fanno crescere G/B C F E sorridere tra le lacrime G7/4 Am=20 Quante pagine li da scrivere Dm7 G/B Sogni e lividi da dividere. C G/B Sono amori che spesso a quest'et=E0 E Am Am/G Si confondono dentro quest'anima F G/B E Am Che s'interroga senza decidere Dm7 G/B Se =E8 un amore che fa per noi D E quante notti perse a piangere G7+ Rileggendo quelle lettere A Che non riesci pi=F9 a buttare via D Dal labirinto della nostalgia G A4/7 Bm =20 Grandi amori che finis....cono Em A4/7 A7 Ma perch=E9 restano, nel cuore D Em Strani amori che vanno e vengono A/C# D Nei pensieri che li nascondono G7+ A4/7 Bm Storie vere che ci appartengono Em A/C# Ma si lasciano come noi E A/B Strani amori fragili, B7 E Prigioneri liberi A B4/7 C#m Strani amori mettono nei guai F#m B Ma in realt=E0 siamo noi E B/D# Strani amori fragili G#7 C#m Prigioneri liberi A B G#m C#m Strani amori che non sanno vivere F#m B E si perdono dentro noi E Mi dispiace devo andare via A Questa volta l'ho promesso a me B Perch=E9 ho voglia di un amore vero C#m A B E Senza te
La Solitudine P.Cremonesi - A.Vaisiglio - F.Vavalli Intr.: ( D Bm G7M G/A ) D Marco se ne è andato e non ritorna piú Bm E il treno delle 7:30 senza lui G7M È un cuore di metallo senza l'anima G/A Nel freddo del mattino grigio di città D A scuola il banco à vuoto, marco è dentro me Bm È dolce il suo respiro fra i pensieri miei G7M Distanze enormi sembrano dividerci G/A Ma il cuore batte forte dentro me D A/C# Bm Bm/A Chissà se tu mi penserai, se con i tuoi non parli mai G D/F# Se ti nascondi come me Em G/A Sfuggi gli sguardi e te ne stai D A/C# Rinchiuso in camera e non vuoi mangiare Bm Bm/A Stringi forte a te il cuscino G7M D/F# Em G/A Piangi e non lo sai quanto altro male ti farà D (intr.) La solitudine D Marco nel mio diario ho una fotografia Bm Hai gli occhi di bambino un poco timido G La stringo forte al cuore e sento che ci sei G/A Fra i compiti d'inglese e matematica D Tuo padre e i suoi consigli che monotonia Bm Lui con il suo lavoro ti ha portato via G Di certo il tuo parere non l'ha chiesto mai G/A Ha detto "un giorno tu mi capirai" D A/C# Bm Bm/A Chissà se tu mi penserai, se con gli amici parlerai G D/F# Em G/A Per non soffrire più per me, ma non è facile lo sai D A/C# Bm Bm/A A scuola non ne posso più, e i pomeriggi senza te G D/F# Em A7 Studiare è inutile tutte le idee, si affollano su te G D/F# Em D/F# Non è possibile dividere la vita di noi due G D/F# Em A Ti prego aspettami amore mio, ma illuderti non so ! D A/C# Bm Bm/A La solitudine fra noi, questo silenzio dentro me G D/F# Em A È l'inquietudine di vivere la vita senza te D A/C# Ti prego aspettami perché Bm Bm/A Non posso stare senza te G D/F# Em A Non è possibile dividere la storia di noi due D A/C# Bm Bm/A La solitudine fra noi, questo silenzio dentro me G D/F# Em A È l'inquietudine di vivere la vita senza te D A/C# Ti prego aspettami perché Bm Bm/A Non posso stare senza te G D/F# Em A Non è possibile dividere la storia di noi due G Bm Em G/A D (G D) La solitudine
COME FA UN'ONDA Tom: D Intr. : (D7+Bbº Am7 D7/9 G7+ Gm7 F#7/13 F#5+/7 F#m7 B7/9- E7/9 Bb7+ A5+/7 Dm7/9 Gm7 C/Bb Am7 Ab/Bb Bb/Ab Gm7 A5+/7 D6/9 Niente di ciò che verrà domani D7+ Sarà com'è già stato ieri D/F# Tutto passa tutto sempre Em7 B5+/7 passarà Em7 B5+/7 La vita, come un'onda come Em7 A7 il mare E7/9 In un e viene A7/13 A7 Bb5-/7 infinito D6/9 Quel che poi vedremo è D7+ Diverso da ciò che abbiamo visto ieri D/F# Fº Tutto cambia, il tempo tutto nel Em7 B7 mon..do Gm7 Non serve a niente fuggire D7+ B5+/7 Nè mentire a se stesso Em7 Gm7 Amore, se hai ancora un D7+ posto nel cuore B5+/7 Em7 Mi ci tuffo dentro Bb Come fa C un'onda D Bb C nel mare
La forza della vita P. Vallesi / Datti Disco EQUILIBRIO DISTANTE Tom: E G F# Int.: (E) F#m7 E7+ F#m7
E F#m7 Anche quando ci buttiamo via E7+ Per rabbia o per vigliacheria G#m5+ C#m7/9 Per un amore inconsolabi.....le A7+ C#m7 Anche quando in casa è el posto più invisibile F#m7 A/B E piangi e non lo sai che cosa vuoi B4/7 B7 E F#m7 Cre...di c'è una forza in noi amore mio E7+ Pio forte dello scintillio G#m5+ C#m7/9 Di questo mondo pazzo e inuti.....le A7+ C#m7 È più forte di una morte incomprensibile F#m7 A/B B7 E di questa nostalgia che non ci lascia Mai. E F#m Quando toccherai il fondo con le dita G#m G#m5+ C#m7/9 E/G# A um tratto sentirai la forza della vi........ta A G#m Che ti transcinerà con se F#m Amore non lo sai A/B B4/7 B7 E D7+ A7+ D4/7 Vedrai una via d'usci.....ta c'è. G Am7 Anche quando mangi per dolore G7+ E nel silenzio senti il cuore Bm5+ Em7/9 Em7 Come in rumore insopportabi....le C7+ Em7 E non vuoi più alzarti e il mondo è irraggiungibile Am7 C/G F#m5-/7 B7 E anche quando la speranza oramai non ti basterà. E F#m Cè una volontà che questa morte sfida G#m G#m5+ C#m7/9 E/G# È la nostra dignità la forza della vi......ta A G#m Che non si chiede mai cos'è eternità F#m Anche se c'è chi la offende A/B B4/7 B7 O chi le vende l'aldilà. E F#m Quando sentirai che afferra le tue dita G#m G#m5+ C#m7/9 E/G# La riconoscerai la forza della vi.......ta A D#7 G#m Che ti transcinerà con se C#m7 Non lasciarti andare mai B4/7 B7 Non lasciarti senza te. A Anche dentro alle prigioni A/B Della nostra ipocrisia F#m Anche in fondo agli ospedali B4/7 B7 Nella nuova malattia D C'è una forza che ti guarda e che riconoscerai Bm7 G/A G#m5-/7 È la forza più testarda che c'è in noi C#7 Che sogna e non si arrende mai G#m È la volontà più fragile e infinita A#m La nostra dignità A#m5+ D#m7/9 F#/A# Amore mio è la forza della vi........ta B Che non si chiede mai A#m Cos'è l'eternità G#m Ma che lotta tutti i gi orni insieme a noi B7 Finchè non finiráE F#m Quando sentirai che afferra le t ue dita G#m G#m5+ C#m7/9 E/G# La riconoscerai La forza della vi........ta G#m La forza è dentro noi A#m Amore mio prima o poi la sentirai A#m5+ D#m7/9 F#/A# La forza della vi.......ta B F7 A#m D#m Che ti transcinerà con se G#m Che sussurra intenerita: B/C# C#7 F# "Guarda ancora quanta vita c'è!" ( F# G#m A#m A#m5+ D#m7/9 F#/A# B F7 A#m D#m G#m B/C# C#7 )
geral
A cruz e a espada Paulo Ricardo / Luiz Schiavon Voz: Paulo Ricardo e Renato Russo Tom: A Intrudação: (Bm9+ C#m7 B4/7 Bm7 E D6 E/6/D) Bm7 C#m7 Havia um tempo em que eu vivia Bm4/7 E7 Um sentimento quase infantil Bm7 C#m7 Havia o medo e a timidez bM4/7 E7 Todo um lado que você nunca viu Bm7 C#m7 E agora eu vejo aquele beijo Bm4/7 E7 Era mesmo o fim Bm7 C#m7 Era o começo e o meu desejo BM4/7 E7 E4/7 A Se perdeu de mim Bm7 C#m7 E agora eu ando correndo tanto Bm4/7 E7 Procurando aquele novo lugar Bm7 Aquela festa C#m7 O que me resta bM4/7 E7 Encontrar alguém legal pra ficar Bm7 E agora eu vejo C#m7 Aquele beijo B9 E7 E4/7 Era mesmo o fim Bm7 C#m7 Era o começo e o meu desejo D6 E7 E4/7 (A) Intr. Se e perdeu de mim Bm7 E agora eu vejo C#m7 Aquele beijo Bm7 E7 E4/7 Era mesmo o fim Bm7 C#m7 Era o começo e o meu desejo B9 E7 E4/7 A Se perdeu de mim Bm7 E agora é tarde C#m7 Acordo tarde Bm4/7 Do meu lado alguém E7 Que eu nem conhecia Bm7 C#m7 Outra criança adulterada B9 E7 E4/7 Pelos anos que a pintura escondia Bm7 Agora eu vejo C#m7 D7+ Bm7 E7 Aquele beijo era o fim, o fim Bm7 C#m7 Era o começo e o meu desejo B9 E7 E4/7 Se perdeu de mim Bm7 E agora eu vejo C#m7 D7+ E7 E4/7 Aquele beijo era mesmo o fim Bm7 C#m7 Era o começo e o meu desejo D7+ E7 E4/7 A Se perdeu de mim
Letras que faltam nao cifradas
Plantas Embaixo do Aquário Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Renato Rocha / Marcelo BONFÁ Disco "Dois"
Aceite o desafio e provoque o desempate: Desarme a armadilha e desmonte o disfarce. Se afaste do abismo - Faça do bom-senso a nova ordem; Não deixe a guerra começar. Pense só um pouco, Não há nada de novo. Você vive insatisfeito e não confia em ninguém E não acredita em nada E agora é só cansaço e falta de vontade, Mas, faça do bom-senso a nova ordem: Não deixe a guerra começar.
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Química Renato Russo Estou trancado em casa e não posso sair Papai já disse, tenho que passar Nem música eu não posso mais ouvir E assim não posso nem me concentrar Não saco nada de Física Literatura ou Gramática Só gosto de Educação Sexual E eu odeio Química Não posso nem tentar me divertir O tempo todo eu tenho que estudar Fico só pensando se vou conseguir Passar na porra do vestibular Não saco nada de Física Literatura ou Gramática Só gosto de Educação Sexual E eu odeio Química Chegou a nova leva de aprendizes Chegou a vez do nosso ritual E se você quiser entrar na tribo Aqui no nosso Belsen tropical Ter carro do ano, TV a cores, pagar imposto, ter pistolão Ter filho na escola, férias na Europa, conta bancária, comprar feijão Ser responsável, cristão convicto, cidadão modelo, burguês padrão Você tem que passar no vestibular.
Feedback Song For a Dying Friend Renato Russo Disco "As Quatro Estações" Soothe the young man's sweating forehead Touche the naked stem held hidden there Safe in such dark hayseed wired nest Then his light brown eyes are quick Once touchs what he thought was grip Tis not his hands those there but mine And safe, my hands to seek to gain All knowledge of my master's manly rain The scented taste that stills my tongue Is wrong that is set but not undone His fiery eyes can slash my savage skin And force all seriousness away He wades in close waters Deep sleep alters his senses I must obey my only rivl - He will command our twin revival The same Insane Sustan Again (Th two of the us so close to our own hearts) I silenced and wrote This is awe Of the coincidence Canção retorno para um amigo à morte Tradução: Millôr Fernandes Alisa a testa suada do rapaz Toca o talo nú ali escondido Protegido nesse ninho farpado sombrio da semente Entam seus olhos castanhos ficam vivos Antes afago pensava que era domínio Essas aí não são suas mãos são as minhas E seguras, minha mão buscam se impor Todo conhecimento do jorro viril do meu senhor O gosto perfumado que retém minha língua É enquanto instalado e não desfeito Seus olhos chispantes podem retalhar minha pele bárbara Forçar toda gravidade a ir embora Ele vadeia em águas fechadas Sono profundo altera seus sentidos A meu único rival eu devo obedecer Vai comandar nosso duplo renascer O mesmo Insano Sustenta Outra vez (Os dois juntos junto de nossos próprios corações) Calei e escrevi Isto em reverência Pela coincidência
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Maurício Renato Russo Disco "As Quatro Estações" Já não sei dizer se ainda sei sentir O meu coração já não me pertence Já não quer mais me obedecer Parece agora estar tão cansado quanto eu Até pensei que era mais por não saber Que ainda sou capaz de acreditar Me sinto tão só E dizem que a solidão até que me cai bem Ás vezes faço planos Ás vezes quero ir Para algum país distante e Voltar a ser feliz Já não sei dizer o que aconteceu Se tudo que sonhei foi mesmo um sonho meu Se meu desejo então já se realizou O que fazer depois Pra onde é que eu vou ? Eu vi você voltar pra mim
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Love Song Nuno Fernandes Torneol (séc XIII) Música: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá Pois nasci nunca vi amor E ouço del sempre falar. Pero sei que me quer matar Mais rogarei a mia senhor Que me mostr' aquel matador Ou que m'ampare del melhor.
L'AGE D'OR Letra: Renato Russo Aprendi a esperar mas não tenho mais certeza Agora que estou bem, tão pouca coisa me interessa Contra minha própria vontade sou teimoso, sincero E insisto em ter vontade própria. Se a sorte foi um dia alheia ao meu sustento Não houve harmonia entre ação e pensamento. Qual é o teu nome, qual é o teu signo? Teu corpo é gostoso, teu rosto é bonito Qual é o teu arcano, tua pedra preciosa Acho tocante acreditares nisso. JÁ tentei muitas coisas, de heroína a Jesus Tudo que já fiz foi por vaidade Jesus foi traído com um beijo Davi teve um grande amigo E não sei mais Se é só questão de sorte. Eu vi uma serpente entrando no jardim Vai ver que é de verdade dessa vez Meu tornozelo coça, por causa de mosquito Estou com os cabelos molhados, me sinto limpo. Não existe beleza na mis‚ria E não tem volta por aqui, Vamos tentar outro caminho Estamos em perigo, só que ainda não entendo É que tudo faz sentido E não sei mais Se é só questão de sorte Não sei mais Não sei mais Não sei mais. L vem os jovens gigantes de mármore Trazendo anzóis na palma da mão. Não é belo todo e qualquer mistério? O maior segredo é não haver mistério algum.
A Fonte Renato Russo O que há de errado comigo ? Não consigo encontrar abrigo Meu país é campo inimigo E você finge que vê mas não vê Lave suas mãos que é a sua porta que irão bater Mas antes você ver seus pequenos filhos trazendo novidades Quantas crianças foram mortas desta vez ? Não faça com os outros O que você não quer que seja feito com você Você finge que não vê e isso d câncer Não sei mais do que sou capaz. Esperança, teus lençóis tem cheiro de doença E veja que da fonte sou os quilômetros adiante Celebro todo dia Minha vida e meus amigos Eu acredito em mim E continuo limpo Você acha que sabe mas você não vê que a maldade é prejuízo O que há de errado comigo ? Eu não sei nada e continuo limpo Do lado do cipreste branco À esquerda da entrada do inferno Está a fonte do esquecimento Vou mais além, não bebo desta água Chego ao lago da memória Que tem água pura e fresca E digo aos guardiões da entrada: - Sou filho da Terra e do Céu Dai me de beber que tenho uma sede sem fim Olhe nos meus olhos, sou o homem-tocha Me tira essa vergonha Me liberta dessa culpa Me arranca esse ódio Me livra desse medo Olhe nos meus olhos, sou o homem-tocha E está é uma canção de amor E está é uma canção de amor E está é uma canção de amor
Do Espírito Renato Russo Sai de mim Que eu não quero mais saber de você Esse "- Eu te quero." já não me convence mais E agora já nem me incomoda Sai de mim, não gosto de ser rejeitado E agora não tem volta. Eu pego o bonde andando Você pegou o bonde errado Sua curiosidade é m E a ignorância é vizinha da maldade E só porque eu tenho Não pense que é de mim que você Vai ter e conseguir o que não tem. Só estou aberto a quem sempre foi do bem E agora estou fechado prá você. Não, não, não venha prá cá Que eu não quero mais saber de você. Não, não, não venha prá cá Que eu não quero mais saber de você. Não me procura não Você não vai me achar Você não consegue entender. [solo] Não, não, não, venha prá cá Que eu não quero mais saber de você. Não, não, não, venha prá cá Que eu não quero mais saber de você. Não me procura não Você não vai me achar Você não consegue entender.
Os Barcos Renato Russo Você diz que tudo terminou Você não quer mais o meu querer Estamos medindo foras desiguais: Qualquer um pode ver Que isso terminou p'rá você. São isso palavras: teço ensaio e cena A cada ato enceno a diferença Do que é amor ficou o seu retrato A peça que interpreto Um improviso insensato Essa saudade eu sei de cor Sei o caminho dos barcos. E a muito estou alheio e quem me entende Recebe o resto exato e tão pequeno: Ó dor, se há - tentava, já não tento. E ao transformar em dor o que é vaidade E ao ter amor se este é só orgulho Eu faço da mentira, liberdade E de qualquer quintal faço cidade E insisto que é virtude o que é entulho: Baldio é o meu terreno e meu alarde. Eu vejo você se apaixonando outra vez Eu fico com a saudade Você com outro alguém. E você diz que tudo terminou Mas qualquer um pode ver: Isso terminou p'rá você.
Riding Song Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá Retirado de Entrevistas feitas na época do "Dois" Tirado de Ouvido: "Eu sou o Renato Russo Eu escrevo as letras, eu canto Nasci no dia 27 de março, eu tenho 23 anos E sou Áries e ascendente em Peixes Eu trabalhava com Jornalismo, rádio, era professor de Inglês também E ... comecei a trabalhar com 17 anos e tudo Mas só que de repente tocar Rock era uma coisa que eu gostava mais de fazer E como deu certo eu continuo fazendo isso até hoje"
"Meu nome é Dado Villa-Lobos Sou guitarrista da Legião Urbana Nasci dia 29 de Junho de 65, tenho 21 anos Cheguei em Brasília em torno de 79 Cursei meu segundo grau, consegui entrar na faculdade de Sociologia Só que não era exatamente o lance que eu tava a fim de fazer Muito teórico, não tem nada de praticidade Aí meu lance era de repente fazer música"
"Eu sou o Renato Rocha Baixista do Legião Urbana Tenho 25 anos, adoro esportes, adoro corrida de automóvel Sou de Brasília também, adoro música, Jazz, Rock Adoro Det Kennedys Cursei metade do meu segundo grau Parei de estudar, por que eu gostava de fazer esportes"
"Oi, meu nome é Marcelo Bonfá Nasci em 65, sou do signo de Aquários Gosto de esportes aquáticos, gosto de desenhar E gosto de música Saí da escola depois que eu terminei meu segundo grau Agora eu toco bateria na Legião Urbana"
Eu já sei o que vou ser quando eu crescer
Clarice Renato Russo Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado Quem diz que me entende nunca quis saber Aquele menino foi internado numa clínica Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças Dos sonhos que se configuram tristes e inertes Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha. E Clarice está trancada no banheiro E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete Deitada no canto, seus tornoze-los sangram E a dor é menor do que parece Quando ela se corta ela esquece Que é impossível ter da vida calma e força Viver em dor, o que ninguém entende Tentar ser forte a todo e cada amanhecer Uma de suas amigas já se foi Quando mais uma ocorrência policial Ninguém entende, não me olhe assim Com este semblante de bom-samaritano Cumprindo o seu dever, como se fosse doente Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente Nada existe pra mim, não tente Você não sabe e não entende E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito Clarice sabe que a loucura está presente E sente a essência estranha do que é a morte Mas esse vazio ela conhece muito bem De quando em quando é um novo tratamento Mas o mundo continua sempre o mesmo O medo de voltar pra casa à noite Os homens que se esfregam nojentos No caminho de ida e volta da escola A falta de esperança e o tormento De saber que nada é justo e pouco é certo E que estamos destruindo o futuro E que a maldade anda sempre aqui por perto A violência e a injustiça que existe Contra todas as meninas e mulheres Um mundo onde a verdade é o avesso E a alegria já não tem mais endereço Clarice está trancada em seu quarto Com seus discos e seus livros, seu descanso Eu sou um pássaro Me trancam na gaiola E esperam que eu cante como antes Eu sou um pássaro Me trancam na gaiola Mas um dia eu consigo existir e vou voar pelo caminho mais bonito Clarice só tem 14 anos.
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IL VENTI DEL CUORE Campi di lavanda e l'auto che va Dietro quei cipressi la strada piegherà E passata la collina chissà Se la casa come un tempo mi apparirà Ed ogni volta che ti penso eri là Quel sorriso in tasca largo ed incredulo Quanti bimbi e cani avevi intorno E che chiasso di colori al tramonto ... e i ricordi si confondono Là dove non vorrei Le memorie poi s'increspano E non so più chi sei E i venti del cuore soffiano E gli angeli por ci abbandonano Con la fame di volti e di parole Seguendo fantasmi d'amore I nostri fantasmi d'amore E mi sembrava quasi un'eternità Che non salivo scalzo sopra quel glicine In penombra ti guardavo dormire Nei capelli tutti i nidi d'aprile ... e le immagini si perdono Fermarle non potrei E le pagine non svelano Chi eri e chi ora sei E i venti del cuore soffiano E gli angeli poi ci abbandonano Con la voglia di voci e di persone Seguendo fantasmi d'amore I nostri fantasmi d'amore Seguiamo fantasmi d'amore I nostri fantasmi d'amore Quando i venti del cuore soffiano Seguiamo fantasmi d'amore I nostri fantasmi d'amore
SCRIVIMI Disco solo do Renato Russo Scrivimi quando il vento avrà spogliato gli alberi Gli altri sono andati al cinema Ma tu vuoi restare sola Poca voglia di parlare Allora scrivimi Servirà a sentirti meno fragile Quando nella gente troverai Solamente indifferenza Tu non ti dimenticare mai di me E se non avrai da dire Niente di particolare Non ti devi preoccupare Io saprò capire A me basta di sapre Che mis pensi anche un minuto Perché io so accontentarmi Anche di un semplice saluto Ci vuole poco Per sentirsi più vicini Scrivimi Quando il cielo sembrerà più limpido Le giornate ormai si allungano Ma tu non aspettar la sera Se hai voglia di cantare... Scrivimi Anche quando penserai Che ti sei innamorata Tu scrivimi.
DOLCISSIMA MARIA Disco Solo do Renato Russo Dolce Maria Dimentica i fiori dipinti dal tempo Sopra il tuo viso, e gli anni andati via Seduta ad aspettare Una lunga, lunga via Nessuna da incontrare... Non voltarti più E il giorno arriverà Vestito di poesia Ti parlerà di sogni Che non ricordavi più, E ti benedirà Dolcissima Maria. Dolce Maria Dagli occhi puliti Dagli occhi bagnati È tempo di andare: E presto sentirai Profumo di mattino E il tordo canterà Volandoti vicino... Non voltarti più. E qualcuno se vorrai Vestito di poesia Ti coprirà d'amore Senza chiederti di più E t'accarezzerà Dolcissima Maria
Lettera A. Valsiglio / G. Salvatori / Cheope / M. Marati Volevo dirti quello che Non sono ruiscita a dire mai Ed ho tenuto chiuso in me Da troppo tempo ormai Ma c'è un amore che non so Più nascondere perché Adesso ha bisogno anche di te
Volevo dirti solo che Sei sempre tu la mia allegria Che quando parli insieme a lei Diventa folle gelosia Per tutto quello che mi dai Anche quando non lo sai Questo io volevo dire a te Di come quando non ci sei Io mi perdo sempre un po' E poi mi accorgo che non so Più divertirmi senza te Invece quando stai con me Anche il grigio intorno a noi Si colora della vita che gli dai Com'è difficile Dire tutto questo a te Che d'amore non parli mai Non ne parli mai con me Forse perchè Hai paura come me Di una risposta che Ancora tu non sai qual'è Volevo dirti quello che Non son riuscita a dire mai Ed ho tenuto chiuso dentro me Ma c'è un amore che non so Più nascondere perchè Adesso ha bisogno anche di te
PASSERÁ Disco Solo do Renato Russo Le canzoni non si scrivono Ma nascono da sè Son le cose che succedono Ogni giorno intorno a noi Le canzoni basta coglierle Ce n'è una anche per te Che fai più fatica a vivere E non sorridi mai. Le canzoni sono zingare E rubano poesie Sono inganni come pillole Della felicità Le canzoni Non guariscono Amori e malattie ma quel piccolo dolore Che l'esistere ci dà. Passerà, passerà Se un ragazzo e una chitarra sono lì Come te, in città A guardare questa vita che non va Che ci ammazza d'illusioni E con l'età delle canzoni Passerà su di noi Finiremo tutti in banca prima o poi Coi perché, i chissà E le angoscie di una ricca povertà A parlare degli amori che non hai A cantare una canzone che non sai come fa Perché l'hai perduta dentro E ti ricordi solamente Passerà In un mondo di automobili Le di gran velocità E per chi arriva sempre ultimo E per chi si dice addio Per chi sbatte negli ostacoli Della diversità Le canzoni sono lucciole Che cantano nel buio Passerà prima o poi Questo piccolo dolore che c'è in te Che c'è in me, che c'è in noi E ci fa sentire come marinai In balia del vento e della nostalgia A cantare una canzone che non sai Come fa Ma quel piccolo dolore che sia odio, O che sia amore Passerà. Passerà, passerà Anche se farai Soltanto la la la Passerà, passerà E a qualcosa una Canzone servirà Se il tuo piccolo dolore Che sia odio, o che sia amore Passerà.
DUE Disco Solo do Renato Russo Dove sei E come stai è difficile Lo so lo sai Fermo al rosso di un semaforo Sei tu che cerco nella gente A piedi, in taxi o dentro gli autobus Due occhi che ti guardano e poi via. Come forti raffiche, perdersi nel traffico E un claxon dopo l'altro chissà ?! Dove sei Come stai Cambierò Se cambierai Due, perché Siamo noi Due lottatori Due reduci Due canzoni d'amore comunque, io e te Con le stesse parole seduti a un caffè E vorrei solo dirti ora che te ne vai Se è amore, amore vedrai di un amore vivrai. Ma stasera che cosa fai ?! Io che ti telefono, tu che non sei in casa: "Lasciate un messaggio" Ma è molto più Veloce il nastro di me, Che non so mai che dire E allora proverò Ad uscire, stasera io ti trovo lo so !!! Dove sei Come stai Non ci sei Ma dove vai !?sono qui Come te Con questa paura di amare per Due minuti, due ore o un'eternità Duellanti nel mare Di questa città Dove tutti han bisogno d'amore, Proprio come noi due Con le stesse parole seduti a un caffè E vorrei solo dirti ora che te ne vai Se è amore, amore vedrai di un amore vivrai Dove sei Come stai Due anche se Non ci sei Io e te Sempre o mai Siamo noi Siamo in due
PIÙ O MENO Disco Solo do Renato Russo Più vivi e meno sai Più spendi e meno hai. Più o meno, sei qui. In lista anche tu... Chissà se uscirà, Il tuo terno. Chissà ! Più o meno umanità Più o meno libertà. Chi vola, e chi no Chi vorrebbe... e non può Più o meno sinceri Futuri robots No ! Mentirsi, no ! Ferirsi, no ! Tradirsi, no ! Se poi, scopri che, Il male tuo, è dentro di te Se potessi chiamare amore, la rabbia, che ho dentro me Potessi ricominciare, Ricomincerei con te Ricominciamo ! Ricominciamo ! Ho un'anima in più Più vera, di più... Se resti con me, Tornerò ad essere un re ! Ricominciamo ! No ! Fermarsi, no ! Fuggire, no ! Perdersi, no ! Se oscurassimo i sentimenti, Sarebbe notte, e poi... Pianeti spenti Stelle cadenti, noi ! Fa che non sia così !
LA VITA È ADESSO Disco Solo do Renato Russo La vita è adesso Nel vecchio albergo della terra E ognuno in smarginati di speranza E di silenzi da ascoltare E ti sorprenderai a cantare Ma non sai perché La vita è adesso Nei pomeriggi appena freschi Che ti viene sonno E le campane girano le nuvole E piove sui capelli E sopra i tavolini dei caffè all'aperto E ti domandi incerto chi sei tu sei Tu sei tu sei tu Sei tu che spingi avanti il cuore Ed il lavoro duro Di essere uomo e non sapere Cosa sarà il futuro Sei tu nel tempo che ci fa più grandi E soli in mezzo al mondo Con l'ansia di cercare insieme Un bene più profondo E un altro che ti dia respiro E che si curvi verso te Con una attesa di volersi di più Senza capire cos'è E tu che mi ricambi gli occhi In questo instante immenso Sopra il rumore della gente Dimmi se questo ha un senso La vita è adesso Nell'aria tenera di un dopocena E musi di bambini Contro i vetri E i prati che si lisciano come gattini E stelle che si appicciano ai lampioni Millioni mentre ti chiederai dove sei Tu sei tu sei tu sei tu Sei tu che porterai il tuo amore Per cento e mille strade Perchè non c'è mai fine al viaggio Anche se un sogno cade Sei tu che hai un vento nuovo tra le braccia Mentre mi vieni incontro E impanerai che per morire Ti basterà un tramonto In una gioia che fa male di più Della malinconia E in qualunque sera ti troverai Non ti buttare via E non lasciare andare un giorno Per ritovar te stesso Figlio di un cielo così bello Eerché la vita è adesso
Hey, That Is No Way To Say Goodbye Leonard Cohen i loved you in the morning, our kisses deep and warm, your hair upon the pillow like a sleepy golden storm, yes, many loved before us, i know that we are not new, in city and in forest they smiled like me and you, but now it's come to distances and both of us must try, your eyes are soft with sorrow, hey, that's no way to say goodbye.
i'm not looking for another as i wander in my time, walk me to the corner, our steps will always rhyme you know my love goes with you as your love stays with me, it's just the way it changes, like the shoreline and the sea, but let's not talk of love or chains and things we can't untie, your eyes are soft with sorrow, hey, that's no way to say goodbye.
i loved you in the morning, our kisses deep and warm, your hair upon the pillow like a sleepy golden storm, yes many loved before us, i know that we are not new, in city and in forest they smiled like me and you, but let's not talk of love or chains and things we can't untie, your eyes are soft with sorrow, hey, that's no way to say goodbye.
The Dance Tony Arata Looking back on the memory of The dance we shared beneath the stars / above For a moment all the world was right How could I have known that you'd ever say goodbye
And now I'm glad I didn't know The way it all would end The way it all would go Our lives are better left to chance I could have missed the pain But I'd have had to miss the dance IHolding you I held everything For a moment wasn't I a king? If I'd only known how the king would / fall
Then who's to say? You know I might have changed it all And now I'm glad I didn't know The way it all would end The way would end Our lives are better left to chance I could've missed the pain But I'd have had to miss the dance Yes my life is better left to chance I could have missed the pain But I'd have had to miss the dance
Il Mondo Degli Altri F. Palmieri / A. Civai Alle tre di pomeriggio sto seduto sui gradini Mentre il cielo si fa pigro e si riposa sui camini C'è un telefono a due passi e ho bisogno di sentirti La tua voce può bastarmi per convincermi che esisti Nel mondo degli altri che mi chiunde fuori Ma tu puoi trovarmi nei giorni più soli Quando sento che la mia vita È in un vicolo senza fine Quando l'eco di una ferita È un ricordo che può sparire Dietro all'alito di un tramonto Che ci porterà fino al mare Quando sento che là non c'è un volto Che le dita pesson sfiorare Il mondo degli altri che non son con me Ma non me ne importa se sono con te Il mondo degli altri è un cielo di vento Un prato di fiori nel buio che ho dentro Il mondo degli altri il mondo degli altri E se perderò i miei sogni solo tu potrai trovardi Ma se non vorrai tenerli non lasciarli lì davanti Al mondo degli altri che non mi appartiene Se tu non esisti non posso più dirti Che ho bisogno di innamorarmi In un giorno di primavera Che non posso dimenticarti Per un sogno che non si avvera Quando cambiano le stagioni E l'inverno diventa neve Quando canto le mie canzoni Ho bisogno di stare in mezzo Al mondo degli altri perchè ci sei tu Ma se non ti trovo mi manchi di più Il mondo degli altri è un arcobaleno Ma tu sei una perla che cade dal cielo Se resto da solo nel mondo degli altri All'ombra di un uomo che ha voglia di amarti Se resto da solo nel mondo degli altri
Ti Chiedo Onestà Io stasera lo sai Ricomincio da te E tu forse lo fai Senza un vero perchè Io stasera lo so Mi rimetto nei guai Tu sai dire di no Ma perchè non lo fai Patti chiari fra noi Dividiamo a metà Perchè dopo lo sai C'è chi prende e chi da Non ci credo alle grandi promesse Ti chiedo onestà Io ti chiedo soltando onestà E non voglio saper dove vai Cosa pensi e gli amici che hai Quel che é stato Quel che sarà Io ti chiedo soltando onestà Onestà Questa voglia di noi Io di te tu di me Più finire lo sai Nello stesso caffè Dove lei mi lasciò Con la stessa biglia Ci vediamo però Ora devo andar via E stasera lo sai Ricomincio da te Mi rimetto nei guai Ci chi ama e non sa Che c'è i giorni che stianno vivendo C'è poca onestà E per questo pretendo onestà Perchè io sono fatto così Io non so dire non con un sì E per questo se è amore sarà Non ti chiedo che un pò di onestà Onestà Perchè io ti darò Tutto il meglio di me Perchè io morirò dal bisogno di te Mi concosco oramai Io do sempre di più Gli altri prendono e via Non lo fare anche tu Non lo fare per me Per ridarmi allegria Se amore non c'è Non ci vuole pietà E per questo stasera Ti chiedo soltando onestà Io ti chiedo soltando onestà Perchè sento che dentro ce l'hai Perchè sento che amore sarà Io ti chiedo onestà Io stasera lo sai Ricomincio da te Mi rimetto nei guai Qualche santo sarà Ma lo sento che è amore E per questo ti chiedo onestà Io ti chiedo soltando onestà Perchè sento che dentro ce l'hai Perchè sento che amore sarà Io ti chiedo onestà Io ti chiedo onestà
Lettera A. Valsiglio / G. Salvatori / Cheope / M. Marati Volevo dirti quello che Non sono ruiscita a dire mai Ed ho tenuto chiuso in me Da troppo tempo ormai Ma c'è un amore che non so Più nascondere perché Adesso ha bisogno anche di te
Volevo dirti solo che Sei sempre tu la mia allegria Che quando parli insieme a lei Diventa folle gelosia Per tutto quello che mi dai Anche quando non lo sai Questo io volevo dire a te Di come quando non ci sei Io mi perdo sempre un po' E poi mi accorgo che non so Più divertirmi senza te Invece quando stai con me Anche il grigio intorno a noi Si colora della vita che gli dai Com'è difficile Dire tutto questo a te Che d'amore non parli mai Non ne parli mai con me Forse perchè Hai paura come me Di una risposta che Ancora tu non sai qual'è Volevo dirti quello che Non son riuscita a dire mai Ed ho tenuto chiuso dentro me Ma c'è un amore che non so Più nascondere perchè Adesso ha bisogno anche di te
I Loves You Porgy Ira Gershwin / George Gershwin / D. Heyward I loves you Porgy don't let him take me Don't let him handle me And drive me mad If you can keep me I wants to stay here With you forever and I'll be glad I loves you Porgy, don't let him take me Don't let him handle me with his hot hand If you can keep me I wants to stay here With you forever I got my man
Someday, I know he's coming back to call me He's gonna handle me and hold me so It's gonna be like dying, Porgy, deep inside me But when he calls I know I have to go Porgy, I is your brother now I is I isn't dying, never going nowhere Less he shares the farm
Want no wrinkle on my brow Know how? Because the sorrow of the past is all done done My Porgy, now the real happiness has just begun Want no wrinkle on your brow Know how? And I ain't going, your hear me saying If you ain't going with you I'm staying Porgy, I is your brother now I is yours forever Morning time and evening time And summer time and winter time Oh, my Porgy, my man Porgy From this minute I'm telling you I keep this vow Porgy, I is your brother now
E Tu Come Stai? Claudio Baglioni Ho girato e rigirato Senza sapere dove andare E ho cenato e prezzo fisso Seduto accanto ad un dolore Tu come stai Tu come stai Tu come stai
E mi fanno compagnia Quaranta amiche le mie carte Anche il mio cane si fa forte E abbaia alla malinconia Tu come stai Tu come stai Tu come stai Tu come vivi Come ti trovi Chi viene a prenderti Chi ti apre lo sportello Chi segue ogni tuo passo Chi ti telefona E ti domanda adesso
Tu come stai Tu come stai Tu come stai
Ieri, ho ritrovato Le tue iniziali nel mio cuore Non ho più voglia di pensare E sono sempre più sbadato Tu come stai Tu come stai Tu come stai
Tu cosa pensi Dove cammini Chi ti ha portato via Chi scopre le tue spalle Chi si stende al tuo fianco Chi grida il nome tuo Chi ti accarezza stanco
Tu come stai Tu come stai Tu come stai Tu come stai Non è cambiato niente no Il vento non è mai passato tra dí noi Tu come stai Non è accaduto niente no Il tempo non ci ha mai perduto Come stai Tu come stai
detalhes
Tradução de La Solitudine Marco foi embora e nao volta mais E o trem das sete e meia sem ele É um coracao de metal sem alma No frio da manha cinza da cidade Na escola, seu lugar ficou vazio, Marco esta dentro de mim E doce o seu halito entre os meus pensamentos Enormes distancias parecem nos separar Mas o coracao bate forte dentro de mim
Sera que voce vai pensar em mim Se com os seus voce nunca fala Se voce se esconde como eu Desvia os olhos e fica fechado no quarto sem comer Abraca forte o travesseiro Chora e nao sabe que mais machuca a solidao
Marco, no meu diario tem uma fotografia Voce com os olhos de garoto meio timido Aperto-a com forca no coracao e te sinto Entre os deveres de ingles e matematica Seu pai e seus conselhos, que monotonia Ele com seu trabalho te levou embora Claro que a tua opiniao ele nunca pediria Disse : Üm dia voce entendera"
Sera que voce vai pensar em mim Vai falar com os amigos Para nao sofrer mais por mim Mas nao e facil, voce sabe Na escola nao aguento mais E as tardes sem voce As ideias todas em voce, eh inutil estudar
Nao e possivel dividir a vida de nos dois Te peco, me espera meu amor ... mas nao sei te iludir !
A solidao entre nos Esse silencio em mim E a inquietude de viver a vida sem voce Te peco, me espera porque Nao posso ficar sem voce Nao e possivel dividir a historia de nos dois
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