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Rebocando o Trailer

 

Esta seção traz dicas e informações para quem reboca trailer.

 

Rebocando:

 

Para viajar com seu trailer, é preciso tomar alguns cuidados. Na maioria dos quesitos em termos de regras de reboque, valem as mesmas apresentadas na seção das carretas, com a diferença de que trailers exigem carteira nacional de habilitação do tipo “E” e de que além dos fatores de dirigibilidade, o trailer oferece maior resistência ao vento, diminuindo a estabilidade do conjunto e exigindo maior cautela com velocidade e ultrapassagens.  Regras como uso de corrente e sincronia de luzes traseiras continuam, além de ser expressamente proibido a presença de pessoas no interior do trailer, quando o mesmo estiver sendo rebocado.

 

Para preparar seu trailer para a viagem, acomode todos os pertences nos armários, de modo que os mesmos não se movimentem durante a viagem, a fim de evitar o choque entre os mesmos ou que provoquem a abertura das portas dos armários. Assim como no interior de compartimentos, não deve haver objetos soltos pelo trailer. Atente para a capacidade máxima de carga, já que, em movimento, a suspensão do trailer poderá ser prejudicada. Bagagens mais pesadas devem ser dispostas e presas no centro de gravidade do trailer, que fica sobre os eixos do mesmo. Feche todas as janelas e portas do trailer de modo que o vento não force durante a viagem. As clara-bóias também devem ser bem fechadas, já que nenhum trailer fabricado no Brasil possui dispositivo que possa permanecer aberto em movimento. Verifique se a geladeira está com a porta travada, já que a surpresa poderá ser desastrosa. Se for mantê-la ligada, verifique se a mesma foi passada para a energia a gás, já que a energia elétrica será cortada. Acomode os pertences e utilize jornais ou sacos plásticos para preencher os espaços vazios. As caixas d’àgua deverão ser esvaziadas, ou completamente cheias se no próximo destino não houver possibilidade de enchê-las. Com capacidade mediana, o líquido livre poderá tirar a estabilidade do reboque, levando ao balanço. Feche o registro do gás.

 

Para engatar seu trailer, você deve aproximar o veículo trator ao máximo ao ponto comum de engate. Utilize os puxadores do trailer que servem exatamente para manobra manual. Suba a bequilha de modo que a manopla do trailer fique a um nível superior ao do engate do carro. Manobre um dos veículos e desça a bequilha até o engate completo. No caso dos trailers maiores, suba no engate do trailer e pule até que a manopla se encaixe inteiramente ao conjunto, dando certeza de que está tudo firme. Suba a bequilha completamente, soltando o suporte e deixando-a o mais longe possível do solo. Geralmente este nível não é somente o último estágio da manivela e sim a desconexão do conjunto para um encaixe superior. A ausência deste cuidado poderá ser desastrosa. Agora conecte a tomada e verifique todas as luzes. Passe a corrente de segurança obrigatória e utilize de preferência um parafuso grosso com porca, já que somente o cadeado não apresenta força de tração. Tenha certeza de que o freio de mão está solto. Dê pequenas arrancadas e freadas para ter certeza de que o sistema inercial de freios do trailer está funcionando. Verifique se os retrovisores ultrapassam o campo de visão da largura do trailer. Caso não, como na maioria das vezes, utilize os retrovisores próprios que são fixados e adaptados para este fim. Atente para a marcha ré, já que apresenta comportamento confuso por parte do reboque, na maioria das vezes, curvando-se para o lado oposto ao carro.

 

Já na estrada, cuide da velocidade. A rapidez do conjunto não é a máxima permitida na estrada e tampouco a que seu veículo pode chegar e sim a velocidade segura para um trailer que está sendo rebocado. As fábricas brasileiras recomendam de 70 km/h até 80 km/h, dependendo do tamanho e modelo. Não tenha pressa. Curta a viagem e programe-a para desenvolver um tempo adequado. Não force o carro no acelerador, e sim nas marchas. Cambiar é fundamental. Em caso de subidas, mantenha-se embalado e evite trocar de marchas. Em caso de congestionamento no meio do aclive, pare e deixe o problema passar, já que o constante uso da embreagem, poderá levá-la ao gasto completo. Nas descidas, evite usar os freios. Utilize marchas reduzidas e deixe que a inércia ative os freios do trailer. Nunca freie nas curvas. Desenvolva uma baixa e constante velocidade nelas. Nunca trafegue em ponto morto. As ultrapassagens deverão ocorrer com muita prudência e segurança. Não esqueça do tamanho total do seu conjunto. Faça paradas estratégicas em curtos espaços de tempo. Revise todos os pontos já abordados.

 

Em caso de furo de pneu do trailer, não é necessário o desengate do mesmo. Pode-se utilizar o macaco do carro para levantar e trocar a roda. Pode-se também baixar as sapatas traseiras do trailer e levantá-lo por meio da bequilha. No caso de trailers de dois ou mais eixos, pode-se colocar um calço abaixo da roda imediatamente ao lado, trazendo o trailer um pouco pra frente, deixando-se o pneu furado suspenso. Atente sempre para o caso de, se o pneu estepe do carro não for compatível com o do trailer, levar um outro estepe.

 

 

 

Efeito Pêndulo

 

O chamado "pêndulo lateral" é quase sempre causado quando se ultrapassa os limites de velocidade, que é sempre especificamente diferente para cada conjunto carro - trailer.

 

Diversos quesitos tanto do veículo rebocador, quanto do trailer rebocado definirão os acontecimentos do conjunto e que se agravarão com o aumento da velocidade na estrada.

 

Uma das explicações de pêndulo lateral, se dá pela força exercida pelo vento que bate lateralmente na parede do trailer. Vento este, causado muitas vezes pelo próprio conjunto, cuja aerodinâmica acaba por desviar a massa de ar encontrada a frente e depois "largá-la" para trás, onde irá preencher o vácuo de diversas formas ou direções. Pode-se dizer que atrás do veículo sempre há um rodamoinho resultante deste acontecimento. Atrás do veículo está o trailer que receberá a ação destes ventos lateralmente e começará a balançar de um lado para o outro até conseguir um equilíbrio na intensidade. Este "equilíbrio" poderá ser um balançar até certo ponto ou um balançar até o capotamento. Com o trailer sacodindo sua traseira de um lado para outro, este movimento será transmitido ao carro que está ligado ao trailer pelo engate que tem nele o ponto central da articulação. Todo o movimento de um lado da articulação tenderá a refletir-se ao lado oposto.

 

Há opiniões que dizem que o pêndulo lateral acontece nos trailers grandes, pois serem mais pesados, mas há relatos de acontecimento com trailers dos menores tamanhos. Qualquer que seja o saco, o efeito pêndulo sempre se manifesta com o aumento da velocidade de cruzeiro. Trailers grandes de 70km/h a 80km/h.

 

Há quem diga que o ideal é que o carro tenha, no mínimo, o dobro do peso do trailer para que o efeito possa ser minimizado.

 

Não só os ventos e questões aerodinâmica são as responsáveis para o acontecimento. Vários quesitos influenciarão de diversas formas no efeito pêndulo, como os pneus de ambos os veículos, toldo do trailer, sujeira na lataria, acessórios como estepes, caixas, suportes escadas e demais fixados externamente ao trailer, relação de peso sobre o engate do conjunto e até a altura do engate do trailer em relação ao engate do carro.

 

Para evitar o pêndulo, transfira o peso de pertences para a frente do trailer até a lança possuir 50kg de força-peso (75kg para caminhonetes). Você poderá regular este peso, manuseando objetos na caixa do gás). Coloque o peso de bagagens na traseira do veículo rebocador. O trailer engatado, deverá estar completamente nivelado para que forças não sejam exercidas em demasia, tanto para cima, quanto para baixo.

 

Há registros de muitos acidentes, alguns com capotamento e morte, devido ao efeito pêndulo.

 

Não é por isso que viajar de trailer será sinal de perigo. Tome seus cuidados, conheça sempre mais o seu conjunto e ande sempre a 10km/h ou 20km/h a menos do que a velocidade em que o efeito se inicia. Afinal de contas você está passeando e algumas horinhas a mais na estrada não atrapalharão a sua viagem.

 

 

Artigo escrito por Marcos Pivari

 

Efeito Pêndulo, Por Adauto Souza:

 

Guinada, mais conhecido na indústria de VRs (veículos de recreação) como pêndulo, é uma palavra temida entre os proprietários de trailers. Refere-se ao movimento pendular em que o trailer oscila de um lado para o outro repetidamente quando sendo tracionado. Quase nada pode desanimar tanto um campista quanto passar pela primeira vez por uma situação de pêndulo.

Após acampar por anos em barracas você pode tomar a decisão de adquirir um trailer de uma tonelada. Um vendedor de trailer nada honesto nunca vai lhe dizer qual o peso máximo que seu veículo pode puxar. Imagine-se na sua primeira viagem, puxando seu trailer, carga total, família, em boa velocidade numa rodovia de mão dupla. De repente um caminhão cruza por você, provoca deslocamento lateral de ar e empurra o trailer na direção do acostamento. Na tentativa de recuperar a trajetória do trailer você puxa bruscamente o volante e o mesmo começa a ir para o outro lado. Então você aciona os freios: todos os ingredientes suficientes para o trailer continuar o movimento pendular estão ativos, o mesmo oscila de um lado para o outro e afeta o já fraco controle que você tem sobre seu veículo. O resultado pode ser catastrófico.

O pêndulo acontece porque existe uma força perpendicular à direção da trajetória do conjunto carro + trailer que é aplicada sobre a bola do engate (é o trailer que está tentando ir embora sozinho para a lateral). Aí é que entra o lastro (peso do carro) somado ao peso na ponta de lança (engate), que vão manter a traseira do veículo tracionador no chão ou não. Se houver peso (que gera o atrito contra o chão) suficiente nas rodas traseiras para segurar a força lateral não vai haver pêndulo. Se a força lateral superar o atrito dos pneus no chão, a traseira do veículo tracionador vai começar a sambar e o pêndulo é inevitável. Aí entra também a questão da velocidade de tráfego. Quanto maior a velocidade do conjunto carro+trailer, menor é o atrito ("griping") das rodas traseiras do veículo tracionador no chão e mais rápido o conjunto se aproxima de situações de pêndulo. À 100 km/h qualquer ventinho (espirro) lateral provoca pêndulo na grande maioria dos conjuntos carro+trailer. Em algumas situações a força inicial lateral é tão grande que não há tempo para o pêndulo: o trailer arrasta o carro e lá se vai todo o conjunto para fora da estrada.

O balanço normal do trailer em viagem pode ser entendido como um pêndulo vertical amortecido, muito mais próximo do pêndulo do relógio, tão somente o deslocamento maior no relógio é em baixo e o do trailer é em cima (teto). O termo pêndulo em trailer é um deslocamento horizontal, sobre o asfalto, com o trailer (e o carro por conseqüência) indo de um lado para o outro repetidas vezes. Quanto melhor a estabilização vertical do trailer menor será a chance do trailer iniciar pêndulo de pequenas amplitudes. Barras estabilizadoras transferem peso para os pneus, diminuem a inclinação do balanço e aumentam o atrito o que pode evitar que os pneus derrapem. Então, temos que ter em mente que o checklist do trailer (pneus, suspensão, balanço...) tem que estar ok. Se o pneu está careca, o amortecedor está ruim, etc, tudo isto pode aumentar a chance do pêndulo e vai baixar a velocidade de tráfego limite do conjunto carro+trailer. O amortecedor é um item muito negligenciado em trailers: você vai encontrar trailers mais velhos com amortecedores originais e pifados.

Quanto maior o trailer, maior a chance de pêndulo, principalmente por 2 motivos: peso e maior área lateral para receber a força dos ventos. Mas existe um segundo ingrediente além do tamanho, que é o número de eixos. O KC-450 é o trailer mais mal afamado na questão do pêndulo, pois é o maior da KarmanGhia de 1 eixo. Similarmente o Brilhante Luxo (480) é o pior da Turiscar, pois é o maior da linha com 1 eixo. Ter 2 eixos aumenta 100% o número de rodas no chão e por conseqüência o griping total do conjunto, tornando-o mais seguro contra pêndulos. O KC520 já têm 2 eixos, como também o Rubi (620) é o primeiro da linha Turiscar com 2 eixos.

Então, os mais seguros nas linhas Karmanguia e Turiscar seriam:

1 eixo - KC270 Colibri e Turiscar Baby(raríssimo) e Jóia (305)

2 eixos - KC520 Pantanal e Turiscar Rubi (620)

Os mais inseguros:

1 eixo - KC450 e Turiscar Brilhante (480)

2 eixos - KC770 e Imperial Residence (860)

A Motor Trailer do Brasil só fabrica o Beija Flor (400) na linha de 1 eixo.

A estatística comprova que pêndulos em conjuntos com trailer 5ª roda são raros. Porque? Primeiramente porque estes conjuntos naturalmente induzem o motorista a não abusar da velocidade (são pesados) e principalmente porque o peso no engate é suficientemente grande, o que resulta em ótimas condições de atrito dos pneus traseiros do veículo tracionador. Este maior peso no engate é possível porque o conjunto de engate fica sobre a carroceria. Maior cuidado com os trailers 5ª roda é necessário quando em grandes descidas, pois o peso tende a empurrar o carro.

Nunca esqueça que o seu veículo tem uma capacidade máxima de reboque e no peso do veículo rebocado você tem que adicionar toda a sua carga (equipamentos, mantimentos, roupas, etc). Também não esqueça que trailers desbalanceados e/ou com pouco peso na ponta da lança (engate) tendem naturalmente a provocar pêndulos.

Entre os itens mais importantes que podem provocar pêndulos, listamos:

a) pneus com calibragem incorreta

b) distribuição irregular de peso

c) trailer sem equipamento de controle de pêndulo

d) veículos grandes trafegando no sentido contrário ou ultrapassando

e) grandes descidas

f) ventos laterais

g) velocidade de tráfego ao rebocar

h) veículo tracionador inadequado

i) carga inadequada e/ou sobrecarga

j) distância engate/eixo traseiro

k) checklist carro/trailer

Então para evitar o pêndulo, recomenda-se:

a) pneus com calibragem incorreta: nunca saia para viajar sem antes verificar e ajustar (se necessário) corretamente a calibragem dos pneus. Viajando, inspecione o conjunto veículo tracionador/trailer preferencialmente a cada 100 km, aí incluindo-se os pneus.

b) distribuição irregular de peso: o trailer sai de fábrica rigorosamente balanceado. Ao adicionar equipamentos extras ou carga procure distribuir de forma balanceada este novo peso. Lembre-se que na ponta da lança (engate) deve permanecer um peso de aproximadamente 10% do total do trailer+carga (e não 50 kg, que está sacramentado entre os trailistas como suficiente). Muito cuidado também com concentração de peso num dos lados: o lado que estiver mais pesado vai provocar o pêndulo, principalmente em frenagens.

c) trailer sem equipamento de controle de pêndulo: infelizmente no Brasil este equipamento é pouco ou não usado. Nunca vi um trailer com este equipamento

d) veículos trafegando no sentido contrário ou ultrapassando: é uma situação difícil de ser prevenida e o fato gerador do pêndulo é o deslocamento de ar. De qualquer maneira, procure observar a direção e intensidade dos ventos, como também a umidade do ar, que é o maior vilão. O ar úmido se torna mais pesado e provoca deslocamentos (empuxos) laterais maiores que o ar seco. Para verificar a umidade do ar quando em trânsito, coloque a palma da mão para fora, virada para a frente do veículo tracionador e fechada: quanto mais forte o ar deslocar sua mão para trás, maior a umidade. Normalmente a umidade aumenta muito antes de chuvas e logo após as chuvas, este último caso se houver um processo de evaporação associado ao calor da terra ou sol após a chuva. Se existem fortes ventos laterais ou ar úmido, diminua a velocidade de tocada e procure trafegar o mais próximo possível do acostamento, evitando proximidade com o centro da pista.

e) grandes descidas: reduza a velocidade, desça engrenado em marcha que segure via rotação do motor e efetue pequenas e constantes frenagens, se necessário. Nunca freie bruscamente.

f) ventos laterais: são vilões, mesmo sem a presença de caminhões ultrapassando ou cruzando em sentido contrário. Diminua sensivelmente a velocidade de tocada.

g) velocidade de tráfego ao rebocar: 80 km/h já é um valor suficientemente alto para as nossas estradas. Se possível, trafegue na faixa de 70 km/h em trechos planos.

h) veículo tracionador inadequado: o veículo pode ter força suficiente (você pode conseguir tracionar um KC-540 com um Gol 1.0), mas ele não tem lastro (peso) para agüentar a desaceleração

do trailer quando em frenagens, o que provocará pêndulos freqüentes. Procure ter uma pick-up ou SUV (carroceria fechada completa) para tracionar um trailer.

i) carga inadequada e/ou sobrecarga: não leve no seu trailer cargas móveis(que podem se deslocar quando em trânsito) nem exceda o peso permitido

j) distância engate/eixo traseiro: aqui estamos falando da distância entre a bola de engate e o eixo traseiro do carro rebocador. Quanto menor esta distância, menor a chance de que ocorra o pêndulo. Basicamente este fato está associado ao efeito alavanca. A distância entre o eixo traseiro e a bola do engate pode ser entendida como o comprimento da alavanca: quanto maior a alavanca, maior será a força lateral aplicada no eixo traseiro. Por isto nas considerações do Luiz Carlos (texto abaixo) o Maverick é por ele considerado como um dos melhores para rebocar trailers entre os carros antigos.

k) checklist carro/trailer: o conjunto tem que estar em boas condições mecânicas, principalmente nos itens frenagem e suspensão. No trailer, verifique principalmente a suspensão (amortecedor, molas, buchas...) e o freio de reação (se tiver). No carro acompanhe os freios e o conjunto total da suspensão (molas, amortecedores, ponteiras, barras estabilizadoras, buchas, etc).

Complementação do André Pereira:

Quanto ao peso sobre a bola, o ideal realmente seria ter 10% do PBT do trailer sobre a bola do engate, com tudo devemos lembrar que a capacidade de carga de peso sobre a bola do engate é de 50kg para carro de passeios e 75kg para as picapes, para colocar os 10% apoiado sobre a bola é preciso que você faça um engate extremamente reforçado.

 

Complementação do Luiz Carlos:

 

Minha experiência sobre o pêndulo ao rebocar um trailer é a seguinte: antes de ter o 5ª roda, eu rebocava trailers com um Toyota Bandeirante com carroceria curta. Este jipe tem 2000 kg de peso, o que é um fator muito importante para a estabilidade do conjunto, pois quanto maior for o peso do carro menor será a chance de pêndulos. Tive algumas situações rápidas desse susto e principalmente com trailers grandes como o Turiscar Diamante e o Karman 640, sempre em grandes descidas em reta. Isso acontece no momento em que o trailer passa a empurrar o carro, pois com a velocidade aumentando o carro fica mais leve e passa a ser empurrado, conseqüentemente ocasionando o pêndulo. É muito importante descer com a mesma marcha que estava engrenada na subida para não ser empurrado. Pode parecer estranho, mas a melhor forma de se corrigir o conjunto na hora do pêndulo é acelerar forte, pois assim o carro volta a puxar o trailer!!! , só que pra isso tem que ter espaço, segurança e coragem numa situação de susto, e se você frear forte, que é a reação mais comum, vai piorar muito o balanço e aumentar o perigo de acidente. Os trailers pequenos sofrem muito com o deslocamento do vento ao cruzarem com veículos grandes, e também por ter um só eixo eles vão quicando e socando na traseira do carro.

Outro fator é a tração dianteira dos carros, que não é a ideal para rebocar. Hoje não existem mais carros com tração traseira como os antigos Opalas, Dodge, Landau e o Maveric , sendo esse último o melhor modelo para uso, pois tinha a menor distância entre o engate e o eixo traseiro. Nesses 25 anos rebocando o 5ª roda com a F1000 nunca tive essa situação de pêndulo, pois a pick-up é pesada, a velocidade máxima rebocando é de 90 km e o tipo de engate (a quinta roda) sobre o eixo traseiro torna o conjunto super estável. O veículo ideal para rebocar qualquer tipo de trailer é uma pick-up ou Blazer, pelo seu peso, volume, tipo de tração e potência, sendo que no caso do 5ª roda o melhor rebocador é uma F4000, pelos mesmos motivos e também por ter a capacidade máxima de tração de 10 toneladas, sendo que o meu 5ª roda pesa 4200 kg.

 

Complementação do Marciano Delazeri

Meu conjunto é uma Parati 1.6 + trailer Turiscar Eldorado (360). Viajo a 70 km/h em média em 4ª marcha, pois o motor é fraco, fazendo média de 10 km/l de gasolina ou 10 km/m3 de Gnv. Só ultrapasso esta velocidade nos lançantes para ganhar velocidade na subida. Isto aconteceu muito na BR-116, pois precisava soltar o conjunto para na subida que estava à frente chegar ao topo com mais velocidade economizando tempo e combustível. Concordo que é uma atitude perigosa, pois diversas vezes percebi o início do pêndulo, neste momento tiro o pé com o intuito de reduzir a velocidade. E sempre deu certo graças a Deus.

"CAUSOS"

Adauto

Já passei por 3 situações distintas de pêndulo e a experiência não é nada agradável. O primeiro caso (do tipo item e) foi em 1989 quando eu possuía um trailer Itapoan 1977 (3,5 m, 1 eixo) que era puxado por um Santana 1.8 1986. Numa daquelas descidas complicadas da BR-101 entre Eunápolis e Itamarajú (BA) percebi que a velocidade havia aumentado um pouco acima do normal e tentei reduzi-la pisando no freio. A frenagem foi suficiente para colocar o trailer em pêndulo. O susto foi grande, demorei um pouco a entender o que estava acontecendo, felizmente ninguém vinha no sentido contrário, tirei o pé do freio, segurei o volante firme e executei pequenos movimentos laterais no mesmo, voltei a frenar suavemente até conseguir que o trailer voltasse à rota normal. O segundo caso (do tipo d) aconteceu quando trafegava com uma Silverado GrandBlazer rebocando um trailer KC-540 (5,4 m, 1.600 kg, 2 eixos) na Via Lagos, em 2005: ao ser ultrapassado por um ônibus da 1001 o conjunto iniciou um pêndulo devido ao deslocamento de ar úmido provocado pelo ônibus. A intensidade do pêndulo não foi grande, parei de acelerar, desloquei o conjunto levemente no sentido do acostamento e o movimento pendular amorteceu. O terceiro caso (do tipo g+f) aconteceu também com a mesma GrandBlazer rebocando um trailer KC-640 (6,4 m, 1.750 kg, 2 eixos) na BR-101, na altura de Rocha Leão, proximidades da entrada de Rio das Ostras. Neste caso o excesso de velocidade (mais de 90 km/h) combinado com ventos laterais provocou o pêndulo que apesar de forte consegui superar somente com desaceleração do motor e leve controle sobre o volante, sem pisar em freios. Neste caso ajudou muito o lastro (3400 kg) da GrandBlazer.

 

André Pereira

Graças a Deus, até hoje só tive uma situação de pêndulo, onde saindo de Cabo Frio em direção a Juiz de Fora, ao entrar na Via Lagos eu estava a 85km/h em uma Ranger com um KC-640, naquele momento fui surpreendido com uma rajada de vendo muito forte que causou um pêndulo forte e imediato, eu que estava na pista da esquerda, na tentativa de acabar com o pêndulo fui parar no acostamento da direita, tentei frear o carro bem fraco usando freio motor e controlando a direção, só deus sabe como saí desta, depois que consegui parar o pêndulo, já que eu estava no acostamento, parei o carro para me acalmar do susto, muita tremedeira nas pernas e o coração na boca, segue link com a foto da Ranger e o KC640 deste acorrido.

 

Humberto Brandão

Minha experiência puxando um Brilhante SL com uma Caravan foi bastante emocionante. Eu estava a quase 100 por hora sobre o viaduto da Perimetral quando a Caravan começou a jogar para um lado e outro, por sorte não havia ninguém dos lados, ai depois de ir para o muro de lá e para o muro de cá varias vezes, diminuindo a velocidade e rezando desesperadamente, consegui equilibrar o conjunto sem nenhum dano a não ser psicológico. Como nas histórias da Carochinha, "daquele dia em diante nunca mais corri acima de 80 puxando trailer".

 

Artigo escrito por Adauto Souza

 

Efeito Pêndulo, Por IVO RAMIRO TROVIZO:

 

PREVENÇÃO E CONTROLE DE PÊNDULOS EM TRAILERS

O objetivo deste texto é divulgar conhecimentos embasados na prática dos trailistas do passado, mostrando o que é o fenômeno pêndulo, suas causas, como se desenvolve, quando ocorre, e quais os procedimentos necessários à prevenção e controle do mais relevante problema enfrentado por todos que se aventuram nas estradas, rebocando um trailer em busca de lazer.  Que o diga quem já sofreu a horrível experiência de ser surpreendido por um pêndulo, e teve a sorte de escapar ileso... ou não.

Rebocar um trailer não é a mesma coisa que dirigir um veículo qualquer, onde, com a prática adquirida, costumamos agir instintivamente nas atitudes necessárias. Trata-se de uma combinação de veículos que requer ações diferenciadas de manejo e comportamento no tráfego, exigindo dos condutores conhecimentos e habilidades específicas, que não fazem parte dos currículos de nenhum curso de formação de condutores. Nem mesmo os de habilitação à categoria "E", descabidamente obrigatória aos condutores de trailers. É notório o desconhecimento do assunto por todos os seguimentos do setor, desde os que reivindicam a mudança da lei, até as próprias autoridades de trânsito.

O Código de Trânsito Brasileiro classifica os trailers na espécie 11- semirreboques e reboques. Os semirreboques, conhecidos como quinta roda, em razão das suas características, com sistemas de engates e freios exclusivos, não sofrem o fenônemo. Trataremos apenas dos que se enquadram como reboques, considerando-os com todos os componentes mecânicos em perfeitas condições de manutenção e funcionamento, fundamentais na prevenção e controle de pêndulo.

CONCEITO BÁSICO

▬ TODO E QUALQUER VEÍCULO SOBRE RODAS, QUANDO

REBOCADO, TENDE A UMA VELOCIDADE MAIOR DO QUE

A DO VEÍCULO REBOCADOR NAS DESACELERAÇÕES.

Considerando o conceito básico, o funcionamento do sistema de engate tipo bola - munheca, o sistema de freios inercial, acionado por retração de bequilha, e o fator velocidade, podemos afirmar que durante o deslocamento do conjunto trailer - veículo rebocador, há uma transferência alternada de pontos de esforço no engate, entre o alojamento da munheca e a bola: ─ nas acelerações, o esforço é exercido NA superfície ANTERIOR do alojamento da munheca PELA BOLA; ─ nas desacelerações o esforço é exercido PELA superfície POSTERIOR do alojamento da munheca SOBRE A BOLA: ─ é naquele pequeno ponto de contato no engate, entre a superfície posterior do alojamento da munheca e a bola, onde se origina o movimento oscilatório horizontal do trailer que caracteriza o fenômeno denominado pêndulo.

Com a perda do regime de tração ocorrido com a transferência de pontos de esforço no engate, em consequência de desaceleração; a resistência do amortecedor da bequilha, que em função da velocidade retarda, ou impede, a retração do sistema não acionando o freio do trailer em tempo útil, surge o movimento oscilatório horizontal, resultante da força exercida pela munheca sobre a bola: ─ único obstáculo a barrar a velocidade do trailer que, nesta situação, tende a ser maior do que a do veículo rebocador.

Sabendo-se que em baixas velocidades o sistema de freios atua eficientemente com desaceleração, como por exemplo, declives acentuados onde, principalmente os modelos maiores, estando com os seus componentes mecânicos em perfeitas condições de manutenção e funcionamento, travam o conjunto sem frenagem, apenas com desaceleração, deduz-se que: ─ se o sistema de freios inercial, acionado por retração de bequilha, realmente atuasse da forma como foi planejado, respondendo sucessivamente à desaceleração em qualquer velocidade, eliminando a tendência do veículo rebocado ter velocidade maior do que o veículo rebocador, trailers não sofreriam o fenômeno pêndulo.

Sendo assim, depreende-se que o fenômeno é consequência de deficiência mecânica do sistema de freios acionado por retração de bequilha, em função da velocidade. Mais precisamente: em razão da velocidade, a resistência do amortecedor da bequilha retarda ou impede a retração do sistema, deixando as rodas do trailer livres.

▬Desta forma, a prática recomenda que para prevenir ocorrências de pêndulos, estando o trailer alinhado com o veículo rebocador, sempre que for necessário desacelerar deve-se brecar o suficiente para forçar (ajudar) a retração da bequilha, compensando a deficiência mecânica do sistema.

Pêndulos normalmente ocorrem em retas planas ou com declives suaves. Inicia-se quase que imperceptivelmente, na sua primeira fase, aumentando a oscilação horizontal gradativamente até se fazer sentir no veículo rebocador. A partir deste ponto, já na segunda fase, a evolução torna-se mais rápida: a cada mudança de sentido da oscilação as rodas tendem a perder o solo alternada e lateralmente; a oscilação vertical surge combinada com a horizontal a cada mudança de sentido, tornando o tombamento iminente; as rodas elevam-se cada vez mais do solo a cada mudança de sentido, até tornar a inclinação irreversível, o que caracteriza a terceira fase, e o consequente tombamento do conjunto.

▬Vale ressaltar que em altas velocidades, o veículo rebocado apresenta o fenômeno denominado flutuação e passa a exercer esforço sobre a bola mesmo com acelerações estabilizadas, e a consequente perda do regime de tração. Constitui-se no pior quadro possível, no qual é certa a ocorrência de pêndulos que já se iniciam violentos, evoluindo rapidamente para a terceira fase. É de difícil correção, exigindo habilidade do condutor, e capacidade de aceleração do veículo rebocador para retomar o regime de tração, o que normalmente não se tem suficientemente em altas velocidades.

Com o que foi visto até aqui, o conceito básico, a transferência de pontos de esforço no engate, o funcionamento do sistema de freios acionado por retração de bequilha, a influência dos fatores velocidade, aceleração e desaceleração, conclui-se que: em regime de tração, com a bola exercendo esforço na superfície anterior do alojamento da munheca, em velocidade adequada, consequentemente sem flutuação, não haverá ocorrência de pêndulo. E sendo assim, é certo que: para corrigir eventual ocorrência de pêndulo e estabilizar o trailer, é necessário mudar o ponto de esforço no engate para retomar o regime de tração, através de aceleração.

▬É daí que vem o princípio, que em caso de ocorrência de pêndulo, deve-se acelerar até estabilizar, e então, com o trailer alinhado, brecar adequadamente para reduzir a velocidade.

▬Iniciado o pêndulo, qualquer tentativa de redução de velocidade ou troca de marcha, tende a agravar o evento.

Se pêndulos decorrem da conjugação dos fatores engate, freios acionados por retração de bequilha e velocidade, e as experiências realizadas até o momento não encontraram solução que corrija a atuação dos fatores engates e freios no fenômeno, a alternativa possível é "administrar", digamos assim, o fator velocidade.

Muitos a temem. Outros encontram nela a emoção. A estes o slogan da PRF: ─ "A velocidade que emociona é a mesma que mata". Temê-la não é sinônimo de prudência como muitos creem. Sem velocidade não há deslocamento, portanto há que se enfrentá-la

com conhecimento, coragem, prudência e respeito, sem temê-la. Do ponto de vista da sua influência na ocorrência de pêndulos, devemos considerá-la em três fases distintas, que variam em função das características de cada conjunto tais como: marca; modelo; potência de motor; eficiência de frenagem e peso na bequilha (a prática demonstrou que os mais leves de bequilha, independente do comprimento ou peso total, tendem a pendular com menos velocidade):

─ VELOCIDADE MÁXIMA DE SEGURANÇA:

Até este nível de velocidade tudo funciona corretamente e com presteza. O regime de tração do engate é mantido com acelerações estabilizadas, e a retração da bequilha responde satisfatóriamente acionando o freio do trailer a qualquer desaceleração. É a velocidade indicada em tráfego intenso, curvas e declives. Não há risco de pêndulo

─ VELOCIDADE DE CRUZEIRO:

Nesta faixa de velocidade a bequilha já não retrai satisfatoriamente em desacelerações, ocasiões em que a munheca passa a exercer esforço sobre a bola com as rodas do trailer livres, tornando iminente a ocorrência de pêndulos, mas, o engate ainda responde com presteza e mantém o regime de tração com acelerações estabilizadas. É conveniente observar, que nesta faixa de velocidade consegue-se facilmente prevenir ou corrigir eventuais ocorrências de pêndulos. É a velocidade indicada em rodovias com baixa intensidade de tráfego. O risco de pêndulo é iminente, mas facilmente prevenido ou corrigido.

─ VELOCIDADE MÍNIMA DE ALTO RISCO: (ou mínima de alta velocidade)

A partir deste ponto, acima da velocidade máxima de cruzeiro, tudo funciona mal. Inclusive o condutor que já perdeu o bom senso; o trailer passa a sofrer o efeito flutuação; a munheca exerce esforço constante sobre a bola mesmo com aceleração estabilizada; o engate perde completamente o regime de tração; nesta situação o pêndulo tende a ocorrer até mesmo sem desaceleração, e já se inicia de forma violenta. É a situação mais difícil de corrigir exigindo muita habilidade, controle emocional, rapidez e capacidade de aceleração do motor para retomar o regime de tração e estabilizar, que se não for suficiente o evento certamente terminará em tragédia. Costuma ocorrer em trechos de estradas longos, desertos, monótonos, e aparentemente seguros, onde sempre há tendência de "esticar mais um pouquinho para ganhar tempo", ou então "aproveitar os lançantes para ganhar velocidade nas subidas".

▬Os valores absolutos em km/h dos limites de velocidade de entrada em pêndulo, variam de acordo com as características de cada conjunto.

▬Conheça os seus limites e evite as flutuações, que certamente terminarão em tragédias.

Vários fatores contribuem para a redução dos limites de velocidade de entrada em pêndulo. Os principais são:

AJUSTAGEM BOLA/MUNHECA:

No comércio encontram-se engates com bolas que variam entre 48 a 50 mm de diâmetro. Embora a castanha tenda a ajustar-se a pequenas variações, é importante observar que a munheca foi projetada para bolas com 50 mm, já considerando a folga mínima necessária ao funcionamento. Sempre que for preciso trocar engates ou bolas, certifique-se da medida correta.

─ ALINHAMENTO DE BEQUILHA:

A munheca deve estar rigorosamente alinhada com o centro da largura da carroceria do trailer. É comum acontecer o desalinhamento nos modelos maiores e mais pesados. Pode ser provocado por pancadas da bola na munheca, em manobras para engate. Deve ser observado periódicamente e é de fácil correção.

─ CONVERGÊNCIA E CAMBAGEM DE RODAS:

As rodas são montadas em gabaritos na fábrica, não admitem regulagem e dificilmente saem do padrão, mas, os modelos fabricados pela Turiscar a partir de 1990,

conhecidos como "frente nova", sobretudo os maiores e mais pesados, apresentam alterações de convergência e cambagem motivados pela aplicação de tubos guia dos braços de rodas com teor de carbono fora da especificação recomendada. Nos modelos a partir do Vila Rica Luxo o problema se agrava, chegando mesmo a acontecer fissuras na junção do braço com o tubo guia. Possuí um Vila Rica Residence 1992 e só consegui resolver o problema através da Sinostrailer, com a ajuda do Sr Pedro, engenheiro da empresa que fabricava as plataformas para a Turiscar até o ano de 1990. Antes da troca dos tubos guia a velocidade de entrada em pêndulo deste trailer não chegava a 60 km/h. Com o restabelecimento do gabarito aproximou-se aos 90 km/h.

─ PRESSÃO DOS PNEUS:

Normalmente a pressão dos pneus recomendada nos manuais de fábrica, sobretudo nos modelos maiores e mais pesados, não é suficiente para um bom desempenho. Muito se falava sobre o assunto no passado e cada um usava uma pressão acima da recomendada aleatoriamente. No meu caso usava 33 libras na Vila Rica Residence 92, que pesava cerca de 3.300kg em ordem de marcha, a mesma calibragem que usava no Rubí 87 considerando o mesmo tipo de pneu. Na troca de um pneu danificado, pedi para calibrar todos com 33 libras. Retomada a viagem, o trailer que iniciava pêndulos em torno dos 85 a 90 km/h, passou a aceitar velocidades maiores, que segui testando com euforia, até alcançar 120 km/h com segurança. No dia seguinte constatei que estavam com 48 libras de pressão. A partir desta descoberta acidental fui reduzindo a calibragem, e cheguei a 42 libras de pressão com margem de segurança. Além do desaparecimento dos pêndulos que eram frequentes, reduziram-se consideravelmente os contratempos com pneus. É bom lembrar que pressões excessivas provocam afrouxamentos e rachaduras no equipamento.

─ PESO NA BEQUILHA:

Os trailers fabricados no Brasil saiam de fábrica com pesos de bequilha diferenciados, de acordo com o modelo, independente do peso bruto. O que determina o peso de bequilha de cada modelo é a disposição dos móveis e equipamentos em seu interior. Como exemplo podemos citar os modelos da Turiscar, Rubí 590, com 5,90 m de comprimento por 2,20m de largura com peso de bequilha em torno de 160 kg, e o Diamante 660, com 6,60m de comprimento por 2,20 de largura, portanto mais 70 cm de comprimento, com peso de bequilha em torno de 80 kg, a metade do Rubí. Os pesos do exemplo são aproximados, mas ainda é possível encontrar tabelas da Turiscar com os pesos totais e de bequilha, que mostram os valores exatos de cada modelo. A prática demonstrou, e é fácilmente comprovável, que quanto menor o peso na bequilha, maior a tendência a pêndulos e flutuações e, consequentemente quanto maior o peso na bequilha, considerando o limite da capacidade de carga no eixo trazeiro do veículo rebocador, mais seguro e estável será o conjunto. O modelo Rubí do exemplo, considerado unanimemente o mais seguro e estável de todos os modelos que se enquadram na categoria reboque, é o que tem o maior peso relativo de bequilha. Portanto a distribuição da carga deve ser feita de modo a não aliviar a bequilha, principalmente nos modelos em que o quarto é trazeiro, onde se tem mais espaço disponível para bagagem nos armários aéreos e a tulha sob a cama. Em qualquer modelo de trailer, para um melhor desempenho, o maior peso deve ser sempre dianteiro.

Pêndulos não acontecem de repente em velocidade de cruzeiro. Pela observação do comportamento do trailer através dos espelhos retrovisores auxiliares, principalmente nos momentos de desacelerações quando é iminente surgir o fenômeno, percebe-se perfeitamente o início do pêndulo antes que ele envolva o veículo rebocador. Nesta fase é muito fácil corrigi-lo aumentando suavemente a aceleração e continuar na mesma velocidade, ou não, de acordo com as condições da rodovia, sempre observando pelos retrovisores. Havendo recorrência, acelere o suficiente até estabilizar (em velocidades de cruzeiro e na primeira fase do pêndulo a estabilização é rápida), com o trailer alinhado, tire o pé do acelerador rapidamente e breque o suficiente para que a resistência do amortecedor da bequilha seja vencida e o freio do trailer acionado, e reduza para uma velocidade adequada.

▬O ideal é perceber e dominar o pêndulo na fase inicial, mas, se perder a oportunidade ou em caso de surpresa, com a oscilação já envolvendo o veículo rebocador, a alternativa segura é: controle o pânico; acelere forte até estabilizar; com a certeza do trailer alinhado com o veículo rebocador, tire o pé do acelerador rapidamente e breque o suficiente para que a bequilha acione o freio do trailer; reduza a velocidade, e boa viagem.

Conhecimentos teóricos bem fundamentados são importantes, mas, basicamente ilustrativos e não suficientes às atitudes e ações necessárias à prevenção e correção de eventuais pêndulos. Considerando as variáveis de cada equipamento, o condutor só estará apto a atuar se conhecer as características e o comportamento do seu conjunto, quando submetido às condições ideais à ocorrência de pêndulos. Também é fundamental o controle emocional necessário a evitar o pânico, que se constitui no maior agravante no momento de agir (até mesmo os mais experientes tendem a algum pânico quando são surpreendidos). É importante realizar treinamentos, em locais apropriados, inicialmente com simulações sem a ocorrência de pêndulos; determinar limites de velocidades; estabelecer distâncias apropriadas a eventuais correções; praticar intensidades de acelerações e frenagens, que devem ser firmes, precisas, na medida certa e sem exageros, evitando arrancadas desnecessárias e arrastos perigosos formadores de "eles", de tal forma que adquira habilidade e confiança até que possa provocar pêndulos e dominá-los com segurança. Não é complicado lidar com pêndulos. É claro que exige conhecimentos, habilidades e controle emocional, mas, nada que não se possa adquirir com facilidade, e evitar ficar a mercê da sorte.

▬Não espere acontecer.... Prepare-se e enfrente-os com habilidade e segurança quando for necessário.

▬Aos que acreditam que com prudência jamais sofrerão pêndulos, cuidado: prudência sempre é necessário, mas nunca suficiente. Uma simples desaceleração recomendada pela prudência, feita inadequadamente, pode provocar um pêndulo de sérias consequências.

CONSIDERAÇÕES DIVERSAS

A fabricação de trailers no Brasil viveu um curto período de atividades. Cerca de três décadas praticamente sem nenhuma evolução tecnológica. Nos Estados Unidos e na Europa, as indústrias do setor continuam em plena atividade produzindo equipamentos cada vez mais modernos e sofisticados. Em recente viagem pela Europa tive oportunidade de observar nas estradas, feiras de veículos de recreação e campings que frequentei, os trailers que lá são fabricados. Utilizam materiais extremamente leves, como aglomerados de madeira; peças plásticas moldadas para revestimentos externos, acabamentos, boxes e armários; perfis metálicos que estruturam as plataformas e lanças com bitolas bem dimensionadas, muito mais leves do que as nossas; e componentes mecânicos modernos e mais eficientes. Trailers com comprimento aproximado aos nossos Diamantes, ou KC 640, utilizam apenas um eixo, e são, na sua maioria, rebocados por automóveis. As manobras que habitualmente fazemos para posicionar equipamentos nos campings, lá são feitas com o trailer desengatado, através de controle remoto que movimenta o equipamento em todas as direções.

▬Portanto, é evidente que teorias, hipóteses, conceitos técnicos e procedimentos de manuseio e condução aplicados naqueles equipamentos, não podem ser aplicados aos nossos, produzidos com tecnologia da década de 60. O sistema de suspensão adotado nos trailers brasileiros, com eixos fixos no chassi, braços de rodas independentes de ação apenas longitudinal, e barras de torção alojadas no interior dos eixos, absorvem eficientemente as imperfeições do solo, garantindo estabilidade na carroceria, com oscilação transversal praticamente nula. A eficiência do sistema dispensa a necessidade de molas espirais ou helicoidais, permitindo um mínimo de espaço entre as rodas e a carroceria.

▬A hipótese de oscilação vertical, que caracterizaria o "pêndulo do relógio", não se aplica em trailers que utilizam suspensões com eixos fixos, braços de rodas de ação longitudinal, e barras de torção independentes. Tal hipótese seria possível em equipamentos com eixos flutuantes, que utilizam sistemas de molas espirais ou helicoidais.

A discussão sobre o tipo, peso, tração, etc., do veículo rebocador é importante. É claro que é ideal um veículo adequado, preferencialmente com tração trazeira, capacidade de carga e potência de motor compatível com o trailer. Porém, quaisquer que sejam as características do veículo rebocador, adequadas ou não, pêndulos ocorrerão sempre pelo mesmo motivo: ─ perda do regime de tração no engate por desaceleração, frenagem inadequada ou flutuação..

▬O diferencial do veículo rebocador está relacionado às consequências e não a ocorrência do evento. Ou seja: pêndulo é um fenômeno gerado exclusivamente pelo, e no, veículo rebocado.

Fatores como cruzamentos com outros veículos e ultrapassagens, podem ser discutidos como agravantes nunca determinantes.

Veículos em deslocamento geram turbulências em torno de si que variam de intensidade de acordo com a velocidade e suas características de volume. Quando cruzamos com outros veículos, ultrapassamos ou somos ultrapassados, a "confrontação", digamos assim, das turbulências geradas pelos veículos envolvidos, o oposto e o nosso próprio, produzem efeitos sucessivos de repulsão e atração entre os mesmos. Tais efeitos provocam leves oscilações horizontais no trailer, que não têm continuidade com o término do evento. Porém, se combinadas com perda do regime de tração, ou tentativas de compensação através de correções de direção, tais oscilações agravam-se tornando o risco de colisão lateral iminente, ou, dependendo da velocidade no momento, transformar-se em pêndulo pela perda do regime de tração, e não "ventos" produzidos pelo veículo oposto. Desacelerações ou frenagens para redução de velocidade nestas ocasiões, não são recomendadas. Se necessárias, a exemplo de curvas, devem ser feitas sempre antes, nunca durante o evento.

▬Cruzamentos com outros veículos e ultrapassagens devem ser feitas com a maior distância lateral possível, direção firme, e aceleração adequada para garantir o regime de tração. Nestas condições não haverá pêndulos. Apenas leves e rápidas oscilações no trailer e algumas instabilidades no veículo rebocador, sem maiores consequências.

Ventos fortes, constantes ou em lufadas, comprovadamente podem causar acidentes com perda de direção, colisões e até mesmo tombamentos, mas nunca provocar pêndulos. Aqueles que já tiveram oportunidade de conduzir trailers em regiões de ventos fortes, constantes ou em lufadas, por exemplo, na Patagônia Argentina, onde a velocidade normal dos ventos é sempre acima dos 25 km/h, chegando a ultrapassar os 80 km/h com freqüência, são testemunhas que ventos não produzem pêndulos.

▬A prática demonstra que ventos fortes, constantes ou em lufadas, vindos de qualquer direção, não produzem oscilações horizontais no trailer que possam ser caracterizadas como pêndulo.

LEMBRETES

▬Todo condutor rebocando trailer, por mais experiente que seja, é uma vítima de pêndulos em potencial

▬Conheça os seus limites de velocidade e evite as flutuações. As consequências são desastrosas e já fez muitas vítimas.

▬Mantenha observação constante do comportamento do trailer pelos retrovisores, principalmente nas desacelerações, e evite surpresas.

▬Sempre que for necessário desacelerar "ajude" a retração da bequilha com uma leve frenagem. A prática lhe mostrará a intensidade adequada.

▬Se for surpreendido por um pêndulo, jamais reduza a velocidade: acelere o suficiente para estabilizar, e então, somente com a certeza do trailer alinhado com o veículo rebocador, execute a frenagem adequadamente, sem exagero, evitando arrastos desnecessários e a consequente formação do "ele".

▬Nunca descuide das velocidades e distâncias adequadas para manter o regime de tração no engate em curvas, ao cruzar com outros veículos, ao ultrapassar e ao ser ultrapassado.

▬Em declives longos observe a marcha e a velocidade em que a bequilha aciona o freio do trailer espontaneamente; aumente a aceleração o suficiente para liberar a bequilha e manter a tração no engate de acordo com o traçado da rodovia. Desta forma o freio do trailer atuará adequadamente com desacelerações. Se o declive for muito acentuado, e a descompressão da bequilha não responder a aceleração adequada à situação, mantendo o freio do trailer acionado, não insista: ─ pare; trave a bequilha; e desça apenas com o freio do veículo rebocador, em velocidade conveniente.

▬Mantenha os componentes mecânicos do seu trailer em perfeitas condições de manutenção e funcionamento. Períodos prolongados de inatividade causam anomalias que comprometem o desempenho necessário ao deslocamento e a prevenção e controle de pêndulos.

Concluindo: foi através de muitos quilômetros rodados, cruzamentos, ultrapassagens, enfrentamento de ventos, e muitos pêndulos sofridos, corrigidos... ou não, que os pioneiros formadores de escola no trailismo brasileiro, chegaram aos conhecimentos e procedimentos aqui expostos. A mim, que tive o privilégio de conviver e aprender com muitos deles, e praticar com sucesso nas minhas inesquecíveis aventuras como trailista, coube apenas escrever e incluir alguns exemplos ilustrativos. A prática demonstrou ao longo do tempo, que estes conhecimentos e procedimentos, são eficientes e necessários à condução segura e prazerosa de trailers.

FONTES:

─ MEU GRANDE E SAUDOSO AMIGO E "GURU" ENEU: homem de hábitos simples, atitudes humildes, mas, com notável sabedoria, a quem devo muito mais do que simples conhecimentos sobre trailers;

─ MUITAS "PROSAS" COM TRAILISTAS DA "ANTIGA";

─ "ALTOS PAPOS" COM A GALERA DA SINOSTRAILER;

─ MUITOS KM RODADOS E ALGUMAS NOITES DE INSÔNIA A BORDO DE UM

RUBÍ 87 E UM VILA RICA RESIDENCE 92.

 

Artigo escrito por Ivo Ramiro Trovizo

 

 

  

 

  

  

  

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Vou falar minha experiência e o meu perfil de viagem....

Dependendo da vontade e disposição de viagem somado ao entusiasmo de viajar com o trailer, qualquer carro puxaria, hoje o meu primeira trailer que foi um KC450 ano 81 esta sendo puxado com um Golf 1.8 1998, agora não sei qual é o estado atual do Golf. Hoje estamos cada vez mais acostumado a ter carros novos e confortáveis para a nossa família andar no dia a dia, hoje os carros estão muito mais rápidos, ágil e econômicos e já estamos acostumado a andar com estes carros no quesito conforto, retomada e potencia. Quando estamos puxando uma carreta barraca com o carro do dia a dia com a família, atende perfeitamente até mesmo no conforto e retomadas porem quando se coloca um trailer atrás a coisa muda, mesmo sendo um Omega 4.1 com o KC330 ou Brilhante, a viagem fica mais lenta, demorada e consumo aumenta muito, em retas e depois que embala é possível viajar tranquilamente a 80km puxando o trailer mais em subidas a velocidade cai muito que pode chegar até 50km nas subidas em 2° marcha lhe dando a impressão que a viagem esta ficando muito demorada e cansativa, depois de algumas viagens a pessoa acaba ficando cansado deste ritmo de viagem e começa a sonhar com um motor-home, devido ao custo acaba comprando um motor-home velinho em bom estado porem com a mecânica antiga sem Ar-condicionado na cabine e com o motor no seu ouvido fazendo barulho. Agora se você estiver puxando um trailer que pode até ser um Diamante, porem sendo puxado por um picape a diesel no mínimo com motor 2.8 Turbo interculado, ai sim você ficará em duvida o que é melhor, trailer ou motor home, com estes tipo de picape a mesma velocidade que você vem na reta é a mesma da subida, basta apertar um pouco mais o acelerador, as vezes é preciso descer para 4° marchar para manter a velocidade que é de 80 a 90km nas subidas. Hoje tenho uma S10 2.8 diesel Turbo interculer e geralmente gasto o mesmo tempo viajando com trailer ou sem trailer, recentemente fui a Setiba pegar um Eldorado e a viagem de ida sem trailer fiz em 7 horas e o carro fazendo 11km/l com AR ligado, na volta com trailer fiz em 7:30 hs e fazendo 9 km/l com AR ligado, sempre mantendo uma velocidade constante tanto nas subidas e retas, parece que não mais faz um diferença no final da viagem, em uma ocasião eu e um coleta estávamos puxando cada um o mesmo modelo trailer junto na estrada, em uma viagem de 2:30 hs, eu de S10 2.8 e ele de F1000 diesel, esta viagem foi de Resende para o Rio pela Dutra, saímos juntos e eu cheguei no RJ 20 minutos na frete dele, isso em uma viagem de 2:30 hs. Eu resumo, se você tiver uma picape com motor moderno, tenho certeza que ficará muito satisfeito e provavelmente não irá sentir a necessidade de ter um motor home, quanto digo motor moderno estou me referindo aos motores 2.8 e 3.0 turbo interculer até mesmo para trailer grande, se for um pequeno o motor 2.5 turbo interculer quebra o galho. Respondendo a sua pergunta, eu puxei por 2 anos com o Scenic 2.0 o meu KC330 e o Omega irá puxar bem também, já acho o Brilhante para ser puxado no Omega um pouco complicado mais puxaria também. A Besta irá puxar também o Brilhante porem sabe lá deus como será as subidas dele, muito provavelmente um tanto enfumaçada e lenta mais puxaria sim. No Caso da Parati, recomendo no maximo o KC330.

Outra observação, acho um brilhante ano 1975 muito velho, se o trailer for totalmente original você terá que instalar alguns acessórios que na época não tinha, bem como caixa de água, bomba automática, conversor eficiente etc...

Acho este assunto fascinante! Adoro relatos de experiências entre os rebocadores e seus respectivos trailers, e pretendo colaborar um pouco:

Pra quem não sabe, tenho uma espécie de Camper adaptado a um reboque que tem menos de 0,5 PBT e puxo com um gol flex 1.0 Quando comentei com meu pai que pretendia trocar por um carro bem mais potente futuramente e de preferência com tração traseira, para poder comprar um KC-380 ou mais, ele me lembrou que eu mesmo quando pequeno viajei com ele, no início da déc. de 80 num Brilhant sport., creio que ano 74, puxado por um simples Chevette 78 1.4 hehe. Alguém pode pensar: ahh mas era pelo menos 1.4! Mas vale lembrar que é bem provável que o velho chevettinho deveria ter menos Cv que o meu gol 1.0 com 72 cv hehe. O meu pai lembra que o chevette fervia o motor as vezes na subida da serra, hehe. E antes disso ele puxou Eldorado e Caravana com fusca 1300.

Mas não há dúvida que rebocadores com pouco motor, transforma a viagem bem mais lenta, eu mesmo com o meu Camper, curti 2ª e 3ª, a 40 Kmh ou menos na subida de serras, sem falar numa pane que tive no cabeçote do gol que me deixou com 3 cilindros no litoral do Paraná, aí, puxei até 1ª minha gente!

De vez em quanto vejo cliente falando de como seria antigamente um Opala puxando um Diamante de 6.60 metros, o fato é que poucos sabem que se não reforça a suspensão traseira do Opala e frente as vezes levantava do chão. Antigamente não existias muito opção de carro para puxar trailer, hoje temos varias opções com suspensão mais firmes e motores potente com grandes torque..

É o caso do seu Chevette, no Blog da Turiscar é possível ver uma foto de um Chevette puxando um trailer, só que não fala que o Chevette fervia nas subidas e ouve quem vê uma foto dessa acaba tirando a conclusão que um carro 1.6 puxaria fácil.

Meu Scenic 2.0 com o KC330 nas subidas levantava bastante a temperatura chegando próximo ao vermelho, olha que o Scenic é daqueles carro que a temperatura nunca se altera, esta sempre no mesmo lugar...

Bom, meu Pálio 1.0 8 vávulas nas subidas com a camping star "roiada" de tranqueira (frigobar, bote, motor de popa, fogão, gas, cadeira de praia, camisinhas, cachaça hehe...) vou pra direita junto aos MB 1113 E SCANIA 111, encosto o braço na porta e as vezes até em primeira a 40 km por hora, mas quando embala ......, sai da frente, no máximo que dei foi 100 kms, o bicho vai nas restas mas nas subidas seu eu fumasse, com certeza teria um cigarro.....

Estou em meu primeiro trailer (KC 330) e já reboquei com Niva 1.6 (4x4 muito lento nas subidas), passat 1975 1.8 e ipanema 2.0. Nestes dois últimos vai bem, exceto nas subidas que cai mesmo não tem jeito mas dependendo da estrada, movimento, sem vento e sem chuva cheguei a andar a 120km/h, claro sem subidas. Meu problema está em estradas ou acessos com subidas com terra ou cascalhos soltos...daí meu amigo não sobe mesmo...


Este carro é legal para rebocar trailer de até 900kg se não me engano..certa vez vi um manual dele dizendo sobre rebocar trailer. O interessante dele é que é 4x4 e possui chassi isso já é uma grande vantagem. Se puder, escolha o a diesel, um pouco mais caro (25/28mil) mas a diferença ao longo dos anos vc tira só nas viagens a diesel. Vale lembrar que as peças e manutenção é um pouco mais cara que do Gol porém é um carro muito melhor...lembrando também que a mecânica dele é a mesma da van Besta.

Aqui no RJ eu pago no diesel 1,99 e o consumo da minha picape sem trailer é de 12km/l e com trailer entre 9 a 10 km/l, pode ter certeza que um carro a gasolina com trailer o consumo é muito maior. Sem falar que nas subidas de estradas no diesel quase que não se perde velocidade, já na gasolina perde muita velocidade e varias trocas de marcha.


Eu tenho a categoria E e já renovei 2 vezes com intervalo de 5 anos. O exame exigido na renovação foi apenas o médico, como nas demais categorias. Na última renovação tive que fazer o curso de direção defensiva e meio ambiente e os respectivos exames, mas isso não tem relação com a categoria E, mas todos que tiraram carteira antes da exigência desses cursos tiveram que fazê-lo ao renovar, para todas as categorias, até para a B.

Quanto à exigência de categoria E para rebocar trailer, eu particularmente não sou totalmente contra. Quem reboca trailer com freqência sabe que são necessárias várias habilidades para se rebocar com segurança. É necessário estar atento a muitos detalhes como largura do trailer e não a do carro, altura do trailer, galhos de árvore na rua ou na estrada, abertura do ângulo nas curvas, ultrapassagem e o retorno para a sua faixa sem colisão com o veículo ultrapassado, a questão muito discutida aqui sobre o péndulo lateral e principalmente a questão dos freios visto que rebocando um trailer um carro sem ABS trava as rodas com muita facilidade ficando assim completamente desgovernado e sem direção. O motorista tem que ter habilidade para aliviar e permitir as rodas rodarem novamente. Por isso tem que manter uma distância de segurança maior.

Sei que tudo o que se treina para o teste com carreta para se tirar a categoria E, inclusive o teste de baliza, praticamente não tem utilidade para as manobras com trailer, mas uma pessoa que não for capaz para desenvolver as habilidades para tirar a carteira E, muito provavelmente também não desenvolverá as outras habilidades necessárias para rebocar trailer com segurança, principalmente porque estará com sua família em longos percursos de 600 a 700Km por dia.

Creio que deveríamos, como pessoas interessadas no desenvolvimento do campismo em nosso país, lutar para a redução dos custos absurdos das taxas e outras despesas para se mudar de categoria, mas acho que todos nós concordamos que segurança vem em primeiro lugar e segurança está associada a habilidade do condutor, treinamento e experiência.

Peço desculpas aos companheiros que têm outra visão desse problema e que lutam de várias formas no sentido de mudar a legislação, mas creio que poderiamos direcionar esse esforço no sentido de reduzir os custos e não a experiência que se pode aprender no processo de tirar a carteira E.


Meu nome é Lenio Cardoso Filho e moro na cidade de Canoas-RS, gosto de trailer desde 1972, pois tirava férias num trailer do mau Pai, dos 39 aos 42 anos tive dois trailers, porém terminei desistind o em função da habilitação E, pois sempre achei que o grande objetivo de possuir um trailer é a vantagem da mobilidade, nunca acostumei em deixar meu trailer estacionado no mesmo local. Por ser um apaixonado por esse tipo de veículo, no início de 2007 resolvi enfrentar a dificuldade da categoria E, fiz a habilitação AD e comprei um Karmann KC 270, acredito que ainda em 2008 vou para a categoria AE, dai sim ganho a liberdade novamente. Aproveito esse e-mail para pedir uma dica aos trailistas, ou seja, comprei um KC270 em função do peso para rebocar, no entanto confesso que quase me arrependi, pois esse trailer com beliche em cima da cama de casal fica muito apertado, isto é, caso venha a trocar meu trailer por um KC330, ou por um Eldorado, vou sentir muita diferença de peso ao rebocar com um carro 1.6? Um abraço a todos.

 

Eu tb tenho um KC270 e puxo com um carro 1.6 tb. Acho o KC270 perfeito para um casal, mas realmente com a beliche montada fica apertado, inclusive pela necessidade de circulação de mais uma pessoa no trailer. O André, nosso amigo aqui da lista, rebocava um KC330 com um Scénic, mas não sei se era 1.6 ou 2.0... O Cássio, moderador do grupo, reboca um KC330 com um Passat, mas acho que o motor é 1.8... Com a palavra, os amigos André e Cássio...

 

Obrigado pela resposta, com o KC270 até não sinto dificuldades em rebocar com meu Polo que tem 103cv, já puxei até com um Uno 1.0 fire do meu filho e no plano foi bem, minha duvida maior da troca é se acharei um KC330 ou um Eldorado tão inteiro como o meu KC270, e mais para mim que não quero ter o trailer estacionado, o ideal realmente não seria ficar com o KC270?

 

Não troco meu KC270 por nada... Com ele tenho a agilidade necessária na estrada e ouso dizer que meu trailer é o KC270 mais bem equipado do Brasil e me oferece bastante conforto. E, na minha opinião, o banheiro do KC270 é bem melhor que o do KC330. Eu não trocaria. Segue anexada umas fotos internas dele...

 

Lindo o seu KC270, vou tirar umas fotos do meu para o grupo definir qual é o mais bonito, risos... Com a sua opinião e a dos amigos do grupo, estou quase convencido de que devo ficar com meu KC270, você é do Rio Grande do Sul? Como você resolveria caso tivesse um filho de 3 anos que ainda é muito pequeno pra ficar no toldo com fechamento? Tenho pensado em mudar o lugar do ar condicionado que se encontra instalado acima da cama de casal, e instalar no local um beliche de solteiro, a duvida é se colocaria o ar condicionado na traseira do trailer, neste caso o ar teria que ficar quase todo para fora do trailer (Não sei se pode), ou ainda colocar o ar acima do frigobar, o que acham? Aguardo opiniões do grupo. Um abraço a todos!

 

Sou do Rio de janeiro. Ficarei contente em ver seu KC270 tb. No meu trailer tenho climatizador de teto, que funciona em 12 volts. Não tem a mesma eficiência do ar-condicionado, mas refresca bastante o interior do trailer, sendo que a noite preciso desligá-lo porque sinto frio. E tem a vantagem de se poder usar onde não há rede elétrica disponível, com a bateria do trailer. Tenho uma beliche de lona que pode ser montada sobre a cama de casal quando necessário.


Amiga Carla... Mesmo de longe vc terá a sensação de estar ao nosso lado. Para iniciar sua escolha, primeiro precisa decidir quanto pretende investir. Na minha opinião para morar e viajar a melhor opção seria um trailer mesmo, pois quando estiver estacionado, pode sair com seu carro e ir a qualquer lugar, seja ao banco, supermercado, shopping, etc.... Você precisa decidir também quantas pessoas vão utilizar o equipamento. ..se for somente você e no máximo mais uma pessoa, acredito que um trailer karmann ghia 330 ou um turiscar eldorado seja mais que suficiente, digo isto pois são os menores trailers e mais leves para viver viajando. Bom esta é minha opinião, que com certeza não é a mesma de todos do grupo. Saudações Cássio

 

Penso que um motorhome oferece muito mais conforto que um trailer quando em trânsito. Acho o motorhome mais fácil de dirigir que rebocando um trailer, as ultrapassagens e manobras com o trailer são mais complicadas, o pedágio sai mais barato rebocando um trailer com um carro/camionete que de um ônibus ou veiculo comercial de rodagem dupla na traseira. Se você está com um motorhome e não leva junto moto ou carro, quando estacionado o equipamento voce está a pé. Para se viver no equipamento, acho o espaço interno oferecido pelo kc330 ou eldorado (não sei porque o pessoal se esquece do beija-flor!) é limitado demais para oferecer o conforto que se espera de uma moradia. Para minha moradia um trailer necessitaria ter ao menos 6m de comprimento, que requer um rebocador mais potente e pesado, e leva o custo do conjunto próximo ao de um motorhome. Digo isso porque o meu beija-flor tem 4m, e, para um casal, acho muito pouco espaço. Há que se considerar também que um motorhome é um veículo que demanda maior manutenção que um trailer, e não deve ser muito agradavel morar, mesmo que por alguns poucos dias, dentro de uma oficina mecânica, enquanto se aguarda um conserto. Finalizando, acho o trailer melhor opção, mas um trailer um pouco maior que o recomendado pelo Cássio. Grande abraço,

 

Gilberto, complementando, o trailer mesmo um KC270 precisa do entrave da carteira categoria "E" e para tal, nem todos têm condições ou aptidão para passar nos exames. Fazer exame como fosse andar com uma carreta de duplo ou triplo trailer. Já um MH até 6 mts para 4 pessoas até 4 toneladas, que te dá melhor conforto, vc pode dirigir com a carteira "C". Tenho um Larthurist Tahiti T400 montado num chassi do Ford F4000 - 1987(foto em anexo) e pra ser sincero, até hoje só levei à oficina pra fazer as revisões necessarias como qualquer outro veículo. Lembre-se que no caso do trailer, vc tem tanto a revisão do carro rebocador e também do trailer. Para as saídas do supermercado, bancos, visitas a cidade, faço com uma moto que transporto na traseira de MH. Elson BHZ/MG

 

Perfeita a tua complementação, a carteira E realmente é um grande entrave para rebocar trailer. Tive que passar pela experiência de fazer exame com uma carreta de 3 eixos para mudar de categoria. Você tem um belo equipamento, eu tive um Larturist Tahiti montado sobre uma D40 87, mas não tive tanta sorte com a parte mecânica e elétrica dela, sem contar com a ineficiência do sistema de freios no meu antigo carro. Fiquei com ele uns 3 anos, e por conta da construção de casa, acabei vendendo. Esse veículo tem um excelente espaço interno, oferece muito conforto ao usuário, no meu eu achava as tulhas externas um pouco pequenas pras tralhas, e abriam com muita facilidade: perdi uma churrasqueira e umas lonas pequenas em trânsito (coisas de novato...) até que refiz as fechaduras. Para moradia, esse equipamento tem um tamanho ideal, bons armários e tulhas internas grandes (note-se que ele tem perto de 6m na área habitável). Como a rodagem traseira é dupla, voce paga pedágio como veiculo comercial (caminhão), só não sei se tem que obedecer as restrições de tráfego de caminhão (eu nunca parei em balanças e também nunca obedeci as placas de "proibido caminhão", mas nunca recebi multa por isso), agora os pedágios exclusivos de caminhão e ônibus eu pagava. Hoje estou com um trailer beija-flor e reboco com uma ranger, estou satisfeito com o conjunto, apesar das limitações dele. Como nada na vida é absoluto, cada equipamento tem suas vantagens e desvantagens, o que de fato interessa é que qualquer deles a gente pode rodar, fazer amigos e conhecer esse mundão que o Criador Maior nos oferece. Grande abraço,

 

Tempos a trás você me enviou um e-mail com o relato de sua viagem com a Ranger puxando o Beija Flor, e você chegou a comentar que agora você tem que se acostumar com o motor em alto giro para não esquentar o motor, na verdade quando li esta parte do seu comentário não entendi nada pois a minha Ex-F1000 e a Ranger 2.5 do meu pai não se altera em nada a temperatura do motor.
Ontem conversando com o antigo proprietário e amigo da minha S10 2.8, ele atualmente tem uma Ranger 2003 2.8 puxando um KC640 e relatos dele subindo a serra já quase no topo da serra o ponteiro da temperatura chegou quase no vermelho e a luz da temperatura acendeu, chegamos a conclusão que na Ranger é preciso esta sempre com o giro correto do motor e não se pode andar com as marchas alta e giro baixo, neste caso o meu amigo estava subindo a serra em 3° macha e 40km/h e em 1.500 giros, o baixo giro força o motor e refrigera menos, acho que com a Ranger sem peso não deve acontecer isso.
Na S10 2.8 só altera pouco coisa o ponteiro da temperatura.


> Muito bom saber o seu relato, parabéns, eu também sempre achei que > temos > que andar com um pouco de peso na frete do trailer. >> > O fato é que realmente existe o pendulo lateral porem sua F350 é um > carro robusto e deve puxar brincando qualquer trailer sem a existência do > pendulo, nas picapes de médio porte como Ranger, S10 e etc... existe uma > velocidade limite para que se comece a dar o pendulo lateral ( horizontal > ) > como na Ranger + KC640 é em 90km/h independente do vento que estiver na > estrada, como a maioria dos Trailistas estão viajando de picape de médio > porte é preciso que fiquem atento e evitem de ultrapassar este limite > para > não correr o risco do vento lateral desequilibrar o conjunto, bom este > foi o > motivo dos dois acidentes do Sul e coincidentemente eram KC640. >> >> > Quanto ao acidente do Edson, não quero comentar sobre isso e sobre > ele..

 

Caro marcus vou rebocar o kc450 com uma toyota bandeirante jipe > longo capota de aço vc acha que devo fazer algo no trailer ?? pois na > caixa de > gaz terá um butijão de 13 kgs mais uma bateria de 150 amperes é o > suficiente de peso para no engate ? . > > Os 10 % que vc diz seria 10% do peso total do trailer ? no engate. > > Por isso que tem que colocar peso no engate. > Os Trailers da Karmann Ghuia eram fabricados nas normas Alemãs que por > sua vez eram puxados com carros de tração dianteira por isso eles não > tinham pesso sobre o engate para não destracionar a frente do carro. > Vc pode soltar a bequilha de um KC 640 que ele fica flutuando a frete > isso não e bom para carros com tração traseira. Vc tem que ter 10% do > reboque sobre o engate, isso vc pode ler no manual da S-10 na parte de > reboque. Já puxei um KC 640 em uma Dakota automatica V6 pra nuca > mais... o Trailer não parava na pista, na volta coloquei dois botijão > de gás na frente melhorou muito.

 

Os Trailers de 1 eixo por si so já tem um peso no engate, levando em > consideração o que vc já vai colocar de peso na caixa de gás já e o > suficiente, mas e bom lembrar de que quando vc arrumar as coisas > dentro do > Trailer vc deve equilibra-lo e sempre colocar as coisas mais pesadas > próximo ao eixo. > > Vc tb tem que estar com o Trailer nivelado com a Toyota ele não pode > ficar Traseiro e nem dianteiro. > > Tb não aconselho viajar com a caixa de água cheia, costumo deixar um > pouco so de água no caso de emergência (menos de ¼).

 

 

 

Um trailer pequeno, de um eixo, mais especificamente um KC270 ou um KC 330 > puxados por um carro de passeio ou pick-up, estão sujeitos ao problema de > pêndulo lateral ? > > Tenho viajado a até 110 km/h em estradas boas (Dutra, Dom Pedro I) com > meu KC270 e graças à Deus não tive problemas até agora. > > Meu conjunto é equilibrado e nivelado, sendo que levanto sozinho a lança > do > trailer, mesmo com a caixa de gás cheia de tralhas. > > Entretanto, meu KC270 tem peso bem superior ao original, visto que > foram instalados muitos acessórios, tais como caixa d'água, bomba, > climatizador de teto, micro-ondas, som, dvd, etc... > > Fiquei em dúvida se o tal pêndulo lateral só existe em trailers grandes > e > pesados, como os de dois eixos ou se também ocorre nos pequenos...

 

Acredito que para os trailer menores como o nosso possa existir o pendulo lateral porem a velocidade do inicio do pendulo deve ser maior que a velocidade maxima que voce já possa ter conseguido atingir com o trailer, cada carro/trailer é diferente um do outro, por exemplo, o KC640 que voce me viu puxando na ponte Rio-Niteroi com a S10 tem incio de pendulo em 90 a 100km dependendo do vento.

O ideal é voce saber qual é o seu inicio de pendulo lateral dentro da sua velocidade maxima, se a sua velocidade maxima é 110km e não tem pendulo lateral, então não tem o que se preocupar, com tudo é bom lembra que mesmo não existindo o pendulo lateral não é recomendavel andar acima da velocidade permidita da estrada ainda mais estando com com trailer na traseira, o objetivo da minha materia não é incentivar as pessoas a andarem no limite do pendulo ou andar mais rapido na estrada, o objetivo da materia é para termos cuidado com este pendulo nos poucos momentos que estamos excedendo o limite de velocidade, como por exemplo uma ultrapassagem, pegando embalo para subir um declive de estrada e etc...


Venho percebendo que desde dezembro de 2007 até hoje as estatísticas com capotagem com trailer em viagem estão aumentando, pela minha pequena experiência que tenho em transporte de trailer, gostaria de avisar e esclarecer os fatos afim de tentar frear esta estatística. Depois do acidente no nosso amigo Edson, ocorreram mais duas capotagem com trailer, uma em SC e outra no RS, ambas com KC640 e do Edson com um Diamante, até hoje ainda não sabemos ou até mesmo não chegou ao meu conhecimento o motivo pelo qual o trailer do Edson veio a capotar, o que vou comentar abaixo não é uma conclusão do que poça ter acontecido com o Edson, As duas ocorrências no Sul pelos relatos dos donos dos trailers e com a minha pouco experiência, posso afirmar que a causa da capotagem foi devido ao famoso pendulo lateral, fato este que ocorre quando se ultrapassa os limites do carro/velocidade. Porque acontece o pendulo lateral??? geralmente o pendulo lateral ocorre com os trailers maiores conseqüentemente mais pesado, nos trailers maiores a lateral do trailer acaba servindo de paredão absorvendo todo o vento lateral, na teoria da aerodinâmica apartir da velocidade de 60km a 70km na traseira dos veículos cria-se uma espécie de roda moinho com ventos que vem da lateral e do teto, o roda moinho é responsável pela sujeira que fica na moto transportada nos para-choques dos MH's, com o aumento da velocidade o roda moinho passa a ganhar forças fazendo com que a traseira do trailer balance para esquerda e direita, como estivesse duas pessoas em cada ponta do trailer empurrando o trailer de forma sincronizada, como o trailer esta engatado no carro de forma articulada o balanço da traseira do trailer se transfere para o carro, ou seja, se a traseira do trailer balança para esquerda então a frete do carro balança para esquerda também parecendo uma cobra ou minhoca se rastejando rapidamente, em viagem percebesse o pendulo lateral quando a frete do carro começa a balançar para esquerda e direita, a velocidade no inicio do pendulo vai depender do peso do carro/tamanho do trailer, alguns conhecedores do assunto dizem que o ideal é que o carro tenha o dobro de peso do trailer, assim o balanço do trailer não teria forças para deslocar a frete do carro, como por exemplo, uma Ranger puxando o KC640 o inicio do pendulo começa a 80 ou 90km/h dependendo do vento da estrada, já a Ranger puxando um Falcão de 9,15 metros o pendulo inicial é aos 60km/h, o tipo de pneu também influencia, como exemplo, tive uma F1000 com pneus finos diagonal, apesar da F1000 ser mais pesada que a Ranger o inicio do pendulo é de 70 a 80km/h devido aos pneus de pouco aderência, se a estrada estiver sem vento da até para chegar aos 110km/h porem qualquer vento repentino o carro estaria acima da velocidade do pendulo inicial não dando ao motorista a oportunidade do total controle do carro pois já estaria com o pendulo iniciado e para controlar o motorista terá que ter espaço na estrada, reduzir o carro puxar a direção para sentida contrario até que o carro se alinhe com o trailer e ai sim voltar com a direção para pista. Em uma ocasião eu estava de Ranger puxando um KC640 na Rio-lagos a 90km, no limite do pendulo inicial, de repente batei um vento e em fração de segundos o pêndulo já estava iniciado, minha sorte é que a era uma estrada de 3 pistas únicas, sem ninguém ao meu lado e eu vinha na pista da esquerda, quando conseguir alinha o carro já esta no acostamento da direta quase entrando no mato, conseguir parar o carro sem avarias e com o coração na boca. Como podemos enviar o pendulo: transfira o peso do trailer para a frete do trailer e no carro na parte traseira, mantenha os pneus sempre calibrados e tente descobrir com bastante cautela qual é a velocidade do pendulo inicial em relação seu carro e tente andar no maximo de 10 a 20km/h abaixo da limite de velocidade do pendulo inicial.

 

Este fenômeno do pendulo lateral não pode ser devido ao excesso de peso na bola/engate? Quando tinha trailer, reboquei um rubi com uma caminhonete caravan, que ao que me lembro eram mais ou menos do mesmo peso, cerca de 1400 kg cada um. Quando o peso sobre o engate excedia 50 kg tinha problemas com a pendulação que definiste como pendulo lateral. Cheguei a viajar com menos de 15 kg sobre o engate e aí o fenômeno desaparecia, pois cheguei a andar a 110 km/h com vento lateral inconstante sem nada aparecer. Lembro que na época os fabricantes recomendavam que se devia utilizar o máximo de peso possível no engate. Eu sempre contrariei estas recomendações. Alegavam que tinha que ser pesado pois a resistência ao vento fazia o trailer pender para trás aliviando o peso no engate. As suspensões dos automóveis são desenhadas para trabalhar com certo peso na traseira, mas vejo muitos excederem estes limites, as suspensões vem praticamente nos batentes Semana passada vi um trailer, Vila Rica, chegar ao camping rebocado por uma Pajero cuja suspensão traseira estava apoiada nos batentes. 4 pessoas não conseguiram levantar a frente do trailer. O motorista e a esposa queixaram-se de haverem várias vezes tido problemas de oscilações laterais e também verticais. Gostaria de ler tuas impressões sobre o peso dos reboques sobre o engate, baseado na tua experiência como rebocador profissional. E ainda em gente que critica o código brasileiro de trânsito que exige carteira E para rebocar trailer. Devia exigir carteira Z.

 

Os fabricantes de engates recomendam para carro de passeio peso até 50kg sobre a bola e 75kg para a linha picape. De fato nunca fiz este teste para sim evitar o pendulo horizontal e sempre andei com peso na bola sempre no limite do recomendável pelo fabricante, desta maneira percebi que o trailer balança menos a traseira do carro em buracos com se fosse um pessoa pulando na traseira do carro, pois com peso na frete do trailer não teria tanta força para pendular verticalmente, nesta 5° feira vou levar um KC640 para Friburgo e vou ver se consigo arruma um contra peso dentro do trailer para deixa a frete mais leve e assim fazer este teste. Quanto ao excesso de peso no engate, acho que tem que ter no mínimo algum peso pois do contraria o trailer pode pendular no sentido contrario e assim aumentando as chances da munheca soltar da bola, quando a Pajero, as pessoas acham que deve colocar todo o peso possível na frete do trailer e isso é errado, quando falo em colocar peso na frete seria para pelo menos uma pessoa não levantar a frete do trailer e sim só com duas pessoas e sem fazer muita força Só um detalhe, atualmente puxo o meu KC330 no Scenic 2.0 e recentemente fiz uma viajam com o meu KC330 puxando na Ranger, odiei a viagem, com a suspensão da Ranger não é nem muito macia e nem muito dura e a frete do KC330 não é tão pesada o trailer passou a viagem toda balançando a traseira do carro como se tivesse duas pessoas pulando da caçamba, já com o Scenic a suspensão é mais macia e não quase não balança a traseira, só tem o pendulo vertical que é normal, no caro da Ranger + Kc330 acho que a solução ou era colocar mais peso ou deixa a frete mais leve, no caso da Pejero pelo peso que tinha na frete do trailer não deveria ter este balanço na traseira. Tenho relatos de um proprietário de Ranger + Brilhante 440 que fez igual ao caro da Pajero e ele conseguiu quebrar o engate do carro e a lança do trailer.

devemos tentar chagar a perfeição porem sempre atento ao pendulo horizontal que vem causando acidentes...


Pêndulo Lateral

Amigos, desculpe voltar ao assunto do pêndulo lateral, mas tomei mais um susto, e este foi o maior de todos os meus 30 anos de direção, sou um viciado e apaixonado por trailer, mas depois do que me aconteceu, parei o carro assim que pude, desci e fiquei pensando se desengatava o trailer do carro, e chamava alguém para rebocá-lo para minha casa. O fato foi da seguinte forma, eu vinha rebocando meu KC 270 com o meu Corolla, inclusive com 04 pneus novos devido á viagem, essa estrada em algum momento tinha vento, mas bem pouco, é uma pista asfaltada e bem nova, não recapada, nova mesmo, um verdadeiro tapete, e é exatamente por ser nova, que aumentei á velocidade para 85 KM/H, foi exatamente nessa hora que aconteceu o pendulo, acredito que entre começar a balançar e parar foram uns 20 segundos, que para mim pareceram uma eternidade, pois para piorar a situação essa estrada é de duas mãos, e vinham vários carros na direção contrária á minha, cada vez que eu alinhava o carro para um dos lados que o trailer estava levando o carro, eu ouvia uma cantada baixinha dos pneus dianteiros, bom amigos, desejo que uma situação assim nunca ocorra com os senhores, e acredito que só não me acidentei feio, porque apesar do susto, mantive á calma e não mexi á direção bruscamente em nenhum momento.

Nesses 20 ou 25 segundos que duraram meu pêndulo, além de tentar sempre corrigir o carro, fiz o seguinte, logo que aconteceu acelerei de leve para ver se parava, como não parou tirei o pé do acelerador, e pisei bem de leve no freio, o que também não resolveu, dai preferi deixar baixar a velocidade só no freio motor, e foi assim que o trailer alinhou.

Não preciso dizer pra vocês que á minha viagem de volta pra casa pela 101 que esta cheia de desvios, no maximo coloquei 70KM/H, e mesmo assim com muito medo.

Como meu pai andou me convencendo que durante os 25 anos que rebocou trailer só teve um pêndulo, e mesmo assim foi com um carro Chevette 1.4 e puxando um Brilhante, criei coragem e na outra semana fui para á estrada, porém desta vez puxei o KC com um Polo hatch 1.6, e mudou tudo, aos poucos fui testando o bicho, e cheguei a rodar á 90 KM/H e sem o pêndulo.

Disseram-me que o polo não dá o pêndulo porque o eixo da tração esta bem mais perto do engate do que no Corolla, realmente do eixo do Corolla até á munheca são 1,10 cm, enquanto no polo, são 70 cm, 40cm á menos, será que esse é um fator determinante para não ter o pêndulo, ou também porque á suspensão do Polo é mais firme do que á do Corolla que é mais macia para ter mais conforto.

Agora que vem á parte mais difícil, e por isso peço ajuda ao grupo, ou seja, após meu incidente, passei a perguntar para todas as pessoas que rebocam trailers, e também á carreteiros que andam muito com articulados, sobre o que se deve fazer numa situação dessas, o pior é que cada um me falava para fazer algo diferente no momento do pêndulo, ou seja, uns dizem para frear de leve, outros motoristas de carretas me disseram ao contrário, que tinham 15, ou 30 anos de estrada dirigindo articulados, e com certeza o melhor á fazer é acelerar para que o carro alinhe o trailer, e assim vai, cada um dava uma receita diferente, ou seja, continuo com três grandes duvidas que são as seguinte:

1) No momento do Pêndulo afinal o que devemos fazer, tirar o pé do acelerador, frear de leve, ou acelerar lentamente?

2) Como normalmente os carros hatch tem o eixo traseiro quase no pára-choque, poderia se afirmar que devemos dar prioridade em rebocar trailers com um carro hatch, ou seja, Quanto menor á distância entre o eixo traseiro e o engate, menor será a chance de ocorrer o pêndulo?

Aguardo suas opiniões, Um abraço!

Lenio Cardoso Filho Canoas-RS

Lenio...curioso este seu relato.... Mas seu trailer é aquele q foi alterada a lança de reboque não é?? Talvez esta alteração contribua com o problema...já reboquei o 330 com Niva 4x4, Passat 1975, Ipanema 2.0 e Veraneio turbo diesel. A única vez que pendulei foi com Niva que não podia passar de 90km/h que o pendulo aparecia...talvez seja o segredo da distância do eixo traseiro até o engate..no niva tb é bem próximo....lembrando que no caso do niva a tração é 4x4 integral, portanto a tração é direta nos dois eixos. Cássio

Penso que o melhor seria tirar o pe do acelerador, deixar o freio motor, tentar reduzir a velocidade com pequenas freadas e tentar controlar a direção jogando a direção para o lado contrario do pendulo. Você já tentou pesar o seu trailer? estou surpreso pelo pendulo ter dado no seu corolla e não no palio, não sei lhe explicar o motivos porem ainda acho que o seu AR na traseira esta influenciando neste pendulo pois você instalou o compressor em um lado do trailer comprometendo o equilíbrio do trailer, tudo é provável. Antes de você instalar o AR acontecei o pendulo??? Eu puxei o mau KC330 com um Senic 2.0 por dois anos e já cheguei a 120km e nada aconteceu, obviamente que 120km/h foi coisa rápida em descida, minha velocidade cruzeiro era de 80km.

Lateral....uma vez sai da minha pista e invadi um pouco da pista oposta..sorte não ter ninguém naquele momento...em compensação com o passat, ipanema, veraneio posso chegar a 120 q não dá nada...tudo normal...

Com a modificação que fiz na lança do KC 270, ele roda bem nivelado na horizontal em relação ao solo, ao contrário de antes da mudança onde o trailer rodava com a traseira bem mais baixa que a dianteira, ou seja,  por esse motivo é que acredito que o problema não esteja com o trailer.

Não coloquei no meu e-mail anterior uma observação impoortante, antes de puxar esse trailer com o Corolla, puxei ele com um Uno 1.0, e também com um Gol 1.6 além do próprio Polo hatch, e com nenhum desses carros ocorreu o pêndulo, é exatamente por esse detalhe que estou quase concluindo que, quanto menor á distância do eixo traseiro do carro até o engate, menor será á chance do pêndulo.

Minha teoria estando correta, o seu pêndulo teria que ter ocorrido com o Passat, e á Veraneio, e nunca com o Niva que tem o eixo traseiro bem mais perto do engate.

To vendo á hora que alguém do Grupo vai me enviar um e-mail dizendo (Lenio, por favor, para de falar em pêndulo). Risos.....

Eu tb acho que o problema pode estar nas alterações feitas, tanto na elevação do engate quento no peso excesivo em um dos lados do trailer (ar condicionado) .

Eu puxo um KC-270 também, atualmente com uma Toyota Hilux SW4, mas antes puxava com um Citroen Picasso.

Embora o meu trailer seja bem mais pesado que o original, face a instalação de diversos itens de conforto, procurei distribuir o peso de maneira uniforme e o mais próximo ao eixo possível, dessa forma eu só tive problema de pêndulo uma única vez, na Rodovia Dom Pedro I, mas eu estava a 115 km/h com o Citroen Picasso, numa descida reta e longa.

Ao entrar uma daquelas pontes enormes peguei um baita vento lateral e aconteceu o início do pêndulo, mas bastou tirar o pé do acelerador, usando o freio motor,  e segurar o volante com firmeza, em linha reta, e frear muito levemente que tudo voltou ao normal.

Na minha humilde opinião, numa hora dessas, tentar corrigir o curso virando o volante é muito arriscado, acho melhor manter a direção reta e diminuir a velocidade com cautela.

Tenho viajado bastante com o trailer e sempre ando por volta dos 90 ou 100 km/h, sem problemas.

Investigue essa questão das modificações feitas no seu trailer, volte o engate para a altura original (os engenheiros estudaram isso) e retire esse ar condicionado da traseira, instalando um climatizador de teto para seu conforto.

Como você mesmo disse tudo é possível, não tinha pensado no detalhe do Split, com o Uno e o Gol, realmente eu não tinha o Split, mas com o Polo hatch que puxei recentemente não deu pêndulo, eu já tinha o Split.

Perguntei ao filho do proprietário da Transcandelária, o senhor Nêne, sobre o que fazer quando acontece o pêndulo, e ele me disse exatamente o que você disse, ou seja, tirar o pé do acelerador, usar o freio motor, e reduzir a velocidade com pequenas freadas, o que eu também concordo, apesar de já ter escutado de motoristas de carretas articuladas, que frear, mesmo que de leve, se o que esta sendo rebocado não estiver alinhado com o rebocador, teria o risco de fechar o canivete.  

Segundo meu Pai que rebocou trailer, por 25 anos, diz o seguinte, trailer não é para 85 KM/h, e sim para 70 ou no maximo 75 KM/hora, e justifica sua opinião com o fato de só ter um pêndulo em 25 anos.

E estou eu aqui com o mesmo papo sobre o pêndulo lateral, mas entendam, assim como para as meninas é verdadeiro aquela frase (O primeiro suitiã ninguém esquece), também é verdade para os trailistas o seguinte (Quem já teve um Pêndulo lateral jamais esquece). Risos.........

Você que já teve o pêndulo chegando á invadir á pista contrária, sabe bem que não estou exagerando quanto ao risco e ao susto que se passa, e aqui confesso, pêndulo é um susto daqueles que se durasse mais uns 03 segundos, nos obrigaria á trocar as calças, é ou não é?  Risos...

Eu também já tive um pendulo lateral puxando um KC640 com um Ranger, com tudo estou muito surpreso em você ter tido um pendulo com menor trailer da Karmann Ghia, geralmente o pendulo é proveniente da relação peso/tamanho do trailer, no seu caso volta a insistir que tem alguma coisa errada, talvez excesso de peso no trailer somado ao desequilíbrio do próprio trailer.

    Não consigo enxergar o porque o pendulo acontece no Corolla e não no Palio, será que o Corolla é mais leve que o Palio, não tenho certeza mais acho que o Corolla tem carroceria de alumínio, será que é por isso que no manual do Corolla diz que não é recomendável o uso de engate e não pode puxar nada???

     Você viaja com a caixa cheira de água ou vazia? sua caixa de água tem quebra onda? a frete do trailer para você esta pesada ou leve?? qual é o peso real do seu trailer?

     O KC270 do Delfim tem 1.090kg  e o meu KC330 tem 1.160kg

    Quando deu o pendulo lateral no Picasso, o que dançou primeiro, foi a frete ou a traseira do carro??

     Na Ranger a frete fica dançando, já na S10 o que dança é a traseira do carro.

     Penso que a modificação da munheca do Lenio esta perfeita e não vejo problemas nela, já vi um modificação igual a esta em um Rubi e ficou ótimo.

     O Eldorado que foi pegar em Setiba tinha uma adaptação péssima que achei até que iria quebrar na viagem, mais a viagem foi tranqüila e sem pendulo a 110km/h em alguns caso mais velocidade cruzeiro de 90km a 100km.

     Penso que o maior culpado é o desequilíbrio e o peso do trailer.

O Pêndulo em trailers
Guinada, mais conhecido na indústria de VRs (veículos de recreação) como pêndulo, é uma palavra temida entre os proprietários de trailers. Refere-se ao movimento pendular em que o trailer oscila de um lado para o outro repetidamente quando sendo tracionado. Quase nada pode desanimar tanto um campista quanto passar pela primeira vez por uma situação de pêndulo.
Após acampar por anos em barracas você pode tomar a decisão de adquirir um trailer de uma tonelada. Um vendedor de trailer nada honesto nunca vai lhe dizer qual o peso máximo que seu veículo pode puxar. Imagine-se na sua primeira viagem, puxando seu trailer, carga total, família, em boa velocidade numa rodovia de mão dupla. De repente um caminhão cruza por você, provoca deslocamento lateral de ar e empurra o trailer na direção do acostamento. Na tentativa de recuperar a trajetória do trailer você puxa bruscamente o volante e o mesmo começa a ir para o outro lado. Então você aciona os freios: todos os ingredientes suficientes para o trailer continuar o movimento pendular estão ativos, o mesmo oscila de um lado para o outro e afeta o já fraco controle que você tem sobre seu veículo. O resultado pode ser catastrófico.
O pêndulo acontece porque existe uma força perpendicular à direção da trajetória do conjunto carro + trailer que é aplicada sobre a bola do engate (é o trailer que está tentando ir embora sozinho para a lateral). Aí é que entra o lastro (peso do carro) somado ao peso na ponta de lança (engate), que vão manter a traseira do veículo tracionador no chão ou não. Se houver peso (que gera o atrito contra o chão) suficiente nas rodas traseiras para segurar a força lateral não vai haver pêndulo. Se a força lateral superar o atrito dos pneus no chão, a traseira do veículo tracionador vai começar a sambar e o pêndulo é inevitável. Aí entra também a questão da velocidade de tráfego. Quanto maior a velocidade do conjunto carro+trailer, menor é o atrito ("griping") das rodas traseiras do veículo tracionador no chão e mais rápido o conjunto se aproxima de situações de pêndulo. À 100 km/h qualquer ventinho (espirro) lateral provoca pêndulo na grande maioria dos conjuntos carro+trailer. Em algumas situações a força inicial lateral é tão grande que não há tempo para o pêndulo: o trailer arrasta o carro e lá se vai todo o conjunto para fora da estrada.
O balanço normal do trailer em viagem pode ser entendido como um pêndulo vertical amortecido, muito mais próximo do pêndulo do relógio, tão somente o deslocamento maior no relógio é em baixo e o do trailer é em cima (teto). O termo pêndulo em trailer é um deslocamento horizontal, sobre o asfalto, com o trailer (e o carro por conseqüência) indo de um lado para o outro repetidas vezes. Quanto melhor a estabilização vertical do trailer menor será a chance do trailer iniciar pêndulo de pequenas amplitudes. Barras estabilizadoras transferem peso para os pneus, diminuem a inclinação do balanço e aumentam o atrito o que pode evitar que os pneus derrapem. Então, temos que ter em mente que o checklist do trailer (pneus, suspensão, balanço...) tem que estar ok. Se o pneu está careca, o amortecedor está ruim, etc, tudo isto pode aumentar a chance do pêndulo e vai baixar a velocidade de tráfego limite do conjunto carro+trailer. O amortecedor é um item muito negligenciado em trailers: você vai encontrar trailers mais velhos com amortecedores originais e pifados.
Quanto maior o trailer, maior a chance de pêndulo, principalmente por 2 motivos: peso e maior área lateral para receber a força dos ventos. Mas existe um segundo ingrediente além do tamanho, que é o número de eixos. O KC-450 é o trailer mais mal afamado na questão do pêndulo, pois é o maior da KarmanGhia de 1 eixo. Similarmente o Brilhante Luxo (480) é o pior da Turiscar, pois é o maior da linha com 1 eixo. Ter 2 eixos aumenta 100% o número de rodas no chão e por conseqüência o griping total do conjunto, tornando-o mais seguro contra pêndulos. O KC520 já têm 2 eixos, como também o Rubi (620) é o primeiro da linha Turiscar com 2 eixos.
Então, os mais seguros nas linhas Karmanguia e Turiscar seriam:
1 eixo - KC270 Colibri e Turiscar Baby(raríssimo) e Jóia (305)
2 eixos - KC520 Pantanal e Turiscar Rubi (620)
Os mais inseguros:
1 eixo - KC450 e Turiscar Brilhante (480)
2 eixos - KC770 e Imperial Residence (860)
A Motor Trailer do Brasil só fabrica o Beija Flor (400) na linha de 1 eixo.
A estatística comprova que pêndulos em conjuntos com trailer 5ª roda são raros. Porque? Primeiramente porque estes conjuntos naturalmente induzem o motorista a não abusar da velocidade (são pesados) e principalmente porque o peso no engate é suficientemente grande, o que resulta em ótimas condições de atrito dos pneus traseiros do veículo tracionador. Este maior peso no engate é possível porque o conjunto de engate fica sobre a carroceria. Maior cuidado com os trailers 5ª roda é necessário quando em grandes descidas, pois o peso tende a empurrar o carro.
Nunca esqueça que o seu veículo tem uma capacidade máxima de reboque e no peso do veículo rebocado você tem que adicionar toda a sua carga (equipamentos, mantimentos, roupas, etc). Também não esqueça que trailers desbalanceados e/ou com pouco peso na ponta da lança (engate) tendem naturalmente a provocar pêndulos.
Entre os itens mais importantes que podem provocar pêndulos, listamos:
a) pneus com calibragem incorreta
b) distribuição irregular de peso
c) trailer sem equipamento de controle de pêndulo
d) veículos grandes trafegando no sentido contrário ou ultrapassando
e) grandes descidas
f) ventos laterais
g) velocidade de tráfego ao rebocar
h) veículo tracionador inadequado
i) carga inadequada e/ou sobrecarga
j) distância engate/eixo traseiro
k) checklist carro/trailer
Então para evitar o pêndulo, recomenda-se:
a) pneus com calibragem incorreta: nunca saia para viajar sem antes verificar e ajustar (se
necessário) corretamente a calibragem dos pneus. Viajando, inspecione o conjunto veículo tracionador/trailer preferencialmente a cada 100 km, aí incluindo-se os pneus.
b) distribuição irregular de peso: o trailer sai de fábrica rigorosamente balanceado. Ao adicionar equipamentos extras ou carga procure distribuir de forma balanceada este novo peso. Lembre-se que na ponta da lança (engate) deve permanecer um peso de aproximadamente 10% do total do trailer+carga (e não 50 kg, que está sacramentado entre os trailistas como suficiente). Muito cuidado também com concentração de peso num dos lados: o lado que estiver mais pesado vai provocar o pêndulo, principalmente em frenagens.
c) trailer sem equipamento de controle de pêndulo: infelizmente no Brasil este equipamento é pouco ou não usado. Nunca vi um trailer com este equipamento
d) veículos trafegando no sentido contrário ou ultrapassando: é uma situação difícil de ser prevenida e o fato gerador do pêndulo é o deslocamento de ar. De qualquer maneira, procure observar a direção e intensidade dos ventos, como também a umidade do ar, que é o maior vilão. O ar úmido se torna mais pesado e provoca deslocamentos (empuxos) laterais maiores que o ar seco. Para verificar a umidade do ar quando em trânsito, coloque a palma da mão para fora, virada para a frente do veículo tracionador e fechada: quanto mais forte o ar deslocar sua mão para trás, maior a umidade. Normalmente a umidade aumenta muito antes de chuvas e logo após as chuvas, este último caso se houver um processo de evaporação associado ao calor da terra ou sol após a chuva. Se existem fortes ventos laterais ou ar úmido, diminua a velocidade de tocada e procure trafegar o mais próximo possível do acostamento, evitando proximidade com o centro da pista.
e) grandes descidas: reduza a velocidade, desça engrenado em marcha que segure via rotação do motor e efetue pequenas e constantes frenagens, se necessário. Nunca freie bruscamente.
f) ventos laterais: são vilões, mesmo sem a presença de caminhões ultrapassando ou cruzando em sentido contrário. Diminua sensivelmente a velocidade de tocada.
g) velocidade de tráfego ao rebocar: 80 km/h já é um valor suficientemente alto para as nossas estradas. Se possível, trafegue na faixa de 70 km/h em trechos planos.
h) veículo tracionador inadequado: o veículo pode ter força suficiente (você pode conseguir tracionar um KC-540 com um Gol 1.0), mas ele não tem lastro (peso) para agüentar a desaceleração
do trailer quando em frenagens, o que provocará pêndulos freqüentes. Procure ter uma pick-up ou SUV (carroceria fechada completa) para tracionar um trailer.
i) carga inadequada e/ou sobrecarga: não leve no seu trailer cargas móveis(que podem se deslocar quando em trânsito) nem exceda o peso permitido
j) distância engate/eixo traseiro: aqui estamos falando da distância entre a bola de engate e o eixo traseiro do carro rebocador. Quanto menor esta distância, menor a chance de que ocorra o pêndulo. Basicamente este fato está associado ao efeito alavanca. A distância entre o eixo traseiro e a bola do engate pode ser entendida como o comprimento da alavanca: quanto maior a alavanca, maior será a força lateral aplicada no eixo traseiro. Por isto nas considerações do Luiz Carlos (texto abaixo) o Maverick é por ele considerado como um dos melhores para rebocar trailers entre os carros antigos.
k) checklist carro/trailer: o conjunto tem que estar em boas condições mecânicas, principalmente nos itens frenagem e suspensão. No trailer, verifique principalmente a suspensão (amortecedor, molas, buchas...) e o freio de reação (se tiver). No carro acompanhe os freios e o conjunto total da suspensão (molas, amortecedores, ponteiras, barras estabilizadoras, buchas, etc).
Complementação do André Pereira:
Quanto ao peso sobre a bola, o ideal realmente seria ter 10% do PBT do trailer sobre a bola do engate, com tudo devemos lembrar que a capacidade de carga de peso sobre a bola do engate é de 50kg para carro de passeios e 75kg para as picapes, para colocar os 10% apoiado sobre a bola é preciso que você faça um engate extremamente reforçado.
Complementação do Luiz Carlos:
Minha experiência sobre o pêndulo ao rebocar um trailer é a seguinte: antes de ter o 5ª roda, eu rebocava trailers com um Toyota Bandeirante com carroceria curta. Este jipe tem 2000 kg de peso, o que é um fator muito importante para a estabilidade do conjunto, pois quanto maior for o peso do carro menor será a chance de pêndulos. Tive algumas situações rápidas desse susto e principalmente com trailers grandes como o Turiscar Diamante e o Karman 640, sempre em grandes descidas em reta. Isso acontece no momento em que o trailer passa a empurrar o carro, pois com a velocidade aumentando o carro fica mais leve e passa a ser empurrado, conseqüentemente ocasionando o pêndulo. É muito importante descer com a mesma marcha que estava engrenada na subida para não ser empurrado. Pode parecer estranho, mas a melhor forma de se corrigir o conjunto na hora do pêndulo é acelerar forte, pois assim o carro volta a puxar o trailer!!! , só que pra isso tem que ter espaço, segurança e coragem numa situação de susto, e se você frear forte, que é a reação mais comum, vai piorar muito o balanço e aumentar o perigo de acidente. Os trailers pequenos sofrem muito com o deslocamento do vento ao cruzarem com veículos grandes, e também por ter um só eixo eles vão quicando e socando na traseira do carro.
Outro fator é a tração dianteira dos carros, que não é a ideal para rebocar. Hoje não existem mais carros com tração traseira como os antigos Opalas, Dodge, Landau e o Maveric , sendo esse último o melhor modelo para uso, pois tinha a menor distância entre o engate e o eixo traseiro. Nesses 25 anos rebocando o 5ª roda com a F1000 nunca tive essa situação de pêndulo, pois a pick-up é pesada, a velocidade máxima rebocando é de 90 km e o tipo de engate (a quinta roda) sobre o eixo traseiro torna o conjunto super estável. O veículo ideal para rebocar qualquer tipo de trailer é uma pick-up ou Blazer, pelo seu peso, volume, tipo de tração e potência, sendo que no caso do 5ª roda o melhor rebocador é uma F4000, pelos mesmos motivos e também por ter a capacidade máxima de tração de 10 toneladas, sendo que o meu 5ª roda pesa 4200 kg.
Complementação do Marciano Delazeri
Meu conjunto é uma Parati 1.6 + trailer Turiscar Eldorado (360). Viajo a 70 km/h em média em 4ª marcha, pois o motor é fraco, fazendo média de 10 km/l de gasolina ou 10 km/m3 de Gnv. Só ultrapasso esta velocidade nos lançantes para ganhar velocidade na subida. Isto aconteceu muito na BR-116, pois precisava soltar o conjunto para na subida que estava à frente chegar ao topo com mais velocidade economizando tempo e combustível. Concordo que é uma atitude perigosa, pois diversas vezes percebi o início do pêndulo, neste momento tiro o pé com o intuito de reduzir a velocidade. E sempre deu certo graças a Deus.
CAUSOS
Adauto
Já passei por 3 situações distintas de pêndulo e a experiência não é nada agradável. O primeiro caso (do tipo item e) foi em 1989 quando eu possuía um trailer Itapoan 1977 (3,5 m, 1 eixo) que era puxado por um Santana 1.8 1986. Numa daquelas descidas complicadas da BR-101 entre Eunápolis e Itamarajú (BA) percebi que a velocidade havia aumentado um pouco acima do normal e tentei reduzi-la pisando no freio. A frenagem foi suficiente para colocar o trailer em pêndulo. O susto foi grande, demorei um pouco a entender o que estava acontecendo, felizmente ninguém vinha no sentido contrário, tirei o pé do freio, segurei o volante firme e executei pequenos movimentos laterais no mesmo, voltei a frenar suavemente até conseguir que o trailer voltasse à rota normal. O segundo caso (do tipo d) aconteceu quando trafegava com uma Silverado GrandBlazer rebocando um trailer KC-540 (5,4 m, 1.600 kg, 2 eixos) na Via Lagos, em 2005: ao ser ultrapassado por um ônibus da 1001 o conjunto iniciou um pêndulo devido ao deslocamento de ar úmido provocado pelo ônibus. A intensidade do pêndulo não foi grande, parei de acelerar, desloquei o conjunto levemente no sentido do acostamento e o movimento pendular amorteceu. O terceiro caso (do tipo g+f) aconteceu também com a mesma GrandBlazer rebocando um trailer KC-640 (6,4 m, 1.750 kg, 2 eixos) na BR-101, na altura de Rocha Leão, proximidades da entrada de Rio das Ostras. Neste caso o excesso de velocidade (mais de 90 km/h) combinado com ventos laterais provocou o pêndulo que apesar de forte consegui superar somente com desaceleração do motor e leve controle sobre o volante, sem pisar em freios. Neste caso ajudou muito o lastro (3400 kg) da GrandBlazer.
André Pereira
Graças a Deus, até hoje só tive uma situação de pêndulo, onde saindo de Cabo Frio em direção a Juiz de Fora, ao entrar na Via Lagos eu estava a 85km/h em uma Ranger com um KC-640, naquele momento fui surpreendido com uma rajada de vendo muito forte que causou um pêndulo forte e imediato, eu que estava na pista da esquerda, na tentativa de acabar com o pêndulo fui parar no acostamento da direita, tentei frear o carro bem fraco usando freio motor e controlando a direção, só deus sabe como saí desta, depois que consegui parar o pêndulo, já que eu estava no acostamento, parei o carro para me acalmar do susto, muita tremedeira nas pernas e o coração na boca, segue link com a foto da Ranger e o KC640 deste acorrido.
Humberto Brandão
Minha experiência puxando um Brilhante SL com uma Caravan foi bastante emocionante. Eu estava a quase 100 por hora sobre o viaduto da Perimetral quando a Caravan começou a jogar para um lado e outro, por sorte não havia ninguém dos lados, ai depois de ir para o muro de lá e para o muro de cá varias vezes, diminuindo a velocidade e rezando desesperadamente, consegui equilibrar o conjunto sem nenhum dano a não ser psicológico. Como nas histórias da Carochinha, "daquele dia em diante nunca mais corri acima de 80 puxando trailer".
Conjunto Ford Ranger + KC-640 que sofreu pêndulo – André Pereira
Conjunto Silverado GrandBlazer + Trailer KC-640 que sofreu pêndulo - Adauto
Conjunto Ford Ranger + MTB Falcão (2 eixos, 2800 kg) – André Pereira
Conjunto Celta Life + Turiscar Jóia - Leonardo
Conjunto SW4 + KC-270 - Delfim
Conjunto F1000 + 5ª Roda – Luiz e Yeda
Conjunto Parati 1.6 + Turiscar Eldorado 360 - Marciano Delazeri e Adriana
Conjunto para controle de pêndulo (sway control, americano)
Compartilhe sua experiência!
sugestões/complementações/causos 􀃎 envie para adautosouza@globo.com

Caro Adauto,

Parabéns pelo excelente e muito bem escrito artigo, que versa sobre o
pêndulo, ao tracionarmos trailers.
Muito útil e elucidativo, destaco a importância em advertir as pessoas sobre
a necessidade do lastro do veículo tracionador, pois a maioria só se
preocupa com a potência do motor.
O teu artigo chega em boa hora, quando temos a expectativa de aprovação do
PL 7.127, que permitirá aos cidadãos rebocarem seus trailers com a carteira
de habilitação de categoria B.

A coisa eh tao rapida que eh dicil afirmar com certeza absoluta. Mas a minha escolha eh que a traseira solta primeiro. Neste caso vai contar muito o balanco original do carro e as condicoes de suspensao-pneus traseiros x dianteiros. As caminhonetes fechadas (Blazer, SW4, ...) tendem a ser mais seguras na traseira e transferem boa parte do problema para a dianteira. Uma pickup cabine simples vai tender a sair muito mais de traseira. A GrandBlazer Diesel tem um motor muito pesado na frente (MWM Sprinter 6CC 180 HP) e isto ajuda a mante-la mais segura na dianteira.

Adauto,
>
> Assino embaixo na sua explicação.
>
> Só de curiosidade, a sua Silverado saia de traseira ou de dianteira???
>
> Na Ranger sai de frete já na S10 sai de traseira quando se inicia o pendulo, agora não me pergunte que não sei lhe responder o porque a Ranger inicia o pendulo pela rodas dianteiras e a S10 pelas rodas traseiras.
> Já esta me esquecendo, na F1000 sai de frente também.

> Com certeza barras estabilizadoras melhorariam o balanço do trailer. Os trailers já saem de fábrica com suspensão bastante endurecida (não são confortáveis como as dos veículos de passageiro) o que minimiza a necessidade de barras estabilizadoras.
> Mas não é este (balanço do trailer) o motor do processo do pêndulo. O pêndulo acontece porque existe uma força perpendicular à direção da trajetória do conjunto carro + trailer que é aplicada sobre a bola do engate (é o trailer que está tentando ir embora sozinho para a lateral). Aí é que entra o lastro (peso do carro) somado ao peso na ponta de lança, que vão manter a traseira do veículo tracionador no chão ou não. Se houver peso suficiente nas rodas traseiras para segurar a força lateral (atrito suficiente)não vai haver pêndulo. Se a força lateral superar o atrito dos pneus no chão, a traseira do veículo tracionador vai começar a sambar "o samba do crioulo doido" e o pêndulo é inevitável.
> Aí entra também a questão da velocidade de tráfego. Quanto maior a velocidade do conjunto carro+trailer, menor é o atrito ("griping") das rodas traseiras do veículo tracionador no chão e mais rápido o conjunto se aproxima de situações de pêndulo.
> À 120 km/h qualquer ventinho(espirro)lateral provoca pêndulo na grande maioria dos conjuntos carro+trailer.