A cidade de Ouro Preto é sem duvida o ícone das cidades históricas brasileiras, onde sendo patrimônio da humanidade, possui um dos maiores acervos de arquitetura e arte barroca do planeta. As ladeiras do centro histórico servem de ferramenta para você andar com calma e vagarosamente, podendo apreciar os detalhes construtivos e devanear sobre a história. O tempo não é visto passar. Use calçados confortáveis de sola de borracha. Não use saltos ou solados de madeira, pois apesar de o calçamento não ser o original da época da fundação, apresenta ruas de pedras bastante irregulares. Prepare sua máquina fotográfica e reserve muitos filmes. Não é permitido fotografar dentro das igrejas e museus. |


| Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias Um dos templos mais importantes de Ouro Preto, por sua qualidade arquitetônica e esplêndida ornamentação interna. Representa o estilo joanino, característico da segunda fase do barroco mineiro. Construção: 1727 Autor do projeto: Manuel Francisco Lisboa Localização: Praça de Antônio Dias - Antônio Dias |

| Igreja São Francisco de Assis Obra-prima do período rococó no Brasil. Reúne trabalhos de dois grandes artistas mineiros: Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (arquitetura, escultura, talha e ornamentação) e Manuel da Costa Ataíde (pintura e douramentos). Construção: 1766 a 1810 Autor do projeto: Manuel Francisco Lisboa Localização: Largo de Coimbra |

| Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Perdões de Baixo Em 1760, a primitiva capela do Senhor Bom Jesus dos Perdões foi vendida à Irmandade de N. Sra. das Mercês. Conta-se que um nobre paulista assassinou a filha noiva por suspeita de infidelidade. Condenado, sua esposa mandou erigir capela ao Senhor Bom Jesus. Construção: Concluída em 1773 Localização: Rua das Mercês - Centro |

| Igreja Santa Efigênia Segundo a lenda, foi construída por Chico Rei, escravo que conquistou sua liberdade, a do filho e a de outros negros explorando a Mina da Encardideira. Apresenta elementos da cultura africana (búzios, chifres de carneiro e cabra, marcas de iniciação) inseridos em sua magnífica talha barroca. Construção: 1720 a 1785 Mestres-de-obras: Manuel Francisco Lisboa e Antônio da SilvaTalha: Francisco Xavier de Brito Localização: Rua Santa Efigênia - Alto da Cruz |

| Matriz de Nossa Senhora do Pilar Construída quase ao mesmo tempo que a outra matriz, a de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias. Inaugurada em 1733, por ocasião do Triunfo Eucarístico. Considerada a expressão máxima de opulência e dramaticidade do barroco. Desde maio de 2000 abriga o Museu de Arte Sacra de Ouro Preto. Construção: 1731 Autor do projeto: Pedro Gomes Chaves (atribuição) Localização: Praça Monsenhor Castilho Barbosa - Pilar |

| Igreja de Nossa Senhora do Carmo A Igreja do Carmo é das mais requintadas do Brasil. A poderosa Ordem Terceira do Carmo reuniu os melhores artistas da região para a construção de seu templo, que inaugura o estilo rococó em Minas. Construção: 1766 a 1772 Autor do projeto: Manuel Francisco Lisboa Localização: Rua Brigadeiro Musqueira - Centro |

| Igreja de Nossa Senhora do Rosário Construída em substituição à capela de 1709. Seu curioso traçado circular, formado por três ovais intersecantes, apresenta semelhanças formais com as igrejas do norte europeu. No Brasil, há similar apenas na cidade de Mariana. Construção: 1785 Localização: Largo do Rosário - Rosário |

| Igreja do Bom Jesus do Matozinhos A capela foi construída em devoção ao Senhor de Matozinhos, a São Miguel e Almas, a Maria, José e Santíssimos Corações de Jesus. Apresenta magnífica portada com escultura em pedra-sabão do Aleijadinho e, no interior, pinturas atribuídas a Manoel da Costa Ataíde. Construção: 2ª metade do século XVIII Localização: Rua Alvarenga - Cabeças |

| Igreja de São José Destaca-se dos demais templos de Ouro Preto pela curiosidade de seu frontispício, que possui terraço com balaustrada em pedra-sabão em torno da torre central. Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, foi juiz da Irmandade e contribuiu para a sua construção. Construção: 1752 a 1811 Autor do risco do retábulo da capela-mor e da torre: Antônio Francisco Lisboa Localização: Rua Teixeira Amaral - Centro |

| Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia de Cima Fundada em meados do século XVIII, a confraria de Nossa Senhora das Mercês funcionava na Igreja de São José. Em 1771, resolveu construir seu próprio templo, cujo projeto foi alterado para abrigar apenas uma torre - (tendências do século XIX). Construção: 1771 Autor do risco da fachada: Manuel Francisco de Araújo Localização: Rua Padre Rolim - Centro |

| Igreja de São Francisco de Paula a mais recente igreja de Ouro Preto. Embora sua construção tenha se prolongado por quase um século, o projeto do sargento-mor Francisco Machado da Cruz manteve-se praticamente inalterado. Construção: 1804 a 1898 Autor do projeto: Francisco Machado da Cruz Localização: Proximidades da Rua Padre Rolim - Centro |

| Matriz de Nossa Senhora de Nazaré Situada no distrito de Cachoeira do Campo, a Matriz, com seus retábulos em arquivoltas concêntricas, representa exemplo máximo de talha ornamental do estilo nacional português, característico da primeira fase do barroco. Construção: Anterior a 1725 Localização: Praça Felipe dos Santos - Distrito de Cachoeira do Campo |

| Capela de São João Batista Considerado o mais antigo templo de Ouro Preto, apresenta, em versão singela, características do estilo nacional português, da primeira fase do barroco mineiro. Acredita-se que nela o Padre João de Faria Fialho rezou a primeira missa da região, em 1699. Construção: Início do século XVIII Localização: Morro da Queimada, arredores de Ouro Preto |

| Capela de Sant'Ana Construída em pedra de cocar, a capela marca o início da fundação de Ouro Preto. Os altares laterais, feitos posteriormente, apresentam exemplares das primeiras talhas da região. Construção: Anterior a 1720 Localização: Morro da Queimada, arredores de Ouro Preto |

| Capela de Nossa Senhora da Piedade É a última das capelas construídas na Serra de Ouro Preto. Apresenta inovação em relação às capelas de São João e Sant' Ana: portas, janelas e outros detalhes arquitetônicos construídos em pedra de cantaria. Construção: 1720 Localização: Morro da Queimada, arredores de Ouro Preto |

| Capela do Bom Jesus das Flores do Taquaral Das primitivas capelas, é a que menos sofreu interferências de novos estilos de época. Apresenta magníficas pinturas ilusionistas nos forros da nave e capela-mor e talha característica do estilo joanino, da segunda fase do barroco mineiro. Construção: 1748 Localização: Rodovia dos Inconfidentes, km 4 - Taquaral |

| Capela de Nossa Senhora do Rosário de Padre Faria Em 1740, abrigou a confraria dos brancos, expulsa pelos pretos da Irmandade do Rosário, sendo reedificada e enriquecida nesta época. A sineira lateral e a cruz pontificial são acréscimos posteriores à construção. Possui esplêndidos retábulos barrocos. Construção: 1710 Localização: Rua Padre Faria - Padre Faria |

| Capela de Nossa Senhora das Dores Portugueses da Irmandade Dolorosa de Braga construíram sua capela com doações, pois gozavam de grande prestígio na comunidade mineradora. Anualmente, a Paróquia de Antônio Dias realiza nela o Setenário das Dores. Construção: 1788 Localização: Rua Dr. Tenente Pereira Filho - Antônio Dias |

| Capela de São Sebastião A sineira lateral, destacada do corpo da capela, representa uma inovação em relação às construções anteriores, que seguiam o padrão arquitetônico maneirista em suas fachadas: porta principal, duas janelas e óculo. Construção: Século XVIII Localização: Morro de São Sebastião |

| Capela do Senhor do Bonfim Foi bastante descaracterizada pelas várias alterações sofridas ao longo dos anos. Serviu a uma antiga função sinistra: nela, os condenados à morte pela forca ouviam missa por sua alma. Construção: Início do século XVIII Localização: Rua Antônio de Albuquerque - Pilar |

| Museu de Arte Sacra de Ouro Preto Inaugurado em maio de 2000, o museu conta com um acervo de 400 peças feitas dos séculos XVII a XIX. São imagens, banquetas, documentos e até vestimentas que, dividas em oito vitrines temáticas, recontam a história da antiga Vila Rica. Localização: Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar |

| Museu da Inconfidência Inaugurado em 1944, ano do bicentenário de nascimento do poeta Tomás Antônio Gonzaga, reúne documentos e objetos que evocam a Inconfidência Mineira e obras diversas do patrimônio histórico e artístico de Minas Gerais. Obras do Aleijadinho estão reunidas em uma sala especial. Localização: Praça Tiradentes, 139 - Centro |

| Casa dos Contos Um dos mais belos exemplares da arquitetura civil do período colonial. Possui salas de exposição permanente com mobiliário e objetos dos séculos XVIII e XIX, documentos manuscritos e mostra numismática. Hoje abriga o Centro de Estudos do Ciclo do Ouro e a Agência da Receita Federal. Localização: Rua São José, 12 - Centro - (31) 3551-1444 |

| Museu de Mineralogia O museu foi montado a partir de 1877 com minerais trazidos pelo francês Henri Gorceix, fundador da Escola de Minas e Metalurgia de Ouro Preto. O acervo reúne mais de 20 mil amostras do mundo inteiro. Em 1984, sala especial foi organizada sob moderna concepção museológica. Localização: Praça Tiradentes, 20 - Centro |

| Museu das Reduções Quatro irmãos, inspirados nos museus de Haya, na Holanda, e de Londres, na Inglaterra, criaram o museu confeccionando réplicas reduzidas dos principais monumentos históricos nacionais com o mesmo material empregado na construção dos edifícios originais. Localização: Rua A, 131 - (31) 3553-5183 - Amarantina |

| Museu Casa Guignard Inaugurado em 1987, reúne mostra significativa da obra do pintor modernista Alberto da Veiga Guignard, que viveu em Ouro Preto entre 1961 e 1962. Apaixonado pela antiga Vila Rica, deixou várias obras que mesclam a habilidade de seu traço ao lirismo da paisagem mineira. Localização: Rua Conde de Bobadela, 110 - Centro |

| Museu do Oratório O acervo de oratórios da colecionadora Ângela Gutierrez é uma mostragem da fé brasileira, e especialmente mineira, inserida no cotidiano dos anos setecentos e oitocentos, numa tentativa de amoldar a beleza estética aos usos e costumes da época da formação de uma sociedade tipicamente religiosa. Localização: Antiga casa do Noviciado na Igreja de Nossa Senhora do Carmo. |

| Farmácia Magalhães Réplica de uma farmácia típica do século XIX, possui belos frascos, porcelanas e antigos equipamentos farmacêuticos. Localização: Rua Costa Sena, 171 - Centro |

| Palácio dos Governadores - Escola de Minas e Metalurgia Construído para abrigar os governantes de Minas Gerais, do período colonial, a partir de Gomes Freire de Andrade, à República. Com a mudança da capital para Belo Horizonte, em 1898, passou a abrigar a Escola de Minas e à Metalurgia de Ouro Preto. Construção: 1741 Projeto: José Fernandes Pinto Alpoim Arrematante: Manuel Francisco Lisboa Utilização: Escola de Minas e Metalurgia de Ouro Preto |

| Casa de Câmara e Cadeia - Museu da Inconfidência Foi construída para sediar a estrutura administrativa, política e judiciária de Vila Rica. Embora seja conhecida como a primeira edificação em estilo neoclássico de Minas Gerais, guarda características barrocas especialmente em portas e janelas. Construção: 1784 a 1846 Autor do projeto: C. Manuel Ribeiro Guimarães Utilização: Museu da Inconfidência |

| Teatro Municipal de Ouro Preto o mais antigo teatro em funcionamento na América Latina, tendo se destacado entre as casas do gênero em Minas. É Formou sua própria companhia de artistas e produziu espetáculos diversificados, incluindo óperas, oratórias e comédias. Construção: Concluída em 1770 Construtor: José de Souza Lisboa Localização: Rua Brigadeiro Musqueira, s/n - Centro |

| Casa de Tomás Antônio Gonzaga Nela funcionou a Ouvidoria de Vila Rica. No período de 1782 a 1788 foi residência do poeta e inconfidente Tomás Antônio Gonzaga, que exerceu o cargo de Ouvidor Geral. Hoje é sede da Secretaria de Turismo e Cultura de Ouro Preto. Localização: Rua Cláudio Manoel (ou do Ouvidor), 61 - Centro |

| Estátua de Tiradentes A estátua foi erigida segundo decreto de 1891 da Constituinte Mineira e inaugurada em 21 de abril de 1894. O italiano Virgilio Cestari é o autor do projeto. As peças em granito foram feitas no Rio de Janeiro e os ornamentos em bronze, na Argentina. |

| Estação Ferroviária Grandes festejos marcaram a inauguração da estação e do ramal ferroviário em 1888, com a presença do imperador D. Pedro II e da Princesa Isabel, além de outros convidados ilustres. Localização: Praça Cesário Alvim, 102 - Barra |